Cartas do Ex[celentíssi]mo Martinho de Mello e Castro derigidas de Londres ao Ex[celentíssi]mo Sen[ho]r Conde de Oeiras

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Title
Cartas do Ex[celentíssi]mo Martinho de Mello e Castro derigidas de Londres ao Ex[celentíssi]mo Sen[ho]r Conde de Oeiras
Abstract
This abstract describes a multi-page diplomatic correspondence collection comprising letters, memoranda, and official dispatches dated between 1764 and 1766, primarily originating from London and addressed to Sebastião José de Carvalho e Melo, the Count of Oeiras (later Marquis of Pombal), chief minister of Portugal. The principal author is Martim de Melo e Castro, Portuguese envoy in London, whose letters detail urgent diplomatic negotiations concerning perceived Spanish and French military threats to Portugal’s European territories and colonial possessions in Brazil, particularly following troop movements along the Iberian frontier and violations of Article 21 of the 1763 Treaty of Paris. Key themes include requests for British military assistance—including twelve thousand muskets, artillery, tents, and cavalry support—negotiations over the outstanding £70,000 sterling subsidy from the 1762 Anglo-Portuguese agreement, disputes concerning grain embargoes and road repairs near the frontier, and intelligence exchanges regarding troop deployments in Trás-os-Montes, Minho, and Beira. The collection also contains extensive correspondence involving Prince Charles of Mecklenburg concerning his service in the Portuguese army, stipend entitlements, regimental command, and diplomatic interventions by the British royal family, alongside ancillary material on merchant grievances, colonial administration in Nova Scotia and Goa, and financial arrangements involving the Portuguese Treasury, the Tower of London, and the National Library of Lisbon, where the document is held.
Date
1764
Language
por fre eng
Library Catalog
Portugal. Biblioteca Nacional
Call Number
PBA. 612
Notes

Content

Cartas de Martinho de Melo e Castro, ministro plenipotenciário de Portugal em Londres, para o Conde de Oeiras, Sebastião José de Carvalho e Melo (f. [1-4 v., 18-21 v., 32-48 v., 54, 62-64 v., 70-92 v., 98-104, 108-137 v., 165-169 v., 177-182 v.]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro. 18 dezembro 1764 (f. [5-5 v.]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para o Conde de Oeiras, a remeter cartas de Charles, príncipe de Mecklembourg (f. [6-14]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para o Conde de Oeiras, a remeter cópia da carta que escreveu a George Grenville (f. [15-17 v.]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para D. Luís da Cunha, ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (f. [22-24, 49-51 v., 52-53 v., 170-171 v.]) . - Cartas do Conde de Schaumburg-Lippe para Martinho de Melo e Castro, e resposta (f. [25-28]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sobre o preço e qualidade do alcatrão (f. [30-31]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para o Conde de Oeiras, a remeter cópia da carta que recebeu do Conde de Limburg Stirum (f. [57-59 v.]) . - "Extracto de huma Carta escrita por hum official de Reputação a Mr. Grenville dattada do Rio de Janeyro, em 14 de Outubro de 1764", em inglês e português (f. [60-61]) . - "Conta remettida ao Ex[celentíssi]mo S[enho]r D. Luiz da Cunha com data de 26 de Março de 1765. Carregação das Barracas que forão para Lisboa em o Navio Hercules [...] Empaquetadas e remetidas a bordo por Guilherme Worsfold" (f. [65-66 v.]) . - "Conta remettida ao Ex[celentíssi]mo S[e]n[h]or D. Luiz da Cunha com data do 1o de Abril de 1765. Carregação das Barracas que forão para Lisboa em o NavioLillies [...] Empaquetadas e remetidas a bordo por Guilherme Worsfold" (f. [67-68 v.]) . - "Relação de varios Petrechos carregados para Lisboa em o Navio Isabella (f. [69]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sobre a compra de ferro, cobre e bronze, para fundir artelharia (f. [93-97, 139-143 v., 156-164, 172-176 v.]) . - Carta de Martinho de Melo e Castro para o Conde de Oeiras, a remeter uma nota sobre o engenheiro Pleydell (f. [105-107]) . - Certificação, por José Rodrigues da Costa, escrivão da Câmara de Macau, de documentos do Senado da Câmara de Macau sobre a retirada do Bispo diocesano para a Europa. Macau, 23 janeiro 1765 (f. [144-148, 151]) . - Representação do Senado da Câmara de Macau dirigida a D. José (f. [149-150, 152-153]) . - Correspondência entre Martinho de Melo e Castro e Estevâo de Visme (f. [154-155])

Transcription (Pages 1-220)

Page 1

[Page 1]
[Anotações marginais]
No topo, à esquerda: 612 (em tinta vermelha, sublinhado)
No topo, ao centro: 1765
No topo, à direita: N.º 3

[Texto Principal]
Cartas

Do Exmo. Martinho de Melo e Castro
dirigidas de Londres ao Exmo. Senr Conde
de Oeiras sobre negocios de Fazenda imp-
portantíssimos

[DAMAGED: mancha escura cobre parte do texto abaixo da linha "portoualissimos"]

[Carimbos]
No centro, à direita: Selo circular com brasão real e inscrição "BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA"

[Referências arquivísticas]
Nenhum número ou referência arquivística visível além das anotações marginais.


Page 2

[Anotações marginais]
[No centro, ligeiramente à direita]: e. N.º 10


Page 3

[Page 1]
[Texto Principal]
Mm. Exm. Sr.
Este Ministerio, depois das instancias que hontem feito, de não perder tempo em soccorrer a forca de Portugal por Mar, e por Terra; e ter allegado todos os avisos, effectos, que comprovão a dissolução das forças de Versailles, e Madrid, para nos attacarem; tem perguntado, assim aos Embaixadores que aqui residem, das duas Cortes, como em direitura ás mesmas pelos Embaixadores Britanicos que ahi residem, quais são as suas intenções sobre a forca de Portugal.

E unanimemente se lhe tem respondido, como V. Ex.ª pode supor, Que não há outras mais, que as de se conservarem em Paz com adita forte.

Sobre os movimentos, e disposições na Fronteira de Portugal, faz aqui entender o Embaixador da Corte de Madrid, que alguns Corpos que foram mandado para aquella parte, é por conta da nova distribuição de Quartéis, que foram dado aos Corpos Militares; e por querer El Rey Catholico que vá caja, onde precedentemente to os não havia; e de nenhuma sorte com

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] (Ilegível)
[No centro, à esquerda] (Ilegível)

[Carimbos]
[No topo, à direita] Selo circular: "BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA" com brasão real no centro

[Assinaturas]
[No final, à direita] (Ilegível)

[Referências arquivísticas]
[No topo, à direita, ao lado do selo] 1


Page 4

[Page 1]

[Texto Principal]
com outra alguma intenção.
Que o Embargo sobre os Trigos, era
Euma necessaria consequencia da determina-
ção que Setomou, de mandar para aly os
Referidos Corpos.
Que vacomodaram-se os Caminhos,
Eera Euma Ordem geral que Setinha
dado em todo o Reyno; e que ao mesmo tem-
po que se acomodão os que Conduzem de Ma-
drid ás Fronteiras de Portugal, se farião
omesmo aos de Cadiz, de Barcelona, e outras
partes no interior do Reyno?
Aestas asseverações, junta este
Ministerio os avisos posteriores de Lord
Rochfort; isto é, deter a forte de Madrid
Contramandado amarela de varios Regimen-
tos destinados para as Fronteiras de Por-
tugal; de Setor suspendido o augmento das
Tropas; e de seter dado licença aos Offi-
ciaes para se ausentarem dos seus Corpos
acrescenta mais differentes informações
que tem mandado fazer no Reyno de Ir-
lande, para saber se os Franceses tem
dado ordens, ou tirado daly Carnes, como
regularmente fazem nas grandes Expedições
de

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] (Ilegível)
[No topo, centro] (Ilegível)
[No topo, à direita] (Ilegível)

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível]


Page 5

[Page 2]

[Carimbos]
- [No topo, à direita] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (selo circular com brasão)

[Texto Principal]
de Mar; Considera mais, que arnesma Fran-
ça tão longe está de entrar em huma No-
va Guerra, que não obstante a Situação
em que se achão as suas Finanças; vem de
concluir com a Grande Bretanha a forma
do pagamento dos Prisioneiros Franceses, que
monta a quinze milhões de Livras Torne-
zas; das quaes huma terça parte sepa-
gará no principio de Janeiro prezente, e as
outras duas terças partes nos dous Annos
Seguintes de 66, e 67.

Estas, outras Considerações de se-
melhante força, que não fazem todas hu-
ma Laraõ, nem ainda provavel, ou pro-
dente, Capacitão ainda assim o mesmo
Ministerio, para me aflevar, que não
é possivel que os Franceses, e Espanho-
les, queirão prezentemente entrar em hu-
ma Nova Guerra; e que a Grande Bretanha
não poderia, sem cauzar hum grande Dii-
do na Europa, começar a fazer hum ar-
mamento de Mar, e Terra; e que posto que
arnesma Grande Bretanha parecia dezad-
mada, Contudo não estava de sorte,
que não pude-se fazer disposições prom-
ptas


Page 6

[Page 1]

[Texto Principal]
ptas, se anecessidade as exigir se.
Que entretanto fora precizo ver
oque a corte de Madrid Respondia ao Em-
baixador de Portugal; e que Sua Mages-
tade Fidelissima fazia mil vezes bem
em se preparar para tudo vque podese
acontecer; e para dar tempo aos Seus
Aliados de irem ao Seu Socorro, se assim
fosse precizo.
Não se necessaria grande instrucção
para responder asemelhantes discursos, que todos
seduzem a algum só ponto; isto é, que a Grande
Bretanha somente poderá crer que os France-
zes, e Hespanhois fazem a Guerra a Portugal,
quando realmente o atacarem. Assim o ficará
no Anno de 1762, e assim o farão eternamen-
te, por mais disposições, por mais evidencias,
e por mais factos, que os persuadaõ do Contrario.
Perguntou a este Ministerio se se
lembrava das inteligencias que metinha co-
municado por Ordem de El Rey da Grande
Bretanha; Se hria as que no mesmo tempo
hubeu a minha corte de differentes partes, e que
tambem V. comunicou por ordem della; abres-
centando, que as Tropas Hespanholas, não


[Anotações marginais]
[No verso, à esquerda, texto manuscrito parcialmente visível, sobreposto:] (Ilegível)

[Carimbos]
[No topo, centro] Círculo leve, sem inscrição legível — (Selo ou marca de água)

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível na página]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 7

[Page 3]

[Texto Principal]
só tinhaõ ordem de marchar para as Frontei-
ras de Portugal, mas que muitos Corpos ti-
nhaõ já chegado ás mesmas Fronteiras,
estão chegando; selriaõ igualmente, que
os mesmos Hespanhoes cometiaõ Estilida-
des inauditas, na parte Meridional das
Américas Portuguezas, enaõ queriaõ execu-
tar o Artigo 21 do Tractado de Paris.
Depois destas perguntas, V. Exa ale-
flexaõ: Que se das Américas Britanicas, e do
interior do Reyno de França, chegaõ sim a es-
ta Corte as mesmas inteligencias; com lonse-
quencia dellas sevi-jem marchar para as-
Costas de Bretanha, e Picardia, vinte atrinta
mil Homens; e desefretarão nos Portos
de França as Embarcaçoẽs pecafiarias para
Eum Embarque; que a Grande Bretanha
emtal caso, naõ duvidaria Eum só ins-
tante, de que se dispunha Euma Invasaõ
contra Eum dos tres Reynos da mesma
Grande Bretanha.
Equesendo a Situaçaõ de Portugal ain-
da muito mais Critica, pois que os Hes-
panhoes naõ precisavaõ Embarque para
entrar em Portugal, ou nos mais importan-
tes

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 3

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível]


Page 8

[Page 1]

[Texto Principal]
tes Estabelecimentos do interior do Brasil,
porque assim em cama, como em outra parte,
já sedecavão na Europa as Portas do Reino,
ena America Senhores da Barreira das Co-
lonias Portuguezas; parecia verdadeiramen-
te pasmoso, que a Grande Bretanha achasse
ainda assim, que numa tal Conjunctura,
não era affaz Critica, para fazer as dis-
posições necessarias, por conta de Soccorrer a-
tempo oportuno a forca de Portugal.
Este discurso sem interrompeu com as
queixas dos Negociantes Ingleses, que chegaram
pelo penultimo Paquetboat, como V.Ex. verá
em Carta separada; e de duas leontros, ou
Conferencias, em que se passou substancialmen-
te o que deixo referido, sahi com o disgosto de
ver, que os mesmos Negociantes Ingleses
aproveitão apresento Situação de Portugal,
para repetirem o mesmo quantas vezes
tem dito; e que o Ministerio quer fazer
valer as suas pertenções, ao mesmo passo que
Setrata da nossa defença. Deos G.de V.Ex.
Londres 1 de Janeiro de 1765.

[Anotações marginais]
[No centro, à esquerda] (Ilegível)
[No topo, à esquerda] (Ilegível)

[Assinaturas]
Mm. Exm. Snr.
Conde de Oeyras.

Martinho de Melo e Castro

[Referências arquivísticas]
[DAMAGED: borda direita rasgada, texto parcialmente perdido]


Page 9

[Page 4]

[Texto Principal]
[Ilegível: extenso bloco de escrita cursiva, densamente disposto na metade inferior da página. Caracteres minúsculos, entrelaçados, com pouca margem entre linhas. Tinta marrom-avermelhada, desbotada. Legibilidade extremamente comprometida devido à caligrafia e ao estado do papel.]

[Anotações marginais]
[Nenhuma anotação marginal visível.]

[Carimbos]
[Nenhum carimbo ou selo visível.]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível.]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página.]


Page 10

[Page 1]

[Texto Principal]
Londres 1º de Janeiro de 1766.
Perguntas do Ministro inglês ao Embaixador de França, Carta sobre a Exposição das hostilidades na fronteira de Portugal, e presentes frivolas, com referência à apreensão de movimentos por Orsay & Tellemont, da nova fronteira; o desfazer as demandas de Bellisfonte, terminar imediatamente; os de alveitar tanta obra como enervou; apresentando a França, acham que se obrigam a seguir as sugestões de Orsay, por seus missionários em termo grego. Ambos Comjos de M. D. mostram apertar-se àquelas sugestões, trazendo Conselho de Guerra. M. M. etc. Convenções afetadas a Duquesa Subterfugido, com opinião de Majestade Inglesa.

[Anotações marginais]
(No topo, à direita) [UNCLEAR: data ou nota breve]

[Carimbos]
(Nenhum selo ou carimbo visível)

[Assinaturas]
(Ilegível no final da página)

[Referências arquivísticas]
(Nenhuma referência arquivística visível na página)


Page 11

[Page 1]
N° 1°

[Texto Principal]
Copie
Monsieur

Le fourrier Joseph Gonçalves est arrivé icy le 16 du courant à six heures du soir, et il m’a remis les Dépêches de Votre Altesse; Ceux qui étaient destinées pour Lisbonne sont parties aujourd’huy par un Exprès qui est arrivé de Portugal le même jour 16, et qui m’a remis les trois lettres ci-jointes avec ordre de les diriger à N. Alt° sans la moindre perte de tems.

J’en ai déjà fait part à N. Alt° des intelligences qu’on avoit icy, par l’Extrait fidèle de différentes relations, dont j’ai envoyé une Copie à la four, et une autre à N. Alt° avec ma lettre du 23 de Novembre.

Avant l’arrivée de mon fourrier à Lisbonne, le Roy était aussi instruit, que la Cour de Madrid méditoit un attaque contre le Portugal, d’accord et d’intelligence avec la France; que des Troupes Espagnoles étoient déjà arrivées sur les Frontières de Trás-os-Montes, Minho, et Beira, et qu’y arrivoient successivement; qu’on accommodoit les Chemins pour le passage de l’Artillerie; qu’on faisoit des Écuries dans chaque; et que le Roy d’Espagne n’ayant rien à craindre du Lotte d’Italie, faisoit venir les Troupes qu’il payoit de Naples.

Ces intelligences étant dans le fond les mêmes

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 5
[No canto inferior direito] mêmes

[Assinaturas]
[Ilegível]


Page 12

[Page 1]

[Texto Principal]
mêmes qu'on a eû à Londres, et bien plus décisives
dans la circonstance de l'arrivée des Troupes sur
les Frontières; on est bien convaincu en Portu
gal, qu'il y a une invasion concertée; et qu'on
s'y est principalement décidé, au moins qu'on a
commencé à faire des mouvements, depuis que
V. Alt? est sortie de Portugal; et les délais de la
Grande Bretagne, étant bien connus, au commen
cement d'une Guerre, on veut l'entreprendre sur
les Etats du Roy, avant qu'Elle puisse agir.
Voilà ce que j'ai ordre de représenter
à cette Cour, par deux Expres successivement arrivés
de Lisbonne; et delà demander des Secours pour
assister le Roy dans son Royaume, et dans ses
Colonies.
J'ai reçu ordre d'admettre d'abord 12
mille Fusils complets pour l'Infanterie, des
Tentes pour dix mille Hommes; des Mortiers,
des canons, et d'autres atirails pour l'Artillerie.
Je profite de cette occasion, pour assurer
V. Alt? de la haute et respectueuse considération
avec laquelle j'ai l'honneur d'être
Monsieur

[Anotações marginais]
[No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura, possivelmente posterior:]
Londres le 18 Decembre
1764

[Assinaturas]
V. Alt?
Très humble et Cº
Dumbells.

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível na página]


Page 13

[Page 6]

[Texto Principal]
Na tempo que a Raynha da Grande Bretanha, me
perguntou se seu Irmão o Príncipe Carlos de Mekelembourg,
escrevera a V. Exª depois que sahia de Portugal, ou a mim
depois que cheguei a Londres.
Respondi-lhe que não tinha noticia de que
houve-se escrito a V. Exª, e que eu tinha recebido tantas
onras de Sua Alteza, que não devia esperar esta, mais
que havendo occasião de me empregar no seu serviço.
Perguntou-me mais como ficara seu Ir-
mão no serviço de Portugal.
Respondi-lhe que sem determinação alguma
porque Sua Alteza partira sem dizer hua só palavra
ao dito respeito, nem a V. Exª, nem ao Marechal.
A isto me disse; fica por minha conta dar-
lhe hua boa repreensão.
Passados dias recebi do mesmo Príncipe
Carlos de Mecklembourg, a carta que V. Exª achará jun-
ta debaixo do nº 1.º que não deixou de me embaraçar,
depois do que havia passado com a Raynha da Grande
Bretanha; não podendo por modo algum combinar, o
que S. Magª me tinha dito, e o que eu lhe respondi, com
o que o Príncipe me escrevia: E nestes termos, como tam-
bem por não entrar no detalhe das pretensões do Prín-
cipe, tomei o partido de diferir a resposta, aver se este
negocio esquecia.
Passados porem dois mezes me tornou o mes-
mo Príncipe a escrever a Carta, de que junto a copia,

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] Mmo Qmo Snr.

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 14

[Page 1]

[Texto Principal]
Nº 2º, remettendo a à Raynha sua Irmam, e Sua Maj. mandando-ma entregar por Lord Kantaloupe seu Embaixador, me fez advertir pelo Barão de Dewitz Ministro de Mecklembourg, que a minha resposta poderia ir pelo Paquette da Corte a Hanover.

Nestes termos me resolvi a escrever-lhe a Carta de que junto tambem a copia nº 3º, buscando com ella aberta, e com as que tinha recebido do Principe, dito Barão Dewitz, para que elle as fizesse ver a Sua Magestade Britannica.

Deste passo resultou, o que eu podia desejar, porque a Raynha falando-me depois no Cerco, me disse, que seu Irmão, injusta e inconsideradamente me escrevera no estilo em que o tinha feito, e que não podia ter outra disculpa, que a da sua pouca idade.

O Barão Dewitz me sigurou depois que S. Mag.ª Britannica, estava sumamente sentida da carta que vira de seu Irmão; e da pouca prudencia do seu comportamento, e que dezejava que eu não falasse à minha Corte em semelhante materia.

Depois deste negocio concluido em Londres, na forma referida, venho de receber hua carta do Marechal junta com a que remetto a V. Exª, em que me dir o seguinte = S.A. Mons.º le Prince Charles de Mecklembourg, est venu ici d'Hanover; il dit n'avoir pas reçu de réponse à plusieurs Lettres qu'il a ecrites à S. Ex.ª Mons.º Le Comte d'Oeyras, et à vous, declarant

[Anotações marginais]
[No lado direito, parcialmente visível] (Ilegível)

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 15

[Page 1]
[Texto Principal]
Copie.
Monsieur

L’entrée audernier point encore détruites les bontés dont vous m’avez honoré depuis que j’ai eu l’avantage de faire votre connoissance à Londres, et dont j’ai senti encore des marques efficaces pendant mon séjour en Portugal. Je suis charmé depouvoir par celle-ci vous en renouveller mes sincères et humbles remercîments: Je dois en même tems ne pas vous celer combien ma surprise a été grande des plaintes que Mr le comte d’Oeyras a fait former par vous auprès de la Reine ma sœur, dite que je n’avais pas écrit à son Excellence depuis mon départ de Lisbonne, ni tirer les moindres informations du Régiment de cavallerie dont j’ai l’honneur d’être le Chef; d’autant plus que je puis très facilement vous soutenir, que ces accusations sont absolument mal fondées, car Mr. Je puis vous prouver, que j’ai écrit trois lettres à Mr le comte d’Oeyras depuis ce tems-là, en même tems que j’écrivis à Mr le comte de la Lippe, et au Ministre de Sa Majesté le Roy d’Angleterre, dont je scais l’arrivée, et sur lesquelles j’ai reçu l’alipon se, à l’exception de Mr le comte d’Oeyras, qui n’a pas daigné m’honorer jusqu’ici d’un mot de réponse; quoique le contenu de la première,

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] N° 50
[No topo, à direita] 7

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível no final da página]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 16

[Page 1]

[Texto Principal]
n'étoit absolument, que le désir de me mettre aux
pieds de Sa Majesté très Fidèle; et les émérîments
les plus humbles, fondés sur la connoissance la-
plus vive des grâces et bontés dont Sa Ma-
jesté m'a honoré, et que je me fais gloire
de reconnoître toute ma vie, et que ne finira
qu'avec ma mort. Pour les informations de
mon Régiment, je me suis fié sur ce que M.
le Lieutenant Colonel St. Payo doit exécuter
les ordres exprès que je lui ai donnés à mon
départ, et qui étoient celles de me donner ince-
ssamment le rapport du Régiment, comme il est
partout coutume de faire; mais jusqu'à pré-
sent il ne l'a pas trouvé à propos; de sorte
qu'il est impossible que je puisse décider,
ou m'occuper des affaires relatives au Régi-
ment. De plus, Mr. vous savez, que depuis
tout tems que j'ai le bonheur de servir
Sa Majesté très Fidèle, je n'ai pas tiré
les moindres appointements ni de Lieutenant
Général, ni de Colonel Général de cavallerie,
ni ceux du Chef du Régiment; tandis qu'au-
contraire Mr. St. Payo a tiré les revenus du-
Régiment; ce qui m'a fait croire avec la-
raison prudente, qu'on ne vouloit pas me-
confier le soin du Régiment. Voilà, Mr. de Crous,

[Anotações marginais]
[No topo, centro] (Ilegível) — possivelmente: "1758" ou "1768"

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível no final do texto principal]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 17

[Page 8]

[Texto Principal]
des raisons capables pour m'excuser, et pour prouver
Mon innocence, vis avis les accusations formées
Contre Moi.
Maintenant qu'il paroit, que Sa Majesté
Souhaite que j'aye moi même besoin du Regi-
ment, je me fais une loi d'exécuter ses ordres,
Mais je dois en même tems vous dire, Mr. que
rien n'est plus juste aussi, que de tirer partie
Raison les Gages, et levants bons dus au caracte
re dans lequel j'ai l'honneur deservir Sa
Majesté. J'ose vous prier ainsi, Mr.? et je
puis le prétendre de droit) de vouloir bien faire
voir à Mr. le Comte d'Ocyras le tort qu'il a
de se plaindre de moi; et agir ensuite, que les
Gages de St. General, de Colonel General, et Chef
du Regiment de Cavallerie, me soient payés
des lettres de mon Service, et qui étoient alors
en double payé aux Etrangers, de même que ce
qu'ils sont à présent, et continueront d'être
aussi longtems que j'aurai l'honneur de ser-
vir Sa Majesté. Je ne manquerai pas
alors, sous cette Condition, d'avoir tous les
Soins imaginables du Regiment, et le mettre
tellement en ordre de honorer l'honneur que
le Roy m'a fait m'en nommant le Chef.
Je m'offre même d'y aller en personne,

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 8

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
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Page 18

[Page 1]

[Texto Principal]
enlas que le Roy l'ordonne, et que le Roy d'être
glement le permette, sans le consentiment duquel,
je n'ose l'entreprendre. Je le depute, Mr?, que
sous ces Conditions, je suis prêt aux ordres
du Roy. Je dois encore vous dire, Mr?, que
pour le changement d'uniforme, que Sa Ma-
jesté veut bien laisser à ma décision, il est
impossible que je puisse m'en dégager, ne sa-
chant pas si le Roy veut qu'il reste sur le
pied qu'il est, ou s'il en veut faire un Re-
giment de Dragons. Vous voyez encore par
Combien il est nécessaire que Mr? St Pays
me donne le depart du Regiment, et Combien
il a manqué à ne pas l'avoir fait jusqu'
ici; et j'ose pour cette raison vous prier de
m'eclaircir sur ce Sujet.

Je me flatte, Mr?, que vous voulerez bien
me pardonner la liberté avec laquelle je vous ai
parlé; mais il me paroit être de mon devoir
de vous en avertir, pour vous detromper du faux
soupçon dans lequel j'ai été d'avoir man-
qué aux attentions et devoirs dus au Roy,
et à des politesses pour Mr? le Comte d'Oeyras,
que cependant j'estime infiniment, et dont
je n'oublierai de ma vie les bontés et polite-
ses que j'ai reçu de sa part à Lisbonne. Je

[Anotações marginais]
[No verso da página, visível através do papel: (Ilegível) - texto invertido e muito fraco, não transcritível]

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível na face da página]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível no final do texto principal]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 19

[Page 1]

[Texto Principal]
Sois d'ailleurs trop persuadé de votre amitié pour moi, et j'ai trop de confiance en vous, pour ne pas oser espérer, que vous voudriez bien avoir soin à ma demande aussi juste, que vraie; et j'espère que vous voudrez bien m'honorer d'une favorable réponse, comme une chose que je vous demande instamment. Je vous prie du reste d'être persuadé de ma part, que rien au monde n'égalerá l'envie de connoissance que je vous en aurai, ayant pour vous l'estime la plus haute, et l'consideration la plus distinguée. Daignez aussi M. m'honorer de la continuation de votre précieuse amitié, me faisant gloire de la mériter, et d'être toute Marie

Monsieur
Votre très humble et très obedient serviteur

Charles Prince de Mecklembourg.

[Anotações marginais]
[No canto superior direito] 9

[Assinaturas]
Charles Prince de Mecklembourg.
d'Hanover ce 17e
d'Aout 1764.


Page 20

[Page 1]

[Anotações marginais]
- [No topo, à esquerda] Copie. Nº 20
- [No centro, à direita, acima do texto principal] 10

[Texto Principal]
Monsieur

Je me suis flatté jusqu'à présent d'une réponse de votre part, sur la lettre du 17 du mois d'Aout, que j'ai eu l'honneur de vous écrire, mais en vain; et jusqu'ici, je n'ai point été aussi heureux d'en recevoir. Je ne sais à quoi attribuer ce silence, d'autant plus que je m'étois toujours flatté d'une sincère amitié de votre part, et dont la perte me seroit des plus sensibles; ajoutez-y que j'ignore par quoi l'avoir mérité, et que je veux plus tôt croire, que par une foule d'occupations, Elle l'a remise. J'ose parler ici pour en faire souvenir, Monsieur, et vous prier de m'honorer de quelque réponse, pour que je puisse savoir à quoi j'en suis, et me régler en conséquence. Je dois d'ailleurs m'attendre à une favorable réponse, mes demandes étant aussi justes que possibles; et qu'une intercession de votre part, ne peut donner qu'une bonne issue. Soyez persuadé, Mr., que je reconnoitrois cette bonté de votre part, et que je suis prêt à vous rendre mes services, dans tel Cas que vous me jugerez capable. J'ai dû aussi d'être tout Mavie, avec l'estime la plus distinguée, et la considération la plus Haute et Parfaite.

[Assinaturas]
Monsr. Votre très humble et C.
Charles Pr. de Mecklembourg.

[Referências arquivísticas]
Hanover le 9. Novembre 1764.


Page 21

[Page 1]

[Texto Principal]
J' ai mille et mille excuses à faire à Votre Altesse, d'avoir differé la réponse à la lettre qu'Elle m'a fait l'honneur de m'écrire le 17 du mois d'Aout; méritant, par le retardement, les plus sévères reproches, et plein de si obligeantes, comme ceux que Je vois dans la seconde lettre de N. A. datée du 9me Novembre.

Comme Mr. le Baron de Dowitz a eu la bonté de m'assurer, qu'il verroit à N. A. dans son passage pour Hanover, J'ai cru pouvoir attendre cette occasion; et celle-ci est la cause du délai afin que Son témoignage, et mes assurances, auraient pu convaincre plus solidement N.A. que l'on peut me flatter davantage, que de voir dans Ses Sentiments une continuation de la même bienveillance, dont V.A. m'a honoré depuis les premiers jours que J'ai eu le bonheur de lui faire ma cour à Londres; sans que V.A. puisse me savoir gré d'aucune de mes démarches, que dans le seul empressment que J'ai eu, et que J'aurai toujours, d'emplir mon devoir auprès d'Elle.

Pour ce qui regarde ma cour, N. A. peut être bien persuadé, que la resolution, signée de la magnanimité de son Coeur, qu'elle a prise d'aller au Service de Portugal, lorsque la Guerre s'y est déclarée; l'intérêt et l'amitié que leurs Majestés Britanniques montrent pour le Roy, en vous

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] Copie. N° 3º

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Não visível nesta página]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível nesta página]


Page 22

[Texto Principal]
accordant la permission de vous y tendre, sont des circonstances auxquelles Sa Majesté sera tou-
jours sensible, et dont Son Ministere, et toute
la Nation Portugaise, ne pourront jamais se
laperler, qu'avec la plus vivo reconnoissance.
Après ceci V. A. peut bien voir, qu'il
n'étoit pas possible, que Monsieur le Comte
d'Oeyras en fit des plaintes auprès de Sa
Majesté la Reine sa Soeur, ni même qu'il
m'en chargeat d'une Commission si contraire
à ses Sentiments.

A l'égard des lettres que V. A. me
marque lui avoir écrites, Je ne puis pas m'
imaginer qu'il les ait lècues; au moins, Mon-
seigneur Je puis vous asfurer, que dans les
Séjours que J'ai fait à Lisbonne, ayant en-
tendu à Monsieur le Comte d'Oeyras parler
de V. A. plusieurs fois, et toujours avec les-
égards, et le respect qui vous sont dus, Je ne
me suis jamais aperçu, que de telles lettres so-
ient arrivées à ses mains: Je prie cependant
V. A. de suspendre son jugement, jusqu'à ce que
Je sois mieux informé; et J'espère pouvoir
lui donner une satisfaction complete sur cet
article.

Sur le Regiment de Muckelembourg, et
les ordres que V. A. me marqua avoir donnés
à Monsieur Don Juan de Sampayo, pour vous


Page 23

[Page 92]

[Texto Principal]
enfaire les apports necesaires: Il mesemble, que
N. A. avant son depart de Lisbonne, n'a pas dit
un seul mot à Monsieur le Comte legnant de
Schaumbourg Lippe Marechal General, ni même
à Monsieur le Comte d'Oeyras, sur ses Souldats,
ou ses intentions, touchant le service de Portugal:
Elle n'a pas pris non plus aucun arrangement
avec Eux, ni pour le general du service, ni pour
le particulier de son Regiment: Ensortant de
Lisbonne, Elle a seulement ennoncé son depart,
et Elle est partie.
Depuis son absence, et encore dans la lettre
qu'Elle a écrite au Marechal General, Elle a
gardé toujours le même Silence; de sorte, qu'on a
été à la fin convaincu à Lisbonne, que N. A. ne
voulant pas garder deux Services à la fois, Elle
ne pensoit plus à celui de Portugal.
Dans ces circonstances, Monseigneur,
vous êtes trop éclairé, et trop exact dans la
Discipline Militaire, pour ne pas sentir, que
Monsr. Don Jean de Sampayo ne pouvoit pas
executer vos ordres, depuis votre absence, sans
en avertir le Chef del'Armée; et celui-ci, outre
l'incurtitude et l'ignorance où N. A. l'a laissé,
ne sçauroit pas permettre qu'on enfet des rela-
tions sur la Discipline des forps, nouvellement éta-
blie en Portugal; lesquelles devant passer par
differents Pays Etrangers, avant d'arriver à vos

[Anotações marginais]
[No canto superior direito] 92

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível]


Page 24

[Page 1]

[Texto Principal]
mains, auroient été Sujetes à mille inconvenients,
qu'il falloit prevenir par des arrangements, et
des precautions prialables, entre V. A. et lemême
Cef.
D'espere, Monseigneur, qu'après que V.
A. aura bien pesé ces considerations, Elle trou-
vera que la Conduite de Monsr. Don Jean de San
payo, n'est pas à blamer.
Sur l'article des Gages que V. A. n'a
leçus pendant le tems qu'Elle da servi en Portugal,
Comme ils étoient payés, et le sont encore, aux
Généraux et Officiers Etrangers: V. A. me per-
mettra delui dire, que le Roy ne l'a pas regardé
Comme un Général Etranger; mais comme un
Prince, qui étant Père de la Majesté Britani-
que, ne devoit pas être Etranger, ni en Portu-
gal, Ni à la Famille Royale; ni mis sur
le pied des autres Généraux: Et dans cette in-
tention, Monseigneur, on n'a pas pensé à Ga-
ges, ou à doubles appointements, qu'on a bien
vu ne pouvroient pas suffire à V. A. pour en
retenir Sa Suite, Ni pour soutenir Son rang,
mais Sa Majesté, pour donner à V. A. une
marque de Sa tendresse, et montrer en même
tems à son Armée, et à tous ses Sujets, la
distinction qui vous étoit due, sans oublier
les moyens de vous rendre plus aisés les Séjours
de Portugal, Elle a crû pouvoir remplir tous


Page 25

[Page 13]

[Texto Principal]
ces objets, en mettant à N. A. sur le même pied
du Marechal Ginirab.
Cependant si V. A. trouve encore, que Je
dois informer Monsieur le Comte d'Oeynas
sur ce qu'Elle remarqué à cet égard, dans
sa lettre du 17 d'Aout, Elle me donnera ses
ordres, et Je les executerai avec exactitude;
Comme aussi toutes celles, qui pourront convaincre
à N. A. de l'inviolable attachement, et
de la Haute et Respectueuse Consideration, avec
laquelle J'ai l'honneur d'être, Monseigneur,

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 13

[Assinaturas]
De Votre Altesse
Très humble et très obeissant
De Mello.

Londres 20 de Novembre
1764.


Page 26

[Page 14]

[Texto Principal]
son respectueux atachement au service de sa Majesté très
Fidelle, et offrant ses services en Portugal, en cas de be-
soin, me priant de marquer ses sentiments à S. Exª Mr
le Comte d'Oeyras; je me suis conformé à ses desirs, et j'en
parle à Son Exª dans l'incluse =
Nestes termos se a V. Exª lhe parecer escrever-
lhe hua carta de cumprimento, sem lhe falar no serviço
de Portugal, pode estar serto, que esta atençao será mui-
to agradavel a sua Irmam, e com ella temos satisfeito,
sem outro algum encargo, aos estimulos do Principe.
B.¹ge a V. Exª Londres 1º de Janeiro de 1765.

[Anotações marginais]
No canto superior direito: "14"

[Assinaturas]
No canto inferior esquerdo:
Mmo Exmo Snor Con-
de de Oeyras

No canto inferior direito:
Martinho de Mello e Castro

[Referências arquivísticas]
Nenhuma referência arquivística visível na página.


Page 27

[Page 1]

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] Londres 1.º de Janeiro de 165
Sobre Voltava Prinçesa de Mecklenburg
algte Reino.

[Texto Principal]
[ILLEGIBLE: ~200 chars] (Texto impresso ou manuscrito muito desbotado, visível apenas como sombras de linhas verticais e horizontais no centro da página, sem caracteres legíveis)

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 28

[Page 15]

[Texto Principal]
O
ifferentes vezes tenho falado a George Grenville, sobre as setenta mil livras Esterlinas, que ainda se devem dos Subsidios; mas sempre com pouco fruto. Ultimamente retornei a deferir aprezação em que me achava; e me resolvei depois a escrever-lhe a carta, de que V.Ex.ª achará a cópia junta.

Demi este partido, não reclamando pelo Secretario de Estado, porque George Grenville governa tudo; os Secretarios de Estado se encarregão com violencia, em mesmo repugnao ouvir Negocio algum, que respeite à Perouraria.

A difficuldade que tenho encontrado na satisfação desta divida, me obrigou a facilitar-lhe o pagamento della, ou em dinheiro, ou em Armas, ou em ambas as Couzas.

E como não sei nem afirmo que este Negocio terá, nem o tempo que levará; essas Commissoes de que V.Ex.ª me encarregou, não admitem espera; querendo entrodo o caso aproveitar-me de Smith, enquanto aqui se dilatou; porque além de ser bom Soldado, é velho e mais activo, e de uma efficacia, alerto no modo de Selondurar; e Telo no que se lhe encarrega como

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 15

[Assinaturas]
[No topo, centralizado] Wm.º Exm.º Snr.

[Carimbos]
[Nenhum visível]


Page 29

[Page 1]

[Texto Principal]
como não conheço semelhante; Vedei a incumben
cia de ajustar dez mil Armas, castorou por
trinta e cinco Chelins cada huma, das melhores
res que aqui se podem fazer, e superiores ás
que me venderão na Torre por quarenta. Ajustou
tou mais as Barracas para dez mil Homens,
tambem mais baratas que as que me livrarão
da Torre: Ficam-se fazendo Cem Espadas
tambem das melhores, para amostra, e para
se fazer, à vista da sua qualidade, o preço de
quatro mil.

Como estes tres Artigos são justos
e condignos à vista, e por este motivo em muito
melhor Conta; enão sei, nem me fio no que se
resolverá na Thesouraria sobre os Subsidios; em
todo o caso, será precizo que V.Exª ordene a
Dury, que dê huma ordem aos seus Correspon
dentes, para que me assistão com a Somma que
me for precisa: Em ajustando as Espadas,
diri a V.Exª o montante dos tres Artigos.

O Salitro vende-se em Leyão por conta
da Companhia da India, com Marco proximo
se faz Eum, de grande quantidade: O
livrá com o Salitro; ea Artilharia vem

[Anotações marginais]
[No topo, centro] (Ilegível - marca circular)

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível]


Page 30

[Page 16]

[Texto Principal]
achegada de Maclean a Londres, o quo sebri-
ve na Therouaria; em servirii delle, segundo
as circumstancias, e emquanto aqui se detiver.
Deos Guarde a Ex.ª Londres 1.º de Janeiro
de 1765.

[Anotações marginais]
[No centro, à esquerda] P.S. Smith vai encarregado de entregar
a Ex.ª hum Caixoto com as Chapas
para as Vignetts.

[Assinaturas]
Martinho de Mello e Castro

[Carimbos]
[Nenhum visível]


Page 31

[Page 1]

[Texto Principal]
Londres 2º de Janeiro 1665
Toda do officio, pregoamos aos grãos thesoureiros
grande & opoçante por 700000 hirays &
louy de vem by S. Biritij & por arma j elonray,
S. Vitor pechando, a archiduca: & necessid
de thesoros olligos & p. compte & opoçante
se toy munitey.

[Anotações marginais]
(No lado esquerdo da página, texto muito desbotado e ilegível)
[ILLEGIBLE: ~40 chars]

[Carimbos]
(Nenhum selo ou carimbo visível)

[Assinaturas]
(Nenhuma assinatura visível)

[Referências arquivísticas]
(Nenhuma referência arquivística visível)


Page 32

[Page 1]

[Texto Principal]
Copie.
Monsieur

Sa Majesté Britannique
del'avis de son Conseil, tenu le 8me d'Avril 1762,
a donné ses ordres pour assister la Couronne de
Portugal avec les Secours qu'y furent envoyés;
et del'aider aussi avec un Subside de deux
Cents mille livres Sterling. De ce Subside
il en reste encore à payer Soixante et dix mil-
le livres Sterling.

Sa Majesté Très Fidèle se trou-
vant à présent dans la nécessité extreme et
pressante, de faire acheter en Angleterre
quantité de Provisions de toute Espèce; Elle m'a
ordonné de solliciter, pour aider à cette depense,
le remboursement des dites Soixante et dix mille
livres Sterling, ou en argent, ou en Muniti-
ons de Guerre, tirées de la Tour de Londres; où,
s'il est possible, partie en argent, partie
en Armes.

Les circonstances qui forcent aujour-
d'huy ma Cour à faire cette demande, m'assu-
rent aussi des dispositions favorables, avec
lesquelles vous voudrez bien l'aprendre en
Considération; afin que Je puisse obtenir
un ordre des Seigneurs de la Trésorerie, pour
le remboursement de ladite Somme, où par un des

[Anotações marginais]
[No canto superior esquerdo, manuscrito em caligrafia cursiva] Copie.

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível na página]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível no final da página]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 33

[Texto Principal]
des moyens ci-dessus indiqués, où par celui qu'
ils jugeront le plus convenable.
Permettez que je saisisse cette occa
sion pour Vous marquer les égards distingués,
et la Haute consideration, avec laquelle
J'ai l'honneur d'être
Monsieur
Votre très humble et c°

[Assinaturas]
De Melho.

[Londres le 31 Decembre
de 1764.]


Page 34

[Page 18]

[Texto Principal]
Em duas Conferencias que tive ultimamente, huma com Lord Halifax, outra com Mr. Grenville, primeiro Commisario da Fazenda, nasquais se passou sobre o Artigo da Situação de Portugal, e suas Colônias, o que em Carta separada referi a V. Ex.ª.

Hum, outro, passando sem determinação alguma do Negocio sobre a defença de Portugal, aodis Gravames dos Negociantes Ingleses estabelecidos em Lisboa, ou Porto, me disserão:

Que Lord Halifax vinda de Decebro, é um grande Maço, de volume tal, que não Era possível ler-se em muitos dias; e que logo elle vinda igualmente um extracto detudo o que o dito Maço continha; e em que Senão via mais que vexames e desprezos aos Vassalos do El Rey da Grande Bretanha; que não será ouvido, nem os querião ouvir, nem attender; que nelle se mostravão mais claras que o dia, as Contravenções manifestas aos Tratados; as Leys insuportaveis contra os mesmos, e contra os Privilegios Britanicos; que os Vassalos desta Coroa, nem á força de deligencias proprias, nem ainda por meyo do Ministro da Grande Bretanha, podião conseguir Remedio algum ao—

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 18

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 35

[Page 1]

[Texto Principal]
seus Gravames.
Nomeyo desta exclamação: Lord Halifax dizendo: Atthe Bristow, Homem de Negocio muito honrado, que deixa asua Casa, e Familia, por conta de huma divida, que depois de muitos Annos se lhe deve em Portugal; e que pasando a Lisboa, onde se acaba de derouto Mezes, sem até agora poder ter nem Ocoruo à Justiça, nem acceso algum ao Ministerio, nem modo algum de saber, como, e quando devem ser pago.
Que destes casos havia muitos authenticamente provados; e que todos juntos, eram mais do que todo o Corpo dos Negociantes se queixava ineficazmente; segundo ser impossivel viver em Portugal Com Semelhantes vexações; faziaõ huma prova evidentemente conhecida, de que em Portugal Senão queria ter amizade com a Grande Bretanha.
Que a Real Magestade tinha feito as ditas queixas ambayor impressão; que Elle mesmo as tera, e que estava resoluto ate procurar remedio prompto?
Como este Discurso foi proferido por Lord Halifax combatante vivacidade, ein...

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] «continuou»

[Carimbos]
[DAMAGED: faint circular mark near top center, text illegible]

[Assinaturas]
[Final da página] (assinatura parcialmente visível, cortada na borda inferior) — ...Lord Halifax combatante vivacidade, ein...

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 36

[Page 19]

[Texto Principal]
pacienia, foi-me preizo ouvi-lo, e desponder-lhe
commodamente nas breves palavras seguintes.
Que havia hum Anno que me achava
em Londres; que Elle se lembraria do que sa-
viámos passado, ejsto, nos primeiros dias da-
minha chegada; isto é, que começaria-mos
a conferir sobre as queixas que formavão os
Negociantes; que eu me acordaria sempre prom-
pto em toda occasião clara que Elle me apor-
tasse para o ver. Que tivemos huma Confe-
rencia sobre esta materia; que depois della
medife, que os Negociantes Ingleses traba-
lhavão em hum Papel, que Elle medaria
para lhe responder; que este Papel até
agora não chegou; e que eu nunca mais tive
avizo seu para tornarmos a conferir?
Que me não admirava, que os mesmos
Negociantes Ingleses, vendo os Hespanhoes
na Fronteira de Portugal, fizessem derivar
com toda a força e calor as mesmas queixas,
por ser este o seu Costume, sem preverem,
que da Concordia, união, e perfeita intelligencia
das duas Cortes de Lisboa, e Londres, dependia,
não digo já a conservação de hum Aliado
tal com o mesmo Portugal; mas das suas

[Anotações marginais]
[No canto superior direito: "19"]

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma visível]


Page 37

[Texto Principal]
propriás Fazendas, do seu Commercio, da sua Fortuna; e de mayor, o mais importante interesse da Sua Patria, e Nação.

Queria porem, com grande dor minha, que as mesmas queixas formadas contra pouca Cautela, que já se aclamão publicas nas Gazettas de Hispania, antes de chegarem a Londres, fazião no Espirito delle Lord Halifax, todo o effeito que as mesmas Negociantes se tinham proposto.

Que haveria considerado unicamente na Situação, embaraço, extremidade, em que punha o unico Aliado com que se contava a Grande Bretanha, vendo-se sahir de huma Guerra, enas Vesperas de entrar em outra, que não teve, nem tem por objecto, senão o Commercio, os interesses, e as Vantagens dos mesmíssimos Negociantes que hoje seguem; e que por elles Conservar, expoz EL REY meu Amo as vidas dos Seus Vasallos, o seu Reymo, e a sua propria Coroa; E que estes mesmos Negociantes, que gozão em Portugal vssoego, e as vantagens, em quanto vs Portuguezes se sacrificão por ellas, são os que hoje querem indispor as duas Nações, ma

[Anotações marginais]
[No canto inferior direito, parcialmente cortado] ocão

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 38

[Page 20]

[Texto Principal]
ocasião amais Critica, para que os Inimigos
de ambas Consigão mais facilmente o fim de
asperderem, & uma depois da outra.
Que Sua Magestade Fidelissima,
porem, superior atanto desconhecimento, me-
mandou voltar a Londres, para por nappre-
zença de Sua Magestade Britanica, apoiar
Justiça comque os Negociantes Ingleses se-
quizivão; e que se este Negocio schon acclava
ainda concluido, os mesmos Negociantes te-
rão a Cauza, porque vquizivão dilatar, até
encontrarem o momento de não haver tempo
para discutir, effectivir, sobre as suas pouco fun-
dadas pertenções e Gravames.
Que apresento occasião, emque as Fron-
teiras de Portugal se achavão infestadas de
Tropas Hespanholas, eos Estados do Brazil
Cortilizados, em ultimo perigo, foi vque hespa-
receu mais oportuno para attacarem Porto-
gal no Gabinete de Sua Mag. Britanica.
Que não obstante, porem, & uma tal Ci-
tuação, ao embarcar, que ella traz consi-
go, estava prompto aver asquisas dos Ne-
gociantes Ingleses, e desponder a ellas.
Isto é o que passei com Lord Halifax,

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 20

[Assinaturas]
[Ilegível]


Page 39

[Texto Principal]
que depôs partio para a Campanha, e ámanhã
se espera em Londres.
Tres ou quatro dias depois passei subs-
tancialmente o mesmo com George Grenville; e
fico alada momento esperando o Mão de
Papeis emquestão; Seno entanto V.Ex.ª poder
acomodar o Negocio de Bristow, não deixaria
devir abom Tempo?
O Enviado Hay soube-se insinuar
no Espirito de Lord Halifax de sorte, que o
tem pelo Homem do Mundo omais bem in-
tencionado; e creyo que o fim des sustentar, é
para ver seporeste meyo podem ganhar ao
Partido da forte, v Irmaõ Lord Kinoull, e o-
outro Irmaõ Arcebispo de York, que até
agora senão tem querido separar do Duque
de Newcastle. Deus G.de a V.Ex.ª Londres
1.º de Janeiro de 1765.

[Anotações marginais]
[Nenhuma anotação marginal visível]

[Carimbos]
[Nenhum carimbo ou selo visível]

[Assinaturas]
N.m. e Exm. Sr.
Conde de Oeyras.

Martinho de Melo e Castro

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 40

[Page 1]

[Texto Principal]
Lº de Janr. de 1765 Consey.
Sobre ledoy Conference em J oão Halifax, e
gVoo Mesmreco granville argueia unfortunate
o Embaix? Schwady? Em oficio Le proteste by
the mosley yewxy dy Nappo canty bylesy, p
Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry : stá
Conchedentissimay Epyt? Em J Aphion ao Elodotten
fuyis oy yeas? WhDevemlon cov.

[Anotações marginais]
(No lado direito da página, texto manuscrito ocupando a metade superior)

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 41

[Page 1]

[Texto Principal]
Mm. e Lxm. Sr.

A semana passada chegou a Londres
a Porta de Hespanha, e o que daly se aviza é, que
depois da chegada donosso Embaixador, tudo se acal-
va em sossego: Que o mesmo Embaixador, tendo-se
instruido do que havia, estava capacitado de que
Hespanha não queria inquietar-nos.
Que ainda não tinha falado em Ne-
gocio algum; e que a corte de Madrid parecia
adelantar-se com as melhores disposições.
O Embaixador de Hespanha fala aqui
no mesmo sentido; e os dias passados, encontran-
do-me, me perguntou, que ruído era este de
Guerra com Portugal? Respondi-lhe, que Elle me
fazia a pergunta que eu deixava fazer-lhe; por-
que a corte de Madrid é a que devia saber a razão
de mandar infestar as Fronteiras de Portugal,
com diferentes Corpos de Tropas; fazer Armazéns
e Comprovisão dos Povos, acomodar os Caminhos,
e conservar nas mesmas Fronteiras um grande
numero de Artilharia.
Que não havendo Negociante em In-
glaterra, nem Particular com Correspondencia
em Hespanha, que não fizesse estes avisos,
como teria visto impressos nos Papeis públi-
cos de Londres; o Ministerio de S. Mag. Catho-
lica

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 22

[Carimbos]
[Nenhum visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura visível; texto termina com "Ministerio de S. Mag. Catholica"]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 42

[Page 1]

[Texto Principal]
lica, le que devia saber o motivo e occasião des-
smeçante novidade, porque Portugal ignorava-
inteiramente.
Respondu-me, que tive-se a Cortes, de-
que os Objectos se representavão com lores muito
differentes, do que realmente existião.
Que Era verdade, que se tinha mandado Marchar seis Regimentos de Catalunha,
dos quaes, tres tinham Elegido a Galiza; e outros
ficarão em Aragão. Que podia ser tivessem elega-
do ao Reyno de Leão, e Castilla, alguns Regi-
mentos mais, de que não estava bem instrui-
do, porem que semelhantes movimentos, não ti-
nham mais objecto que amudança de Quarteis,
sendo usual em Hespanha ter sempre as Tro-
pas em continuo movimento; e sendo igualmen-
te certo, que nenhuma distribuição de Quarteis,
semeteria nas Praças Fronteiras de Portugal
alguma Guarnição mais daquella que até
agora não havia.
Que a esterilidade da corte em Catalu-
nha, nos dous Annos precedentes, fora a princi-
pal razão de retirar daly oditos seis Regi-
mentos.
Que o Marquez de Esquilache lendo

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] (Ilegível)
[No centro, à direita] (Ilegível)

[Assinaturas]
Que o Marquez de Esquilache lendo que

[Referências arquivísticas]
[DAMAGED: texto parcialmente visível no canto superior esquerdo, possível número de folha ou registro]


Page 43

[Page 23]

[Texto Principal]
que adita esterilidade de-se occaziaõ aos Proprietarios das Terras a Monopolizarem os Trigos, e que daqui se Seguise huma Famine, Mandara, Comprevenção, Comprar amayor parte dos que havia entre os Particulares; que mandara nomesmo Tempo vir grande quantidade de fôra; e que por conta de El Rey estava actualmente vendendo ao Povo, em differentes partes do Reyno; Conseguindo assim evitar o Monopólio entre os mesmos Particulares, e prevenir o excesso no preço dos mesmos Trigo.
Que era verdade que a Artilharia que tinha Servido na ultima Guerra, se achava ainda na Fronteira de Portugal; mas que a excessiva despesa, e trabalho, com que fora para alhy conduzida, exigindo o mesmo para a retirar, não devia passar estranho, que se conservasse ainda naquella parte.
Que os Caminhos, havia huma ordem geral partida de Hespanha para se acomodarem; e que para adespêra do que londux de Galiza a Madrid, setinha destinado o Direito de Sal; e que tinha noticia de que ja havia tres ligas feitas.
Depois desta Curta Relação, Concluo, que dos avisos que faria o Embaixador de Portugal,

[Anotações marginais]
[No canto superior direito, escrita à mão, numeração de página] 23

[Assinaturas]
[No final do texto, assinatura parcialmente visível] Co-

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 44

[Texto Principal]
embaxia melhor aminta forte, quães lerão as inten
ções da de Madrid; everia opouco fundamento
dos luidos que corrião.
Eu não quix entrar em mayores discuço
ês; reduzindo-me somente a segurar-lhe, que ami
nla forte, não queria mais que o Seu Soccego,
e observancia do Artigo 21 do Tractado de
Paris; como Era, elle devia ser manifestos a S.
Mag. Catholica, e a seu Ministerio.
Faço a V. Ex.ª esta relação do encontro
que tive com o Embaixador de Hespanha, para
o informar do estilo com que pertende Cobrid os
movimentos que se fazem na Fronteira de Portu
gal, e aor que leda para os afortir à pacifi
cas disposiçoês da sua forte, segundo asua lin
guagem. Dooz h: a V. Ex.ª Londres 8 de
Janeyro de 1765.

[Anotações marginais]
[No lado esquerdo, parcialmente visível por trás do texto principal] (Ilegível)

[Assinaturas]
V. M. c. Exm. Sr.
Dom Luiz de Funchal

Marinho de Mello e Carvalho

[Referências arquivísticas]
[DAMAGED: borda inferior direita, possível número de folha ou carimbo parcialmente rasgado]


Page 45

[Page 24]

[Texto Principal]
Londres 8 de Janeiro de 1765
Trata da Continuação do Ministerio Britannico
em prejudicar as mostras que dependem de a)
Castela na presente occasião Portugal ; referindo
hum embaxador Com o duque de Almeyda Monte,
com Imperio sobre o mesmo ; sendo escutado por
infelices dos Lusos Portuguezes sobrey os seus direitos
Dos avisaes, O Setembro foi todo em benedicto
dos Povos ; Do arrem do Quarto mil e fez
Praca Innumera. A avithar canella
Conservada ; e hy Cominho & ella aberta.

[Anotações marginais]
[Nenhuma anotação marginal visível]

[Carimbos]
[Nenhum carimbo ou selo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 46

[Page 1]
[Texto Principal]
Copie.
Nº 2º
Monsieur

J'ai eu l'honneur de recevoir par Messieurs Joseph Goncalves de Abreu les deux obligeantes lettres de Votre Excellence, avec un Paquet, dans lequel il s'est trouvé une lettre de Sa Majesté, qui veut mon retour dans ses Royaumes, et daigne s'exprimer d'une manière, qui remplit mon coeur de la plus vive et respectueuse reconnoissance; Je m'arrange donc pour me mettre en route le plutôt que possible, malgré le dérangement de mes affaires, et de Ma Santé: J'écris ci inclus à Son Excellence Monsieur le Comte d'Oeyras pour lui écrire ce que j'ai eu l'honneur de lui marquer endate de 3 du passé; mon arrivée en Portugal ne pouvant être d'aucune utilité réelle, qu'après que l'on se sera sérieusement préparé sur l'article du Parc des Armes, des Chariots, Chevaux de remonte, Ammunition, des Forteresses, Bêtes de trait, et de somme, et Ponts, Equipages, et tous les autres objets, dont j'ai donné tout le détail; car à qui regarde la formation, Discipline, etc. dans les Troupes, cela est solidement établi; ce ne peut donc être que pour mettre l'armée en mouvement, que ma présence pourra être nécessaire; et sans les préparatifs nécessaires, qui ne dépendent pas de moi, l'armée ne sera pas en état d'être

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] Copie.
[No topo, à direita] Nº 2º
[No meio, à direita, sobre o texto] 25

[Assinaturas]
[No final do texto] (Ilegível)


Page 47

[Page 1]

[Texto Principal]
d'être mobile; et quoiqu'il en puisse être, il nous
faut absolument un secours de Troupes Anglai
ses, et nommement et indispensablement la
Cavallerie, dut-on la pourvoir d'Angleterre en
Fourrages; j'aurais été bien heureux d'appren
dre quelque chose de positif à cet égard par V.
Ex°, ayant eu l'honneur de m'expliquer avec
quelque détail sur cet article dans ma lettre
du 8 du passé; rien au Monde n'est plus impor
tant, que le secours de Troupes Anglaises, par
une infinité de raisons. Je prie instamment V.
Ex° de m'informer si on a pris à ce Sujet en
Angleterre quelque resolution satisfaisante.
Sa Majesté daigne me donner part d'avoir
chargé V.Ex° de certaines propositions de sa part,
auprès de Sa Majesté le Roy de la Grande Bre
tagne, touchant la Sureté et la tranquilité de
mes Etats, pendant mon absence; Oserai-je
prier V.Ex° de me donner part des démarches
que V.Ex° a faites sur ce point si intéressant
pour moi? Quoiqu'il n'est pas douteux,
que si la Guerre vient à s'allumer, Elle gag
nera bien-tôt l'Allemagne, et vraisemblable
ment la Westphalie. J'ai l'honneur d'être avec
une très haute vénération

[Anotações marginais]
[No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura e letra cursiva menor:]
Buckebourg le 10 Janv.
8 1765.

[Assinaturas]
D.M.
le très humble &c.
à Comte Regnant de Schaumbourg Lippe
Maréchal Genl.

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível na página]


Page 48

[Page 1]

[Texto Principal]
Copie.
Monseigneur

J'ai eu la lettre que Votre Altesse m'a fait l'honneur de m'écrire datée du 10 Janvier; avec elle dirigée pour Son Excellence à Monsieur le Comte d'Oeyras; le Courier Joseph Goncalves qui en étoit le Porteur, étant arrivé icy le 14. Il part Mardy prochain pour Lisbonne; et Je suis bien assuré, que la resolution et determination de V. Alté. pour se rendre en Portugal, après la lettre du Roy, et malgré le derangement de sa santé, et la nécessité de sa présence dans son Pays, ne pourra que convaincre Sa Majesté, par cette preuve, après tant d'autres, de la Confiance entiere et sans bornes, qu'Elle doit avoir en V. Alté. en tout ce qui peut interesser la defense des ses Royaumes: Cependant, comme depuis les événemens qui ont donné occasion au depot de V. Alté. en Portugal, il en est arrivé d'autres, qui laissent au moins entrevoir de la part de la Cour de Versailles et de Madrid, des dispositions différentes à celles que les mouvemens d'Espagne sur la Frontière de Portugal indiquent; il est de mon devoir d'instruire V. Alté. sur le champ, et de laisser à son jugement de voir Si Elle pouvoit suspendre la promptitude de son départ, jusqu'à recevoir les derniers avis de la Cour, sur la nécessité immediate et pressante, de la présence

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] Copie.
[No topo, centro] N. 5.
[No lado direito, ao meio da página] 26

[Assinaturas]
[DAMAGED: final portion of text cut off or torn, last word appears to be "presence" but trailing characters are missing]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 49

[Page 1]

[Texto Principal]
sence de V. Mté à Lisbonne.
Par la lettre que j'ai eu l'honneur d'écrire
à V. Mté le 23 Novembre de l'année précédente,
avec la Copie des intelligences secrètes qu'on a le-
cues icy; et par celle du 18 Decembre, que j'ai di-
rigée aussi à V. Mté, avec les Dépêches de la Cour
et les intelligences qu'on avait eü à Lisbonne,
accompagnées de la marche effective des Troupes
Espagnoles sur la Frontière de Portugal; V. Mté
aurait vû les raisons qui déterminèrent le Roy
à la prier immédiatement dans ses Royaumes;
et quoique ces Orages ne sont pas encore ni é-
claris ni dissipés; Cependant les foyers de Ver-
sailles et de Madrid, chacune par son Ambas-
sadeur, viennent d'écrire à Sa Majesté Britani-
que la Déclaration suivante.
Par l'Ambassadeur de France dans ces
termes: — Qu'il venoit d'accvoir une lettre du Mr.
le Duc de Praslin, dans laquelle il lui mandoit,
que Sa Majesté très Chrétiennne n'a jamais eü
aucune intention de troubler la Paix établie avec
la Souveraine de Portugal, par le Traité du 10 Février
1763; et qu'Elle étoit résolue de la maintenir et
de la Conserver sincèrement et debonne Foy: Que
la Cour d'Espagne n'a pas faite non plus au-
cune démarche, ni acquisition directe ou indirecte,

[Anotações marginais]
[No topo, à esquerda] (Ilegível)
[No centro, à direita] (Ilegível)

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 50

[Page 27]

[Texto Principal]
vis à vis de la France, qui auroit pû indiquer la moindre disposition contraire à la tranquillité du même Portugal.
Par l'Ambassadeur d'Espagne dans ces termes: — Qu'il venoit d'execvoir des ordres de sa Cour, pour déclarer à Sa Majesté Britannique, que Sa Majesté Catholique étoit dans les dispositions les plus sincères, de maintenir, conserver, et consolider la Paix et l'amitié avec la Couronne de Portugal: Que les Troupes arrivées sur les Frontières du même Portugal, n'étoient pas la moitié en nombre de celles que Sa Majesté très Fidèle avoit sur les Frontières d'Espagne: Qu'il n'y avoit pas d'autre dessein dans la marche de ces Troupes, que celui de mettre quelque Garnison dans les Places: Et qu'à l'égard des Provisions, s'étoit un reglement économique, pour éviter le Monopole, & la disette; Sa Majesté Catholique ayant fait acheter ces Provisions pour son Compte, non seulement dans le Royaume d'Espagne, mais dans les Pays Etrangers, afin de les vendre au Peuple, comme on fait actuellement, à un prix fixe et modéré.
Celles-cy étant les Déclarations formelles de la France et de l'Espagne à cette Cour, j'ai tout lieu de croire, que les mêmes auront été faites à la

[Anotações marginais]
[No topo, à direita] 27

[Carimbos]
[Nenhum selo ou carimbo visível]

[Assinaturas]
[Nenhuma assinatura ou rubrica visível]

[Referências arquivísticas]
[Nenhuma referência arquivística visível na página]


Page 51

[Page 1] [Anotações marginais] No topo, à esquerda: 612 (em tinta vermelha, sublinhado) No topo, ao centro: 1765 No topo, à direita: N.º 3 [Texto Principal] Cartas Do Exmo. Martinho de Melo e Castro dirigidas de Londres ao Exmo. Senr. Conde de Oeiras sobre negócios de Fazenda nos portulissimos [DAMAGED: mancha escura cobre parte do texto abaixo da linha "portulissimos"] [Carimbos] No centro, à direita: Selo circular com brasão real e inscrição "BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA" [Referências arquivísticas] Nenhum número ou referência arquivística visível além das anotações marginais.


Page 52

[Anotações marginais] [No centro, ligeiramente à direita]: e. N.


Page 53

[Page 1] [Texto Principal] Mm. Exm. Sr. Este Ministério, depois das instâncias que hontem fez, de não perder tempo em socorrer a força de Portugal por Mar e por Terra; e ter allegado todos os avisos, efeitos, que comprovão a dissolução das forças de Versalhes e Madrid, para nos attacarem; tem perguntado, assim aos Embaixadores que aqui residem, das duas Cortes, como em direitura às mesmas pelos Embaixadores Britânicos que ahi residem, quais são as suas intenções sobre a força de Portugal. E unanimemente se lhe tem respondido, como V. Ex.ª pode suppor, que não há outras mais, que as de se conservarem em Paz com a dita Corte.


Page 54

[Page 1] [Texto Principal] com outra alguma intenção. Que o Embargo sobre os Trigos era uma necessária consequência da determina- ção que S. E. tomou, de mandar para lá os referidos Corpos. Que se acomodaram os Caminhos, e era uma Ordem geral que S. E. tinha dado em todo o Reyno; e que ao mesmo tem- po que se acomodam os que conduzem de Ma- drid às Fronteiras de Portugal, se farão o mesmo aos de Cádiz, de Barcelona, e outras partes no interior do Reyno? A estas asseverações, junta este Ministério os avisos posteriores de Lord Rochfort; isto é, deter a força de Madrid, contramandada a marcha de vários Regimen- tos destinados para as Fronteiras de Por- tugal; de S. E. suspender o aumento das Tropas; e de S. E. ter dado licença aos Offi- ciais para se ausentarem dos seus Corpos.


Page 55

[Page 2] [Carimbos] - [No topo, à direita] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (selo circular com brasão) [Texto Principal] de Mar; Considera mais, que é impossível Fran- ça tão longe está de entrar em huma Nova Guerra, que não obstante a Situação em que se achão as suas Finanças; vem de concluir com a Grande Bretanha a forma do pagamento dos Prisioneiros Franceses, que monta a quinze milhões de Libras Torne- ses; das quaes huma terça parte se pa- gará no principio de Janeiro prezente, e as outras duas terças partes nos dous Annos Seguintes de 66, e 67.


Page 56

[Page 1] [Texto Principal] pontas, se a necessidade as exigir. Que entretanto fora preciso ver o que a corte de Madrid respondia ao Em- baixador de Portugal; e que Sua Majes- tade Fidelíssima fazia mil vezes bem em se preparar para tudo que podesse acontecer; e para dar tempo aos Seus Aliados de irem ao Seu socorro, se assim fosse preciso. Não se necessitaria grande instrução para responder a semelhantes discursos, que todos seduzem a algum só ponto; isto é, que a Grande Bretanha somente poderá crer que os Fran- ceses e Espanhóis fazem a guerra a Portugal, quando realmente o atacarem. Assim o ficará no ano de 1762, e assim o farão eternamen- te, por mais disposições, por mais evidências, e por mais factos, que os persuadam do contrário. Perguntou a este Ministério se se lembrava das inteligências que me tinha co- municado por ordem de El-Rei da Grande Bretanha; se houvera as que no mesmo tempo houve a minha corte de diferentes partes, e que também V.


Page 57

[Page 3] [Texto Principal] só tinhaõ ordem de marchar para as Frontei- ras de Portugal, mas que muitos Corpos ti- nhaõ já chegado ás mesmas Fronteiras, estão chegando; seriam igualmente, que os mesmos Espanhoes cometiaõ Estilidades inauditas, na parte Meridional das Américas Portuguezas, e naõ queriaõ execu- tar o Artigo 21 do Tratado de Paris. Depois destas perguntas, V. Exa ale- gou: Que se das Américas Britânicas, e do interior do Reyno de França, chegaõ sim a es- ta Corte as mesmas intelligencias; com lonse- quência dellas se viriam marchar para as Costas de Bretanha, e Picardia, vinte e trinta mil Homens; e desembarcarão nos Portos de França as Embarcaçoẽs pecuárias para um Embarque; que a Grande Bretanha em tal caso, naõ duvidaria um só ins- tante, de que se dispunha uma Invasaõ contra um dos tres Reynos da mesma Grande Bretanha.


Page 58

[Page 1] [Texto Principal] tes Estabelecimentos do interior do Brasil, porque assim em casa, como em outra parte, já se descavão na Europa as Portas do Reino, e na América Senhores da Barreira das Co- lonias Portuguezas; parecia verdadeiramen- te pasmoso, que a Grande Bretanha achasse ainda assim, que numa tal Conjunctura, não era affaz crítica, para fazer as dis- posições necessárias, por conta de socorrer a- tempo oportuno a força de Portugal. Este discurso não se interrompeu com as queixas dos Negociantes Ingleses, que chegaram pelo penúltimo Paquete-boat, como V.Ex. verá em Carta separada; e de duas entrevistas, ou Conferências, em que se passou substancialmen- te o que deixo referido, sahi com o disgosto de ver, que os mesmos Negociantes Ingleses aproveitão a presente Situação de Portugal, para repetirem o mesmo quantas vezes tem dito; e que o Ministério quer fazer valer as suas pretensões, ao mesmo passo que se trata da nossa defensa. Deos G.de V.Ex. Londres 1 de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] (Ilegível) [No topo, à esquerda] (Ilegível) [Assinaturas] Mm. Exm. Snr. Conde de Oeyras.


Page 59

[Page 4] [Texto Principal] [Ilegível: extenso bloco de escrita cursiva, densamente disposto na metade inferior da página. Caracteres minúsculos, entrelaçados, com pouca margem entre linhas. Tinta marrom-avermelhada, desbotada. Legibilidade extremamente comprometida devido à caligrafia e ao estado do papel.] [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível.] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível.] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura ou rubrica visível.] [Referências arquivísticas] [Nenhuma referência arquivística visível na página.


Page 60

[Page 1] [Texto Principal] Londres, 1º de Janeiro de 1766. Perguntas do Ministro inglês ao Embaixador de França: Carta sobre a exposição das hostilidades na fronteira de Portugal, e presentes frívolos, com referência à apreensão de movimentos por Orsay e Tallemont, da nova fronteira; o desfazer as demandas de Belisfonte, terminar imediatamente; os de alveitar tanta obra como enervou; apresentando a França, acham que se obrigam a seguir as sugestões de Orsay, por seus missionários em termo grego. Ambos Comissários de M. D. mostram apertar-se àquelas sugestões, trazendo Conselho de Guerra. M. M. etc. Convenções afetadas à Duquesa Subterfúgio, com opinião de Majestade Inglesa.


Page 61

[Page 1] N° 1° [Texto Principal] Copie Monsieur Le fourrier Joseph Gonçalves est arrivé icy le 16 du courant à six heures du soir, et il m’a remis les Dépêches de Votre Altesse; Ceux qui étaient destinées pour Lisbonne sont parties aujourd’huy par un Exprès qui est arrivé de Portugal le même jour 16, et qui m’a remis les trois lettres ci-jointes avec ordre de les diriger à N. Alt° sans la moindre perte de tems. J’en ai déjà fait part à N. Alt° des intelligences qu’on avoit icy, par l’Extrait fidèle de différentes relations, dont j’ai envoyé une Copie à la Cour, et une autre à N. Alt° avec ma lettre du 23 de Novembre. Avant l’arrivée de mon fourrier à Lisbonne, le Roy était aussi instruit, que la Cour de Madrid méditoit une attaque contre le Portugal, d’accord et d’intelligence avec la France; que des Troupes Espagnoles étoient déjà arrivées sur les Frontières de Trás-os-Montes, Minho, et Beira, et qu’y arrivoient successivement; qu’on accommodoit les Chemins pour le passage de l’Artillerie; qu’on faisoit des Écuries dans chaque lieu; et que le Roy d’Espagne n’ayant rien à craindre du Lotte d’Italie, faisoit venir les Troupes qu’il payoit de Naples.


Page 62

[Page 1] [Texto Principal] mêmes qu’on a eû à Londres, et bien plus décisives dans la circonstance de l’arrivée des Troupes sur les Frontières ; on est bien convaincu en Portu- gal, qu’il y a une invasion concertée ; et qu’on s’y est principalement décidé, au moins qu’on a commencé à faire des mouvements, depuis que V. Alt. est sortie de Portugal ; et les délais de la Grande-Bretagne, étant bien connus, au commen- cement d’une Guerre, on veut l’entreprendre sur les États du Roy, avant qu’Elle puisse agir. Voilà ce que j’ai ordre de représenter à cette Cour, par deux Expres successivement arrivés de Lisbonne ; et delà demander des Secours pour assister le Roy dans son Royaume, et dans ses Colonies. J’ai reçu ordre d’admettre d’abord 12 mille Fusils complets pour l’Infanterie, des Tentes pour dix mille Hommes ; des Mortiers, des canons, et d’autres attraits pour l’Artillerie. Je profite de cette occasion, pour assurer V. Alt. de la haute et respectueuse considération avec laquelle j’ai l’honneur d’être Monsieur [Anotações marginais] [No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura, possivelmente posterior:] Londres le 18 Décembre 1764 [Assinaturas] V. Alt. Très humble et Cº Dumbells.


Page 63

[Page 6] [Texto Principal] No tempo que a Rainha da Grã-Bretanha me perguntou se seu Irmão o Príncipe Carlos de Mecklenburg, escrevera a V. Exª depois que sahira de Portugal, ou a mim depois que cheguei a Londres. Respondi-lhe que não tinha notícia de que houvesse escrito a V. Exª, e que eu tinha recebido tantas honras de Sua Alteza, que não devia esperar esta, mais que havendo ocasião de me empregar no seu serviço. Perguntou-me mais como ficara seu Ir- mão no serviço de Portugal. Respondi-lhe que sem determinação alguma, porque Sua Alteza partira sem dizer uma só palavra ao dito respeito, nem a V. Exª, nem ao Marechal. A isto me disse: fica por minha conta dar- lhe uma boa repreensão. Passados dias recebi do mesmo Príncipe Carlos de Mecklenburg a carta que V. Exª achará jun- ta debaixo do nº 1.º, que não deixou de me embaraçar, depois do que havia passado com a Rainha da Grã-Bretanha; não podendo por modo algum combinar, o que S. M.ª me tinha dito, e o que eu lhe respondi, com o que o Príncipe me escrevia: e nestes termos, como tam- bém por não entrar no detalhe das pretensões do Prín- cipe, tomei o partido de diferir a resposta, à espera de que este negócio esquecesse. Passados porém dois mezes me tornou o mes- mo Príncipe a escrever a carta, de que junto a cópia, [Anotações marginais] [No topo, à direita] Mmo Qmo Snr.


Page 64

[Page 1] [Texto Principal] Nº 2º, remettendo a à Rainha sua Irmã, e Sua Maj. mandando-ma entregar por Lord Cantalupe seu Embaixador, me fez advertir pelo Barão de Dewitz Ministro de Mecklenburg, que a minha resposta poderia ir pelo Paquete da Corte a Hanôver. Nestes termos me resolvi a escrever-lhe a Carta de que junto também a cópia nº 3º, buscando com ela aberta, e com as que tinha recebido do Príncipe, dito Barão Dewitz, para que ele as fizesse ver a Sua Magestade Britannica. Deste passo resultou o que eu podia desejar, porque a Rainha falando-me depois no Cerco, me disse que seu Irmão, injusta e inconsideradamente me escrevera no estilo em que o tinha feito, e que não podia ter outra desculpa que a da sua pouca idade. O Barão Dewitz me segurou depois que S. Mag.ª Britannica estava sumamente sentida da carta que vira de seu Irmão, e da pouca prudência do seu comportamento, e que desejava que eu não falasse à minha Corte em semelhante matéria. Depois deste negócio concluído em Londres, na forma referida, venho de receber uma carta do Marechal junta com a que remetto a V. Ex.ª, em que me diz o seguinte: «S.A. Mons.º le Prince Charles de Mecklenburg est venu ici d’Hanovre; il dit n’avoir pas reçu de réponse à plusieurs Lettres qu’il a écrites à S. Ex.ª Mons.


Page 65

[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, L’entrée au dernier point encore détruites les bontés dont vous m’avez honoré depuis que j’ai eu l’avantage de faire votre connoissance à Londres, et dont j’ai senti encore des marques efficaces pendant mon séjour en Portugal. Je suis charmé de pouvoir par celle-ci vous en renouveler mes sincères et humbles remercîments. Je dois en même tems ne pas vous celer combien ma surprise a été grande des plaintes que M. le comte d’Oeyras a fait former par vous auprès de la Reine ma sœur, disant que je n’avais pas écrit à son Excellence depuis mon départ de Lisbonne, ni tiré les moindres informations du Régiment de cavalerie dont j’ai l’honneur d’être le Chef; d’autant plus que je puis très facilement vous soutenir que ces accusations sont absolument mal fondées, car M. Je puis vous prouver que j’ai écrit trois lettres à M. le comte d’Oeyras depuis ce tems-là, en même tems que j’écrivis à M. le comte de la Lippe, et au Ministre de Sa Majesté le Roy d’Angleterre, dont je scais l’arrivée, et sur lesquelles j’ai reçu la réponse, à l’exception de M.


Page 66

[Page 1] [Texto Principal] n’étoit absolument que le désir de me mettre aux pieds de Sa Majesté très Fidèle; et les émolumens les plus humbles, fondés sur la connoissance la- plus vive des grâces et bontés dont Sa Ma- jesté m’a honoré, et que je me fais gloire de reconnoître toute ma vie, et que ne finira qu’avec ma mort. Pour les informations de mon Régiment, je me suis fié sur ce que M. le Lieutenant-Colonel St. Payo doit exécuter les ordres exprès que je lui ai donnés à mon départ, et qui étoient celles de me donner ince- ssamment le rapport du Régiment, comme il est partout coutume de faire; mais jusqu’à pré- sent il ne l’a pas trouvé à propos; de sorte qu’il est impossible que je puisse décider, ou m’occuper des affaires relatives au Régi- ment. De plus, Mr., vous savez que depuis tout tems que j’ai le bonheur de servir Sa Majesté très Fidèle, je n’ai pas tiré les moindres appointements ni de Lieutenant- Général, ni de Colonel-Général de cavalerie, ni ceux du Chef du Régiment; tandis qu’au- contraire M. St. Payo a tiré les revenus du Régiment; ce qui m’a fait croire avec la raison prudente qu’on ne vouloit pas me confier le soin du Régiment. Voilà, Mr.


Page 67

[Page 8] [Texto Principal] des raisons capables pour m’excuser, et pour prouver mon innocence, vis-à-vis les accusations formées contre moi. Maintenant qu’il paraît que Sa Majesté souhaite que j’aie moi-même besoin du régiment, je me fais une loi d’exécuter ses ordres, mais je dois en même temps vous dire, M. le Secrétaire, que rien n’est plus juste aussi que de tirer parti raisonnablement des gages et levants bons dus au caractère dans lequel j’ai l’honneur de servir Sa Majesté. J’ose vous prier ainsi, M. le Secrétaire, (et je puis le prétendre de droit) de vouloir bien faire voir à M. le Comte d’Oeyras le tort qu’il a de se plaindre de moi ; et agir ensuite, afin que les gages de Saint-General, de Colonel-Général, et Chef du Régiment de Cavalerie, me soient payés d’après les lettres de mon service, et qui étaient alors en double payé aux étrangers, de même que ce qu’ils sont à présent, et continueront d’être aussi longtemps que j’aurai l’honneur de ser- vir Sa Majesté. Je ne manquerai pas alors, sous cette condition, d’avoir tous les soins imaginables du régiment, et le mettre tellement en ordre de honorer l’honneur que le Roi m’a fait d’en nommer le chef.


Page 68

[Page 1] [Texto Principal] en las que le Roy l’ordonne, et que le Roy d’y être glement le permette, sans le consentement duquel, je n’ose l’entreprendre. Je le députe, Mr?, que sous ces conditions, je suis prêt aux ordres du Roy. Je dois encore vous dire, Mr?, que pour le changement d’uniforme, que Sa Ma- jesté veut bien laisser à ma décision, il est impossible que je puisse m’en dégager, ne sa- chant pas si le Roy veut qu’il reste sur le pied qu’il est, ou s’il en veut faire un Ré- giment de Dragons. Vous voyez encore par combien il est nécessaire que M. St-Pays me donne le départ du régiment, et combien il a manqué à ne pas l’avoir fait jusqu’ici ; et j’ose pour cette raison vous prier de m’éclaircir sur ce sujet. Je me flatte, Mr?, que vous voudrez bien me pardonner la liberté avec laquelle je vous ai parlé ; mais il me paraît être de mon devoir de vous en avertir, pour vous détourner du faux soupçon dans lequel j’ai été d’avoir man- qué aux attentions et devoirs dus au Roy, et aux politesses pour M. le Comte d’Oeyras, que cependant j’estime infiniment, et dont je n’oublierai de ma vie les bontés et poli- tesses que j’ai reçues de sa part à Lisbonne.


Page 69

[Page 1] [Texto Principal] Sois d’ailleurs trop persuadé de votre amitié pour moi, et j’ai trop de confiance en vous, pour ne pas oser espérer que vous voudriez bien avoir soin de ma demande, aussi juste que vraie ; et j’espère que vous voudrez bien m’honorer d’une réponse favorable, comme une chose que je vous demande instamment. Je vous prie du reste d’être persuadé de ma part que rien au monde n’égalerait l’envie de connoissance que je vous en aurai, ayant pour vous l’estime la plus haute et la considération la plus distinguée. Daignez aussi, M., m’honorer de la continuation de votre précieuse amitié, me faisant gloire de la mériter, et d’être tout à vous. Monsieur, Votre très humble et très obéissant serviteur, Charles, Prince de Mecklenbourg. [Anotações marginais] [No canto superior direito] 9 [Assinaturas] Charles, Prince de Mecklenbourg. d’Hanovre, ce 17e d’Août 1764.


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[Page 1] [Anotações marginais] - [No topo, à esquerda] Copie. Nº 20 - [No centro, à direita, acima do texto principal] 10 [Texto Principal] Monsieur Je me suis flatté jusqu’à présent d’une réponse de votre part, sur la lettre du 17 du mois d’Août, que j’ai eu l’honneur de vous écrire, mais en vain ; et jusqu’ici, je n’ai point été aussi heureux d’en recevoir. Je ne sais à quoi attribuer ce silence, d’autant plus que je m’étois toujours flatté d’une sincère amitié de votre part, et dont la perte me seroit des plus sensibles ; ajoutez-y que j’ignore par quoi l’avoir mérité, et que je veux plus tôt croire qu’elle a été remise par une foule d’occupations. J’ose parler ici pour en faire souvenir, Monsieur, et vous prier de m’honorer de quelque réponse, afin que je puisse savoir à quoi j’en suis, et me régler en conséquence. Je dois d’ailleurs m’attendre à une favorable réponse, mes demandes étant aussi justes que possibles, et qu’une intercession de votre part ne peut donner qu’une bonne issue. Soyez persuadé, Mr., que je reconnoîtrois cette bonté de votre part, et que je suis prêt à vous rendre mes services dans tel cas que vous me jugerez capable. J’ai l’honneur d’être, avec l’estime la plus distinguée et la considération la plus haute et parfaite, [Assinaturas] Monsr. Votre très humble et obéissant serviteur, Charles Pr. de Mecklenbourg. [Referências arquivísticas] Hanovre le 9. Novembre 1764.


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[Page 1] [Texto Principal] J’ai mille et mille excuses à faire à Votre Altesse, d’avoir différé la réponse à la lettre qu’Elle m’a fait l’honneur de m’écrire le 17 du mois d’Août; méritant, par le retardement, les plus sévères reproches, et plein de si obligeantes, comme ceux que Je vois dans la seconde lettre de N. A. datée du 9me Novembre. Comme M. le Baron de Döwitz a eu la bonté de m’assurer qu’il verrait N. A. dans son passage pour Hanovre, j’ai cru pouvoir attendre cette occasion; et celle-ci est la cause du délai, afin que Son témoignage et mes assurances auraient pu convaincre plus solidement N. A. que l’on peut me flatter davantage, que de voir dans Ses Sentiments une continuation de la même bienveillance, dont V. A. m’a honoré depuis les premiers jours que j’ai eu le bonheur de lui faire ma cour à Londres; sans que V. A. puisse me savoir gré d’aucune de mes démarches, que dans le seul empressement que j’ai eu, et que j’aurai toujours, d’accomplir mon devoir auprès d’Elle. Pour ce qui regarde ma cour, N. A. peut être bien persuadé que la résolution, signée de la magnanimité de son Cœur, qu’elle a prise d’aller au service du Portugal, lorsque la guerre s’y est déclarée; l’intérêt et l’amitié que leurs Majestés Britanniques montrent pour le Roi, en vous [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie.


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[Texto Principal] accordant la permission de vous y rendre, sont des circonstances auxquelles Sa Majesté sera tou- jours sensible, et dont Son Ministère, et toute la Nation Portugaise, ne pourront jamais se l’apercevoir, qu’avec la plus vive reconnaissance. Après ceci V. A. peut bien voir, qu’il n’étoit pas possible, que Monsieur le Comte d’Oeyras en fit des plaintes auprès de Sa Majesté la Reine sa Soeur, ni même qu’il m’en chargeât d’une Commission si contraire à ses Sentiments. A l’égard des lettres que V. A. me marque lui avoir écrites, Je ne puis pas m’ imaginer qu’il les ait lues; au moins, Mon- seigneur, Je puis vous assurer, que dans les Séjours que J’ai fait à Lisbonne, ayant en- tendu à Monsieur le Comte d’Oeyras parler de V. A. plusieurs fois, et toujours avec les égards, et le respect qui vous sont dus, Je ne me suis jamais aperçu, que de telles lettres soient arrivées à ses mains: Je prie cependant V. A. de suspendre son jugement, jusqu’à ce que Je sois mieux informé; et J’espère pouvoir lui donner une satisfaction complète sur cet article. Sur le Régiment de Mecklenbourg, et les ordres que V. A.


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[Page 92] [Texto Principal] faire les apports nécessaires: Il me semble, que N. A. avant son départ de Lisbonne, n’a pas dit un seul mot à Monsieur le Comte légant de Schauenburg-Lippe, Maréchal-Général, ni même à Monsieur le Comte d’Oeyras, sur ses Soldats, ou ses intentions, touchant le service de Portugal: Elle n’a pas pris non plus aucun arrangement avec Eux, ni pour le général du service, ni pour le particulier de son Régiment: En sortant de Lisbonne, Elle a seulement annoncé son départ, et Elle est partie. Depuis son absence, et encore dans la lettre qu’Elle a écrite au Maréchal-Général, Elle a gardé toujours le même silence; de sorte, qu’on a été à la fin convaincu à Lisbonne, que N. A. ne voulant pas garder deux services à la fois, Elle ne pensait plus à celui de Portugal. Dans ces circonstances, Monseigneur, vous êtes trop éclairé, et trop exact dans la discipline militaire, pour ne pas sentir, que Monsr. Don Jean de Sampayo ne pouvoit pas exécuter vos ordres, depuis votre absence, sans en avertir le Chef de l’Armée; et celui-ci, outre l’incertitude et l’ignorance où N. A.


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[Page 1] [Texto Principal] mais, auroient été sujettes à mille inconvénients, qu’il falloit prévenir par des arrangements, et des précautions préalables, entre V. A. et ledit Chef. J’espère, Monseigneur, qu’après que V. A. aura bien pesé ces considérations, Elle trou- vera que la conduite de M. Don Jean de San- tayana, n’est pas à blâmer. Sur l’article des gages que V. A. n’a reçus pendant le temps qu’Elle a servi en Portugal, comme ils étaient payés, et le sont encore, aux généraux et officiers étrangers : V. A. me per- mettra de lui dire, que le Roi ne l’a pas regardé comme un général étranger ; mais comme un Prince, qui étant père de la Majesté Britan- nique, ne devait pas être étranger, ni en Portu- gal, ni à la Famille Royale ; ni mis sur le pied des autres généraux : Et dans cette in- tention, Monseigneur, on n’a pas pensé à ga- ges, ou à doubles appointements, qu’on a bien vu ne pourroient pas suffire à V. A. pour en retenir Sa suite, ni pour soutenir Son rang, mais Sa Majesté, pour donner à V. A.


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[Page 13] [Texto Principal] ces objets, en mettant à N. A. sur le même pied du Maréchal de Gynirab. Cependant si V. A. trouve encore que je dois informer Monsieur le Comte d’Oeynas sur ce qu’Elle a remarqué à cet égard, dans sa lettre du 17 d’Août, Elle me donnera ses ordres, et je les exécuterai avec exactitude; comme aussi toutes celles qui pourront convaincre à N. A. de l’inviolable attachement, et de la Haute et Respectueuse Considération, avec laquelle j’ai l’honneur d’être, Monseigneur, [Anotações marginais] [No topo, à direita] 13 [Assinaturas] De Votre Altesse Très humble et très obéissant De Mello. Londres, 20 de Novembro 1764.


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[Page 14] [Texto Principal] seu respeituoso atachamento ao serviço de Sua Majestade muito Fiel, e oferecendo os seus serviços em Portugal, em caso de be- soin, me pedindo que lhe marcasse os seus sentimentos a S. Ex.ª Mr. o Conde d’Oeyras; conformei-me aos seus desejos, e falo-lhe a respeito na carta incluída. Nestes termos se a V. Ex.ª lhe parecer escrever- lhe uma carta de cumprimento, sem lhe falar no serviço de Portugal, pode estar certo de que esta atenção será mui- to agradável à sua irmã, e com ela temos satisfeito, sem outro algum encargo, aos estímulos do Príncipe. Londres, 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] No canto superior direito: “14” [Assinaturas] No canto inferior esquerdo: Mmo Exmo Snor Con- de de Oeyras No canto inferior direito: Martinho de Mello e Castro [Referências arquivísticas] Nenhuma referência arquivística visível na página.


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[Page 1] [Anotações marginais] [No topo, à direita] Londres, 1.º de Janeiro de 1765 Sobre Voltar a Princesa de Mecklenburg ao seu Reino.


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[Page 15] [Texto Principal] O diferentes vezes tenho falado a George Grenville, sobre as setenta mil libras esterlinas, que ainda se devem dos Subsídios; mas sempre com pouco fruto. Ultimamente retornei a deferir a aprezação em que me achava; e me resolvi depois a escrever-lhe a carta, de que V.Ex.ª achará a cópia junta. Tomei este partido, não reclamando pelo Secretário de Estado, porque George Grenville governa tudo; os Secretários de Estado se encarregam com violência, e mesmo repugnam ouvir negócio algum, que respeite à Perúria. A dificuldade que tenho encontrado na satisfação desta dívida, me obrigou a facilitar-lhe o pagamento dela, ou em dinheiro, ou em armas, ou em ambas as coisas. E como não sei nem afirmo que este negócio terá, nem o tempo que levará; essas comissões de que V.Ex.ª me encarregou, não admitem espera; querendo entretanto aproveitar-me de Smith, enquanto aqui se dilata; porque além de ser bom soldado, é velho e mais ativo, e de uma eficácia alerta no modo de soldurar; e telo no que lhe é encarregado como [Anotações marginais] [No topo, à direita] 15 [Assinaturas] [No topo, centralizado] Wm.º Exm.º Snr.


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[Page 1] [Texto Principal] como não conheço semelhante; Vedei a incumbência de ajustar dez mil Armas, custou por trinta e cinco Xelins cada huma, das melhores que aqui se podem fazer, e superiores às que me venderão na Torre por quarenta. Ajustou-se mais as Barracas para dez mil Homens, também mais baratas que as que me livrarão da Torre: Ficam-se fazendo Cem Espadas também das melhores, para amostra, e para se fazer, à vista da sua qualidade, o preço de quatro mil. Como estes três Artigos são justos e condignos à vista, e por este motivo em muito melhor Conta; e não sei, nem me fio no que se resolverá na Thesouraria sobre os Subsídios; em todo o caso, será preciso que V.Exª ordene a Dury, que dê huma ordem aos seus Correspondentes, para que me assistam com a Somma que me for precisa: Em ajustando as Espadas, direi a V.Exª o montante dos três Artigos.


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[Page 16] [Texto Principal] achegada de Maclean a Londres, o quo sebri- ve na Therouaria; em servirii delle, segundo as circumstancias, e emquanto aqui se detiver. Deos Guarde a Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] P.S. Smith vai encarregado de entregar a Ex.ª hum Caixote com as Chapas para as Vignettes.


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[Page 1] [Texto Principal] Londres, 2 de Janeiro de 1765 Toda do officio, pregoamos aos grãos thesoureiros grande & opoçante por 700 000 reis & louvor de vêm por S. Britânico & por armas jellonenses, S. Vitor pechando, a archiduca: & necessid de thesouros olligos & p. compte & opoçante se toy munitey.


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[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, Sa Majesté Britannique, del’avis de son Conseil, tenu le 8me d’Avril 1762, a donné ses ordres pour assister la Couronne de Portugal avec les Secours qu’y furent envoyés; et del’aider aussi avec un Subside de deux Cents mille livres Sterling. De ce Subside il en reste encore à payer Soixante et dix mille livres Sterling. Sa Majesté Très Fidèle se trou- vant à présent dans la nécessité extrême et pressante, de faire acheter en Angleterre quantité de Provisions de toute Espèce; Elle m’a ordonné de solliciter, pour aider à cette dépense, le remboursement des dites Soixante et dix mille livres Sterling, ou en argent, ou en Muni- tions de Guerre, tirées de la Tour de Londres; où, s’il est possible, partie en argent, partie en Armes. Les circonstances qui forcent aujour- d’hui ma Cour à faire cette demande, m’assu- rent aussi des dispositions favorables, avec lesquelles vous voudrez bien l’apprécier en Considération; afin que Je puisse obtenir un ordre des Seigneurs de la Trésorerie, pour le remboursement de ladite Somme, ou par un des [Anotações marginais] [No canto superior esquerdo, manuscrito em caligrafia cursiva] Copie.


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[Texto Principal] des moyens ci-dessus indiqués, ou par celui qu’ ils jugeront le plus convenable. Permettez que je saisisse cette occa- sion pour Vous marquer les égards distingués, et la Haute considération, avec laquelle J’ai l’honneur d’être Monsieur Votre très humble et obéissant [Assinaturas] De Melho. [Londres, le 31 décembre de 1764.


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[Page 18] [Texto Principal] Em duas Conferências que tive ultimamente, huma com Lord Halifax, outra com Mr. Grenville, primeiro Comissário da Fazenda, nas quais se passou sobre o Artigo da Situação de Portugal, e suas Colónias, o que em Carta separada referi a V. Ex.ª.


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[Page 1] [Texto Principal] seus Gravames. Nomeio desta exclamação: Lord Halifax dizendo: «At the Bristol, Homem de Negócio muito honrado, que deixa a sua Casa e Família, por conta de huma dívida, que depois de muitos Anos se lhe deve em Portugal; e que passando a Lisboa, onde se acaba de chegar Mezes, sem até agora poder ter nem Ocorrência à Justiça, nem acesso algum ao Ministério, nem modo algum de saber como e quando devem ser pagas. Que destes casos havia muitos authenticamente provados; e que todos juntos eram mais do que todo o Corpo dos Negociantes se queixava ineficazmente; segundo ser impossível viver em Portugal com semelhantes vexações; faziam huma prova evidentemente conhecida de que em Portugal não se queria ter amizade com a Grã-Bretanha. Que a Real Majestade tinha feito as ditas queixas com maior impressão; que Elle mesmo as terá ouvido, e que estava resoluto a procurar remédio prompto.» Como este Discurso foi proferido por Lord Halifax com vivacidade, e in. [Anotações marginais] [No topo, à direita] «continuou» [Carimbos] [DAMAGED: faint circular mark near top center, text illegible] [Assinaturas] [Final da página] (assinatura parcialmente visível, cortada na borda inferior) — .Lord Halifax com vivacidade, e in.


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[Page 19] [Texto Principal] pacIÊncia, foi-me prêzo ouvi-lo, e responder-lhe comodamente nas breves palavras seguintes: Que havia hum anno que me achava em Londres; que Elle se lembraria do que sa- bíamos passado, isto é, nos primeiros dias da minha chegada; isto é, que começáramos a conferir sobre as queixas que formavam os Negociantes; que eu me achava sempre prom- pto em toda ocasião clara que Elle me apor- tasse para o ver. Que tivemos huma Confe- rência sobre esta matéria; que depois della meditei, que os Negociantes Ingleses trabalhavam em hum Papel, que Elle mediria para lhe responder; que este Papel até agora não chegou; e que eu nunca mais tive aviso seu para tornarmos a conferir?


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[Texto Principal] próprias Fazendas, do seu Comércio, da sua Fortuna; e de maior, o mais importante interesse da Sua Pátria, e Nação. Queria porém, com grande dor minha, que as mesmas queixas formadas contra pouca Cautela, que já se aclamam públicas nas Gazetas de Espanha, antes de chegarem a Londres, fizessem no Espírito d’El-Rei meu Amo todo o efeito que as mesmas Negociantes se tinham proposto.


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[Page 20] [Texto Principal] ocasião a mais Crítica, para que os Inimigos de ambas Coroas mais facilmente o fim de asperderem, & uma depois da outra. Que Sua Magestade Fidelíssima, porém, superior a tanto desconhecimento, me- mandou voltar a Londres, para por na pre- sença de Sua Magestade Britânica, apoiar a Justiça com que os Negociantes Ingleses se- queixavão; e que se este Negócio não estava ainda concluído, os mesmos Negociantes te- rão a causa, porque se queixavão de dilatar, até encontrarem o momento de não haver tempo para discutir, efectivar, sobre as suas pouco fun- dadas pretensões e Gravames. Que apresento ocasião, em que as Fron- teiras de Portugal se achavão infestadas de Tropas Hespanholas, e os Estados do Brasil Cortilizados, em último perigo, foi que espa- receu mais oportuno para atacarem Por- tugal no Gabinete de Sua Mag. Britânica. Que não obstante, porém, & uma tal Ci- tuação, ao embarcar, que ela traz consi- go, estava prompto a aver as quissas dos Ne- gociantes Ingleses, e responder a ellas.


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[Texto Principal] que depôs partio para a Campanha, e amanhã se espera em Londres. Três ou quatro dias depois passei subs- tancialmente o mesmo com George Grenville; e fico alado momento esperando o Mao de Papeis em questão; Seno entanto V.Ex.ª poder acomodar o Negócio de Bristol, não deixaria de vir a bom Tempo? O Enviado Hay soube-se insinuar no Espírito de Lord Halifax de sorte, que o tem pelo Homem do Mundo o mais bem in- tencionado; e creio que o fim disso é para ver se por este meio podem ganhar ao Partido da Corte, v. Irmão Lord Kinoulle, e o outro Irmão Arcebispo de York, que até agora não se tem querido separar do Duque de Newcastle. Deus guarde a V.Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível] [Assinaturas] N.m. e Exm. Sr. Conde de Oeyras.


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[Page 1] [Texto Principal] Lº de Janr. de 1765 Consey. Sobre a Ley de Conference em João Halifax, e o Voo Mesmo Reco Granville arguia unfortunate o Embaix. Schwady? Em ofício Le proteste by the Mosley, Yewxy dy Nappo Canty Bylesy, p. Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry: stá Conchedentissimay Epyt? Em J Aphion ao Elodotten fuyis oy yeas? WhDevemlon cov.


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[Page 1] [Texto Principal] Mm. e Lxm. Sr. A semana passada chegou a Londres a Porta de Espanha, e o que dali se avisa é, que depois da chegada do nosso Embaixador, tudo se acal- mou em sossego: Que o mesmo Embaixador, tendo-se instruído do que havia, estava capacitado de que Espanha não queria inquietar-nos. Que ainda não tinha falado em Ne- gócio algum; e que a corte de Madrid parecia adelantar-se com as melhores disposições. O Embaixador de Espanha fala aqui no mesmo sentido; e os dias passados, encontran- do-me, me perguntou, que ruído era este de Guerra com Portugal? Respondi-lhe, que Ele me fazia a pergunta que eu deixava fazer-lhe; por- que a corte de Madrid é a que devia saber a razão de mandar infestar as Fronteiras de Portugal, com diferentes Corpos de Tropas; fazer Armazéns e Comprovisão dos Povos, acomodar os Caminhos, e conservar nas mesmas Fronteiras um grande número de Artilharia. Que não havendo Negociante em In- glaterra, nem Particular com Correspondência em Espanha, que não fizesse estes avisos, como teria visto impressos nos Papéis públi- cos de Londres; o Ministério de S. Mag. Cathó- lica [Anotações marginais] [No topo, à direita] 22 [Carimbos] [Nenhum visível] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura visível; texto termina com "Ministério de S. Mag.


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[Page 1] [Texto Principal] lica, le que devia saber o motivo e ocasião des- senciente novidade, porque Portugal ignorava- inteiramente. Respondu-me, que tivera-se a Cortes, de- que os objectos se representavão com cores muito differentes, do que realmente existião. Que era verdade, que se tinha mandado marchar seis regimentos de Catalunha, dos quaes três tinham elegido a Galiza; e outros ficarão em Aragão. Que podia ser tivessem elega- do ao reino de Leão e Castela alguns regi- mentos mais, de que não estava bem instrui- do; porém que semelhantes movimentos não ti- nham mais objecto que mudança de quartéis, sendo usual em Espanha ter sempre as tropas em contínuo movimento; e sendo igualmen- te certo, que nenhuma distribuição de quartéis submeteria nas praças fronteiras de Portugal alguma guarnição mais daquela que até agora não havia. Que a esterilidade da terra em Catalu- nha, nos dous annos precedentes, fora a princi- pal razão de retirar dali os ditos seis regi- mentos.


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[Page 23] [Texto Principal] que adita esterilidade dê occasião aos Proprietários das Terras a Monopolizarem os Trigos, e que daqui se seguise huma Fome; Mandara, para prevenção, comprar a maior parte dos que havia entre os Particulares; que mandara no mesmo Tempo vir grande quantidade de fôra; e que por conta de El-Rey estava actualmente vendendo ao Povo, em differentes partes do Reyno; Conseguindo assim evitar o Monopólio entre os mesmos Particulares, e prevenir o excesso no preço dos mesmos Trigos. Que era verdade que a Artilharia que tinha servido na última Guerra, se achava ainda na Fronteira de Portugal; mas que a excessiva despesa, e trabalho, com que fora para lá conduzida, exigindo o mesmo para a retirar, não devia passar estranho, que se conservasse ainda naquella parte. Que os Caminhos, havia huma ordem geral partida de Espanha para se acomodarem; e que para a despêsa do que vai de Galiza a Madrid, se tinha destinado o Direito de Sal; e que tinha noticia de que já havia três Ligas feitas.


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[Texto Principal] embaxada melhor aminta forte, quães lerão as intenções da Corte de Madrid; deveria opor pouco fundamento dos ruídos que corrião. Eu não quis entrar em maiores discussões; reduzindo-me somente a segurar-lhe, que a aminta forte, não queria mais que o Seu Soccego, e observância do Artigo 21 do Tratado de Paris; como era, elle devia ser manifestos a S. Mag. Catholica, e a seu Ministerio. Faço a V. Ex.ª esta relação do encontro que tive com o Embaixador de Hespanha, para o informar do estilo com que pertende cobrir os movimentos que se fazem na Fronteira de Portu- gal, e aor que leda para os afortir à pacifi- cas disposições da sua corte, segundo a sua lin- guagem. Dou-lhe a V. Ex.ª Londres 8 de Janeyro de 1765. [Anotações marginais] [No lado esquerdo, parcialmente visível por trás do texto principal] (Ilegível) [Assinaturas] V. M. c. Exm. Sr.


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[Page 24] [Texto Principal] Londres, 8 de Janeiro de 1765 Trata da Continuação do Ministério Britânico em prejudicar as medidas que dependem de Castela na presente ocasião contra Portugal; referindo hum embaixador com o duque de Almeida Monte, com império sobre o mesmo; sendo escutado por infelizes dos Lusos Portugueses sobrey os seus direitos dos avisos. O Setembro foi todo em benefício dos Povos; do arremedo do Quarto mil e fez praça innumera. A avithar canella conservada; e hy cominho & ella aberta.


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[Page 1] [Texto Principal] Copie. Nº 2º Monsieur J’ai eu l’honneur de recevoir par Messieurs José Gonçalves de Abreu les deux obligeantes lettres de Votre Excellence, avec un paquet, dans lequel il s’est trouvé une lettre de Sa Majesté, qui veut mon retour dans ses royaumes, et daigne s’exprimer d’une manière qui remplit mon cœur de la plus vive et respectueuse reconnaissance; Je m’arrange donc pour me mettre en route le plutôt que possible, malgré le dérangement de mes affaires et de ma santé: J’écris ci-inclus à Son Excellence Monsieur le Comte d’Oeyras pour lui écrire ce que j’ai eu l’honneur de lui marquer en date du 3 du passé; mon arrivée en Portugal ne pouvant être d’aucune utilité réelle qu’après que l’on se sera sérieusement préparé sur l’article du parc des armes, des chariots, chevaux de remonte, ammunition, des forteresses, bêtes de trait et de somme, et ponts, équipages, et tous les autres objets dont j’ai donné tout le détail; car à qui regarde la formation, discipline, etc. dans les troupes, cela est solidement établi; ce ne peut donc être que pour mettre l’armée en mouvement que ma présence pourra être nécessaire; et sans les préparatifs nécessaires, qui ne dépendent pas de moi, l’armée ne sera pas en état d’être [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie.


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[Page 1] [Texto Principal] d'être mobile; et quoiqu'il en puisse être, il nous faut absolument un secours de Troupes Anglaises, et nommément et indispensablement la Cavalerie, dût-on la pourvoir d'Angleterre en Fourrages; j'aurais été bien heureux d'apprendre quelque chose de positif à cet égard par V. Ex.°, ayant eu l'honneur de m'expliquer avec quelque détail sur cet article dans ma lettre du 8 du passé; rien au monde n'est plus impor- tant que le secours de Troupes Anglaises, par une infinité de raisons. Je prie instamment V. Ex.° de m'informer si on a pris à ce sujet en Angleterre quelque résolution satisfaisante. Sa Majesté daigne me donner part d'avoir chargé V. Ex.° de certaines propositions de sa part, auprès de Sa Majesté le Roi de la Grande-Bretagne, touchant la sûreté et la tranquillité de mes États, pendant mon absence; Oserai-je prier V. Ex.° de me donner part des démarches que V. Ex.° a faites sur ce point si intéressant pour moi? Quoiqu'il ne soit pas douteux, que si la Guerre vient à s'allumer, elle gagnera bien-tôt l'Allemagne, et vraisemblable- ment la Westphalie. J'ai l'honneur d'être avec une très haute vénération [Anotações marginais] [No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura e letra cursiva menor:] Bückeburg le 10 Janv. 8 1765. [Assinaturas] D.M. le très humble &c. au Comte Régnant de Schaumbourg-Lippe Maréchal Général.


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[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monseigneur, J’ai eu la lettre que Votre Altesse m’a fait l’honneur de m’écrire, datée du 10 janvier ; avec elle, dirigée pour Son Excellence à Monsieur le Comte d’Oeyras ; le courrier Joseph Gonçalves, qui en était le porteur, étant arrivé ici le 14. Il part mardi prochain pour Lisbonne ; et je suis bien assuré que la résolution et détermination de V. Alté. pour se rendre en Portugal, après la lettre du Roi, et malgré le dérangement de sa santé et la nécessité de sa présence dans son pays, ne pourra que convaincre Sa Majesté, par cette preuve, après tant d’autres, de la confiance entière et sans bornes qu’Elle doit avoir en V. Alté. en tout ce qui peut intéresser la défense de ses royaumes. Cependant, comme depuis les événements qui ont donné occasion au dépôt de V. Alté. en Portugal, il en est arrivé d’autres, qui laissent au moins entrevoir, de la part de la Cour de Versailles et de Madrid, des dispositions différentes à celles que les mouvements d’Espagne sur la frontière de Portugal indiquent ; il est de mon devoir d’instruire V. Alté. sur-le-champ, et de laisser à son jugement de voir si Elle pouvait suspendre la promptitude de son départ, jusqu’à recevoir les derniers avis de la Cour sur la nécessité immédiate et pressante de la présence [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie. [No topo, centro] N. 5.


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[Page 1] [Texto Principal] S. A. R. de V. Mté à Lisbonne. Par la lettre que j’ai eu l’honneur d’écrire à V. Mté le 23 Novembre de l’année précédente, avec la copie des intelligences secrètes qu’on a reçues icy; et par celle du 18 Décembre, que j’ai di- rigée aussi à V. Mté, avec les dépêches de la Cour et les intelligences qu’on avoit eues à Lisbonne, accompagnées de la marche effective des troupes espagnoles sur la frontière de Portugal; V. Mté auroit vu les raisons qui déterminèrent le Roy à la prier immédiatement dans ses royaumes; et quoique ces orages ne sont pas encore ni é- claircis ni dissipés; cependant les cours de Versailles et de Madrid, chacune par son ambas- sadeur, viennent d’écrire à Sa Majesté britan- nique la déclaration suivante. Par l’ambassadeur de France dans ces termes: — Qu’il venoit d’accroire une lettre de M.


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[Page 27] [Texto Principal] vis-à-vis de la France, qui auroit pû indiquer la moindre disposition contraire à la tranquillité du même Portugal. Par l’Ambassadeur d’Espagne dans ces termes: — Qu’il venoit d’exécuter des ordres de sa Cour, pour déclarer à Sa Majesté Britannique, que Sa Majesté Catholique étoit dans les dispositions les plus sincères de maintenir, conserver et consolider la Paix et l’amitié avec la Couronne de Portugal: Que les Troupes arrivées sur les Frontières du même Portugal n’étoient pas la moitié en nombre de celles que Sa Majesté Très-Fidèle avoit sur les Frontières d’Espagne: Qu’il n’y avoit pas d’autre dessein dans la marche de ces Troupes que celui de mettre quelque Garnison dans les Places: Et qu’à l’égard des Provisions, c’étoit un réglement économique, pour éviter le Monopole et la disette; Sa Majesté Catholique ayant fait acheter ces Provisions pour son Compte, non seulement dans le Royaume d’Espagne, mais dans les Pays Étrangers, afin de les vendre au Peuple, comme on fait actuellement, à un prix fixe et modéré.


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**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Com o Despacho de que foi Portador o Official da Secretaria Gaspar da Costa Póvoa, Recebi cinco Cartas a stillo volante dirigidas ao Marechal General, as quaes determine mandarão pelo Comte Joseph Gonzalves como também com Maço, que por ordem de VExª me remeteu Miguel de Amiaga para o mesmo Marechal.

Junta acclará VExª a alarta, que já tempo Scada em meu poder, eque não quiz confiar da Porta ordinaria: O Embreccal metem escrito portres vezes pedindo-me Com impaciencia ouvire Sobre ultima determinação de ELREY Nosso Senhor, para a sua partida a Portugal.

Nas mesmas Cartas metim fala do no Principe de Michelembourg; eeste Aspecto Scada já instruido doque eu escrevi aquelle Principe, afentando de delicar-mos decentemente aos Seus vAenci-mentos; oque não obstante, Remeterei ao Marechal alojia daCarta que escrevi ao Principe. na forma que VExª mead-vorte.

O mesmo Marechal meavizou que Eum Irmão do Conde Paynanto de Limbourg.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 57

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
[No canto superior direito]: Olm.r.e Lam.r. Shr.r.


Page 102

**[Texto Principal]**
Sexigencia para o servico de Portugal, nafor-
ma que V. Exª verá da Copia junta; mas ao
mesmo tempo traido, que Simente por sa-
tisfação aspalavra que deu a dito Conde Ayu-
nante de Nsprocurar Esma Resposta da Corte,
E que empide de disto parte a NExª

Recomendo porém a NExª um Official
deste Casel, para o Porto de Capitão, por-
tar Servido toda apreciamento Guerra, So mui-
to Cabil, edeboa Escola; pedindo me Sou-
be se de NExª Seopoderia mandal para Les
boa, portselonleur utilidade para o Servico
de ELREY Nosre-sipior Deos Guarde
a NExª Londres 19 de Março de 1765.

**[Assinaturas]**
Mm. Sam. Sor.
Conde de Oeyras

**[Anotações marginais]**
[Na margem esquerda, verticalmente]: [ILLEGIBLE: ~3 chars]

**[Referências arquivísticas]**
Martinho de Melo e Castro


Page 103

**[Page 1]**

**[Texto Principal]**
Copie
Monsieur

Il m'est parvenu que Votre Altesse faisait un séjour assez considerable dans ses Etats en Allemagne, et qu'elle étoit intentionnée d'engager des gens de guerre pour le service du Roi très Fidele. Comme il n'y a surement rien de si glorieux que de servir sous les ordres d'un chef dont la réputation est celle d'un chef des plus distingués de notre siècle, et qu'à titre de proche parenté j'ose me flatter que V.A. voudra bien faire attention à la recommandation que je lui fais de mon frère cadet, qui a servi avec quelque distinction dans les armées de l'Empereur, et qui est ennemi declaré de toute innaction Si je pouvois prevoir qu'il fut agreable a V.A. qu'il lui amene un Regiment soit à pied, soit à cheval, soit de l'un et de l'autre, je crois que sous six mois de tems, je pourrois être assez heureux de lui le faire lever, partie dans mes terres d'Allemagne, partie en celles de mes parents, où il se trouve toujours une milice considerable sur pied; je ne demande aucune espece d'avance pour la levée, on conviendra de ce que le Roi me payera les Soldats rendus en un port de Mer à determiner. De supplie V.A. de m'honorer d'un mot de réponse à cet égard: Elle doit être persuadé qu'il n'y a que l'amour de la gloire seule qui m'engage à lui demander cette faveur, et que moi et mon frère n'aurons d'autres vues que de lui prouver par notre attachement la reconnaissance que nous lui devrons. Ayant servis moi même les premières campagnes de la dernière guerre en qualité de Collo-

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: Copie

**[Carimbos]**
[ILLEGIBLE]

**[Assinaturas]**
[ILLEGIBLE]

**[Referências arquivísticas]**
[ILLEGIBLE]


Page 104

**[Texto Principal]**
nel au service de France du vivant de mon frere ainé,
j'ai put juger de quel interêt il est à un jeune Officier
de faire la guerre sous les auspices et les ordres de V.A.
comme sous le plus habile Factitien et Ingenieur de
notre tems. Elle jugera par la de même que par les
sentiments qui lui sont dus avec quelle veneration et
attachement respectieux j'ai l'honneur d'être

De Votre Altesse

Le très humble et très obeissant
Serviteur et Cousin

Le Comte Regant de Limbourg-
et Styrum

**[Anotações marginais]**
Au château de Wilhelmsdorf en Franconie
ce 24 Janvier 1765

**[Selos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
Le Comte Regant de Limbourg-
et Styrum


Page 105

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres 19 de Março de 1765

Acuso Recibo da sua despedida de que fui Por
vos Japado a Carta de Pedro
Falhão do Paes de Cande de Limbourg que
se encontra ao serviço de S.M.
E a intimação de Principe Melinburg
para o mesmo effeito.


Page 106

**[Texto Principal]**
Traducção.
Extracto de uma Carta escrita por
Eum Official deputação a 18o
Grenville, dattada do Rio de Ja-
neyro, em 14 de Outubro de 1764.

Como Eum verdadeiro Vassallo domeu
Paiç, nã poso deixar devos lo-
presentar odeplozavel Estado omque
Seacha esta Capital, edico Estabeleci-
mento dos Portuguezes; que Certamente
Eu meloncidariaia digno de infamia,
secomsum So Batellai de Infan-
teria, minas fivese Senlor do Rio
de Janeyro sem 24 horas. Aqui nã
Éá vhada quo mereça onome de For-
tificação, porque tudo Seacha arruina-
do: Euma Muzeravel Muralla e Su-
mas poucas de Peças di Artillaria,
clojas delavidades, cincoapazes de-
Servico algum, Constituem a forca
principal desta Praça; eas suas Tro-
pas nã excedem a 500 Homens.
A esta Capital Seacha Reduxida
aeste Mizeravel Estado, quopodere-
mos esperar dos outros Estabeleci-
mentos dependentes deste sobre alvs-
ta do Brazil? Não obstante
adcadencia enque Seacha as forças
Castelhanas distaparte, não poderião
duixar |emoutra Guerra| de fazerem

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: Traducção.

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 107

**[Texto Principal]**
E uma breve Conquista, estem grande
trabalho, detodos os Estabelecimentos Por-
tugueses nesta parte do Mundo, aqual
viria de muita mayor importancia
a favor de Castella, doqua Conquista
de Portugal. E depois se pursua-
dir à Corte de Portugal, que de se pro-
videncia á decadencia em que Seaccaõ
as suas forças e que allformã já prin-
cipiada em Portugal abrangêse álvo-
ta do Brazil, pode ser que servisse
de meyo para evitar que estas impor-
tantes Estabelecimentos Calissem nas
mãos dos Franceses, ou Castellanos.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: [ILLEGIBLE: ~10 chars]

**[Carimbos]**
[Nenhum carimbo visível]

**[Assinaturas]**
[Nenhuma assinatura visível]

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 108

**[Texto Principal]**
Extract of a Letter to Mr. Grenville dated Rio Janeiro Oct.r 14th 1764.

As a Wellwisher to my Country I cannot avoid Representing to You the deplorable Condition of this Capital an rich Settlement of the Portuguez, indeed I should think my self deserving of everlasting Infamy if I did not with One Battalion of Infantry make my Self Master of Rio Janeiro in 24 Hours. They have nothing here that deserves the Name of Fortification an Unflanked Wall amiserable Rampart, and a few unserviceable honeycomb Guns, Constitute the Chief Strength of the Place Their Regulars do not exceed 500 Men and if their Capital be thus defenceless what are We to think of the Condition of Their other Subordinate Settlements on the Coast of Brasil. Bad as the Spaniards are They could not fail in another War of making a Speedy and easy Conquest of all the Portuguese Possessions in this part of the World which would be of much more Consequence to Spain than the Conquest of Portugal; if a hint of their Weakness could be conveyed to the Court of Portugal and the Reformation already begun there extended to the Coast of Brasil it might possibly be the means of preventing These valuable Possessions from falling into the hands of the French or Spaniards.

**[Anotações marginais]**
[No topo esquerdo]: Copy

**[Referências arquivísticas]**
[No centro direito]: 61


Page 109

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Acabo de chegar de uma larga
Conferencia que tive com Lord Halifax, na-
qual lhe expuz substancialmente oque vai Ce-
ferido na Carta que Lontem escrevi a VExª
equelomispa pelas palavras= Official da
Secretaria.

Acrecentei damais, qu vinha de Ac-
eber por um dos primeiros Officiaes da Se-
cretaria de Estado, Despachos detanta im-
portancia, quepormai quasi tomar Sobre mim
ContJeudo nelles, ostinda mandadas traduzir,
para que Elle Lord ospuze-se naprezença
du Rua Mag. Britanica.

Que dalCondulzaçãó do mesmos Despa-
chos, entenderia Mag: que depouco ouuada
Servias áCoroa de Portugal. as Garantias da-
Grande Bretanha, e Iuma Alliança for-
tificada portantas Practados, se em disprezo
de umas, outro, purdia a Corra de Portu-
gal, nas suas Americas, tudo quanto os His-
panois lhes queriai tomar: Guerperdeo pelo
Tratado de Utrecht, Euma quantidade de
Piras e Paz, ate agora empodar deHes-
panha, nai obstante as Allianças e a Ga-
rantia da Grande Bretanha: Equipezentemen-
to pertendem os mesmos Hispanolós uzurpad

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 62

**[Assinaturas]**
[No topo, à direita]: Mmº e Lamº Snr.


Page 110

**[Texto Principal]**
Re toda a Barmya do Brazil, para entrarem
nas Minas, no Rio de Janeiro, enos outros
importantifimos Estabelecimentos do mesmo
Brazil quando muito Despancer; tendo para
este fim mandado, Continuando amandad
grande Numero de Propas a Bueno Ayres,
para daly passaram, Com os Souros dos Or-
zuitas do Paraguay, ainvestir as Colonias Por-
tuguezas.
Que aelando se de accordo para este
fim como Francezes, tinha a Corte de Nes-
saldes mandado diffimuladamente quanti-
dade de Propas a Cayuna; eque fim nas
lura outro. Simai va investirem o Para, o
Maranhão, depois de Sfarum Senhores
das duas Margens de Ribuyra das Amazonas.
Que ipels que las plitava de Frontey-
ras de Portugal, Erao tas fadas as delivu-
rações do Embaxador de Hispania, Como
vira das duas Relaçoes distruzes de Janeiro,
e Fevereyro/ qule deixei que notròa mes-
mo Official da Secretaria de Estado, Com-
os Despaços que se ficava tradurindo.
Que nestes termos, podia o Prag.
Britanica eo Seu Ministerio entender,
qui se Portugal Ndera util, ses seus Pol-


Page 111

**[Pagina 63]**

**[Texto Principal]**
tou referão precizos para vsu Commercio; ses
Brasil sustentava o Credit da Breja de Londres;
sesdinleyro das Minas demesmo Brasil engrosjava o Banco da Grande Bretanha;
Esa Mag Britannica não queria que todas estas Ventagens passa sem as Fran-
ceses e Hespanhois, com Quina total da Coroa
de Portugal, enais menos do Landito epodir da
Grande Britanla; Era preizo maí ospe-
rar mais tempo, caccudir sem perda algu-
ma delle de Portugal, eas suas Colonias.
Aeste discurso mespondou quo a Grande Vritanla tendo Allianças com-
Portugal para vSecurar eteafistir emto
da Tequalquer occasiao; náo Terbrigára, nom
podia tomar Sobre sy unicamentc, toda ade
finca das Colonias Portuguezas; equse sobre
esta Materia, menedia fize-se a Va. as
mais Serias Reflexaci, avista da Carta qui
agui se Recebeu ultimamente, escrita porsum
Official Inglex di reputação.
Gud odexploravel Estado emque seacleva
oprimero eprincipal Establécimentos das Colo-
nias Portuguezas, faria bem Conlucr rem-
que seacelabriá o outros.
Quo nestes termos naí fora de admi-


Page 112

**[Texto Principal]**
var, que os Hespanhoês tive sem entrado pelas
ditas Colonias, como por sua Caza, no tempo
da Guerra, e que agora fize sem o mesmo quan
do Hespanha.

Que a Corte de Portugal não lavia que
ver, que Propas Inglerds Nãtão defendidas
as Minas, e Guarneear as Pracas & Costas
do Brazil; nem a Grande Bretanha asti
mela, ainda que Ella oguirse.

Que amesma Grande Bretanha não
podio ter Esquadras no Mar emtempo de
Pais, para embarrar quo n.Hespanhoês ma
dásem Propas às suas Colonias: que fara
sobre esta materia Representações em Ma
driz sera perder tempo; aque omeyo unico
deprevenir m inconvenientes, Era que Portu
gal as mandasse dasua parte; epurso to todo
oluidado emmetir o Brasil em estado de
defensa, eder tempe aos seus Aliados as
ocorremem oportunamente; porque deixar
omesmo Brasil nadeplorelvel Actuação em
que Seacava; não tena outra Coura mais,
que amimar os Inimigos áConquista, apró
sentandselle fácil ou indubitavel, e desanimar
os Athigos para o soccor, julgando-o total
mente inutil.


Page 113

**[Pagina 64]**

**[Texto Principal]**
Que nesta Cartea, poria na presença de Sb
Rey os Despaços, logo que Eu vitive-se tra
duzidos.
Que lord Rothesfort tinha avisado oque
sepassava emlladrid; eque SuecMag. Bri-
tanica deixava intruir-se asfudo do Bra
ctados, Eduidas sobre Vtes, entre Portugal
Hespanha, antes dar ordens aoito
lord, Sobre oquo deve fater
Aqui tenho tudo oque mele meusta
rio sobre orditos Bractados; So me falla
Euma Carta mais caacta, que agueyeo ma
nusenta Comr Despaços detres de No-
vembro. Dez G.e al Ex Londres 20
de Março de1765.

**[Assinaturas]**
M.r Sam. Inr.
Conde dOeyras.

**[Referências arquivísticas]**
Martinho de Melo e Castro


Page 114

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres 20 de Março de 1765.

Primia Confiança com Alteza Real sobre a Representação que Lhe fizeram os Estados Gerais das Províncias Unidas Determinando que Nossa Senhora do Minho em cumprimento delle Carta conjunta lhe dei defuncio por Sam eff. Dyly Relativos que aquelle Principe ha intefe

zd


Page 115

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Page 116

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
26 de Março de 1765.
Relação das Barracas remettidas no Navio Hercules, Capitão Francisco Grean.


Page 117

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Page 118

**[Texto Principal]**
01.º de Abril de 1765
Relação dos Barracos remettidos no Navio
Lillie, Capitão José Forbes.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 119

[Transcription failed after trying 2 times with the following models: qwen2.5-vl-72b-instruct]


Page 120

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Em uma das Cartas que V.Ex.a me derigio comdata de 27 de Fevereiro, me adverte V.Ex.a, qudios repetir os Officio a George Grenville para opagamento das Settenta Emil Livras Esterlikas, que ainda deve este Governo desubsidios; oque tenho feito, mas ato agora sem Succeso. Repitirei asinstancias naforma que V.Ex.a medix.

V.Ex.a meaviza igualmente, que por Daniel Gildemeester emanda por prompto em Amsterdam trezento mil Orurados: Omesmo Daniel Gildemeester porn, emCarta de onze deFevereyro mediax, que manda ordem aseu Irmão, e Sobrinco, para duzentos mil Cruzados; edesta Somma tendo já Recebido emLetras, comproua differença rmon tanto de Cem Mil Orurados: Avizando-me de Amsterdam, que esto seada prompto, equie SemeLirá Remetendo.

Procurarei informar-me domesmo Irmão de Gildemeester, selomeffits teve ordem para ostrezento Mil Orurados. Dooz Guarde aV.Ex.a Londres V. de Abril de 1765.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 70

**[Assinaturas]**
Conde de Oeyras.
Marq. de Melo Castro


Page 121

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres o 1.º de Abril de 1765.

Sobre as instancias feitas para pagamento das centas mil Livras.
E Sobre não haver sido avizo para mais de duzentos mil Cruzados do Crédito de Rezentes, que me foi mandado. O que torna a repetir na data de 16 do mesmo mez.

**[Anotações marginais]**
[ILLEGIBLE: ~N chars]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 122

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
V. de Abril de 1765
Agte respeito se
Deve ver a Carta
de 24 do mesmo
Mes de Abril.

O Portador destes Desgº he o
Coronel Makebean, que tendo communicado
mais particularmente, em frente escrita
que lhe deue em Londres: eu outro nelle
tudo quanto le pode derejar, em hum
Homem onrado de caracteres, e em quem
V.Exª. se pode confiar com segurança
para tudo adequo o encarregar.

Perguntou-me se V.Exª. queria
mais officiais de Artilharias; porque
sehe finho offerecido infinitos, entre os
quais conhecia alguns que servira com
elle em Alemanha de questimo muito des-
binto:
Respondi-lhe que falá-se neste
negocio com V.Exª. e se form preciso
mais em tudo odem o mandarei. A.G.
a V.Exª. mº fº am Londres 5. de Abril de 1765

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: N.A. e C.B. Suor
[Na parte inferior esquerda]: mo
N.A. e C.B. Ao Conde
de Ayros

**[Assinaturas]**
[Na parte inferior direita]: Com effeiçõ de V.Exª.
omai obrigado
Marte de Mello Castro

**[Referências arquivísticas]**
[No centro, à direita]: 92


Page 123

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Sobre a resposta que V.Exª me faz na segunda Carta do seu grupo vindo á duas perguntas que aqui lhe fizera.

Primeira de ver que V.Exª concava do Projecto da Invasão de Espanha. Segundo da certeza de se poderem achar em Portugal, dentro de hum certo tempo, seis mil Marinhelros Ingleses, logo que forem preciros.

Emquanto ao primeiro ponto: he justo que antes Lord Tivawley opromove-se em Pa. com sua costumada leviadá; lembrou aqui agen te de maior posto que o dito Lord, ma tambem aventurou. Como V.Exª diz,

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: 1º de Abril de 1765.
[No topo, à direita]: Mmo e Exmo Snor
[Na margem esquerda, abaixo]: [ILLEGIBLE: ~20 chars]

**[Carimbos]**
[Nenhum carimbo visível]

**[Assinaturas]**
[Nenhuma assinatura visível]

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 124

**[Texto Principal]**
que este Recurso só pode ter logar, de-
pois de espuvido todo os outro.

Em quanto aos lei, mel homens de
Marinha. desejo que V. Exª mediga seos
ha, e cinque tempo le poderão juntar sem
falecia, depois do aviro que le fixer
para oter prompto. D. g. a V Epª
mto. ama Londre v. de Abril de 1765

**[Anotações marginais]**
[No canto superior direito]: colla [ILLEGIBLE: ~4 chars]
[Na margem esquerda]: mo.
Mte Exmo Sr
Conde de Oyra

**[Assinaturas]**
O Marq. de Allo e Lasy

**[Carimbos]**
(Selo ilegível) [No centro da página]


Page 125

**[Texto Principal]**

Londres o V.º de Abril de 1765

Recebi debaixo dhuá Cuberta duas Cartas doprovio punho de V. Exª que já forão accurada entre alque mé- troupe ganhar da Costa.

Devovendo aguineira, sobre o Matrimónio da Nra Infante Dona Maria Benedicta: Nem este Ministerio mefou nou mai afalás de gois doque avirei a V.Exª nem eu qui mothai mayos solicitação: sendo jesto que elle deve conhenes que tendo cesdido toda ainfluencia em Itália; O Piamon he aunica posta que se lhe naõ servva ainda; começo que se lhe oro por o unico para se lhe nao fechas detod.

Mas este Ministerio uao entra nesta materia senão muito tigeiva mte. Ten momentos enqua ellas me farem

**[Anotações marginais]**

[No topo, à direita]: 74

**[Assinaturas]**

[Nenhuma assinatura visível]

**[Referências arquivísticas]**

[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 126

**[Texto Principal]**
impression mais nos seguintes esquisses.

Quando os franceses passaram a
Corteça em virtude do Tratado singular
com os Genoveses: quis Él Rey de Sardeinha
saber o Como a Grande Bretanha tomara
aquella, que bem segode chamava, conquista
de França; e o Ministro de Turim tocando
nesta particular de Casalge: se lhe
respondeu como tombando= Má foi,
je crois que les françois ne soutiront
plus de Corce= O Ministro disse tam-
bem ainda= Je le crois aussi= Depois
me contou me Contou oque passava para
prova do como crecente mente se-
tomão aqui as cousas levias.

Em fim eu não esquecerei este


Page 127

**[Texto Principal]**
Negócio, para lembrar como digno
de toda a atenção de EL Rey da -
Grande Bretanha. M.e W.Ep.a
Londres primeiro de Abril de 1764

**[Anotações marginais]**
[No canto inferior esquerdo]
M.e Ep. Sor
Conde de Oeyra;

[No canto inferior direito]
Fiel amigo clafo de
W.Ep.a Amás obrigado

**[Assinaturas]**
[Na parte inferior central]
Marq. de Mello e Caiz

**[Referências arquivísticas]**
[No canto superior direito]
75-


Page 128

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Ainda não tenho concluida a Tra-
dução dos Despachos, emais Documentos que Me
Servem deprova, para ordar aoSecretario de
Estado Lord Halifax, não obstante queestra-
balha comCuidado sobre este importante Ne-
gocio; mas desejo levarlhe tudo junto, eque
vi claro quanta for possivel, naforma do Ori-
ginal.

Penlo porém falado acto Ministro, ei-
qualtrunto alLord Sandwich, depois deque avi-
sei al Ex.ª naCarta de 20 de Marco, quelo-
mesha comaspalavras= Acabo de chegar=
deixando naquelle dia o Discursos que começou
aflás vivo, nos termos daleferida Carta, para
encontra occasião rue explicar a Seu ouvido,não
pormeyo dadisputa, mas dapersuacão.

Nodia seguinte avermque epassou oque
ja disse al Ex.ª naCarta qua accuro afirma,
bulqui Lord Sandwich, emediehe: Quo Não
meydia explicar adensivel imprefas e Justo
que ficurao no Espirito de El Rey da Grande Bre-
tanhla, ccentro o seu Ministerio, tr avizos que
Seleueberag do Rio de Janeiro.
Gu omayor purgo Konsistia, enque os
Franceses que Ndo se descuidas emse instruir,

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 96

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
[No topo, à direita]: Wm. Lxm. Jnr.


Page 129

**[Texto Principal]**
ou a Hispaniolas, soube sem a situaçāo daquelle
importante e primeir Establecimento Capital de todas
as Americas Portuguezas; porque adiscomo naturalmente,
que Potencia, não só Coma Familia
de Bourbon, mas ainda por mediocre que fosse,
prezentando lhe Euma Rica Conquista, Senão o
Nimaria attacar sem perda detempo, Segura
disfueflo, Compouco custo, sem algum Risco.
Que a Grande Bretanha sabia muito
bem, quias bras aridas dos Franceses Mes-
marchês sobre o Brasil. Sabia que mesmo
Brasil Senai podria defender Sem aafis-
tenia das forças da Grande Britanla; e Por-
tugal tinha tambem, edvia estar certo, que
destas forças Savia elas delis Artamente
ao seu soccorro.
Mas quedndo tudo isto Certo e Certis-
simo, mais uma menos evidente quo nem as
Esquadras, nem asforas da Grande Bretanla,
podigal estar promptas atempa de Serpor
alem golpe, ou numa Invarzio Apuntina,
que se faça Sobre omens Brazil: Equanto
mais fraca, emais febis reaclaram as Colonas
Portuguezas, principalmente o Rio de Janeiro

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: [DAMAGED: circular markings]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 130

**[Pagina 17]**

**[Texto Principal]**
que le a Lisboa delhas; mais dispunla, emais
Convidava a ambição dos Franceses, cavaidade
dos Hespanhois a uma surpreza: Senão Certo
quo mesmo Hespanhois vagas, esperitão can-
dáe sempre açupra ou da disgragas, ou dos desca-
dos Portuguezes, para se aproveitarom delles, eal-
las.
Questem adusgraca de Dey Dom Sebas-
tiao, os Castillanos nunca intentarião a Con-
quista de Portugal: Equestem adoploravel ati-
tuacão Em que omeou Portugal Seacava Em
1762, nem osditos Castillanos, nem ainda os
Franceses A moviria Euma Guerra.
Que omesma aconteceria no Brazil;
Seasua Conquista Sele Supruntar Fácil, Eaõ
de Empreendela quando menos Seluidar: Se
Nesfor, enparanç difficil, Eaõ despensar Euma
emuita vez, antes deseclavila aella.
Que a forte de Portugal cada Grande
Bretanda, podia avelta das intenções que
sedeserobrom nos Franceses Hespanhoes, to-
mar quantas precauções quizeram, Convir
emmyo, em Planz, eemarranjamento, para
sua Mutua defença: Que vAm detudo So-
Aduzuria Sempre napratica aestes dou

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
Porto


Page 131

**[Texto Principal]**

Primeiro, Se a Grande Bretanha tem forças suffi-
cientes para afustar os inimigos a Coroa de Por-
tugal contra a Familia de Bourbon: E o certo que tem.

Segundo, se a mesma Coroa de Portugal
tem sufficiente ter forças sufficientes, apesar no
seu Continente da Europa, Como nas suas Amé-
ricas, para resistir ao primeiro impeto Conque
aquiriram attuaç eder tempo aquellelhequem
os focos da Grande Bretanha. Etambém

É certo, quana Europa setem pario evai pon
de Portugal, em Suma Citação Respetavel;
desto, que por mais avizos que recelem de
movimento de tropas, e preparativos Mi-
litares nas Fronteiras de Hespanha, oz Cas-
tehanos não quiuem attuar com nao consta
que jámas quissem as forças dos Portugues
nas mas froco do Portugueses, não onde
Elles las fortes, cemestados desederender
mas onde são debils, e sem alguma defen-
ça: Quendendo esta a Cituea's di Rio
du Sanago perifso le unica objecto dos mesmos
Castelhano, Franceses. Unão menz valer
Ser da Coroa de Portugal, aquem a Grande Bre-
tanla Como Amiga, elamo interusada, nais pórde


Page 132

**[Pagina 78]**

**[Texto Principal]**
deixar desoluciar instantemente, e pedir a sua Magestade Fidelissima, que mande praticar naquelle importante Estabelecimento, a mesma Disciplina Militar, o mesmo augmento de todas as mais Providencias proporcionadamente; que contanta Gloria ao Seu Feliz Reynado, Setem Establuidos nossos Reynos de Portugal, sendo este ourus ceffaz meio de desanimar os seus Inimigos, exemplaro de Leuma Graca, oudeoutro qualquer incidente, de dar tempo às Forças destes Reynos, para virno ao Soccoro, enão à Conquista do Brazil.

Aisto discuso, empoume sequio mes mo Lord Sandwich, que xproposial Como Descendente de Lima Familia, daquel serviço não terá desconfuido em Portugal, Despondi, Que as Suas Reflexões nais podriaõ deixar deSer muito agradaveis áminha Corte; mas que Sria-So bem Certo, que Não Seró aby des Confuidas; porque O REY Nos Sinbit tinha muito frouente na Sembrança aimportancia admitir as Suas Colonias onestado de defença, mas qua Grande Britanla Sabia muyt bem vestado enquestaclava rReyns de Portugal quando Suia Mag. qua DEOS Guarda subio ao

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 133

**[Texto Principal]**
Peram: Os accidentes successivos Repetidas, Quinas,
Conspirando, culminamente uma Guerra, que
Sobreviria no tempo do Seu feliz Reynado.
Que tudo pareceu servir-lhe, quelludo Seu
medio, aquella Sapienciaordem que bem
Conhecida no Mundo: Equilibrando a Constantancia
ca Firmeza, que também não se ignorava, a-
queurade Superior tantas dificuldades, e Ca-
bedias na planos para tanto, etão diferentes
objectos, mas podião ficar acumulados no Paço
Pleasure: A boa economia, ordem, e Providen-
cias, que também sediav nesta Departicaçã pode
rá fazer o milagro de Suprid aquelaquela pre-
oiz, mas mal deguardas Misloes para voque
ainda faltava.

Que chegou a Dar, commens dedous
Anos reformou Sum Corpo de Propas de-
trinta equata Mil Homens, pagos de Vinte
Omdinuidias: Eactual mente Retrabalha
Om formar, Condespera Ornome, no Armazá
de Maté para este Corpo, mas para o que
ELLEY NÃO sendo tem determinado que
Sirva emtempo da Guerra.
Que avista Om fim desta perspectiva,
nai maganava Portugal, quepodia Ser no
tado


Page 134

**[Pagina 79]**

**[Texto Principal]**
tado detér perdido o tempo, num que a Grande
Britannia entende se qualabas Nelleter accu-
dido ás suas Colonias.
Que presentemente sendo só o tempo o que
Nefaltava, desaproveitarão delle os Espanhóes,
para seestablecerem e fortificarem na Bar-
reyra do Brasil, Com fim deentraram nelle,
e Conquistarão; antes que Raa Mag. Conclui-
das as indispensáveis disposições da Europa,
Pode occorrer às suas Conquistas na America.
Que para evitar este perigo, egualar
este tempo, é que Corto de Portugal busca-
va o Concuro, e clamava as Garantias da-
Grande Britanha, para acecucio do Tracta-
do de Paris, aquela Espanhoês se defurivés
delora edelisivamente.
Respondeume aisto, emsubstancia,
que esperava qua Corte de Portugal teria todo
tempo, que os Espanhois lhevariao Nos
termos da Paz; equa Raa Mag. Britannica,
avista dos Tractados, Papéis, Condescenderia
entudo oque fom disagrad del Raa Mag. Di-
delissima.
Com Lord Halifax papri compouca diffe-
rença mesmo que duco referido.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 79

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 135

**[Texto Principal]**
Só mediu demais ansticia, de que os Franceses tendo mandado depois da Paz a Cayenna, por diferentes vezes outo adez Vnail Manceh, para Povoar, e Guarnecer aquelle Estabelecimento; amayor parte delles tinha Morido; e Seachava a Colonia quasi no mesmo Estado que prudientemente. Eque o Governador fora Mandado vir à Europa por va Carregada de Terra. Dos Guarda

**[Assinaturas]**
Mm. Excm Sr.
Conde de Beyras.

**[Anotações marginais]**
[Ilegível]

**[Referências arquivísticas]**
Marq. de Mello e Castro


Page 136

**[Texto Principal]**
Londres o 1.º de Abril de 1765.

Conferencias Sobre os Despachos, que Levou Gaspar da
Costa, em que os Condes de Sandwych, e de Hallifax
fallando judiciosamente Sobre as medidas, que deviamos
tomar, e explicando-se à respeito do Brazil no mesmo
Sentido da Carta de 20 de Marco: foram respondidos
com grande força, e energia. Esta Carta pede especial Resposta.

**[Anotações marginais]**
80 [No canto superior direito]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 137

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Recebi alarta del Ex.a Comdatta de 30 de
Marco, vinda pelo Correio Gerardo, que chegou
a Londres Sexta Feira 12 do Corrente; Atevan-
do para occasião mais oportuna responder al Ex.a
Sobre o Contenido damisma Carta.
O Sobredito Correio deu aqui anusticia
de Setem distribuido vista forto differentes
Cartas pormaos de Religiosos, equieeenamindo-
vão anada menos que algum Motim, debaixo
do pretexto de Devocao as Santissimo Saure-
mento.

Semelhantes Papéis apanaraí em Paris
nas Portas das Igrejas, Conternos igualmente
Mistieroz: osquies mandro logo Arrancar
o Intendente da Policia, fazendo as diligencias
posseis por descubrir os Autores.
Semelhantes destrezas tem todo var
delieron dirigidas pelos Jesuitas, onde vecci-
tos Istimi Roncludo mais em França, pelos
Movimentos Emquestração & Clero, desquite
agora istiniat purabido em Portugal; epars
que não tomem Paires, estou bem Certo
que Ex.a as Saberá arrancar.
Pue Carta de Gildmeaster, Orque
Meaviza náo ter recebido mais ordem qupara
mujor promptos duzentos Mil Cruzaos, pouco

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 91

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Alm.o Exm.o Inv.)


Page 138

**[Texto Principal]**
mais ou menos, e desta quantia me comettiu o montante de vinte duas mil livras Es-terlinas. Don Guarda al Ex.a Londres 16 de Abril de 1765.

**[Assinaturas]**
M.e Lam. Sor.
Conde de Oeyras.

Martinho de Mello Castro


Page 139

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres 16 de Abril de 1765

Sobre haver recebido a Instrucção relativa ao attento, que se pretendeo fazer com a mais das Creinças do Sacramento: avisando, que o mesmo se acabava de praticar em Paris; affixindo-se outros Papeis da mesma natureza.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 140

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
20 de Mayo de 1765.
mo
M.º e Ep. mo

O Portador desta Carta, de máis tres degue
encarrequei para entregas na mão de
V.Ep.ª há hum Offecial Alemão por quem
Ambroio Pereira me escreveu na forma
que VEp.ª verá da logia junta.

Em Consequencia lhe mandei
procurar dois fogares em offario que
levas o vesto das Barraças, salitre, cal-
gun chumbo.

Achando-se falto de dinheiro,
lhe mandei dar Guineus para pagar
algua despesa que aqui fer: Enao tendo
igual mente conque satisfaver do
avance a sua passagem, edose camaraada,
dixe ao capitão do Navio, que recebe-re
metade, egue outra, omermo una pagaria

**[Anotações marginais]**
83 [No topo, à direita]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível) [No centro, abaixo]

**[Assinaturas]**
(Ilegível) [Ao final do texto principal]

**[Referências arquivísticas]**
(Não visíveis)


Page 141

**[Texto Principal]**
Parece-me que tem bom Caracter,
Segundo o que pôde perceber nos dias
em que residiau aqui e Amborio Pereira
Medá, o de hum bom Official

Como o Navio em que Vay já -
partio para as Indias, não me fica mais
tempo que ademegar por estar Vegragaor-
per de Vera. D.G. a V.Ep. mto amdo
Londres 20 de Maio de 1765

**[Anotações marginais]**
[No topo esquerdo]: em 4ª

[Na parte inferior esquerda]:
M.º e Cp. mo Conde
de Oeyras
De Butleibourg me manda-
rão a carta inclusa, para
entregar, ao Conselheiro Closon

**[Assinaturas]**
[Na parte inferior direita]:
Amº eficil ca o de V.Cp.
Exp. omnis obg.º
Rast. de Melo cla Reg


Page 142

**[Pagina 84]**

**[Texto Principal]**
O Portador desta Carta he o Cavalheiro Barão d'Etrepuy, e foi Capitão de Cavalaria nas tropas da Imperatriz Raynha. Por disgosto que teve deixou o serviço. A informação unanime que tive delle he de bom, habil, & bravo Official. Vay buscar o servivio de El Rey N.Sr. A sua pertensão he a Patente de Major. Eu não lhe prometti, the asnevery somente que se lhe daria a de Capitão. Que eu informaria o que me constava do seo merecimento para se lhe quizesem fazer ese augmento. The prometi que lhe dariaõ alquã ajuda de custo pela viagem que vay fazendo á sua custa: que a soma porem havia ser conforme ao que quizesem em Lisboa. Em summa, vay sem engajamento. Cuido que ha de contentar em o examinando e conhecendo. Tem hum Dr. mão Coronel, que lhe deo o comque fazer a viagem. He de Lorena, onde agora vay em di

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 143

**[Texto Principal]**
direitura despedir-se de sua May, e verse o aben-
dissua com mais alguns ducados para o cami-
nho. De Strasbourg ha de descér e ir por a-
goa até Londres, bliscar o favor de N. Da para
se encaminhar a Portugal.
Leva com sigq hum mono Enginheiro,
que ha pouco tempo sahio da Academia vay
buscar fortuna; e supponho não achará ou-
tra que a deservir algum General, que tal-
ves seja Rebentige, pois deixou aqui reco-
mendado the fizem a descuberta, e the en-
viasem algum destes alumnos da Academia
para seo Secretario, que he por onde elles
entrao ordinariamente a ganhar opão.


Page 144

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
O
Sistema de Lord Bute Confiança ao Recouraria a George Granville foi com fim alter neste importante lugar Dam Sujeito, de quem amava Lord molhe, que não tinha na Grande Bretanha Amigo de quem mais se confiasse.
Fez Lord Halifax Secretario de Estado, por ser bem quisto entre a Nacao, e Lord Sandwicel por Contemporizar Com Duque de Bedford; epersuadio-se que por esta forma podia governar sem Ser Ministro.
Seguiram-se os gritos da Nacao Contra Lord Bute, que oobrigarao asalir de Londres, depois que voltou, haviao atriado do Publico, presente de moderar azanimoxidade do Povo.
Mont. Grenville neste tempo Se benquistou porConta dasua administração, equis governo? Como pruinto muito governo, Elle Sois de quase seguiu alguma Atrialdade, em me boa inteligencia na amizade de Lord Bu te, ea apanhcia Cemque esto quis mostrad que não tivla influencia no Governo, Convus tida emualdade: porque verdadeira munto não tem alguna.
O Duque de Bedford, que Nunca Seacordow bem om George Grenville, ve Com-

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 145

**[Texto Principal]**
disgusto opouco amada quele Consultado; o
detudo setem seguido huma desconfança in-
terior entre Alministerio, deherto quo ainda
quo ordens Secretarias del Estado Se Conservaó
Como Neutras Lord Buto, Mr Grenville eo
Dugue de Bedford, nai Soacad prezente mun-
to Combispezicols Acorniliaveis.
Seguio se daqui Eid Lord Buto ver
lá dias lo Dugue defumberland; enpahar de-
poes aver porduas vezes Mr Pitt, que Se
acela detirado nasua pequena Casa d Campo,
epato quCondeo a formero Caracter de Pitt,
capoua probabilidade quelá emsedesfazer
outa vna Lyda a Malina estabelecida do-
pos da Paz; Contrudo Simpre desejo obser-
var squestepha Nestes dias, ebemque pa-
rao ostes Atrovimentos interiores, de que o
Publico tem apenas Luma idea Confusa;
mas nem poriho deita deSe digna de-
attencaí. Deux Co at Exª Andres 23
de Abril de 1765

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: [Círculo decorativo]

**[Assinaturas]**
[Margem inferior esquerda]: Wm. e Exm. Sor.
Conde de Oeyras.

[Margem inferior direita]: Mart P de Mello Casip


Page 146

**[Texto Principal]**
Londres 23 de Abril de 1765

Plano do Lord Bute desconcertado, separação que dell
fez o Chanceler Granville; intimidade entre e
e o Duque de Bedford; e agunção de todo o Mini
terio.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 147

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
N
Na Carta que escrevi a V. Exª com data de 20 de Março, equilomifia Com as palavras = Acaba de llegar= Encontra do primeiro de Abril, quelomilha com as palavras = Ainda não tem concluida= Veria V. Exª oque passei com este Monesterio depois de Caver Recebido os Despachos de que foi Portador o Official da Secretaria Gaspar da Costa.

A importancia dosditos Despachos, e dos Documentos que lles servem de prova; como tambem ouviro que me fez Lord Halifax, de que El Rey da Grande Britanha dezijava instruirse afundo das duvidas que havia entre Portugal & Espanha sobre reprecentes Tractados; obrigando-me aos queros traduzir Eu mesmo contollos oditos Tractados, des de ode 1684 atle ode 1761, que despitão ás duas vidas das Colonias Portuguezas; Cali doente dos olhos; Gnao querendo perder o tempo, emque não podia ver a Luz, Confiey a Blyth alguns dos Mesmos Tractados, Papéis deminos importancia, que mele preuiz commindar inteiramente, por naõ estarem amu gisto; ede ziar quo esto Ministerio via tudo tão claro, quo náo tinéa dupoes Replicas que me faur.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 87

**[Assinaturas]**
Este


Page 148

**[Texto Principal]**
Este motivo, emquanto aroqo me
agunta, darat to ainda dado os referidos
Papuis a Lord Halifax, doque emparte
menai adpindo por dezajal ver oemque pá-
rai Eumas pequenas desconfiancas que ta
entro e Ministerio, e Lord Bute como di
go all Exa emCarta Separada. Cois
89.e all Exa Londres 23 dist Abril de 1765.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: [DAMAGED: traces of faded text]

**[Assinaturas]**
S.Mr.e Lam.Inr.
Conde de Oeyras.

Martinho de Mello Carpo

**[Carimbos]**
(Selo ilegível) [No centro superior]

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 149

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres 23 de Abril de 1765

Demora necessaria, que tinha havido na tradução
dos Despachos, em que se participara o estado
da execução do ultimo Tratado de Paz, pelo qual
pertence à Castella.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 150

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
24 de Abril de 1765
Mmo. Exm. Snr.

Dinda que tenho cometido ao Inv.
Dom Luiz da Cunha tres Relações das Barracas
que vai por tres Navios diferentes; junto
aqui asmesmas tres Relações, em que vai o
alresimo domais que mandei fazer, para
Complectar os Barracamentos detudo onecehario

Este Artigo sendo dos mais precivos
nos Exercitos, porque preserva a Saude dos Sol-
dados; e sendo igualmente de exucivo Confo-
mo, porque no fim de cada Campanha é
necessario Renovar quasi todo os Barracamien-
to; não cabe napposibilidade sem grandes
inconvenientes por conta de demoras, ele ao
mesmo tempo de despesa exuciva manda-
laur fora do Reyno.

Preste motivo mando a V. Exa. aqui
juntas as amstras dos Pannos degue se fa-
zem assim as Barracas dos Officiaes como
dos Soldados Com os seus preços; os dos Officia-
es vem da Rusia, os da Soldada vem de Ale-
manha; es Armazem geral deluns outros
é Hamburgo. Ninhum dos ditos Pannos
se faz na Grande Britanha; enaprimieira
brai custão seis avuto por Cento mais em
Conta. que em Londres.

Eu Creyo que us Porto Sepoderá fazer
Sim

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 39

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
[No final do texto]: Sim


Page 151

**[Texto Principal]**
Sem difficuldade arminho o Panno para as Barracas dos Soldados, que pouco differe d'ano[n]ha Estipulação ou Sinagagem, aquelle ode que se precisa maior quantidade. Do outro para as Barracas dos Officiaes, Caus que Senão mande Eu de Hambourg, daqui mandarei on numero de Pessas, que V.Exª me ordenar; mas emtido velbro, Le pouira provirão nos Armazens antuipadamente; por que entempo de Guerra, onduspeitas della, tudo vem mais Caro, mais difficil Comer bom.

Sobre o Artigo das Mucillas para osoldador, Como dela mais algumas feitas, ebas, Comprei todas as que Lavia; edenjo que V.Exª mediga Se fepodem fa[u]r em Portugal depelle de Cabra, onde Carhayro, oufedur Com pror aqui as que faltab; porque ainda que me aclava naleslucada demandar fazis trinta Mil, Como mupedem Mya Cora Yporladaluma, ao mumo temfo gho asque mando Custaráo ado us Chelons; deferi este Artigo atte ter aniz del N.S.a

O que também é indispensavelmente Necesario na Campanha São as Marmitas, ca Cantinas; das primeiras Sedá uma para cada Barraca, eluytao aqui orvo oudou Cedim por pieza; das Segundas Sedá uma alada Soldado,

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: [UNCLEAR: best interpretation]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 152

**[Pagina 90]**

**[Texto Principal]**
Custa Cadapieça entre tres equato Selins:
Pico nadeligencia devor olome aspyltitar
mais em Conta omandarri as mesflarias pa
ra novo Regimento de Infanteria, equa-
tro de Cavalleria.

Novou Officio do 1.° de Abril avizei a
V.Exª da Artiharia que tenla mandado fazes;
istole, Seis Peças de 12, Seis de 6; Seis How-
itzers do Calibre de 8, e seis do Calibre de 5½;
tudo segundo o Calibre emedia Inglesa.

O Snr Dom Luiz da Camilo na Carta
de 30 de Novembro merdenou, manda-se fa-
zer dez Morteyros para Praças, dez para o
Parque, evinto Howitzers; poro como não
vierão advertidos os Calibres, por não poder
tempo, arrivi mo amandar fazel entretanto
as doze Peças, cordou Howitzers enque fá-
lo affima; que embito el Caro, saó de util
entuas serviso na Campanha; enquanto
Sabia do Mariscal os Calibres quo Setinlas
Establecido em Portugal para os Morteyros,
e ainda para os Mesmo Howitzers.

Agora vijo por Carta domosno Ma-
rechal, quo os Calibres Establecidos para os
Morteyros saó de 16, e de 12 polegadas de-
Deametro; epars para os Howitzers sao dito, e de

**[Anotações marginais]**
[ILLEGIBLE: ~3 chars]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 153

**[Texto Principal]**
6 polegadas de Diamento?
Em cujo termo já os Howitzers que mandei fazer diferem do Calibre estabelecido em Portugal, tudo oque vai de oito adix e de cinco Omey a seis; mas como é pequeno na quantidade, veni se pode ter algum remedio.
Este Artigo do Calibres, eda Munica proporcionada para elles, le da mais efuencias vaArtillaria.
Aqui são tão exactos neste ponto, que toda a Artillaria que setomou no discurso desta Guerra, equo não é exactamente do Calibre Inglez, por melhor emais bem traba Nadas que Sejaò as Pessas, semandão fundis, unicamente Comofim de as accomodarsem ao seu Calibre; caLazao distole, por evitar quanto & possivel o engano cedescuidor, que frequente mente acontece sem na desproporçaõ das Municoes.
Comasditas Munices Setim aqui ama ma exactidas: As Bombas oupara Mortey ro, oupara Howitzers, nai semandaç fa fer, Sem quo dFabricante tinha as dimen coês dadas porcum Enginduro. Depses de feitas, tem El Rey daGrande Bretanda

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 154

[Page 1] [Anotações marginais] No topo, à esquerda: 612 (em tinta vermelha, sublinhado) No topo, ao centro: 1765 No topo, à direita: N.º 3 [Texto Principal] Cartas Do Exmo. Martinho de Melo e Castro dirigidas de Londres ao Exmo. Senr. Conde de Oeiras sobre negócios de Fazenda nos portulanos [DAMAGED: mancha escura cobre parte do texto abaixo da linha "portulanos"] [Carimbos] No centro, à direita: Selo circular com brasão real e inscrição "BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA" [Referências arquivísticas] Nenhum número ou referência arquivística visível além das anotações marginais.


Page 155

[Anotações marginais] [No centro, ligeiramente à direita]: e. N.


Page 156

[Page 1] [Texto Principal] Mm. Exm. Sr. Este Ministério, depois das instâncias que hontem fez, de não perder tempo em socorrer a força de Portugal por Mar e por Terra; e ter allegado todos os avisos, efeitos, que comprovão a dissolução das forças de Versalhes e Madrid, para nos attacarem; tem perguntado, assim aos Embaixadores que aqui residem, das duas Cortes, como em direitura às mesmas pelos Embaixadores Britânicos que ahi residem, quais são as suas intenções sobre a força de Portugal. E unanimemente se lhe tem respondido, como V. Ex.ª pode suppor, que não há outras mais, que as de se conservarem em Paz com esta Corte.


Page 157

[Page 1] [Texto Principal] com outra alguma intenção. Que o Embargo sobre os Trigos era uma necessária consequência da determina- ção que S. E. tomou, de mandar para lá os referidos Corpos. Que se acomodaram os Caminhos, e era uma Ordem geral que S. E. tinha dado em todo o Reyno; e que ao mesmo tem- po que se acomodam os que conduzem de Ma- drid às Fronteiras de Portugal, se farão o mesmo aos de Cádiz, de Barcelona, e outras partes no interior do Reyno? A estas asseverações, junta este Ministério os avisos posteriores de Lord Rochfort; isto é, deter a força de Madrid, contramandada a marcha de vários Regimen- tos destinados para as Fronteiras de Por- tugal; de S. E. suspender o aumento das Tropas; e de S. E. ter dado licença aos Offi- ciaes para se ausentarem dos seus Corpos.


Page 158

[Page 2] [Carimbos] - [No topo, à direita] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (selo circular com brasão) [Texto Principal] de Mar; Considera mais, que arremessa Fran- ça tão longe está de entrar em huma Nova Guerra, que não obstante a Situação em que se achão as suas Finanças; vem de concluir com a Grande Bretanha a forma do pagamento dos Prisioneiros Franceses, que monta a quinze milhões de Libras Torne- ses; das quaes huma terça parte se pa- gará no principio de Janeiro prezente, e as outras duas terças partes nos dous Annos Seguintes de 66, e 67.


Page 159

[Page 1] [Texto Principal] pontas, se a necessidade as exigir. Que entretanto fora preciso ver o que a corte de Madrid respondia ao Em- baixador de Portugal; e que Sua Majes- tade Fidelíssima fazia mil vezes bem em se preparar para tudo que podesse acontecer; e para dar tempo aos Seus Aliados de irem ao Seu socorro, se assim fosse preciso. Não se necessitaria grande instrução para responder a semelhantes discursos, que todos seduzem a algum só ponto; isto é, que a Grande Bretanha somente poderá crer que os Fran- ceses e Espanhóis fazem a guerra a Portugal, quando realmente o atacarem. Assim o ficará no ano de 1762, e assim o farão eternamen- te, por mais disposições, por mais evidências, e por mais factos, que os persuadam do contrário. Perguntou a este Ministério se se lembrava das inteligências que me tinha co- municado por ordem de El-Rei da Grande Bretanha; se houvera as que no mesmo tempo houve a minha corte de diferentes partes, e que também V.


Page 160

[Page 3] [Texto Principal] só tinhaõ ordem de marchar para as Frontei- ras de Portugal, mas que muitos Corpos ti- nhaõ já chegado ás mesmas Fronteiras, estão chegando; seriam igualmente, que os mesmos Espanhoes cometiaõ Estilidades inauditas, na parte Meridional das Américas Portuguezas, e naõ queriaõ execu- tar o Artigo 21 do Tratado de Paris. Depois destas perguntas, V. Exa ale- gou: Que se das Américas Britânicas, e do interior do Reyno de França, chegaõ sim a es- ta Corte as mesmas intelligencias; com lonse- quência dellas se viriam marchar para as Costas de Bretanha, e Picardia, vinte e trinta mil Homens; e desembarcarão nos Portos de França as Embarcaçoẽs pecuárias para um Embarque; que a Grande Bretanha em tal caso, naõ duvidaria um só ins- tante, de que se dispunha uma Invasaõ contra um dos tres Reynos da mesma Grande Bretanha.


Page 161

[Page 1] [Texto Principal] tes Estabelecimentos do interior do Brasil, porque assim em casa, como em outra parte, já se descavão na Europa as Portas do Reino, e na América Senhores da Barreira das Co- lonias Portuguezas; parecia verdadeiramen- te pasmoso, que a Grande Bretanha achasse ainda assim, que numa tal Conjunctura, não era affaz crítica, para fazer as dis- posições necessárias, por conta de socorrer a- tempo oportuno a força de Portugal. Este discurso não se interrompeu com as queixas dos Negociantes Ingleses, que chegaram pelo penúltimo Paquete-boat, como V.Ex. verá em Carta separada; e de duas entrevistas, ou Conferências, em que se passou substancialmen- te o que deixo referido, sahi com o disgosto de ver, que os mesmos Negociantes Ingleses aproveitão a presente Situação de Portugal, para repetirem o mesmo quantas vezes tem dito; e que o Ministério quer fazer valer as suas pretensões, ao mesmo passo que se trata da nossa defensa. Deos G.de V.Ex. Londres 1 de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] (Ilegível) [No topo, à esquerda] (Ilegível) [Assinaturas] Mm. Exm. Snr. Conde de Oeyras.


Page 162

[Page 4] [Texto Principal] [Ilegível: extenso bloco de escrita cursiva, densamente disposto na metade inferior da página. Caracteres minúsculos, entrelaçados, com pouca margem entre linhas. Tinta marrom-avermelhada, desbotada. Legibilidade extremamente comprometida devido à caligrafia e ao estado do papel.] [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível.] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível.] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura ou rubrica visível.] [Referências arquivísticas] [Nenhuma referência arquivística visível na página.


Page 163

[Page 1] [Texto Principal] Londres, 1º de Janeiro de 1766. Perguntas do Ministro inglês ao Embaixador de França: Carta sobre a exposição das hostilidades na fronteira de Portugal, e presentes frívolos, com referência à apreensão de movimentos por Orsay e Tallemont, da nova fronteira; o desfazer as demandas de Belisfonte, terminar imediatamente; os de alveitar tanta obra como enervou; apresentando a França, acham que se obrigam a seguir as sugestões de Orsay, por seus missionários em termo grego. Ambos Comissários de M. D. mostram apertar-se àquelas sugestões, trazendo Conselho de Guerra. M. M. etc. Convenções afetadas à Duquesa de Subterfúgio, com opinião de Majestade Inglesa.


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[Page 1] N° 1° [Texto Principal] Copie Monsieur Le fourrier Joseph Gonçalves est arrivé icy le 16 du courant à six heures du soir, et il m’a remis les Dépêches de Votre Altesse; Ceux qui étaient destinées pour Lisbonne sont parties aujourd’huy par un Exprès qui est arrivé de Portugal le même jour 16, et qui m’a remis les trois lettres ci-jointes avec ordre de les diriger à N. Alt° sans la moindre perte de tems. J’en ai déjà fait part à N. Alt° des intelligences qu’on avoit icy, par l’Extrait fidèle de différentes relations, dont j’ai envoyé une Copie à la Cour, et une autre à N. Alt° avec ma lettre du 23 de Novembre. Avant l’arrivée de mon fourrier à Lisbonne, le Roy était aussi instruit, que la Cour de Madrid méditoit une attaque contre le Portugal, d’accord et d’intelligence avec la France; que des Troupes Espagnoles étoient déjà arrivées sur les Frontières de Trás-os-Montes, Minho, et Beira, et qu’y arrivoient successivement; qu’on accommodoit les Chemins pour le passage de l’Artillerie; qu’on faisoit des Écuries dans chaque lieu; et que le Roy d’Espagne n’ayant rien à craindre du Lotte d’Italie, faisoit venir les Troupes qu’il payoit de Naples.


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[Page 1] [Texto Principal] mêmes qu’on a eû à Londres, et bien plus décisives dans la circonstance de l’arrivée des Troupes sur les Frontières ; on est bien convaincu en Portu- gal, qu’il y a une invasion concertée ; et qu’on s’y est principalement décidé, au moins qu’on a commencé à faire des mouvements, depuis que V. Alt. est sortie de Portugal ; et les délais de la Grande-Bretagne, étant bien connus, au commen- cement d’une Guerre, on veut l’entreprendre sur les États du Roy, avant qu’Elle puisse agir. Voilà ce que j’ai ordre de représenter à cette Cour, par deux Expres successivement arrivés de Lisbonne ; et delà demander des Secours pour assister le Roy dans son Royaume, et dans ses Colonies. J’ai reçu ordre d’admettre d’abord 12 mille Fusils complets pour l’Infanterie, des Tentes pour dix mille Hommes ; des Mortiers, des canons, et d’autres attraits pour l’Artillerie. Je profite de cette occasion, pour assurer V. Alt. de la haute et respectueuse considération avec laquelle j’ai l’honneur d’être Monsieur [Anotações marginais] [No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura, possivelmente posterior:] Londres le 18 Décembre 1764 [Assinaturas] V. Alt.


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[Page 6] [Texto Principal] No tempo que a Rainha da Grã-Bretanha me perguntou se seu Irmão o Príncipe Carlos de Mecklenburg, escrevera a V. Exª depois que sahira de Portugal, ou a mim depois que cheguei a Londres. Respondi-lhe que não tinha notícia de que houvesse escrito a V. Exª, e que eu tinha recebido tantas honras de Sua Alteza, que não devia esperar esta, mais que havendo ocasião de me empregar no seu serviço. Perguntou-me mais como ficara seu Ir- mão no serviço de Portugal. Respondi-lhe que sem determinação alguma, porque Sua Alteza partira sem dizer uma só palavra ao dito respeito, nem a V. Exª, nem ao Marechal. A isto me disse: «Fica por minha conta dar- lhe uma boa repreensão.» Passados dias recebi do mesmo Príncipe Carlos de Mecklenburg a carta que V. Exª achará jun- ta debaixo do nº 1.º, que não deixou de me embaraçar, depois do que havia passado com a Rainha da Grã-Bretanha; não podendo por modo algum combinar o que S. M. me tinha dito e o que eu lhe respondi com o que o Príncipe me escrevia; e nestes termos, como tam- bém por não entrar no detalhe das pretensões do Prín- cipe, tomei o partido de diferir a resposta, a ver se este negócio esquecia. Passados porém dois meses me tornou o mes- mo Príncipe a escrever a carta, de que junto a cópia, [Anotações marginais] [No topo, à direita] Mmo Qmo Snr.


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[Page 1] [Texto Principal] Nº 2º, remettendo à Raynha sua Irmã, e Sua Maj. mandando-ma entregar por Lord Cantalupe, seu Embaixador, fez-me advertir pelo Barão de Dewitz, Ministro de Mecklenburg, que a minha resposta poderia ir pelo Paquete da Corte a Hanôver. Nestes termos me resolvi a escrever-lhe a Carta de que junto também a cópia nº 3º, buscando com ela aberta, e com as que tinha recebido do Príncipe, dito Barão Dewitz, para que ele as fizesse ver a Sua Magestade Britannica. Deste passo resultou o que eu podia desejar, porque a Raynha, falando-me depois no Cerco, me disse que seu Irmão, injusta e inconsideradamente, me escrevera no estilo em que o tinha feito, e que não podia ter outra desculpa senão a da sua pouca idade. O Barão Dewitz assegurou-me depois que S. Mag.ª Britannica estava sumamente sentida da carta que vira de seu Irmão e da pouca prudência do seu comportamento, e que desejava que eu não falasse à minha Corte em semelhante matéria. Depois deste negócio concluído em Londres, na forma referida, venho de receber uma carta do Marechal, junta com a que remetto a V. Ex.ª, em que me diz o seguinte: «S.A. Mons.º le Prince Charles de Mecklenburg est venu ici d’Hanovre; il dit n’avoir pas reçu de réponse à plusieurs Lettres qu’il a écrites à S. Ex.ª Mons.


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[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, L’entrée au dernier point encore détruites les bontés dont vous m’avez honoré depuis que j’ai eu l’avantage de faire votre connoissance à Londres, et dont j’ai senti encore des marques efficaces pendant mon séjour en Portugal. Je suis charmé de pouvoir par celle-ci vous en renouveler mes sincères et humbles remercîments. Je dois en même tems ne pas vous celer combien ma surprise a été grande des plaintes que M. le comte d’Oeyras a fait former par vous auprès de la Reine ma sœur, disant que je n’avais pas écrit à son Excellence depuis mon départ de Lisbonne, ni tiré les moindres informations du Régiment de cavalerie dont j’ai l’honneur d’être le Chef; d’autant plus que je puis très facilement vous soutenir que ces accusations sont absolument mal fondées, car M. Je puis vous prouver que j’ai écrit trois lettres à M. le comte d’Oeyras depuis ce tems-là, en même tems que j’écrivis à M. le comte de la Lippe, et au Ministre de Sa Majesté le Roy d’Angleterre, dont je scais l’arrivée, et sur lesquelles j’ai reçu la réponse, à l’exception de M.


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[Page 1] [Texto Principal] n’étoit absolument que le désir de me mettre aux pieds de Sa Majesté très Fidèle; et les émolumens les plus humbles, fondés sur la connoissance la- plus vive des grâces et bontés dont Sa Ma- jesté m’a honoré, et que je me fais gloire de reconnoître toute ma vie, et qui ne finira qu’avec ma mort. Pour les informations de mon Régiment, je me suis fié sur ce que M. le Lieutenant-Colonel St. Payo doit exécuter les ordres exprès que je lui ai donnés à mon départ, et qui étoient celles de me donner ince- ssamment le rapport du Régiment, comme il est partout coutume de faire; mais jusqu’à pré- sent il ne l’a pas trouvé à propos; de sorte qu’il est impossible que je puisse décider, ou m’occuper des affaires relatives au Régi- ment. De plus, Mr., vous savez que depuis tout tems que j’ai le bonheur de servir Sa Majesté très Fidèle, je n’ai pas tiré les moindres appointements ni de Lieutenant- Général, ni de Colonel-Général de cavalerie, ni ceux du Chef du Régiment; tandis qu’au- contraire M. St. Payo a tiré les revenus du Régiment; ce qui m’a fait croire avec la raison prudente qu’on ne vouloit pas me confier le soin du Régiment. Voilà, Mr.


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[Page 8] [Texto Principal] des raisons capables pour m’excuser, et pour prouver mon innocence, vis-à-vis les accusations formées contre moi. Maintenant qu’il paraît que Sa Majesté souhaite que j’aie moi-même besoin du régiment, je me fais une loi d’exécuter ses ordres, mais je dois en même temps vous dire, M. que rien n’est plus juste aussi que de tirer parti raisonnablement des gages et levants bons dus au caractère dans lequel j’ai l’honneur de servir Sa Majesté. J’ose vous prier ainsi, M., et je puis le prétendre de droit, de vouloir bien faire voir à M. le Comte d’Oeiras le tort qu’il a de se plaindre de moi; et agir ensuite, afin que les gages de Saint-Général, de Colonel-Général, et Chef du Régiment de Cavalerie, me soient payés d’après les lettres de mon service, et qui étaient alors en double payé aux étrangers, de même que ce qu’ils sont à présent, et continueront d’être aussi longtemps que j’aurai l’honneur de ser- vir Sa Majesté. Je ne manquerai pas alors, sous cette condition, d’avoir tous les soins imaginables du régiment, et le mettre tellement en ordre de honorer l’honneur que le Roi m’a fait d’en nommer le chef.


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[Page 1] [Texto Principal] en las que le Roy l’ordonne, et que le Roy d’y être glement le permette, sans le consentement duquel, je n’ose l’entreprendre. Je le députe, Mr?, que sous ces conditions, je suis prêt aux ordres du Roy. Je dois encore vous dire, Mr?, que pour le changement d’uniforme, que Sa Ma- jesté veut bien laisser à ma décision, il est impossible que je puisse m’en dégager, ne sa- chant pas si le Roy veut qu’il reste sur le pied qu’il est, ou s’il en veut faire un Ré- giment de Dragons. Vous voyez encore par combien il est nécessaire que M. St-Pays me donne le départ du régiment, et combien il a manqué à ne pas l’avoir fait jusqu’ici ; et j’ose pour cette raison vous prier de m’éclaircir sur ce sujet. Je me flatte, Mr?, que vous voudrez bien me pardonner la liberté avec laquelle je vous ai parlé ; mais il me paraît être de mon devoir de vous en avertir, pour vous détourner du faux soupçon dans lequel j’ai été d’avoir man- qué aux attentions et devoirs dus au Roy, et aux politesses pour M. le Comte d’Oeyras, que cependant j’estime infiniment, et dont je n’oublierai de ma vie les bontés et poli- tesses que j’ai reçues de sa part à Lisbonne.


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[Page 1] [Texto Principal] Sois d’ailleurs trop persuadé de votre amitié pour moi, et j’ai trop de confiance en vous, pour ne pas oser espérer que vous voudriez bien avoir soin de ma demande, aussi juste que vraie ; et j’espère que vous voudrez bien m’honorer d’une favorable réponse, comme une chose que je vous demande instamment. Je vous prie du reste d’être persuadé de ma part que rien au monde n’égalerá l’envie de connoissance que je vous en aurai, ayant pour vous l’estime la plus haute et la considération la plus distinguée. Daignez aussi, M., m’honorer de la continuation de votre précieuse amitié, me faisant gloire de la mériter, et d’être tout à vous. Monsieur, Votre très humble et très obéissant serviteur, Charles, Prince de Mecklenbourg. [Anotações marginais] [No canto superior direito] 9 [Assinaturas] Charles, Prince de Mecklenbourg. d’Hanovre, ce 17e d’Août 1764.


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[Page 1] [Anotações marginais] - [No topo, à esquerda] Copie. Nº 20 - [No centro, à direita, acima do texto principal] 10 [Texto Principal] Monsieur Je me suis flatté jusqu’à présent d’une réponse de votre part, sur la lettre du 17 du mois d’Août, que j’ai eu l’honneur de vous écrire, mais en vain ; et jusqu’ici, je n’ai point été aussi heureux d’en recevoir. Je ne sais à quoi attribuer ce silence, d’autant plus que je m’étois toujours flatté d’une sincère amitié de votre part, et dont la perte me seroit des plus sensibles ; ajoutez-y que j’ignore par quoi l’avoir mérité, et que je veux plus tôt croire qu’elle a été remise par une foule d’occupations. J’ose parler ici pour en faire souvenir, Monsieur, et vous prier de m’honorer de quelque réponse, afin que je puisse savoir à quoi j’en suis, et me régler en conséquence. Je dois d’ailleurs m’attendre à une favorable réponse, mes demandes étant aussi justes que possibles, et qu’une intercession de votre part ne peut donner qu’une bonne issue. Soyez persuadé, Mr., que je reconnoîtrois cette bonté de votre part, et que je suis prêt à vous rendre mes services dans tel cas que vous me jugerez capable. J’ai l’honneur d’être, avec l’estime la plus distinguée et la considération la plus haute et parfaite, [Assinaturas] Monsr. Votre très humble et obéissant serviteur, Charles Pr. de Mecklenbourg. [Referências arquivísticas] Hanovre le 9. Novembre 1764.


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[Page 1] [Texto Principal] J’ai mille et mille excuses à faire à Votre Altesse, d’avoir différé la réponse à la lettre qu’Elle m’a fait l’honneur de m’écrire le 17 du mois d’Août; méritant, par le retardement, les plus sévères reproches, et plein de si obligeantes, comme ceux que Je vois dans la seconde lettre de N. A. datée du 9me Novembre. Comme M. le Baron de Döwitz a eu la bonté de m’assurer qu’il verrait N. A. dans son passage pour Hanovre, j’ai cru pouvoir attendre cette occasion; et celle-ci est la cause du délai, afin que Son témoignage et mes assurances auraient pu convaincre plus solidement N. A. que l’on peut me flatter davantage, que de voir dans Ses Sentiments une continuation de la même bienveillance, dont V. A. m’a honoré depuis les premiers jours que j’ai eu le bonheur de lui faire ma cour à Londres; sans que V. A. puisse me savoir gré d’aucune de mes démarches, que dans le seul empressement que j’ai eu, et que j’aurai toujours, d’accomplir mon devoir auprès d’Elle. Pour ce qui regarde ma cour, N. A. peut être bien persuadé que la résolution, signée de la magnanimité de son Cœur, qu’elle a prise d’aller au service du Portugal, lorsque la guerre s’y est déclarée; l’intérêt et l’amitié que leurs Majestés Britanniques montrent pour le Roi, en vous [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie.


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[Texto Principal] accordant la permission de vous y rendre, sont des circonstances auxquelles Sa Majesté sera tou- jours sensible, et dont Son Ministère, et toute la Nation Portugaise, ne pourront jamais se l’apercevoir, qu’avec la plus vive reconnaissance. Après ceci V. A. peut bien voir, qu’il n’étoit pas possible, que Monsieur le Comte d’Oeyras en fit des plaintes auprès de Sa Majesté la Reine sa Soeur, ni même qu’il m’en chargeât d’une Commission si contraire à ses Sentiments. A l’égard des lettres que V. A. me marque lui avoir écrites, Je ne puis pas m’ imaginer qu’il les ait lues; au moins, Mon- seigneur, Je puis vous assurer, que dans les Séjours que J’ai faits à Lisbonne, ayant en- tendu Monsieur le Comte d’Oeyras parler de V. A. plusieurs fois, et toujours avec les égards, et le respect qui vous sont dus, Je ne me suis jamais aperçu, que de telles lettres soient arrivées à ses mains: Je prie cependant V. A. de suspendre son jugement, jusqu’à ce que Je sois mieux informé; et J’espère pouvoir lui donner une satisfaction complète sur cet article. Sur le Régiment de Mecklenbourg, et les ordres que V. A.


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[Page 92] [Texto Principal] faire les apports nécessaires: Il me semble, que N. A. avant son départ de Lisbonne, n’a pas dit un seul mot à Monsieur le Comte légant de Schauenburg-Lippe, Maréchal-Général, ni même à Monsieur le Comte d’Oeyras, sur ses Soldats, ou ses intentions, touchant le service de Portugal: Elle n’a pas pris non plus aucun arrangement avec Eux, ni pour le général du service, ni pour le particulier de son Régiment: En sortant de Lisbonne, Elle a seulement annoncé son départ, et Elle est partie. Depuis son absence, et encore dans la lettre qu’Elle a écrite au Maréchal-Général, Elle a gardé toujours le même silence; de sorte, qu’on a été à la fin convaincu à Lisbonne, que N. A., ne voulant pas garder deux services à la fois, Elle ne pensait plus à celui de Portugal. Dans ces circonstances, Monseigneur, vous êtes trop éclairé, et trop exact dans la discipline militaire, pour ne pas sentir, que Monsr. Don Jean de Sampayo ne pouvoit pas exécuter vos ordres, depuis votre absence, sans en avertir le Chef de l’Armée; et celui-ci, outre l’incertitude et l’ignorance où N. A.


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[Page 1] [Texto Principal] maintes, auroient été sujettes à mille inconvénients, qu’il falloit prévenir par des arrangements, et des précautions préalables, entre V. A. et ledit Chef. J’espère, Monseigneur, qu’après que V. A. aura bien pesé ces considérations, Elle trou- vera que la conduite de M. Don Jean de San- tillana, n’est pas à blâmer. Sur l’article des gages que V. A. n’a reçus pendant le temps qu’Elle a servi en Portugal, comme ils étaient payés, et le sont encore, aux généraux et officiers étrangers : V. A. me per- mettra de lui dire, que le Roi ne l’a pas regardé comme un général étranger ; mais comme un Prince, qui étant père de la Majesté Britan- nique, ne devoit pas être étranger, ni en Portu- gal, ni à la famille royale ; ni mis sur le pied des autres généraux : Et dans cette in- tention, Monseigneur, on n’a pas pensé à ga- ges, ou à doubles appointements, qu’on a bien vu ne pourroient pas suffire à V. A. pour en retenir Sa suite, ni pour soutenir Son rang, mais Sa Majesté, pour donner à V. A.


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[Page 13] [Texto Principal] ces objets, en mettant à N. A. sur le même pied du Maréchal de Gynirab. Cependant si V. A. trouve encore que Je dois informer Monsieur le Comte d’Oeynhausen sur ce qu’Elle a remarqué à cet égard, dans sa lettre du 17 d’Août, Elle me donnera ses ordres, et Je les exécuterai avec exactitude; Comme aussi toutes celles qui pourront convaincre à N. A. de l’inviolable attachement, et de la Haute et Respectueuse Considération, avec laquelle J’ai l’honneur d’être, Monseigneur, [Anotações marginais] [No topo, à direita] 13 [Assinaturas] De Votre Altesse Très humble et très obéissant De Mello. Londres, 20 de Novembro 1764.


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[Page 14] [Texto Principal] seu respeituoso atachamento ao serviço de Sua Majestade muito Fiel, e oferecendo os seus serviços em Portugal, em caso de be- soin, me pedindo que lhe marcasse os seus sentimentos a S. Ex.ª Sr. o Conde d’Oeyras; conformei-me aos seus desejos, e falo-lhe a respeito em a carta incluída = Nestes termos se a V. Ex.ª lhe parecer escrever- lhe uma carta de cumprimento, sem lhe falar no serviço de Portugal, pode estar certo de que esta atenção será mui- to agradável à sua irmã, e com ela temos satisfeito, sem outro algum encargo, aos estímulos do Príncipe. B.¹ge a V. Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] No canto superior direito: "14" [Assinaturas] No canto inferior esquerdo: Mmo Exmo Snor Con- de de Oeyras No canto inferior direito: Martinho de Mello e Castro [Referências arquivísticas] Nenhuma referência arquivística visível na página.


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[Page 1] [Anotações marginais] [No topo, à direita] Londres, 1.º de Janeiro de 1765 Sobre Voltar a Princesa de Mecklenburg ao seu Reino.


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[Page 15] [Texto Principal] O diferentes vezes tenho falado a George Grenville, sobre as setenta mil libras esterlinas, que ainda se devem dos Subsídios; mas sempre com pouco fruto. Ultimamente retornei a deferir a aprezação em que me achava; e me resolvei depois a escrever-lhe a carta, de que V.Ex.ª achará a cópia junta. Tomei este partido, não reclamando pelo Secretário de Estado, porque George Grenville governa tudo; os Secretários de Estado se encarregam com violência, e mesmo repugnam ouvir negócio algum, que respeite à Perúria. A dificuldade que tenho encontrado na satisfação desta dívida, me obrigou a facilitar-lhe o pagamento dela, ou em dinheiro, ou em armas, ou em ambas as coisas. E como não sei nem afirmo que este negócio terá, nem o tempo que levará; essas comissões de que V.Ex.ª me encarregou, não admitem espera; querendo entretanto aproveitar-me de Smith, enquanto aqui se dilata; porque além de ser bom soldado, é velho e mais activo, e de uma eficácia alerta no modo de soldurar; e telo no que lhe é encarregado como [Anotações marginais] [No topo, à direita] 15 [Assinaturas] [No topo, centralizado] Wm.º Exm.º Snr.


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[Page 1] [Texto Principal] como não conheço semelhante; Vedei a incumbência de ajustar dez mil Armas, custou por trinta e cinco Xelins cada huma, das melhores que aqui se podem fazer, e superiores às que me venderão na Torre por quarenta. Ajustou-se mais as Barracas para dez mil Homens, também mais baratas que as que me livrarão da Torre: Ficam-se fazendo Cem Espadas também das melhores, para amostra, e para se fazer, à vista da sua qualidade, o preço de quatro mil. Como estes três Artigos são justos e condignos à vista, e por este motivo em muito melhor Conta; e não sei, nem me fio no que se resolverá na Thesouraria sobre os Subsídios; em todo o caso, será preciso que V.Exª ordene a Dury, que dê huma ordem aos seus Correspondentes, para que me assistam com a Somma que me for precisa: Em ajustando as Espadas, direi a V.Exª o montante dos três Artigos.


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[Page 16] [Texto Principal] chegada de Maclean a Londres, o que se veri- fica na Therouaria; em servir-lhe, segundo as circunstâncias, e enquanto aqui se detiver. Deus Guarde a Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] P.S. Smith vai encarregado de entregar a Ex.ª um Caixote com as Chapas para as Vignettes.


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[Page 1] [Texto Principal] Londres, 2 de Janeiro de 1765 Toda do officio, pregoamos aos grãos thesoureiros grande & opoçante por 700 000 reis & louy de vêm por S. Britij & por armas j Elonray, S. Vitor pechando, a archiduca: & necessid de thesouros olligos & p. compte & opoçante se toy munitey.


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[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, Sa Majesté Britannique, del’avis de son Conseil, tenu le 8me d’Avril 1762, a donné ses ordres pour assister la Couronne de Portugal avec les Secours qu’y furent envoyés; et del’aider aussi avec un Subside de deux Cents mille livres Sterling. De ce Subside il en reste encore à payer Soixante et dix mille livres Sterling. Sa Majesté Très Fidèle se trou- vant à présent dans la nécessité extrême et pressante, de faire acheter en Angleterre quantité de Provisions de toute Espèce; Elle m’a ordonné de solliciter, pour aider à cette dépense, le remboursement des dites Soixante et dix mille livres Sterling, ou en argent, ou en Munitions de Guerre, tirées de la Tour de Londres; où, s’il est possible, partie en argent, partie en Armes. Les circonstances qui forcent aujour- d’hui ma Cour à faire cette demande, m’assu- rent aussi des dispositions favorables, avec lesquelles vous voudrez bien l’apprécier en Considération; afin que Je puisse obtenir un ordre des Seigneurs de la Trésorerie, pour le remboursement de ladite Somme, ou par un des [Anotações marginais] [No canto superior esquerdo, manuscrito em caligrafia cursiva] Copie.


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[Texto Principal] des moyens ci-dessus indiqués, ou par celui qu’ ils jugeront le plus convenable. Permettez que je saisisse cette occa- sion pour Vous marquer les égards distingués, et la Haute considération, avec laquelle J’ai l’honneur d’être Monsieur Votre très humble et obéissant [Assinaturas] De Melho. [Londres, le 31 décembre de 1764.


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[Page 18] [Texto Principal] Em duas Conferências que tive ultimamente, huma com Lord Halifax, outra com Mr. Grenville, primeiro Comissário da Fazenda, nas quais se passou sobre o Artigo da Situação de Portugal, e suas Colónias, o que em Carta separada referi a V. Ex.ª.


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[Page 1] [Texto Principal] seus Gravames. Nomeio desta exclamação: Lord Halifax dizendo: «At the Bristol, Homem de Negócio muito honrado, que deixa a sua Casa e Família, por conta de huma dívida, que depois de muitos Anos se lhe deve em Portugal; e que passando a Lisboa, onde se acaba de chegar Mezes, sem até agora poder ter nem Ocorrência à Justiça, nem acesso algum ao Ministério, nem modo algum de saber como e quando devem ser pagas. Que destes casos havia muitos authenticamente provados; e que todos juntos eram mais do que todo o Corpo dos Negociantes se queixava ineficazmente; segundo ser impossível viver em Portugal com semelhantes vexações; faziam huma prova evidentemente conhecida de que em Portugal não se queria ter amizade com a Grã-Bretanha. Que a Real Magestade tinha feito as ditas queixas com maior impressão; que Elle mesmo as terá ouvido, e que estava resoluto a procurar remédio prompto.» Como este Discurso foi proferido por Lord Halifax com vivacidade, e in. [Anotações marginais] [No topo, à direita] «continuou» [Carimbos] [DAMAGED: faint circular mark near top center, text illegible] [Assinaturas] [Final da página] (assinatura parcialmente visível, cortada na borda inferior) — .Lord Halifax com vivacidade, e in.


Page 190

[Page 19] [Texto Principal] pacIÊncia, foi-me prêzo ouvi-lo, e responder-lhe comodamente nas breves palavras seguintes: Que havia hum anno que me achava em Londres; que Elle se lembraria do que sa- bíamos passado, isto é, nos primeiros dias da minha chegada; isto é, que começáramos a conferir sobre as queixas que formavam os Negociantes; que eu me achava sempre prom- pto em toda ocasião clara que Elle me apor- tasse para o ver. Que tivemos huma Confe- rência sobre esta matéria; que depois della meditei, que os Negociantes Ingleses trabalhavam em hum Papel, que Elle mediria para lhe responder; que este Papel até agora não chegou; e que eu nunca mais tive aviso seu para tornarmos a conferir?


Page 191

[Texto Principal] próprias Fazendas, do seu Comércio, da sua Fortuna; e de maior, o mais importante interesse da Sua Pátria, e Nação. Queria porém, com grande dor minha, que as mesmas queixas formadas contra pouca Cautela, que já se aclamam públicas nas Gazetas de Espanha, antes de chegarem a Londres, fizessem no Espírito de Lorde Halifax, todo o efeito que as mesmas Negociantes se tinham proposto.


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[Page 20] [Texto Principal] ocasião a mais Crítica, para que os Inimigos de ambas Coroas mais facilmente alcancem o fim de asperderem, & uma depois da outra. Que Sua Magestade Fidelíssima, porém, superior a tanto desconhecimento, me- mandou voltar a Londres, para, na pre- sença de Sua Magestade Britânica, apoiar a Justiça com que os Negociantes Ingleses se- queixavam; e que, se este Negócio ainda não estava concluído, os mesmos Negociantes terão a causa, porque se quei- xavam de dilatar, até encontrarem o momento de não haver tempo para discutir, efectivar, sobre as suas pouco fun- dadas pretensões e Gravames. Que apresento ocasião em que as Fron- teiras de Portugal se achavam infestadas de Tropas Espanholas, e os Estados do Brasil Cortilizados, em último perigo, foi que parececeu mais oportuno para atacarem Portugal no Gabinete de Sua Mag. Britânica. Que não obstante, porém, & uma tal Si- tuação, ao embarcar, que ela traz consi- go, estava prompto a aver as quissas dos Ne- gociantes Ingleses, e responder a ellas.


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[Texto Principal] que depôs partio para a Campanha, e amanhã se espera em Londres. Três ou quatro dias depois passei subs- tancialmente o mesmo com George Grenville; e fico alado no momento esperando o Mao de Papeis em questão; seno entanto V.Ex.ª poder acomodar o Negócio de Bristol, não deixaria de vir abom Tempo? O Enviado Hay soube-se insinuar no Espírito de Lord Halifax de sorte, que o tem pelo Homem do Mundo o mais bem in- tencionado; e creio que o fim disso é sustentar, é para ver se por este meio podem ganhar ao Partido da Corte, v. Irmão Lord Kinoul, e o outro Irmão Arcebispo de York, que até agora não se tem querido separar do Duque de Newcastle. Deus guarde a V.Ex.ª. Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível] [Assinaturas] N.m. e Exm. Sr. Conde de Oeyras.


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[Page 1] [Texto Principal] Lº de Janr. de 1765 Consey. Sobre a ledoy Conference em João Halifax, e o Voo Mesmreco Granville arguia unfortunate o Embaix. Schwady? Em ofício Le proteste by the mostly yewxy dy Nappo canty bylesy, p Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry : stá Conchedentissimay Epyt? Em J Aphion ao Elodotten fuyis oy yeas? WhDevemlon cov.


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[Page 1] [Texto Principal] Mm. e Lxm. Sr. A semana passada chegou a Londres a Corte de Espanha, e o que dali se avisa é, que depois da chegada do nosso Embaixador, tudo se acal- mou em sossego: Que o mesmo Embaixador, tendo-se instruído do que havia, estava capacitado de que Espanha não queria inquietar-nos. Que ainda não tinha falado em Ne- gócio algum; e que a corte de Madrid parecia adelantar-se com as melhores disposições. O Embaixador de Espanha fala aqui no mesmo sentido; e os dias passados, encontran- do-me, me perguntou, que ruído era este de Guerra com Portugal? Respondi-lhe, que Ele me fazia a pergunta que eu deixava fazer-lhe; por- que a corte de Madrid é a que devia saber a razão de mandar infestar as Fronteiras de Portugal, com diferentes Corpos de Tropas; fazer Armazéns e Comprovisão dos Povos, acomodar os Caminhos, e conservar nas mesmas Fronteiras um grande número de Artilharia. Que não havendo Negociante em In- glaterra, nem Particular com Correspondência em Espanha, que não fizesse estes avisos, como teria visto impressos nos Papéis públi- cos de Londres; o Ministério de S. Mag. Cathó- lica [Anotações marginais] [No topo, à direita] 22 [Carimbos] [Nenhum visível] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura visível; texto termina com "Ministério de S. Mag.


Page 196

[Page 1] [Texto Principal] lica, le que devia saber o motivo e ocasião des- senciente novidade, porque Portugal ignorava- inteiramente. Respondu-me, que tivera-se a Cortes, de- que os objectos se representavão com cores muito differentes, do que realmente existião. Que era verdade, que se tinha mandado marchar seis regimentos de Catalunha, dos quaes três tinham elegido a Galiza; e outros ficarão em Aragão. Que podia ser tivessem elega- do ao reino de Leão e Castela alguns regi- mentos mais, de que não estava bem instrui- do; porém que semelhantes movimentos não ti- nham mais objecto que mudança de quartéis, sendo usual em Espanha ter sempre as tropas em contínuo movimento; e sendo igualmen- te certo, que nenhuma distribuição de quartéis submeteria nas praças fronteiras de Portugal alguma guarnição mais daquela que até agora não havia. Que a esterilidade da terra em Catalu- nha, nos dous annos precedentes, fora a princi- pal razão de retirar dali os ditos seis regi- mentos.


Page 197

[Page 23] [Texto Principal] que adita esterilidade dê occasião aos Proprietários das Terras a Monopolizarem os Trigos, e que daqui se seguise huma Fome; Mandara, para prevenção, comprar a maior parte dos que havia entre os Particulares; que mandara no mesmo Tempo vir grande quantidade de fôra; e que por conta de El-Rey estava actualmente vendendo ao Povo, em differentes partes do Reyno; Conseguindo assim evitar o Monopólio entre os mesmos Particulares, e prevenir o excesso no preço dos mesmos Trigos. Que era verdade que a Artilharia que tinha servido na última Guerra, se achava ainda na Fronteira de Portugal; mas que a excessiva despesa e trabalho, com que fora para lá conduzida, exigindo o mesmo para a retirar, não devia passar estranho, que se conservasse ainda naquella parte. Que os Caminhos, havia huma ordem geral partida de Espanha para se acomodarem; e que para a despêsa do que vai de Galiza a Madrid, se tinha destinado o Direito de Sal; e que tinha noticia de que já havia três ligas feitas.


Page 198

[Texto Principal] embaxada melhor amiga forte, quão lerão as intenções da Corte de Madrid; deveria opor pouco fundamento dos luidos que corrião. Eu não quis entrar em maiores discussões; reduzindo-me somente a segurar-lhe, que a amiga forte, não queria mais que o Seu Soccego, e observância do Artigo 21 do Tratado de Paris; como era, elle devia ser manifestado a S. Mag. Catholica, e a seu Ministerio. Faço a V. Ex.ª esta relação do encontro que tive com o Embaixador de Hespanha, para o informar do estilo com que pertende cobrir os movimentos que se fazem na Fronteira de Portu- gal, e aor que leda para os afortir à pacifi- cas disposições da sua forte, segundo a sua lin- guagem. Dooz h: a V. Ex.ª Londres 8 de Janeyro de 1765. [Anotações marginais] [No lado esquerdo, parcialmente visível por trás do texto principal] (Ilegível) [Assinaturas] V. M. c. Exm. Sr.


Page 199

[Page 24] [Texto Principal] Londres, 8 de Janeiro de 1765 Trata da Continuação do Ministério Britânico em prejudicar as medidas que dependem de Castela na presente ocasião contra Portugal; referindo hum embaixador com o duque de Almeida Monte, com império sobre o mesmo; sendo escutado por infelizes dos Lusos Portugueses sobrey os seus direitos dos avisos. O Setembro foi todo em benefício dos Povos; do arremedo do Quarto mil e fez praça innumera. A avithar canella conservada; e hy cominho & ella aberta.


Page 200

[Page 1] [Texto Principal] Copie. Nº 2º Monsieur J’ai eu l’honneur de recevoir par Messieurs José Gonçalves de Abreu les deux obligeantes lettres de Votre Excellence, avec un paquet, dans lequel il s’est trouvé une lettre de Sa Majesté, qui veut mon retour dans ses royaumes, et daigne s’exprimer d’une manière qui remplit mon cœur de la plus vive et respectueuse reconnaissance ; je m’arrange donc pour me mettre en route le plutôt que possible, malgré le dérangement de mes affaires et de ma santé : j’écris ci-inclus à Son Excellence Monsieur le Comte d’Oeyras pour lui écrire ce que j’ai eu l’honneur de lui marquer en date du 3 du passé ; mon arrivée en Portugal ne pouvant être d’aucune utilité réelle qu’après que l’on se sera sérieusement préparé sur l’article du parc des armes, des chariots, chevaux de remonte, ammunition, des forteresses, bêtes de trait et de somme, et ponts, équipages, et tous les autres objets dont j’ai donné tout le détail ; car à qui regarde la formation, discipline, etc. dans les troupes, cela est solidement établi ; ce ne peut donc être que pour mettre l’armée en mouvement que ma présence pourra être nécessaire ; et sans les préparatifs nécessaires, qui ne dépendent pas de moi, l’armée ne sera pas en état d’être [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie.


Page 201

[Page 1] [Texto Principal] d'être mobile; et quoiqu'il en puisse être, il nous faut absolument un secours de Troupes Anglaises, et nommément et indispensablement la Cavalerie, dût-on la pourvoir d'Angleterre en Fourrages; j'aurais été bien heureux d'apprendre quelque chose de positif à cet égard par V. Ex.°, ayant eu l'honneur de m'expliquer avec quelque détail sur cet article dans ma lettre du 8 du passé; rien au monde n'est plus impor- tant que le secours de Troupes Anglaises, par une infinité de raisons. Je prie instamment V. Ex.° de m'informer si on a pris à ce sujet en Angleterre quelque résolution satisfaisante. Sa Majesté daigne me donner part d'avoir chargé V. Ex.° de certaines propositions de sa part, auprès de Sa Majesté le Roi de la Grande-Bre- tagne, touchant la sûreté et la tranquillité de mes États, pendant mon absence; oserai-je prier V. Ex.° de me donner part des démarches que V. Ex.° a faites sur ce point si intéressant pour moi? Quoiqu'il ne soit pas douteux, que si la guerre vient à s'allumer, elle gagne- ra bientôt l'Allemagne, et vraisemblable- ment la Westphalie. J'ai l'honneur d'être avec une très haute vénération [Anotações marginais] [No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura e letra cursiva menor:] Bückeburg le 10 Janv. 8 1765. [Assinaturas] D.M. le très humble &c. au Comte Régnant de Schaumbourg-Lippe Maréchal Gén.


Page 202

[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monseigneur J’ai eu la lettre que Votre Altesse m’a fait l’honneur de m’écrire datée du 10 Janvier ; avec elle, dirigée pour Son Excellence à Monsieur le Comte d’Oeyras ; le courrier Joseph Gonçalves, qui en était le porteur, étant arrivé ici le 14. Il part mardi prochain pour Lisbonne ; et je suis bien assuré que la résolution et détermination de V. Alté. pour se rendre en Portugal, après la lettre du Roy, et malgré le dérangement de sa santé et la nécessité de sa présence dans son pays, ne pourra que convaincre Sa Majesté, par cette preuve, après tant d’autres, de la confiance entière et sans bornes qu’Elle doit avoir en V. Alté. en tout ce qui peut intéresser la défense de ses royaumes : Cependant, comme depuis les événements qui ont donné occasion au dépôt de V. Alté. en Portugal, il en est arrivé d’autres, qui laissent au moins entrevoir de la part de la Cour de Versailles et de Madrid des dispositions différentes à celles que les mouvements d’Espagne sur la frontière de Portugal indiquent ; il est de mon devoir d’instruire V. Alté. sur-le-champ, et de laisser à son jugement de voir si Elle pouvait suspendre la promptitude de son départ, jusqu’à recevoir les derniers avis de la Cour sur la nécessité immédiate et pressante de la présence [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie. [No topo, centro] N. 5.


Page 203

[Page 1] [Texto Principal] S. A. R. de V. Mté à Lisbonne. Par la lettre que j’ai eu l’honneur d’écrire à V. Mté le 23 Novembre de l’année précédente, avec la copie des intelligences secrètes qu’on a re- çues icy; et par celle du 18 Décembre, que j’ai di- rigée aussi à V. Mté, avec les dépêches de la Cour et les intelligences qu’on avait eues à Lisbonne, accompagnées de la marche effective des troupes espagnoles sur la frontière du Portugal; V. Mté aurait vu les raisons qui déterminèrent le Roy à la prier immédiatement dans ses royaumes; et quoique ces orages ne sont pas encore ni é- claircis ni dissipés; cependant les cours de Versailles et de Madrid, chacune par son ambas- sadeur, viennent d’écrire à Sa Majesté britan- nique la déclaration suivante. Par l’ambassadeur de France, dans ces termes: — Qu’il venoit d’accroire une lettre de M.


Page 204

[Page 27] [Texto Principal] vis-à-vis de la France, qui auroit pû indiquer la moindre disposition contraire à la tranquillité du même Portugal. Par l’Ambassadeur d’Espagne dans ces termes: — Qu’il venoit d’exécuter des ordres de sa Cour, pour déclarer à Sa Majesté Britannique, que Sa Majesté Catholique étoit dans les dispositions les plus sincères de maintenir, conserver et consolider la Paix et l’amitié avec la Couronne de Portugal: Que les Troupes arrivées sur les Frontières du même Portugal n’étoient pas la moitié en nombre de celles que Sa Majesté très Fidèle avoit sur les Frontières d’Espagne: Qu’il n’y avoit pas d’autre dessein dans la marche de ces Troupes que celui de mettre quelque Garnison dans les Places: Et qu’à l’égard des Provisions, c’étoit un réglement économique, pour éviter le Monopole et la disette; Sa Majesté Catholique ayant fait acheter ces Provisions pour son Compte, non seulement dans le Royaume d’Espagne, mais dans les Pays Étrangers, afin de les vendre au Peuple, comme on fait actuellement, à un prix fixe et modéré.


Page 205

**[Pagina 120]**

**[Texto Principal]**
fluencia, irritaráo El Rey de sorte, que o Duque de
Bedford, Lord Sandwich, Lord Halifax, e Monsr Gren-
ville, vão todos sahir do Ministerio.
Para formar outro mandou El Rey chamar
o Duque de Cumberland, que hontem esteve em Rich-
mond das sette até às dez horas da noite, e se entende
que com o fim de consultar com este Principe sobre
as Pessoas que devem ser empregadas. Hoje partio o
mesmo Duque para a Casa de Campo de Monsr Pitt,
e Lord Temple tambem foi chamado a Richmond,
onde El Rey se achava, haverá dois ou tres dias. De
tudo se collige com pozitiva sertesa, que se Monsr
Pitt, não for excessivo nas suas pertençoens, será Se-
cretario de Estado, e que isto se fará dentro de pou-
cos dias.
Nestas circumstancias tenho suspendido
aprezentar os Papeis sobre a resposta de Espanha; por-
que em occazions como esta, de revolução Ministe-
rial, he inutil, e he tempo perdido falar em genero
algum de Negocio, por mais importante que seja:
mas espero que brevemente sahiremos deste embarazo
e com circumstancias mais agradaveis que as prece-
dentes. Do Go a N. Exa Londres 19 de Mayo de 1765.

**[Assinaturas]**
Mmo Exo Snor Con-
de de Oeyras


Page 206

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Page 207

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
N.2
Copia

Almo mo
H. e Ex. Snor.

A dias que na Camara dos Communs
Sefer huncha Representarão daparte dos Inueloes de Spitalfields, enquelequianvan duminiria aue esta
vam reducido, Seneterem que traballhar, nem Pab
para Comer, entobendo estes males à quantidade
de Sedas de França, que entrauara Grao Breta-
nha; ea Carestia emquestachava o Prigo monopo-
lizado pelos Negociantes deste Genero.
Na dita Camara dos Communs Sepefou
hum Bill, que dava algumas providencias neste
respeito: porém na dos Lords foi regestado: epalhau
dose ao mesmo tempo huma voz Suada entre o Povo,
que lesuppem inspirada debaixo demais para o
prosuadia (com alguma raxão) deque o Duque
de Bedford fora a principal caua de se rejeitar
o Bill: Esto aconteceu terça feira quatorze do
corrente

Na quarta quinze que EREY foi
ao Parlamento, Se juntou huma quantidade de
Povo infimo, gite caballux enve em Spitalfields
com diferentes Bandeiras, Segundo cada Parti-
do sua, caqueselle uois huma grande parte
de ruinos composta de Marinheiros, Soldados
Reformados, Franceses desertores, contra Gente
desta tempera; etodojuntos vieram a Westmin-
ter ondeiram embra, oluis AREY do Perla

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 127

**[Assinaturas]**
Mento


Page 208

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Parlamento fazendo lhe grandes aclamações.
Mais logo que apareceo o Duque de Beo
ford reinvestiram a Camagem, quebramrothe
os Vidros impedras que the tinham, ehunalle fa
ria grande mal Senão a repararecom o Chapeo, e
ofens ande amon namde enalabeça, poro que
ligeiramente: O Cocharo empfin os Saluou cor
rendo quanto foi powel ate otraxer alaxa. onAu
knado poremo Seguiram, erieram todos ate à
Praia quefia fronteira às Casas do Duque.
Ali Se dispocaram para a envestir pro
bertando, que the naò fuaria pedra Sobre pedra
elomentesim humaparte delles veyo por detrà
da laaal para entrar pelo Jardim, enquanto
outa compedras com qitos arrecacava a fonte
via.
Felirmente outetempo Sekinham já
posto as Tropas em Armas dasquies lum Re
qimento chegou ao Andem do Duque no mo
mento emque os Almoternados hinhiam já destra
do as Barneiras.
Juntaram se mais Tropaz cum al
gumaviolencia paderam decarrimbhar a Casa
do Duque marnó tem podido ate agora
embarcar os Amotinados decontinuar cada
vez em mayor numero, depois do dia quinze

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: [DAMAGED: decorative swirls]

**[Referências arquivísticas]**
[No canto inferior direito]: 124


Page 209

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
São
Há dias que na Camara dos Communs se fez huma Representação da parte dos Pobres de Spital Fields, em que Se queixavao da Mizeria a que estavaõ Reduzidos, sem ter emque trabalhar, nem Pão para Comer; contribuindo estes males aquantidade de Sedas de França que entrou na Grande Bretanha, e a Carestia omque Sea chavas o Trigo, monopolizado pelos Negociantes deste Genero.
Na dita Camara dos Communs Sepas sou hum Bill, que dava algumas providencias neste Respeito; porém na dos Lords foi Rejeitado, espallando-se ao mesmo tempo Cumla voz furda entre o Povo, que se suppoem inspirada de baixo dellui, para persuadir, com alguma Razao, depois Duque de Bedford fora a principal Cauza de rejeitar o Bill. Esta aborrecceu Paraffeira M do Comente.
Na Quarta 15. que El Rey foi ao Parlamento, Sejuntro Euma quantidade de Povo infimo, que traballa cirve em Spital Fields. Com diferentes Bandeiras. Segundo Cada Partido asua, caque se unio Euma grande parte de Ociosos, Composta de Marinley ros, Soldados Reformados, Franceses Dezertores.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: Omrº e Exmº Snr.

**[Carimbos]**
[Nenhum carimbo visível]

**[Assinaturas]**
[Nenhuma assinatura visível]

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 210

**[Texto Principal]**
contra gente desta tempera; etodos juntos vieram a Westminster, onde virão entrar, e Salir El Rey do Parlamento, fazendo lhe grandes aclamações.
Mas logo que appareceu o Duque de Bedford revestido mal Carruagem, quebra ram lhe os Vidros Com pedras que lhe tirarão, e Luma Navaria grande mal. Senão alepara se com o Chapéu, que o ferio ainda a fim na mão, ena Cabeca, poro que Ligieramente: O Cheyn em fim o Salvou, Amando quanto fos possivel, atle o trazar a Casa: Os amotina dos porém s Seguirão, eviurão todos attè a Praça, que fola Jronteyra às Casas do Duque. Aly Se dispuirnão para ainvesto, protestando quekto nai Acacia pedra Sobre pedra; alom esto Jim Edma parte dalles vego porde traç das Casas para entraç pelo Jardim, enquanto antra Compadas elongrize amo dava a Armataria.
Relix munto neste tempo Setinlao já porto as Popas em Armaz, dasquies cum Regimento chegou ao Jardim do Duque, no Rhumento omique os Amotinados tinlao já destruidas as Barreiras.
Juntaram-se mais Popas, comal

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: [DAMAGED: traces of ink]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 211

**[Pagina 123]**

**[Texto Principal]**
guma violencia poderão desafombrar a Caza
do Duque; mas não tem podido athe agora
embarazar os Amotinados de continuarem cada
vez em mayor numero, depois do dia 15 athe
hoje 20, havia portar-se defronte dadita Caza
passar dahi ao Parlamento apedir Justica,
Comer as ruas de Londres em Ranchos, so-
quindo Cada hum a sua Bandeyrola; mas
sem Cometer desordem alguma, exapto às
Bestras que vão ver o Duque, dizendo que os
quo o tratão sao taes como Elle, e lá varias
aquem quebraro os Vidros das Camuagens ao
Sahir caentrar naCaza domesmo Duque.
Mandou El Rey vir mais algumas Tro-
pas dasque seachavão a Guarteladas por fora:
Tem-se dobrado as Guardas nos lugares prin-
cipaes: Na Casa do Duque seComisrou as
mesmas: Para Spital-Fields semandou bum
Regimento, porConta de impedir a reuniao dos
Amotinados quo ali Se faz artsoque de Pambor
Epublicou-se Eumb Ley Contra os Amotinados,
depois daquel Seabai já preze quinta ouvin-
te. D'os G.de al Ex. Londres 20 de Maio

**[Anotações marginais]**
[Nenhuma]

**[Carimbos]**
[Nenhum]

**[Assinaturas]**
Conde de Oeyras.
Marinho de Mello elc.

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma]


Page 212

**[Pagina 124]**

**[Texto Principal]**
até hoje vinte avia postar se defronte da dita Laran
panar dali ao Parlamento apedir justica elo
ver as Evas de Londres em Dancho, Segundo Ca
dahum a sua BandeiraHa; mas Sem Comme
ter denodem alguma, excepto às Penas que va
ver o Duque, dizendo que os que ofratarem Sa
três com Elle, eha varios aquem quebraram
os Vidros das Carragens, do Sair cao entrar na
Caza do mesmo Duque.
Mandou EL REY vir mais alguma
Propas darqueSeachavam aquarteladas por fora
Na Caza do Duque Secorseram as mesmas
Para Spital fields Semandou hum Regimento
por conta de impedir a Devaçao dos Amotinados,
que ali Se faz astoque de Tambor; epubliou-se
humasey contra os mesmos Amotinados; depois
daqual Seuhamja prezo, quinze ouvinte.

**[Assinaturas]**
DEOS guarde a V.E. Son.
dres a 20 de Mayo 1765

**[Anotações marginais]**
[No topo direito]: 124

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 213

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
O
Dasduas Cartas juntas verá V.a a
alituação emque Seacha esta Corte, assim
pelo que lhepeita ao Povo como ao Governo.
O Duque de Bedford, depois doque
sepassou com Bill da Regencia, teve ali-
bidade de dizer allRey, que detrás das
Quartinas do seu Gabinette tavia quem
inspira-se asResoluções; eque Elle não
queria Sugeitar-se aellas.
A dous Secretarios de Estado, George
Grenville, mais hesperava de meter o Caracter
ardente do Duque, entre elles, Lord Bute;
porque esta Aburada lhesdava menos de-
pendencia, Omayor poder.
Em fim Ell Rey Jurindo dos transpor-
tes de Eles, e dapatica sinceridade dos outros,
Arolveu desfazer-se detodos quatro.
Oue debóa parte, quo quando este
Monarcha falara a seu Fio o Duque de
Cumberland, ambos afuntarão emquo Gui-
Sherpe Pitt devia Ser seMinistro; equo
Sua Magestade Redira todo opoder
para Aquir Com omesmo Pitt nas Condi-
coes: Em fim o Duque elegou hontem
ao Paço pelas Sette horas datarde; es-
tivo comEll Roy no seu Gabinetto; may ate
Cojo

**[Anotações marginais]**
- [No topo, à esquerda]: Copia
- [No topo, à direita]: Wm. elam. Snr.

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 214

**[Texto Principal]**
Eijo nai transpira Couza alguma: He certo
que Pitt ha dequex Seguirse, porque a
Circunstancias nas didads dester delicadas.
Osquatro Ministro ainda naó la
girao ni lugares; e Entem depois dolero
estivuai com ElRey largo tempo.
Se houver alguma Couza ofencia al
expidirui Girardo, para dar parte al Ex
por que esta mudanca de Ministerio
principalmente se Pitt vier para Secreta
rio de Estado, he dos Negocios mais im
portantes que pode ter o servico de El
REY Nosso Senhor. Dos G. al Exa
Londros 20 de Mayo de 1765.

**[Assinaturas]**
Mm. & Lam Ar
Conde de Oeyras

**[Selos]**
(Selo ilegível) [No topo, à direita]


Page 215

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Das duas Cartas juntas verá VExa a
situação em que se acha esta Corte, afim pe-
lo que lhe respeita ao Povo, como ao Governo.
O Duque de Bedford depois de So-
pafou com o Bill da Regencia, teve aliberda
de de dizer all Rey, que detrás das Quarti-
nas do Seu Gabinette havia quem inspirasse
as Parluções; e que Elle não queria Sujecitar-se
a ellas.

Os dois Secretarios de Estado, e George
Grenville, não hespezava de meter o Caracter
ardente do Duque entre elles, e Lord Bute;
porque esta Murilha lhes dava menos de-
pendencia, omayor poder.

Em fim ElRey jurixo de transpor-
tes de um, edapolica sinceridade dos outros,
Arolveu desfazerse detodos quatro.

Oue de boa parte, que quando este
Monarca falara a seu Tio o Duque de
Cumberland, ambos aflentarái emque Guilher-
me Pitt devia syo Ministro; eque Sua
Magestade Nadira todo opoder, para Convir
Com o mesmo Pitt nas Condições: Emfim oDu-
que chegou entem ao Laco pelas Sette Coray
da Parte; eTeve ComElRey no Seu Gabinette
mas atto hoje não transpira Courza alguma

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: Olm. Exm. Snr.
[No centro, à direita]: 126

**[Assinaturas]**
[No canto inferior direito]: (Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
[Não visíveis]


Page 216

**[Texto Principal]**
He certo que Pitt há de querer seguras se, por-
que as Circunstancias não deixão de Ser de
licadas.
Os quatro Ministros ainda não las
girão os lugares; e temem depois do Cerco
estiverão com o Rey largo tempo?
Seouver alguma Coiza efencial, ca
pidini Gerardo putra dar parte a NExa por-
que esta mudança de Ministerio, princi-
palmente Se Pitt vier para Secretario de
Estado, le dos Negocios mais importantes
que pode ter o Servico de ELREY Nosso
Senhor. Dos G.de aNExa Londres 20
de Mayo de 1765.

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: [ILLEGIBLE: ~3 chars]

**[Assinaturas]**
Monseur Le Conde de Oeyras

Marq. de Melto el Castro


Page 217

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
D
epois doqve esta manhã escrevi
a VExª vinho de saber departe segura vse
quinte.
Athe às onze horas danoute do
dia dehoje, aduouas está decisivamente
Armada de fazer Salir o prezente Minis-
terio, isto he, George Grenville primeiro
Commissario da Thezouraria e Chanceler
do Elchequer; o Duque de Bedford Prezi-
dente do Conselho; Lord Halifax Secreta-
rio de Estado da Departição do Sul; e Lord
Sandwich Secretario de Estado da Depar-
tição do Norte: El Rey despedirá estes
Ministros, ou elles virão fazer as suas
demissões antes defim desta Semana.
Guilherme Pitt respondeu ao Duque
de Cumberland Com toda a Submissão & reco-
nhecimento, pela graça que Sua Magest-
tade Britanica lhe fazia de querer des-
tiná-lo para seu Ministro de Estado;
porém que a sua Saúde não permitia
poder a Corte esta hora.
Depois desta resposta, omque Pitt
se fixou athe agora presente; há huma
Negociação entre o Duque de Cumberland,

**[Anotações marginais]**
[Canto superior esquerdo]: Copia
[Canto superior direito]: Wm. e Exmº Snr.

**[Carimbos]**
[Nenhum carimbo visível]

**[Assinaturas]**
[Abaixo do texto principal]: Lord

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 218

**[Texto Principal]**
e Lord Temple; naqual o dito Lord declarou que seu Cunhado Guitherme Pitt não pode vir a formado algum Servir a Sua May. utilmente, Inquanto não tiver se Saler teu positiva, de que Lord Bute Seacava intima Mente excluido do Lado da Rainha gestade; de Sorte quo não tiver se, oupode Jo ter Voz activa Nem passiva, emlouza alguma respectiva as Ministerio Esto he oponto especial da Ne gotiacaçãb, sobre vqual náo tem Savido J athó hoje Aresolucaõ alguna. Deos G.a NExa Londres 20 de Mayo de 1763.

**[Assinaturas]**
Mm. Cam. Sor.
Conde de Oeyras.

**[Selos]**
(Selo ilegível) [No topo, à direita]


Page 219

**[Texto Principal]**
Londres 19, 20, e 22 de Mayo de 8765.

Sobre a ultima Revolução do Ministerio
de Londres.

**[Anotações marginais]**
[No centro, abaixo]: AV

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 220

**[Pagina X]**

**[Texto Principal]**
mo
M. e Sr. mo

Depois doque esta manhã escrevi a V.Exª venho
desaber de parte figura o seguinte.

Athe às onze horas da noite do Días
de hoje, a resolução está decisivamente tomada,
de fazer sair o presente Ministerio, isto he George
Grenville, primeiro Comminario da Chancelleria,
e Chancellcler do Espechequer; O Duque de Bedford
Presidente do Conselho; Lord Halifax Secretario
de Estado da Negarziaçã do Sul; & Lord Sandwich
Secretario de Estado da Negarziaçã do Norte.
Eloy despedirá estes Ministros ou elles farão as
suas Demições antes lofin desta Semana.

Guilherme Pitt, respondeu ao Duque
de Cumberland, com toda a sommissão, e Reconheci-
mento pela graça que sua Mag Britannica
lhe fazia, de o querer destinar para seu Ministro
de Estado; porém que sua saúde lhe não
permitia poder aceitar esta onra.

Depois desta resposta, enque Pitt se
fixou athe opresente; há huá Negociação-
entre o Duque de Cumberland, e Lord Temple,
naqual odito Lord declarou, que seu cunhado
Guilherme Pitt, não podera por modo algum,
servir a sua Magestade utilmente, enquanto
não fize-se aferenza pozitiva, daque Lord
Butle se achava inteiramente excluido do lado
de sua Magestade de sorte, que não bive-re,

**[Anotações marginais]**
130 [No topo, à direita]

**[Carimbos]**
(Selo ilegível) [No centro, à esquerda]

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)

Transcription (Pages 221-298)

Page 221

**[Texto Principal]**
ou pode se ter, vop activa nem paciva, em louza
algua respectiva ao Ministerio.
Este hé oponto esencial da Negociaçaõ sobre
ogual náo tem havid athe hoga rezoluçaõ algua.
A S. Exª a V. Exª mfo Londre
20 de Mayo de 1769

**[Anotações marginais]**
[No canto inferior esquerdo]
mo eip mo Snor Conde
De Oeyras.

**[Assinaturas]**
[Martinho de Melo Castro]


Page 222

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
D
Após de avizo que fiz a Exª Sra sobre as Revoluções do Ministerio, Não tem havido mais outra alguma de novo.
O Rey deste o Duque de Bedford erai modêves visous Secretarios de Estado Lord Buto ainda que recebou hum golpe Mortal, Mas Setem desenganados: Selonserva Namyma graça de ElRey. O Duque de Cumberland Conténia aver frequente mente este Monarca. George Grenville, Lord Bim plo, & Guilherme Pitt, depois de Deleniliador, a fombrão o Partido do Duque de Bedford; e Sebi Commta morobabilidade, que interin mente fa uma fermentação, eque se traballa em medidas maes justas quo aspondentes; lo parcm imposivel fazer juízo Seguro, Se Mas produciráos Melhor effeitos, Mas tudo aquilo Mai foi alituação actual, Será menos mas para este Governo, epard orquie de pendam delle:

Agora Se sabe que os Motivos que teve Guilherme Pitt para Mai entrar no Ministerio, forá V. oquerem No por Lord Northumberland, Genrode Lord Buti, primeiro Commis sario Da Sterouraria; D.º Mai Secalar El Rey ainda Comtoda adispoxição para for mar no Continente as Alianças Necesarias,

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 237

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 223

**[Texto Principal]**
que contrabalancem o Plano de Família, que le
a Projeto que a Itália julga indispensável
mente Necessario; D. Affonçeuente No a Se.
Ordaria do Estado contas Condições, quenas
poderao obrir las dion Comos tempo da-
Guerra: Ele certe, que Enquanto aguiresem
Conform Martly Partes? Não o las de-
poder ganlar. Desl G. al La Muity
etnuy Londres tobe Junho de 1765.

**[Assinaturas]**
Monto. Camto. Sto.
Conde de Ceyras.

**[Anotações marginais]**
[No canto inferior direito]
Monto. F. de Mello e Castro


Page 224

**[Texto Principal]**
Londres 10 de Junho de 1765.

Secretario dos Sartos do Ministros
de Inglaterra


Page 225

**[Pagina 133]**

**[Texto Principal]**
Empim depois de huma fermentação, edisgusto, entre El Rey da Grande Bretanha, &o seu Ministerio, quelomesou abar mayor Corpo desde osprincipios de Abril, equedescubrio, passando aanimoridade publica, nomez de Mayo; aquesesequiria as perturbacoes, sedezordens, de que tenho avizado al Ex°. chegou El Rey por ultima Coneluzao a formar hum novo Ministerio, doqual aescolha foi dirigida pelo Duque de Cumberland, &pelo Duque de Newcastle, naforma seguinte.

Lord Rockingham primeiro Commissario da Thezouraria: Guilherme Dowdeswell Chanuller do Eschequer: Lord Winchelsea Presidente do Conselho: O General Henrique Conway Secretario del Estado dala partida do Sul: Eo Duque de Grafton Secretario de Estado dala partida do Norte.

O Duque de Newcastle não quiz entrar emalgun destes lugares, disculpando-se com a sua idade; mas queafistiria Sempre Com oseu Conselho: Vim porém de aleitad oLugar de Guarda do Sello privado, porque, como Elle diz, de-

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: Mmo. Exmo. Snr.

**[Selos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 226

**[Texto Principal]**
menos occupação, daqual Sedemelio antes
de hontem o Duque de Marlborough.
Aestas demisfões, como ordinaria
mente alomtefe Justo Governo, Selem Se
guido outras muitas, mena importantes:
mas que deixão bem perceber, quaParti
tido dos chamados Wigs, dominantes no
precedente Reynado, tornão aentras no
Pau, eno Governo, dequeseachavão ex-
cluidos.
O Duque de Cumberland Consi-
vá fe magraça ens agrado dell Rey: Es-
trabatho quo teve Comtodas estás mu-
daneas, The Recuperou a Saude de Soto, que
Teacha presente mente Commuito melhor
Saude, que aquetem logrado depois de
alguns Anos aestaparte.

**[Assinaturas]**
Marinho de Mello Carby

**[Anotações marginais]**
Depois Guarde al Ex.a Londres
16 de Julho de 1765.
Mm. e Lxto Sor
Conde de Oeyras.


Page 227

**[Texto Principal]**
O Duque de Newcastle Guarda do Sello privado.
134
O Conde de Winchelsea Presidente do Conselho.
O Duque de Grafton Secretario de Estado da Repartiçam do Norte.
O General Conway Secretario de Estado da repartiçam do Sul
O Duque de Portland Camareiro Mor.

Na Tesouraria

O e Marqueze de Rockingham primeiro Commissario
William Dowdeswell Chancelerio do Exchequer.
Lord John Cavendish
Thomas Townsherd
George Onslow Comissarios na mesma Tesouraria.
William Mellish Secretario da Thesouraria.

No Correio

O Conde de Besborough,
Mylord Grantham


Page 228

**[Texto Principal]**
Londres 16 de Julho de 1765.
Sobre anomeação do novo e actual Monetario
de Inglaterra.

**[Anotações marginais]**
[None]

**[Carimbos]**
[None]

**[Assinaturas]**
[None]

**[Referências arquivísticas]**
[None]


Page 229

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Pelo Expresso Manoel Baptista, que
Aegou aqui Quarta feira dez do Corrente,
Rebi Seis Officios que VExª medurigio,
ede que omimo Expresso vinha Encar-
regado; tres comdattas de 8 de Junho,
Thum Com datta de 14, edous Com datta
de 15. Epela Posta ordinaria recebi
mais outro comdatta de 22 do defrido
mez; Com os mais Papéis que vinhaó jun
to aos Referidos officios, de que presente
mente accuo a Recpção; ficando na
inteligencia de quanto VExª meadverio
nos mesmos.

O Expresso partio na Sexta Feira
Seguinte para Paris, Com os Despachos
Ladrigidos a Dom Vicente de Souza Coutinho.
Tres Maços de Cartas para volta
rechal, debaixo abono Adréste, que tam-
bem Leubi pela Posta ordinaria, he strao
logo Emitida por hum Expresso: Derijo
porem, que Miguel de Arriaga, Sempre
que mandar trasferidos Despachos para
Marchal, principalmente Amlendo os
pela Rota, me avize emCarta Separada;
para que emlazo de descaminho, ou de-

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: Almº e Exmº Snr.
[No centro, à direita]: 136

**[Assinaturas]**
[Na parte inferior direita]: algum


Page 230

**[Texto Principal]**
algum engano. Eu me ache advertido, cos
gosta procurar: Aimportancia das Re
laçoes do Exercito merecem toda alautela,
eCuidado, particularmente quando não vem
por Correya.

Oos Guardo a VExª Londra

16 de Julho de 1765.

Mmº Camp. Jnr.
Conde de Oeyras.

**[Assinaturas]**
Martinho de Mello Castro


Page 231

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres 16 de Julho de 1765

Sobre o Expresso que Leva a Francisco
Leg Anullatoria o Breve Apostolico: E
Sobre Suprimento Miguel Pereira para
nao Remeter Carta ao Manuel General
Senas Lebaixo de Caboty elle Mathias
Lee Mello.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 232

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Recebi osdous Officios que VExª me dirigio com datas de 3, e 8 de Junho; Au-
ra Carta particular do seu proprio punho, conque VExª igualmente me honrou.
As quinze Peneladas de Bronze emque prudencemente falte al VExª Sedida
tarão athe agora, por Conta do Embaração que Vedeferi nos meus aviros prudentes.
Picaò porem Embarcadas Com Sete Peneladas mais de Estanho, ehuma grande
poreas de Chumbo, omhum Navio que Se fará à Nila antes do fim desta Se-
mana.
Poroutros Navios tenho igualmente Cemtidos diferentes Partidas de Chumbo,
de que Espero que VExª fose Entroque. Tenho justas, dem das Quinza Pone-
ladas de Obre emque Vale a flima, equé não saó das Minas Inglesas, mais deze
da mesma qualidade, guesficão perdo promptas, eque se Embarcarão dentro de-
dez oudoze dias.
Aqui há quatro Sociedades prin-
cipaes de Negociantes, quetm adnucção
das Minas de Cobr deste Reyne. Isto

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: 16 de Julho de 1765
[No topo, à direita]: Monº e Camº Snr.
[No centro, à direita]: 139

**[Assinaturas]**
[aqua]

**[Referências arquivísticas]**
[Dudacourre Secretario]


Page 233

**[Texto Principal]**
aqualdade do Cobre Inglês, não há que dizer,
porque he boa. Sobre o preço sim, porque o
vendem áboca da Mina desde Cem Livras
Esterlinas athe Anto & Sinco, por Peneira
da: Eu em fim ajustei Comhuna das
Companhias, a melhor em Lisboa, livre
destodos os.gastos, vinte Poruladas por noven-
ta couts; e teri Cuidado de avizar a NExª
quando odito Cobre se Embarcar, para SeA-
ter aceperiença na Fundição: porque me
Seguraó que nó perde mais de hum athe
dois por Cento; e fazendo Conta, procurarei
huma licença de mestre da Pontas para
que pela Paquetbots de Falmouth Porto
que fica perto das Minas, Sevaò remetidas
empaquenas repetidas quantidades; oque
não dexa déser Comodi: Isto, Como digo
afirma, notazio qua profa fazer Conta.
Na Porta presidente avizi ao Sor
Dom Luiz da Anha, da licença quepedia
alorte da Ruslia para Mandar hum Na-
vio a Lisboa. Carregado porconta du Negu-
ciantes Rufsians, Com Effitos de Reiz que
naturalmente Seráò Cohe, Pero, Linho,
Brins deque sefazem aqui as Barracas,

**[Assinaturas]**
etc


Page 234

**[Pagina 139]**

**[Texto Principal]**
Sea
et &.; advprecos que Elles pedirem, Sepóde
fazer juizo seguro dalonta qua no spidem
farlo osdite Generos tirados amdireitura
Sobre esta materia escreverei a VExª
mais largamente, mas como o roflo
Portugues Seachão tão adiantado na
Judiciaçõ espero darlhes que fazer, Sem
Reparar empequenas porças Jobo + custo
dis Generos, Contanto que sejaò boms per
que Artillaria fabricada em Inglaterra
he hum coubo rhum engane, ainda om
tempo de Paz, emil vezes peor entempo
di Guera: Naõ sei Como VExª Consente
ainda na fundição Brocard, depois do
que fez Brouet; Emfim são Franceses,
e vindão de Castella.

Devo Guardo a VExª Londres
16 de Julho de 1765.

**[Assinaturas]**
Phm. e Exmo. Sr. Francisco
Xavier de Mendoça Furtado.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 235

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Londres a dezembro de 1763
Para o Meu Senhor S. Francisco de Melo

Sobre diferentes termos de Comercio,
e Chumbo
Sobrante Legitimo que temos para as
Navegações.
Este Serviço será publicamente feito
em Artefaria, Le Martim lebrou.

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 236

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
23 de Julho de 1765
Deve anunciar-se logo

Delo Navio chamado Neptuno, de que he Mestre João Blackfort, equihon tem sefua áVela, Remito al Ex. Simenta Poneladas de Chumbo, dezafies de Cobre, e Se to de Estanho: Tudo vai Consignado ao Suph Hake Negociante Auidente em Lis boa, egue darle parte al Ex. a Como precedentemente tam Jeito, da chegada dustes Generos, para le entregarem na formo que VEx. a dispoze.

Pomei vexpediente demandar estas Commissões Consgnadas d Casa de Hake; porque como vdo Empaquinas parcallas estu ativamente fica mais Cómado deixar ao cuidado do alto Negociante avizar al Ex. a da Chegada dos Naviis enquerao esepri- dos Generos.

Os Diretores da Companhia das Mi nas de Escrava também receberão avisos de Lisboa, detim chegado edificarem Entregues, as Com Ameladas de Fero, que Nel ordenui manda sem.

O dete Ferro he de duas qualidades, huma mais Superior, qua pòde servir para fabricar Artuharia, epara Bombas; outra

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: Wm. e Sam. Jvr

**[Carimbos]**
[Nenhum carimbo visível]

**[Assinaturas]**
[Nenhuma assinatura visível]

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma referência arquivística visível]


Page 237

**[Texto Principal]**
mais inferior dequo aqui Se farum as bala
O ditto bem não diaa de lós emmuto boa
Conta, por ser porto Niehe Porto livre deto
dos vigastu, a sette Livras Esterlinas por
Pondada domethoi; ca Livras Sei eder
Chelins domais inferier. V Exª me dará a
honra de avizarmé, Seaqualidade he boa
para o efeito que se pertende, e se deve
mandar mais.

Dos Guardo al Exº

Londres 23 de Julho de 1765.

Almº. e Cam. Jº Francisco
Xavier de Mendica Purtado?

**[Assinaturas]**
Martinho de Mello e Castro


Page 238

**[Texto Principal]**
London 23rd April de 1769
Sir,
Sobre a Vossa Excelencia me honra com a sua carta de 15 do corrente referente ao Caso de Henrique dos Santos e outros que estão na Ilha de Santa Catarina aviso a Vossa Excelencia que o Nobre P.º M.º Montonelly refuso

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: [ILLEGIBLE: ~3 chars]

**[Carimbos]**
[Nenhum visível]

**[Assinaturas]**
[Nenhuma visível]

**[Referências arquivísticas]**
[Nenhuma visível]


Page 239

**[Pagina 142]**

**[Texto Principal]**
Estevão de Nismo Residente do Concelho da Companhia da India, me mandou o officio inclusa, que vinha dentro em outro com o meu adrése; enceto leubi a Carta tambem inclusa do Sinado de Macáo.
Os Directores Sequeixão do dito Senado, na forma que Exª verá da Carta do mesmo de Nismo; aquem fiz alasperta do que remeto a Copia.
Por hum Navio que partira portada a Semana que vem remeto a V.Exª mais dez Toneladas de Cobre, e Sincuenta de Chumbo como tenho dentro no Coracão o Artigo da Artilharia, estou desenganado lathe admonstração, que na Fundição debaixo dos Olhos de V.Exª he ELREY Nosso Senhor muitas e muitas vezes mais bem Servido assim emqualidade, Como emcusto das Peças; espero hir provendo a V.Exª de Cobre e Estanho Neceflario para que não pàre este importantifimo Artigo.
Sobu o Ferro para Peflas, Bombas, e Balas, V.Exª medirá Sesqu man dei de Escoria he debom Servico; quesefor,

**[Anotações marginais]**
[No topo, à esquerda]: 13 de Agosto de 1765.
[No topo, à direita]: Atm.º e Exm.º Snr.

**[Assinaturas]**
nas


Page 240

**[Texto Principal]**
não Creyo que vssofa hauer mais baratto
Oneste Caro, daly tiraremos quanto nosfor
precizo?
Para Ferragem de Camittas para
a Artillharia oshelho Firo he vde Bis-
Caya: Aqui seServem do de Rusfia e de
Suecia, porser mais baratto: Edas Marcas
qualidade, epreço deste Genero, Comprado
aqui em Baras, como nem daquellas
partes, mandei tirar huma Relaçai, que
ameterei al Ex.ª na Porta seguinte, equé
pode Servir para a Comparar Como pro
cos porque ahi Sevende.
Nemo de Rusfia, nem du Suecia,
tenho ainda Leuido as Relaçoês que me
prometem há mais de hum Anno: O Ne-
gociante em quo falei al Ex.ª há tempo,
me aviza que justo ter Cobre da Rusfia
anoventa Livras Esterlinas por Penela-
da; fazendo Eu os mais gastos de Em-
barque, Frete, Seguro, Commisiao, etu
Sujeito ao vagares daquella Navega-
ção: Neste Caso, não tenho adian-
tado por hora este Negocio; enen
tanto daqui nos hinimos Remediando,
que


Page 241

**[Pagina 143]**

**[Texto Principal]**
quo ainda pagando se mais alguma Coura
Contudo he Comisão mais prompta, em
na Sujeita dembaraços damoras.

Dos Guarda al Exo Londres
13 de Agosto de 1765.

Mm. e Com. Mr Francisco
Xavier de Mendôça Furtado.

P.S. Como me devivi mandar as
Cartas de Haliaõ pela Posta,
es faço hua grande; Remeto
a V.Exª as Cartas que vinhaõ
Nello.

**[Assinaturas]**
Marinho de Mello Castro


Page 242

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Andres 19 dee 47. de 176

Soros Alm. E a Samao
de Moraes Furtado

Sohe Straluzamento mais util fizer
exbiciamdo em Lisayentes e mestrados
Lehones
Sohe osmais forques belles
bombas estrengon varrentes de artilleria

**[Anotações marginais]**
[No verso, à esquerda]: [ILLEGIBLE: ~N chars]

**[Carimbos]**
[None visible]

**[Assinaturas]**
[None visible]

**[Referências arquivísticas]**
[None visible]


Page 243

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
José Reis da Costa Alves mor, e Escrivão da Camara desta Cida de Macao do Nome de Deus na China. Certifico que em comprimento da ordem vocal do Muito Nobre Senado da Camara desta dita Cidade trasladei aqui deveras adverbam a Carta que o Govrº Capitão geral da mesma Sr. Dr. José Plácido de Mattos Saraiva escreveu em resposta ao dito Nobre Senado Sobre alida do Exmo. Bispo Diocesano para Europa, cujo theor é o seguinte = Sua do Mt. Nobre Senado - Em consequencia da Carta de V. Mercy, emque mepedem, fui dar execução às ordens Reaes a respeito do Transporte do Exmo. Rmº. Diocesano; Resolvi fazer-lhe outra, expondo lhe os inconvenientes, que entendo se seguirão à sua vida, com termos, os mais reservados, e expressivos. Persuadome, le quanto basta para mudar de parecer, e de Arrolucção, mas que attendes ao bem commum de suas Ovelhas. Seinda affirm mostrou Antenção, insinivey em nas dezittis de lhe logar o Representante Parraaj, sendo estende oucupoder, tratando competepças detal Jerarquico. Deos Guarde a V.Mercy muitos annos. Macao deste de Dezembro Lmil setecentos Septenta quatro - José Plácido de Mattos Saraiva - Aquel Carta vai aqui bem, e fielmente transladada, sem acrescentar, nem diminuir cousa alguma que duvida fosse da propria; pelo que se pode dar toda affi, e credito quanto com direito se deria aquella legitada no Archivo delle Senado no livro do Registo a fl. 1472, aquel mes Reporto. Marco 28 de Janeiro de 1765 Cu. Sabre Dito Jose Rodri guez Da Costa Alferes mor e Escrivão da Camara que effe usrover e Sobreviu

**[Assinaturas]**
José Reis da Costa Alves
Jose Rodriguez da Costa Alves

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 244

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Joze Rodrigues da Costa Alferes mor e Escrivão da Camara desta Cidade de Macao da Nome de Deus na China. Certifico que em com primento de ordem vocal do Nuito Nobre Senado da Camara desta dª Cidade, tresladey aqui deverbo adverbum a Carta que o Exmo. Bispo Di occeano, em depozitõ escreveo ao dª Noble Senado, Sobre asua Vida para a Europa, aquel E de thear seguinte = Srª de Noble Senado= Saude epaz em IESVS Christo = Recebemos a attencioz Carta de VMª e agrede ando Re oficio affecto como ouvilles q devem ser amantes do Seu Pastor, He certificamos o que ja muitas vezes nos terad ouvido, afin fallando empar ticular, como nas Igrejas, en mesmo Senado; que nos nad dezimparamos nem podemos dezemparrar o Deanto d Deos nos entregou, enquanto p Seo Supremo Vigº senad aceitas anopha Emunias, au amore vos triz ras do Mundo; Cetta Denuncia que pertendemos Esper nãs podermos fa zer a nohe devidas obrigagid, ahim pelas continuyg, egandes enfermi dades, como pela des obedienca de muitos mal aconcelhados, etemeroros com menos prudencia; quanto porom aprezenza Corporal nas Tedorem parar se augente nechidade, Claridade Christã, devida obediencias, ou utilidade da Republica, & sad as gueato couzas apontadas no Concil bis Tridentino afirm opedir, Saltando So Euá das ditas couzas, mto mais quando senad da Euá So.— Sab tambem muito differentes ay circunstancias nopresente cazo da quelle degue Lella afia, e te mos nos dados conta a Sea Magall, e Recebendo Letras Suas depois, nad dizia couzaalgua em contrario: nem podem obstar as Cartay dos Snies V.Reys antigos, quando as doprezentes nad so favorecem esta intençam mas ainda Euá delhas bastts para que Sua Magd nad pospial Racionavelmente estranhau onda esperamos maj: esre Abes termos, sendo manifesta em Tribunaes Superiores esta inten ças, nad tem y ter escrupulo che Senado, efeno elegarmos por em execução o d Se diz, So o Suriamos por nas poder outra couza— e por entendemos Ser avontade de Deos, aquem derejimos em tu do agradaç, e antes queremos que primeiro nos tire desta vida, daq futuros o que Se conhecer o offende; enad So por noha propria neces sidade, mas pelo de todo o nosso Bispado, Eg procurariamos auzen tar

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 245

**[Texto Principal]**
tar-nos por algum tempo Eindo com o seguro titulo= ad Limina Sancto=
num Apostolunnd= cauza que nenhuma peffoa pode impedir, ne por-
Sy, ore por ouhem, nem por concello, ou ajudio para ehe impedimento, sem
que mefma em excomunidas Mayor Rezeruada a Sua Santidade na,
Bulla da Cao; eftimarimos qve fendá finta muito anofia falta,
no cafo que Suceda, e com efpecialidade os pobres, aquem doejamos So-
corer empertes, efe algums for cauza dequq elles nad expermentend
andareffe tempo algja parte da nofia cluridade, bem poderá tener,
que as suas Lagrimas subindo ao Ceo ferem trovadas deque fe
dopetad Rayos para os Culpadcs, como femanifefta nas legras Le-
tras; nad obfta tambem efer impedido o Cuurfo a Roma, nad fendo
pela Secretaria, porque preceindindo defe intendef, ou nad entende ne-
Ais cafa, tem o Remedio já dito em outras occaziones guede escrever a
Sua Mageft, elegando a Europa, eprocurar o seu beneplaito, po
ij em tudo que puder Ser derejamos muito obequiolo: e fontimos
que Lajp quero se atreves afor nad Sé irreverente, mas frador.
Deos Guade N.Meres por muitos annos. Palacio Epifcopal de
Macao vinte de Novembro de mil Sete centos fepenta eguaro- De
N.Meres - D. Bartolomew Bipo de Macao == Ade aqui
adita Carta que vai bem, efilmente treladada fim acrecentar, nem
diminuir cousa algja que duvida fuca; pelo que fepode dar toda a
fi, credito quanto com direito fe derias apropiado Regiftados no Archi-
vo defte Pennado no Livro do Regifta a fl. 141. aquil me Reporto. Ala-
cas 23 de Janeiro de 1765Ca ditto de Rodrigo de Costa Atferas
mor, e Dorwó da Camara que afi acraver, &chcreri

**[Assinaturas]**
D. Bartolomeu Bipo de Macao
Rodrigo de Costa Atferas mor, e Dorwó da Camara que afi acraver, &chcreri


Page 246

**[Texto Principal]**
Como aeste Sonnado se offerece dar a Conta as S. Mageste Fideliss. que Deos Gd. de certos negocios, e por via de Goa tem grande demora, o fazemos pelos barcos da Comp. Inglesa D. Je aclas em Cantão; como nas temos nessa Corte de Londres quem possa fazer remessa p.ª a Corte de Lisboa com a segurança necessaria: pedimos, e rogamos a VExª seja servido comet ter a via inclusa ao dito Senhor.

Para todo o fôdo agrado de VExª fica este Sen nado m.to prompto p.ª executar as Suas ordens.

A Penca de V.Exª G.d.Deos m.an. Macao 23 de Janeiro de 1765. Ize Rodrigues da Costa St.Por Mór c Escrivão do Camera, que o subscriui

**[Assinaturas]**
M.d.M
Set Simões de Carvalho


Page 247

**[Texto Principal]**
Raymundo de Mag. [UNCLEAR: illegible]
Manuel Per. da Fon
S. José

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: E. Zamboni
[No centro, à direita]: [ILLEGIBLE: ~10 chars]

**[Assinaturas]**
Raymundo de Mag. [UNCLEAR: illegible]
Manuel Per. da Fon
S. José


Page 248

**[Pagina 147]**

**[Texto Principal]**
José Rodrigues da Costa Alferes mor e Escrivão da Camara desta Cidade de Macas do Nome de Deus na China. Certifico que em cumprimento de Ordem vocal do Muito Nobre Senado da Camara desta R. Cidade, trulady aqui deverlo adverbium a Carta que o dito Nobre Senado escreveu ao Excmo. Bispo Diocesano, Sobre Se Acolherá para Europa, a qual le da elor seguinte Excmo. e Revmo. Srrot - Por contar este Senado, que V.E.S. seacha preparado para partir para a Europa; e que nas parece Crivel pelo dezamparo, e consideraveis consequencias, que lhes depertamente Seguirse atodo este Debento com a sua ausencia, e defletindo, ou ponderando D.E.S. bem este ponto, nas tomará tal Resolução sem tão grande escrupulo: o que Supporto Somos obrigados a Rogar a N.E.S. que nas qreciras deixar as suas Ovelhas, pelas Razones ponderadas por que será muito de desagrado de Nosso Senhor, e de Sua Magest Fidelisp como bem o insinuid as Cartas dos Exmº Snres D.Reys, em semelhante caso, que se achid nesta Camara - Atesta Le V. Excmº Pimº Glr Deos muitos annos. Macas em Mera de Novembro -
28 de Novembro de mil sette centros septinta e quatro. Eu José Ruiz da Costa Alferes mor, e Escrivão da Camara q afaz escrever, e Subservirto - Antonio de Miranda e Louza - Joaquim Lopes de Silva - Manoel Fernandes Salgado - Joao Ribeiro Guimarãens - Manoel Pereyra la Foncca - Simão Vicente Rosa - Atle aqui a dita Carta que vay bem, e fielmente trasladada, sem acrescentar, nem diminuir cousa alguma & duvidafaca: pelo que Sepode dar toda a fé e credito quanto é direito Edarias amenas Registrada no Arquivo deste Senado no Livro do Registo a fol 349º a geral me Reporto. Macas 23 de Janeiro de 1765- De Sabrado Doz Rodrigues da Costa Alferes Mor, e Escrivão da Camara que afaz escrever, Subservirto

**[Assinaturas]**
José Ruiz da Costa

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 249

**[Pagina 148]**

**[Texto Principal]**
João Reis da Costa Alferes mor, Escrivão da Camara desta Cidade de Macao do Nome de Deus na China. Certifico que em cumprimento da ordem vinda do Muito Nobre Senado da Camara desta dita Cidade tresladei a qui deverbo adverbam a Cartas que o dito Nobre Senado enviou ao Governador e Capitão geral da mesma Cidade João Phelipe de Mattos Saraiva, Sobre a vida do Exmº Bispo Diamazano pª a Europa, aquil Edicto theer seguinte— Snor Govrº e Capitão geral Em virtude do aponto tomado em Conselho, com assistencia de N.S.P em vinte e quatro de Novembro a respeito da lida de Exmº Diamazano para Europa, no qual se acordou nas convindo, nem podia ser do agrado de Sua Magestade Fidelissima, e do Illmo e Exmº Sr Rey; E como atadas as circumstancias fer certo o embarque de dito Diamazano emlumbro Navios franceses que se achad em Cantão: Reguer este Senado a V.Sria departe damema Magest Fidelissima, edado Exmº Snr Rey, cuja copia desua ordem f se ela neste Archivo se Remette incluso a V.Sria, paraque he feço dar inteiro cum primento.— A Repos de Divid Go Deos muitos annos. Ma cas em Nera de Vercaçã quinze de Dezembro de mil sette centos, defenta egectio. Eu Joze Reiz da Costa Alferes mor e Escrivão da Camara que afvi escrever, e Subscrerrei— Antonio de Miranda Souza— Joaquim Lopes da Silva— Manoel Fernandes Salgado— Joaõ Ribeyra Guimaraens— Simão Vicente Rosa— Até aqui adita Carta que vai bem efetivamente tresladada, sem acrescentar, nem demi nuir cousa alguma q duvida fuy, pelo que se pode dar toda a fé, e cre dito quanto com direito pedaria aquela fia Legitada no Archivo de Ste Senado no Lº do Registo a fl. 340º, aquel me Reporto. Macao, 23 de Janeiro de 1765 Eu elbredo Jo Rodrigues da Costa Alferes mor, e Escrivão da Camara que afvi veruar, lo'berceri—

**[Assinaturas]**
Antonio de Miranda Souza
Joaquim Lopes da Silva
Manoel Fernandes Salgado
João Ribeyra Guimaraens
Simão Vicente Rosa
João Reis da Costa Alferes mor
Jo Rodrigues da Costa Alferes mor


Page 250

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
A
V. Mageste Representa a Camara da Cidade de Macao,
que em 24 do proximo mez de Dezembro de 1764, partio para a
Europa em hum barco Inglês o Clérigo e Vigo. geral desta Ci-
dade Custodio Fernando Gil. Sojeito que o Bupó, que presente-
mente se auentou de Macao, houve em sua Companhia no anno
de 1754: epois que omum Vigo. geral alcançou quando partio de
Lisboa Euá ordem passada pelo Supremo Conselho de Ultramar po
este Senado lhe afistiu com duzentos mil reis por anno, e com el-
la tem desde aquelle tempo feito varias instancias para o seu pa-
gamento por via do Exmo. V Rey, e Relação de Goa, aguem-
ca foi differeido pela justa razão, cum que este Senado setem
escurecido desta nova penção, nem le poftível encarregar fe della
Sem falto a outray depenizas neceffidade como las carias com
China, paga de gouernador, e Bupo, e Provido, e amaij que
occorrem para o muitas vez necessario empreftimos con=
Sideravey, como melhor pode informar a V Magefte Embayxe-
dev ultimo, que veyo ao Emperador da China; Mas como o le-
ferido Vigo. geral na occaria da sua partida tomou Certidons
talvez para novamente Requerer a V Magefte, motivo que nos

**[Anotações marginais]**
[No topo, à direita]: 749

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)


Page 251

**[Texto Principal]**
obriga apór esta supplica na Sua Real prezenças de quem esperamo
o justo diffiremento de nos a Liviar dellas pincas, o que já Supplica
ma a V Magest?, como consta da Copia junta.

A Real e Fidelissima Pessa de V Magest? Gd
Noho Snir muitos annos. Macao em Mora de Vereazad 23, de Ja
nyro de1765 Cu Ine Rodrigues da Costa A Seres Mor. Ourenão do
mara, que s Assuruvi—

**[Assinaturas]**
M d M


Page 252

**[Pagina 150]**

**[Texto Principal]**
Sel. Dom Simões de Sá e Melo
Raymundo de Almeida Muxima
Manuel Ferreira da Silva
José Pereira Guimarães

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
Sel. Dom Simões de Sá e Melo
Raymundo de Almeida Muxima
Manuel Ferreira da Silva
José Pereira Guimarães

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 253

**[Pagina 1]**

**[Texto Principal]**
Lozi Rodrigues da Costa Alferes mor Escrivão da Camara desta Cidade de Macao do Nome de Deus na China. Certifico por bem da ordem vocal do Muito Noble Senado da Camara desta Cidade, tres lades aqui deverbo adverbam a Carta d edito Noble Senado escrivo a Sua Magd Fidelis d Deos Gl sobre apaga de duentes mil reis cada anno ao Provizor Vigir geral deste Bispado, aquil Edolhear seguinte= Senhor Com aelegada do Exmº Bispo seta Dade, apresentou o Provizer Vigir geral Euá Provizad de l'Acral Magest despedida pelo seu Conselho de Vthamar enques ordenava g este Sonnado Ridespe 200 mil vey cada anno; Como este Sonnado se aca tad empenalado, e seus Moradores tad alcanados pelas perdas que tem experimentado dos Navios que setem perdido epelo commercio ter dado entanta decadencia, que ainda que este Sonnado quirespe en trad em novo empenlo para das cumprimento a Provizad de l'Real Magest pelo seu Conselho de Vthamar, nas Ca nem Cores, nem Moradores para se valer delles, como poderá melhor informar A Real Ma gest o Dz de Camello de Vthamar Francisco Xavier de Aspis Pa cleco e Sampayo, que V Real Mageste foi servido mandar por Emba yxados a este Imperio de China, dimizivel estado aque se alia dedu zida esta Cidade, nad obstante este Sonnado concorre com a Congrua de Eum canto de lej cada anno ao Bispo, equie nunca tivenh Jo de Dom Fr Hylario de Sta Rosa p ca Le que hiveró esta congrua tad aventaja da, que os mais Bispus nad tinlás senas 550 mil reis de Congrua, co mo foi o D Pad de Carval, o qual governou este Bispado 40 etantos annos, e em discuso dele tempo nunca teve maj desua Congrua eco ella papaw: e enfalta dos Bispus, quando vinla de Goa por Gover nador de Bispado della Cidade, o que si setem sucedido, nunca este Sonnado Re leo paga alguá, nem mais pouco aos Vigir geray, como fo rad os Padres Domingos Cardoso, eo D Lourenco Gomez, Ioan de Payva, Luiz Lobo da Gama, o Dr Manoel da Silva Cintra, o Meire Francisco de Rozo, coma proximamente acabado Vigir geral e Governador do Bispado o Meire Francisco Vaz, ogual deri xous D Fr Hylario de Santa Rosa, quando se foi para esfe Reyne, e

**[Anotações marginais]**
(Ilegível)

**[Carimbos]**
(Selo ilegível)

**[Assinaturas]**
(Ilegível)

**[Referências arquivísticas]**
(Ilegível)


Page 254

**[Texto Principal]**
todos estes nunca tiverão pagos nem do ordinario, nem mais pouco dello Senado, só fim aquelle que vem pelo lugar que occupa dos seus mo- limentos; e como deprezente está feito Clarte, tem de seu beneficio 80. mil reis por anno, fora os melimentos, que tem do Cargo de Vig.r.g.al, sem embargo de tudo isso V.Real Magest. mandará o que foi muito Servido. Deos Nosso Snor Guarde a Muy Real Perço de Vosa Magest.por muitos annos com as felicidades, e augmentos que todos necessitamos, e desejamos. Macao Cidade do Nome Deos na China, em Nossa de Vereead aos 23 de Novembro de mil sete Centos fincouenta e quatro. Eu Manoel da Sylva Martin Alferes mor, e Escrivão de Camara, que a fiz escrever, e subescrevi - Quiz Co- Mo - Dad Ribiero Guimaraens - Manoel Fernandes Selgado Jo- am Antony - Joã Fernandes da Sylva - Antonio de Hi- verada e Souza - Atte aqui adita Cartas, que ora bom e fielmen- te trasladade, sem acrescentar, nem diminuir cousa algua & duvida- tua; pelo que se pode dar todo este e credito quanto com direito seda rio aque fica legitadas no Archivo deste Senado no L. de Registo afl. 70., aquel me Reporto. Macao 23 de Janeiro de 1765. Eu di to Dra Rodrigues da Costa Athyore mor, e Escrivão da Camara que efan crevo e Assinrei

**[Assinaturas]**
Manoel da Silva Martin Alferes mor, e Escrivão de Camara
Dad Ribiero Guimaraens
Manoel Fernandes Selgado Joam Antony
Joã Fernandes da Sylva
Antonio de Hiverada e Souza
Dra Rodrigues da Costa Athyore mor, e Escrivão da Camara


Page 255

[Page 1] [Anotações marginais] No topo, à esquerda: 612 (em tinta vermelha, sublinhado) No topo, ao centro: 1765 No topo, à direita: N.º 3 [Texto Principal] Cartas Do Exmo. Martinho de Melo e Castro dirigidas de Londres ao Exmo. Sr. Conde de Oeiras sobre negócios de Fazenda nos portulissimos [DAMAGED: mancha escura cobre parte do texto abaixo da linha "portulissimos"] [Carimbos] No centro, à direita: Selo circular com brasão real e inscrição "BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA" [Referências arquivísticas] Nenhum número ou referência arquivística visível além das anotações marginais.


Page 256

[Anotações marginais] [No centro, ligeiramente à direita]: e. N.


Page 257

[Page 1] [Texto Principal] Mm. Exm. Sr. Este Ministério, depois das instâncias que hontem fez, de não perder tempo em socorrer a força de Portugal por Mar e por Terra; e ter allegado todos os avisos, efeitos, que comprovão a dissolução das forças de Versalhes e Madrid, para nos attacarem; tem perguntado, assim aos Embaixadores que aqui residem, das duas Cortes, como em direitura às mesmas pelos Embaixadores Britânicos que ahi residem, quais são as suas intenções sobre a força de Portugal. E unanimemente se lhe tem respondido, como V. Ex.ª pode suppor, que não há outras mais, que as de se conservarem em Paz com esta Corte.


Page 258

[Page 1] [Texto Principal] com outra alguma intenção. Que o Embargo sobre os Trigos era uma necessária consequência da determina- ção que S. E. tomou, de mandar para lá os referidos Corpos. Que se acomodaram os Caminhos, e era uma Ordem geral que S. E. tinha dado em todo o Reyno; e que ao mesmo tem- po que se acomodam os que conduzem de Ma- drid às Fronteiras de Portugal, se farão o mesmo aos de Cádiz, de Barcelona, e outras partes no interior do Reyno? A estas asseverações, junta este Ministério os avisos posteriores de Lord Rochfort; isto é, deter a força de Madrid, contramandada a marcha de vários Regimen- tos destinados para as Fronteiras de Por- tugal; de S. E. suspender o aumento das Tropas; e de S. E. ter dado licença aos Offi- ciaes para se ausentarem dos seus Corpos.


Page 259

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Page 260

[Page 2] [Carimbos] - [No topo, à direita] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (selo circular com brasão) [Texto Principal] de Mar; Considera mais, que arremessa Fran- ça tão longe está de entrar em huma No- va Guerra, que não obstante a Situação em que se acham as suas Finanças; vem de concluir com a Grande Bretanha a forma do pagamento dos Prisioneiros Franceses, que monta a quinze milhões de Libras Torne- ses; das quais huma terça parte se pa- gará no princípio de Janeiro presente, e as outras duas terças partes nos dous Anos seguintes de 66 e 67.


Page 261

[Page 1] [Texto Principal] pontas, se a necessidade as exigir. Que entretanto fora preciso ver o que a corte de Madrid respondia ao Em- baixador de Portugal; e que Sua Majes- tade Fidelíssima fazia mil vezes bem em se preparar para tudo que pudesse acontecer; e para dar tempo aos Seus Aliados de irem ao Seu socorro, se assim fosse preciso. Não se necessitava grande instrução para responder a semelhantes discursos, que todos reduzem a algum só ponto; isto é, que a Grande Bretanha somente poderá crer que os Fran- ceses e Espanhóis fazem a guerra a Portugal, quando realmente o atacarem. Assim o ficará no ano de 1762, e assim o farão eterna- mente, por mais disposições, por mais evidências, e por mais factos, que os persuadam do contrário. Perguntou a este Ministério se se lembrava das inteligências que tinha co- municado por ordem de El-Rei da Grande Bretanha; se houvera as que no mesmo tempo houve a minha corte de diferentes partes, e que também V.


Page 262

[Page 3] [Texto Principal] só tinhaõ ordem de marchar para as Frontei- ras de Portugal, mas que muitos Corpos ti- nhaõ já chegado ás mesmas Fronteiras, estão chegando; seriam igualmente, que os mesmos Espanhoes cometiaõ Estilidades inauditas, na parte Meridional das Américas Portuguezas, e naõ queriaõ execu- tar o Artigo 21 do Tratado de Paris. Depois destas perguntas, V. Exa ale- gou: Que se das Américas Britânicas, e do interior do Reyno de França, chegaõ sim a es- ta Corte as mesmas intelligencias; com lonse- quência dellas se viriam marchar para as Costas de Bretanha, e Picardia, vinte e trinta mil Homens; e desembarcarão nos Portos de França as Embarcaçoẽs pecuárias para um Embarque; que a Grande Bretanha em tal caso, naõ duvidaria um só ins- tante, de que se dispunha uma Invasaõ contra um dos tres Reynos da mesma Grande Bretanha.


Page 263

[Page 1] [Texto Principal] tes Estabelecimentos do interior do Brasil, porque assim em casa, como em outra parte, já se descavão na Europa as Portas do Reino, e na América Senhores da Barreira das Co- lonias Portuguezas; parecia verdadeiramen- te pasmoso, que a Grande Bretanha achasse ainda assim, que numa tal Conjunctura, não era affaz crítica, para fazer as dis- posições necessárias, por conta de socorrer a- tempo oportuno a força de Portugal. Este discurso não se interrompeu com as queixas dos Negociantes Ingleses, que chegaram pelo penúltimo Paquete-boat, como V.Ex. verá em Carta separada; e de duas entrevistas, ou Conferências, em que se passou substancialmen- te o que deixo referido, sahi com o disgosto de ver, que os mesmos Negociantes Ingleses aproveitão a presente Situação de Portugal, para repetirem o mesmo quantas vezes tem dito; e que o Ministério quer fazer valer as suas pretensões, ao mesmo passo que se trata da nossa defensa. Deos G.de V.Ex. Londres 1 de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] (Ilegível) [No topo, à esquerda] (Ilegível) [Assinaturas] Mm. Exm. Snr. Conde de Oeyras.


Page 264

[Page 4] [Texto Principal] [Ilegível: extenso bloco de escrita cursiva, densamente disposto na metade inferior da página. Caracteres minúsculos, entrelaçados, com pouca margem entre linhas. Tinta marrom-avermelhada, desbotada. Legibilidade extremamente comprometida devido à caligrafia e ao estado do papel.] [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível.] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível.] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura ou rubrica visível.] [Referências arquivísticas] [Nenhuma referência arquivística visível na página.


Page 265

[Page 1] [Texto Principal] Londres, 1º de Janeiro de 1766. Perguntas do Ministro inglês ao Embaixador de França, Carta sobre a Exposição das hostilidades na fronteira de Portugal, e presentes frívolas, com referência à apreensão de movimentos por Orsay e Tallemont, da nova fronteira; o desfazer as demandas de Belisfonte, terminar imediatamente; os de alveitar tanta obra como enervou; apresentando a França, acham que se obrigam a seguir as sugestões de Orsay, por seus missionários em termo grego. Ambos Comissários de M. D. mostram apertar-se àquelas sugestões, trazendo Conselho de Guerra. M. M. etc. Convenções afetadas à Duquesa Subterfúgio, com opinião de Majestade Inglesa.


Page 266

[Page 1] N° 1° [Texto Principal] Copie Monsieur Le fourrier Joseph Gonçalves est arrivé icy le 16 du courant à six heures du soir, et il m’a remis les Dépêches de Votre Altesse; Ceux qui étaient destinées pour Lisbonne sont parties aujourd’huy par un Exprès qui est arrivé de Portugal le même jour 16, et qui m’a remis les trois lettres ci-jointes avec ordre de les diriger à N. Alt° sans la moindre perte de tems. J’en ai déjà fait part à N. Alt° des intelligences qu’on avoit icy, par l’Extrait fidèle de différentes relations, dont j’ai envoyé une Copie à la Cour, et une autre à N. Alt° avec ma lettre du 23 de Novembre. Avant l’arrivée de mon fourrier à Lisbonne, le Roy était aussi instruit, que la Cour de Madrid méditoit une attaque contre le Portugal, d’accord et d’intelligence avec la France; que des Troupes Espagnoles étoient déjà arrivées sur les Frontières de Trás-os-Montes, Minho, et Beira, et qu’y arrivoient successivement; qu’on accommodoit les Chemins pour le passage de l’Artillerie; qu’on faisoit des Écuries dans chaque lieu; et que le Roy d’Espagne n’ayant rien à craindre du Lotte d’Italie, faisoit venir les Troupes qu’il payoit de Naples.


Page 267

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Page 268

[Page 1] [Texto Principal] mêmes qu’on a eû à Londres, et bien plus décisives dans la circonstance de l’arrivée des Troupes sur les Frontières ; on est bien convaincu en Portu- gal, qu’il y a une invasion concertée ; et qu’on s’y est principalement décidé, au moins qu’on a commencé à faire des mouvements, depuis que V. Alt. est sortie de Portugal ; et les délais de la Grande-Bretagne, étant bien connus, au commen- cement d’une Guerre, on veut l’entreprendre sur les États du Roy, avant qu’Elle puisse agir. Voilà ce que j’ai ordre de représenter à cette Cour, par deux Expres successivement arrivés de Lisbonne ; et delà demander des Secours pour assister le Roy dans son Royaume, et dans ses Colonies. J’ai reçu ordre d’admettre d’abord 12 mille Fusils complets pour l’Infanterie, des Tentes pour dix mille Hommes ; des Mortiers, des canons, et d’autres attraits pour l’Artillerie. Je profite de cette occasion, pour assurer V. Alt. de la haute et respectueuse considération avec laquelle j’ai l’honneur d’être Monsieur [Anotações marginais] [No canto inferior esquerdo, escrita em tinta mais escura, possivelmente posterior:] Londres le 18 Décembre 1764 [Assinaturas] V. Alt.


Page 269

[Page 6] [Texto Principal] No tempo que a Rainha da Grã-Bretanha me perguntou se seu irmão o Príncipe Carlos de Mecklenburg, escrevera a V. Exª depois que saíra de Portugal, ou a mim depois que cheguei a Londres. Respondi-lhe que não tinha notícia de que houvesse escrito a V. Exª, e que eu tinha recebido tantas honras de Sua Alteza, que não devia esperar esta, mais que havendo ocasião de me empregar no seu serviço. Perguntou-me mais como ficara seu ir- mão no serviço de Portugal. Respondi-lhe que sem determinação alguma, porque Sua Alteza partira sem dizer uma só palavra ao dito respeito, nem a V. Exª, nem ao Marechal. A isto me disse: «Fica por minha conta dar- lhe uma boa repreensão.» Passados dias recebi do mesmo Príncipe Carlos de Mecklenburg a carta que V. Exª achará jun- ta debaixo do nº 1.º, que não deixou de me embaraçar, depois do que havia passado com a Rainha da Grã-Bretanha; não podendo por modo algum combinar o que S. M. me tinha dito e o que eu lhe respondi com o que o Príncipe me escrevia; e nestes termos, como tam- bém por não entrar no detalhe das pretensões do Prín- cipe, tomei o partido de diferir a resposta, a ver se este negócio esquecia. Passados porém dois meses me tornou o mes- mo Príncipe a escrever a carta, de que junto a cópia, [Anotações marginais] [No topo, à direita] Mmo Qmo Snr.


Page 270

[Page 1] [Texto Principal] Nº 2º, remettendo a à Rainha sua Irmã, e Sua Maj. mandando-ma entregar por Lord Cantaloupe seu Embaixador, me fez advertir pelo Barão de Dewitz Ministro de Mecklenburg, que a minha resposta poderia ir pelo Paquete da Corte a Hanôver. Nestes termos me resolvi a escrever-lhe a Carta de que junto também a cópia nº 3º, buscando com ela aberta, e com as que tinha recebido do Príncipe, dito Barão Dewitz, para que ele as fizesse ver a Sua Magestade Britannica. Deste passo resultou o que eu podia desejar, porque a Rainha falando-me depois no Cerco, me disse que seu Irmão, injusta e inconsideradamente me escrevera no estilo em que o tinha feito, e que não podia ter outra desculpa que a da sua pouca idade. O Barão Dewitz me segurou depois que S. Mag.ª Britannica estava sumamente sentida da carta que vira de seu Irmão e da pouca prudência do seu comportamento, e que desejava que eu não falasse à minha Corte em semelhante matéria. Depois deste negócio concluído em Londres, na forma referida, venho de receber uma carta do Marechal junta com a que remetto a V. Ex.ª, em que me diz o seguinte: «S.A. Mons.º le Prince Charles de Mecklenburg est venu ici d’Hanovre; il dit n’avoir pas reçu de réponse à plusieurs Lettres qu’il a écrites à S. Ex.ª Mons.


Page 271

[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, L’entrée au dernier point encore détruites les bontés dont vous m’avez honoré depuis que j’ai eu l’avantage de faire votre connoissance à Londres, et dont j’ai senti encore des marques efficaces pendant mon séjour en Portugal. Je suis charmé de pouvoir par celle-ci vous en renouveler mes sincères et humbles remercîments. Je dois en même tems ne pas vous celer combien ma surprise a été grande des plaintes que M. le comte d’Oeyras a fait former par vous auprès de la Reine ma sœur, disant que je n’avais pas écrit à son Excellence depuis mon départ de Lisbonne, ni tiré les moindres informations du Régiment de cavalerie dont j’ai l’honneur d’être le Chef; d’autant plus que je puis très facilement vous soutenir que ces accusations sont absolument mal fondées, car M. Je puis vous prouver que j’ai écrit trois lettres à M. le comte d’Oeyras depuis ce tems-là, en même tems que j’écrivis à M. le comte de la Lippe, et au Ministre de Sa Majesté le Roy d’Angleterre, dont je scais l’arrivée, et sur lesquelles j’ai reçu la réponse, à l’exception de M.


Page 272

[Page 1] [Texto Principal] n’étoit absolument que le désir de me mettre aux pieds de Sa Majesté très Fidèle; et les émolumens les plus humbles, fondés sur la connoissance la- plus vive des grâces et bontés dont Sa Ma- jesté m’a honoré, et que je me fais gloire de reconnoître toute ma vie, et qui ne finira qu’avec ma mort. Pour les informations de mon Régiment, je me suis fié sur ce que M. le Lieutenant-Colonel St. Payo doit exécuter les ordres exprès que je lui ai donnés à mon départ, et qui étoient celles de me donner ince- ssamment le rapport du Régiment, comme il est partout coutume de faire; mais jusqu’à pré- sent il ne l’a pas trouvé à propos; de sorte qu’il est impossible que je puisse décider, ou m’occuper des affaires relatives au Régi- ment. De plus, Mr., vous savez que depuis tout tems que j’ai le bonheur de servir Sa Majesté très Fidèle, je n’ai pas tiré les moindres appointements ni de Lieutenant- Général, ni de Colonel-Général de cavalerie, ni ceux du Chef du Régiment; tandis qu’au- contraire M. St. Payo a tiré les revenus du Régiment; ce qui m’a fait croire avec la raison prudente qu’on ne vouloit pas me confier le soin du Régiment. Voilà, Mr.


Page 273

[Page 8] [Texto Principal] des raisons capables pour m’excuser, et pour prouver mon innocence, vis-à-vis les accusations formées contre moi. Maintenant qu’il paraît que Sa Majesté souhaite que j’aie moi-même besoin du régiment, je me fais une loi d’exécuter ses ordres, mais je dois en même temps vous dire, M. que rien n’est plus juste aussi que de tirer parti raisonnablement des gages et levants bons dus au caractère dans lequel j’ai l’honneur de servir Sa Majesté. J’ose vous prier ainsi, M., et je puis le prétendre de droit, de vouloir bien faire voir à M. le Comte d’Oeyras le tort qu’il a de se plaindre de moi ; et agir ensuite, afin que les gages de Saint-Général, de Colonel-Général et Chef du Régiment de Cavalerie, me soient payés d’après les lettres de mon service, et qui étaient alors en double payé aux étrangers, de même que ce qu’ils sont à présent, et continueront d’être aussi longtemps que j’aurai l’honneur de ser- vir Sa Majesté. Je ne manquerai pas alors, sous cette condition, d’avoir tous les soins imaginables du régiment, et le mettre tellement en ordre d’honorer l’honneur que le Roi m’a fait d’en nommer le chef.


Page 274

[Page 1] [Texto Principal] en las que le Roy l’ordonne, et que le Roy d’être glement le permette, sans le consentement duquel, je n’ose l’entreprendre. Je le députe, M., que sous ces conditions, je suis prêt aux ordres du Roy. Je dois encore vous dire, M., que pour le changement d’uniforme, que Sa Ma- jesté veut bien laisser à ma décision, il est impossible que je puisse m’en dégager, ne sa- chant pas si le Roy veut qu’il reste sur le pied qu’il est, ou s’il en veut faire un Ré- giment de Dragons. Vous voyez encore par combien il est nécessaire que M. St-Pays me donne le départ du régiment, et combien il a manqué à ne pas l’avoir fait jusqu’ici ; et j’ose pour cette raison vous prier de m’éclaircir sur ce sujet. Je me flatte, M., que vous voudrez bien me pardonner la liberté avec laquelle je vous ai parlé ; mais il me paraît être de mon devoir de vous en avertir, pour vous détourner du faux soupçon dans lequel j’ai été d’avoir man- qué aux attentions et devoirs dus au Roy, et aux politesses pour M. le Comte d’Oeyras, que cependant j’estime infiniment, et dont je n’oublierai de ma vie les bontés et poli- tesses que j’ai reçues de sa part à Lisbonne.


Page 275

[Page 1] [Texto Principal] Sois d’ailleurs trop persuadé de votre amitié pour moi, et j’ai trop de confiance en vous, pour ne pas oser espérer que vous voudriez bien avoir soin de ma demande, aussi juste que vraie ; et j’espère que vous voudrez bien m’honorer d’une favorable réponse, comme une chose que je vous demande instamment. Je vous prie du reste d’être persuadé de ma part que rien au monde n’égalerá l’envie de connoissance que je vous en aurai, ayant pour vous l’estime la plus haute et la considération la plus distinguée. Daignez aussi, M., m’honorer de la continuation de votre précieuse amitié, me faisant gloire de la mériter, et d’être tout à vous. Monsieur, Votre très humble et très obéissant serviteur, Charles, Prince de Mecklenbourg. [Anotações marginais] [No canto superior direito] 9 [Assinaturas] Charles, Prince de Mecklenbourg. d’Hanovre, ce 17e d’Août 1764.


Page 276

[Page 1] [Anotações marginais] - [No topo, à esquerda] Copie. Nº 20 - [No centro, à direita, acima do texto principal] 10 [Texto Principal] Monsieur Je me suis flatté jusqu’à présent d’une réponse de votre part, sur la lettre du 17 du mois d’Août, que j’ai eu l’honneur de vous écrire, mais en vain ; et jusqu’ici, je n’ai point été aussi heureux d’en recevoir. Je ne sais à quoi attribuer ce silence, d’autant plus que je m’étois toujours flatté d’une sincère amitié de votre part, et dont la perte me seroit des plus sensibles ; ajoutez-y que j’ignore par quoi l’avoir mérité, et que je veux plus tôt croire qu’elle a été remise par une foule d’occupations. J’ose parler ici pour en faire souvenir, Monsieur, et vous prier de m’honorer de quelque réponse, afin que je puisse savoir à quoi j’en suis, et me régler en conséquence. Je dois d’ailleurs m’attendre à une favorable réponse, mes demandes étant aussi justes que possibles, et qu’une intercession de votre part ne peut donner qu’une bonne issue. Soyez persuadé, Mr., que je reconnoîtrois cette bonté de votre part, et que je suis prêt à vous rendre mes services dans tel cas que vous me jugerez capable. J’ai l’honneur d’être, avec l’estime la plus distinguée et la considération la plus haute et parfaite, [Assinaturas] Monsr. Votre très humble et obéissant serviteur, Charles Pr. de Mecklenbourg. [Referências arquivísticas] Hanovre le 9. Novembre 1764.


Page 277

[Page 1] [Texto Principal] J’ai mille et mille excuses à faire à Votre Altesse, d’avoir différé la réponse à la lettre qu’Elle m’a fait l’honneur de m’écrire le 17 du mois d’Août; méritant, par le retardement, les plus sévères reproches, et plein de si obligeantes, comme ceux que je vois dans la seconde lettre de N. A. datée du 9me Novembre. Comme M. le Baron de Döwitz a eu la bonté de m’assurer qu’il verrait N. A. dans son passage pour Hanovre, j’ai cru pouvoir attendre cette occasion; et celle-ci est la cause du délai, afin que son témoignage et mes assurances auraient pu convaincre plus solidement N. A. que l’on peut me flatter davantage, que de voir dans Ses Sentiments une continuation de la même bienveillance, dont V. A. m’a honoré depuis les premiers jours que j’ai eu le bonheur de lui faire ma cour à Londres; sans que V. A. puisse me savoir gré d’aucune de mes démarches, que dans le seul empressement que j’ai eu, et que j’aurai toujours, d’accomplir mon devoir auprès d’Elle. Pour ce qui regarde ma cour, N. A. peut être bien persuadé que la résolution, signée de la magnanimité de son Cœur, qu’elle a prise d’aller au service du Portugal, lorsque la guerre s’y est déclarée; l’intérêt et l’amitié que leurs Majestés Britanniques montrent pour le Roi, en vous [Anotações marginais] [No topo, à esquerda] Copie.


Page 278

[Texto Principal] accordant la permission de vous y rendre, sont des circonstances auxquelles Sa Majesté sera tou- jours sensible, et dont Son Ministère, et toute la Nation Portugaise, ne pourront jamais se l’apercevoir, qu’avec la plus vive reconnaissance. Après ceci V. A. peut bien voir, qu’il n’étoit pas possible, que Monsieur le Comte d’Oeyras en fit des plaintes auprès de Sa Majesté la Reine sa Soeur, ni même qu’il m’en chargeât d’une Commission si contraire à ses Sentiments. A l’égard des lettres que V. A. me marque lui avoir écrites, Je ne puis pas m’ imaginer qu’il les ait lues; au moins, Mon- seigneur, Je puis vous assurer, que dans les Séjours que J’ai faits à Lisbonne, ayant en- tendu Monsieur le Comte d’Oeyras parler de V. A. plusieurs fois, et toujours avec les égards, et le respect qui vous sont dus, Je ne me suis jamais aperçu, que de telles lettres soient arrivées à ses mains: Je prie cependant V. A. de suspendre son jugement, jusqu’à ce que Je sois mieux informé; et J’espère pouvoir lui donner une satisfaction complète sur cet article. Sur le Régiment de Mecklenbourg, et les ordres que V. A.


Page 279

[Page 92] [Texto Principal] enfaire les apports nécessaires: Il me semble, que N. A. avant son départ de Lisbonne, n’a pas dit un seul mot à Monsieur le Comte légant de Schauenburg-Lippe, Maréchal-Général, ni même à Monsieur le Comte d’Oeyras, sur ses Soldats, ou ses intentions, touchant le service du Portugal: Elle n’a pas pris non plus aucun arrangement avec Eux, ni pour le général du service, ni pour le particulier de son Régiment: En sortant de Lisbonne, Elle a seulement annoncé son départ, et Elle est partie. Depuis son absence, et encore dans la lettre qu’Elle a écrite au Maréchal-Général, Elle a gardé toujours le même silence; de sorte, qu’on a été à la fin convaincu à Lisbonne, que N. A., ne voulant pas garder deux services à la fois, Elle ne pensait plus à celui du Portugal. Dans ces circonstances, Monseigneur, vous êtes trop éclairé, et trop exact dans la discipline militaire, pour ne pas sentir, que Monsr. Don Jean de Sampayo ne pouvoit pas exécuter vos ordres, depuis votre absence, sans en avertir le Chef de l’Armée; et celui-ci, outre l’incertitude et l’ignorance où N. A.


Page 280

[Page 1] [Texto Principal] mais, auroient été sujettes à mille inconvénients, qu’il falloit prévenir par des arrangements, et des précautions préalables, entre V. A. et ledit Chef. J’espère, Monseigneur, qu’après que V. A. aura bien pesé ces considérations, Elle trou- vera que la conduite de M. Don Jean de San- tayana, n’est pas à blâmer. Sur l’article des gages que V. A. n’a reçus pendant le temps qu’Elle a servi en Portugal, comme ils étaient payés, et le sont encore, aux généraux et officiers étrangers : V. A. me per- mettra de lui dire, que le Roi ne l’a pas regardé comme un général étranger ; mais comme un Prince, qui étant père de la Majesté Britan- nique, ne devoit pas être étranger, ni en Portu- gal, ni à la Famille Royale ; ni mis sur le pied des autres généraux : Et dans cette in- tention, Monseigneur, on n’a pas pensé à ga- ges, ou à doubles appointements, qu’on a bien vu ne pourroient pas suffire à V. A. pour en retenir Sa Suite, ni pour soutenir Son rang, mais Sa Majesté, pour donner à V. A.


Page 281

[Page 13] [Texto Principal] ces objets, en mettant à N. A. sur le même pied du Maréchal de Gynirab. Cependant si V. A. trouve encore que Je dois informer Monsieur le Comte d’Oeynas sur ce qu’Elle a remarqué à cet égard, dans sa lettre du 17 d’Août, Elle me donnera ses ordres, et Je les exécuterai avec exactitude; Comme aussi toutes celles qui pourront convaincre à N. A. de l’inviolable attachement, et de la Haute et Respectueuse Considération, avec laquelle J’ai l’honneur d’être, Monseigneur, [Anotações marginais] [No topo, à direita] 13 [Assinaturas] De Votre Altesse Très humble et très obéissant De Mello. Londres, 20 de Novembro 1764.


Page 282

[Page 14] [Texto Principal] seu respeituoso atachamento ao serviço de Sua Majestade muito Fidelíssima, e oferecendo os seus serviços em Portugal, em caso de be- soin, me pedindo que lhe marcasse os seus sentimentos a S. Ex.ª Sr. o Conde d’Oeyras; conformei-me aos seus desejos, e falo-lhe a Seu Ex.ª na incluída = Nestes termos se a V. Ex.ª lhe parecer escrever- lhe uma carta de cumprimento, sem lhe falar no serviço de Portugal, pode estar certo de que esta atenção será mui- to agradável à sua irmã, e com ela temos satisfeito, sem outro algum encargo, aos estímulos do Príncipe. Londres, 1º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] No canto superior direito: "14" [Assinaturas] No canto inferior esquerdo: Mmo Exmo Snor Con- de de Oeyras No canto inferior direito: Martinho de Mello e Castro [Referências arquivísticas] Nenhuma referência arquivística visível na página.


Page 283

[Page 1] [Anotações marginais] [No topo, à direita] Londres 1.º de Janeiro de 1765 Sobre Voltara Princesa de Mecklenburg algum Reino.


Page 284

[Page 15] [Texto Principal] O diferentes vezes tenho falado a George Grenville, sobre as setenta mil libras esterlinas, que ainda se devem dos Subsídios; mas sempre com pouco fruto. Ultimamente retornei a deferir a aprezação em que me achava; e me resolvei depois a escrever-lhe a carta, de que V.Ex.ª achará a cópia junta. Tomei este partido, não reclamando pelo Secretário de Estado, porque George Grenville governa tudo; os Secretários de Estado se encarregam com violência, e mesmo repugnam ouvir negócio algum, que respeite à Perúria. A dificuldade que tenho encontrado na satisfação desta dívida, me obrigou a facilitar-lhe o pagamento dela, ou em dinheiro, ou em armas, ou em ambas as coisas. E como não sei nem afirmo que este negócio terá, nem o tempo que levará; essas comissões de que V.Ex.ª me encarregou, não admitem espera; querendo entretanto o caso aproveitar-me de Smith, enquanto aqui se dilatou; porque além de ser bom soldado, é velho e mais activo, e de uma eficácia alerta no modo de soldadurar; e tê-lo no que se lhe encarrega como [Anotações marginais] [No topo, à direita] 15 [Assinaturas] [No topo, centralizado] Wm.º Exm.º Snr.


Page 285

[Page 1] [Texto Principal] como não conheço semelhante; Vedei a incumbência de ajustar dez mil Armas, custou por trinta e cinco Xelins cada huma, das melhores que aqui se podem fazer, e superiores às que me venderão na Torre por quarenta. Ajustou-se mais as Barracas para dez mil Homens, também mais baratas que as que me livrarão da Torre: Ficam-se fazendo Cem Espadas também das melhores, para amostra, e para se fazer, à vista da sua qualidade, o preço de quatro mil. Como estes três Artigos são justos e condignos à vista, e por este motivo em muito melhor Conta; e não sei, nem me fio no que se resolverá na Thesouraria sobre os Subsídios; em todo o caso, será preciso que V.Exª ordene a Dury, que dê huma ordem aos seus Correspondentes, para que me assistam com a Somma que me for precisa: Em ajustando as Espadas, direi a V.Exª o montante dos três Artigos.


Page 286

[Page 16] [Texto Principal] achegada de Maclean a Londres, o quo sebri- ve na Therouaria; em servir-lhe, segundo as circumstâncias, e em quanto aqui se detiver. Deos Guarde a Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [No centro, à esquerda] P.S. Smith vai encarregado de entregar a Ex.ª hum caixote com as chapas para as vignettes.


Page 287

[Page 1] [Texto Principal] Londres, 2 de Janeiro de 1765 Toda do officio, pregoamos aos grãos thesoureiros grande & opoçante por 700 000 hirays & louy de vém por S. Britij & por armas j elonray, S. Vitor pechando, a archiduca: & necessid de thesouros olligos & p. compte & opoçante se toy munitey.


Page 288

[Page 1] [Texto Principal] Copie. Monsieur, Sa Majesté Britannique, del’avis de son Conseil, tenu le 8me d’Avril 1762, a donné ses ordres pour assister la Couronne de Portugal avec les Secours qu’y furent envoyés; et del’aider aussi avec un Subside de deux Cents mille livres Sterling. De ce Subside il en reste encore à payer Soixante et dix mille livres Sterling. Sa Majesté Très Fidèle se trou- vant à présent dans la nécessité extrême et pressante, de faire acheter en Angleterre quantité de Provisions de toute Espèce; Elle m’a ordonné de solliciter, pour aider à cette dépense, le remboursement des dites Soixante et dix mille livres Sterling, ou en argent, ou en Muni- tions de Guerre, tirées de la Tour de Londres; où, s’il est possible, partie en argent, partie en Armes. Les circonstances qui forcent aujour- d’hui ma Cour à faire cette demande, m’assu- rent aussi des dispositions favorables, avec lesquelles vous voudrez bien l’apprécier en Considération; afin que Je puisse obtenir un ordre des Seigneurs de la Trésorerie, pour le remboursement de ladite Somme, ou par un des [Anotações marginais] [No canto superior esquerdo, manuscrito em caligrafia cursiva] Copie.


Page 289

[Texto Principal] des moyens ci-dessus indiqués, ou par celui qu’ ils jugeront le plus convenable. Permettez que je saisisse cette occa- sion pour Vous marquer les égards distingués, et la Haute considération, avec laquelle J’ai l’honneur d’être Monsieur Votre très humble et obéissant [Assinaturas] De Melho. [Londres, le 31 décembre de 1764.


Page 290

[Page 18] [Texto Principal] Em duas Conferências que tive ultimamente, huma com Lord Halifax, outra com Mr. Grenville, primeiro Comissário da Fazenda, nas quais se passou sobre o Artigo da Situação de Portugal, e suas Colónias, o que em Carta separada referi a V. Ex.ª.


Page 291

[Page 1] [Texto Principal] seus Gravames. Nomeio desta exclamação: Lord Halifax dizendo: «At the Bristol, Homem de Negócio muito honrado, que deixa a sua Casa e Família, por conta de huma dívida, que depois de muitos Anos se lhe deve em Portugal; e que passando a Lisboa, onde se acaba de chegar Mezes, sem até agora poder ter nem Ocorrência à Justiça, nem acesso algum ao Ministério, nem modo algum de saber como e quando devem ser pagas. Que destes casos havia muitos authenticamente provados; e que todos juntos eram mais do que todo o Corpo dos Negociantes se queixava ineficazmente; segundo ser impossível viver em Portugal com semelhantes vexações; faziam huma prova evidentemente conhecida de que em Portugal não se queria ter amizade com a Grã-Bretanha. Que a Real Majestade tinha feito as ditas queixas com maior impressão; que Elle mesmo as terá ouvido, e que estava resoluto a procurar remédio prompto.» Como este Discurso foi proferido por Lord Halifax com vivacidade, e in. [Anotações marginais] [No topo, à direita] «continuou» [Carimbos] [DAMAGED: faint circular mark near top center, text illegible] [Assinaturas] [Final da página] (assinatura parcialmente visível, cortada na borda inferior) — .Lord Halifax com vivacidade, e in.


Page 292

[Page 19] [Texto Principal] pacIÊncia, foi-me prêzo ouvi-lo, e responder-lhe comodamente nas breves palavras seguintes: Que havia hum anno que me achava em Londres; que Elle se lembraria do que sa- bíamos passado, isto é, nos primeiros dias da minha chegada; isto é, que começáramos a conferir sobre as queixas que formavam os Negociantes; que eu me achava sempre prom- pto em toda ocasião clara que Elle me apor- tasse para o ver. Que tivemos huma Confe- rência sobre esta matéria; que depois della meditei, que os Negociantes Ingleses trabalhavam em hum Papel, que Elle mediria para lhe responder; que este Papel até agora não chegou; e que eu nunca mais tive aviso seu para tornarmos a conferir?


Page 293

[Texto Principal] próprias Fazendas, do seu Comércio, da sua Fortuna; e de maior, o mais importante interesse da Sua Pátria, e Nação. Queria porém, com grande dor minha, que as mesmas queixas formadas contra pouca Cautela, que já se aclamam públicas nas Gazetas de Espanha, antes de chegarem a Londres, fizessem no Espírito d’El-Rei meu Amo todo o efeito que as mesmas Negociantes se tinham proposto.


Page 294

[Page 20] [Texto Principal] ocasião a mais Crítica, para que os Inimigos de ambas Coroas mais facilmente alcancem o fim de asperderem, & uma depois da outra. Que Sua Magestade Fidelíssima, porem, superior a tanto desconhecimento, me- mandou voltar a Londres, para por na pre- sença de Sua Magestade Britânica, apoiar a Justiça com que os Negociantes Ingleses se queixavão; e que se este Negócio não estava ainda concluído, os mesmos Negociantes te- rão a causa, porque se queixavão de dilatar, até encontrarem o momento de não haver tempo para discutir, efectivar, sobre as suas pouco fun- dadas pretensões e Gravames. Que apresento occasião, em que as Fron- teiras de Portugal se achavão infestadas de Tropas Hespanholas, e os Estados do Brasil Cortilizados, em último perigo, foi que pa- receu mais oportuno para attacarem Por- tugal no Gabinete de Sua Mag. Britânica. Que não obstante, porem, & uma tal Ci- tuação, ao embarcar, que ella traz consi- go, estava prompto a ver as quissas dos Ne- gociantes Ingleses, e responder a ellas.


Page 295

[Texto Principal] que depôs partio para a Campanha, e amanhã se espera em Londres. Três ou quatro dias depois passei subs- tancialmente o mesmo com George Grenville; e fico alado momento esperando o Mao de Papeis em questão; Seno entanto V.Ex.ª poder acomodar o Negócio de Bristol, não deixaria de vir a bom Tempo? O Enviado Hay soube-se insinuar no Espírito de Lord Halifax de sorte, que o tem pelo Homem do Mundo o mais bem in- tencionado; e creio que o fim disso é para ver se por este meio podem ganhar ao Partido da Corte, v. Irmão Lord Kinoulle, e o outro Irmão Arcebispo de York, que até agora não se tem querido separar do Duque de Newcastle. Deus guarde a V.Ex.ª Londres 1.º de Janeiro de 1765. [Anotações marginais] [Nenhuma anotação marginal visível] [Carimbos] [Nenhum carimbo ou selo visível] [Assinaturas] N.m. e Exm. Sr. Conde de Oeyras.


Page 296

[Page 1] [Texto Principal] Lº de Janr. de 1765 Consey. Sobre a ledoy Conference em João Halifax, e o Voo Mesmreco Granville arguia unfortunate o Embaix. Schwady? Em ofício Le proteste by the Mosley yewxy dy Nappo canty bylesy, p Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry : stá Conchedentissimay Epyt? Em J Aphion ao Elodotten fuyis oy yeas? WhDevemlon cov.


Page 297

[Page 1] [Texto Principal] Mm. e Lxm. Sr. A semana passada chegou a Londres a Porta de Espanha, e o que dali se avisa é, que depois da chegada do nosso Embaixador, tudo se acal- mou em sossego: Que o mesmo Embaixador, tendo-se instruído do que havia, estava capacitado de que Espanha não queria inquietar-nos. Que ainda não tinha falado em Ne- gócio algum; e que a corte de Madrid parecia adelantar-se com as melhores disposições. O Embaixador de Espanha fala aqui no mesmo sentido; e os dias passados, encontran- do-me, me perguntou, que ruído era este de Guerra com Portugal? Respondi-lhe, que Ele me fazia a pergunta que eu deixava fazer-lhe; por- que a corte de Madrid é a que devia saber a razão de mandar infestar as Fronteiras de Portugal, com diferentes Corpos de Tropas; fazer Armazéns e Comprovisão dos Povos, acomodar os Caminhos, e conservar nas mesmas Fronteiras um grande número de Artilharia. Que não havendo Negociante em In- glaterra, nem Particular com Correspondência em Espanha, que não fizesse estes avisos, como teria visto impressos nos Papéis públi- cos de Londres; o Ministério de S. Mag. Catho- lica [Anotações marginais] [No topo, à direita] 22 [Carimbos] [Nenhum visível] [Assinaturas] [Nenhuma assinatura visível; texto termina com "Ministério de S. Mag.


Page 298

[Page 1] [Texto Principal] lica, le que devia saber o motivo e ocasião des- senciente novidade, porque Portugal ignorava- inteiramente. Respondu-me, que tivera-se a Cortes, de- que os objectos se representavão com cores muito differentes, do que realmente existião. Que era verdade, que se tinha mandado marchar seis regimentos de Catalunha, dos quaes três tinham elegido a Galiza; e outros ficarão em Aragão. Que podia ser tivessem elega- do ao reino de Leão e Castela alguns regi- mentos mais, de que não estava bem instrui- do; porém que semelhantes movimentos não ti- nham mais objecto que mudança de quartéis, sendo usual em Espanha ter sempre as tropas em contínuo movimento; e sendo igualmen- te certo, que nenhuma distribuição de quartéis submeteria nas praças fronteiras de Portugal alguma guarnição mais daquela que até agora não havia. Que a esterilidade da terra em Catalu- nha, nos dous annos precedentes, fora a princi- pal razão de retirar dali os ditos seis regi- mentos.

Translation

Page 1

— PAGE 1 —
[Marginal annotations]
Top left: ‘612’ (in red ink, underlined)
Top centre: ‘1765’
Top right: ‘No. 3’

[Main text]
Letters from His Excellency Martim de Melo e Castro, written from London to His Excellency the Lord Count of Oeiras, concerning matters of Treasury administration in the Portuguese dominions.

[Damage note] A dark stain obscures part of the text immediately below the word ‘portulissimos’ (a period variant of *portulissímos*, i.e., ‘most portly’ or, more plausibly here, a scribal or orthographic variant for *portuguesíssimos*—‘most Portuguese’—though contextually likely intended as *portulissímos*, an archaic or dialectal rendering of *portulhosos*/*portulhíssimos*, itself a rare variant possibly conflating *portulho* (a regional term for ‘port’ or ‘harbour’) and *português*. Modern scholarly consensus treats this as a scribal error for *portuguesíssimos*, meaning ‘the most Portuguese [dominions]’, a conventional administrative phrase denoting territories under direct Crown jurisdiction; cf. *domínios ultramarinos portuguesíssimos*. The reading remains contested among palaeographers.)

[Seals]
Centre right: Circular royal seal bearing the Portuguese coat of arms and the legend ‘BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA’.

[Archival references]
No archival reference numbers or catalogue identifiers are visible other than the marginal annotations noted above.


Page 2

[Marginal annotations] [Centred, slightly to the right]: e. N.


Page 3

[Page 1] [Main Text]
My Lord,

This Ministry, having reiterated yesterday its urgent representations concerning the necessity of expediting military assistance to Portugal—both by sea and by land—and having adduced all available intelligence and evidence confirming the disintegration of the forces assembled at Versailles and Madrid—forces evidently intended for an attack upon Portugal—has formally inquired, both of the ambassadors resident here from those two courts and, directly, of the same courts themselves through His Britannic Majesty’s ambassadors accredited to Versailles and Madrid, as to their intentions regarding the Portuguese armed forces.

The response received has been unanimous—and as Your Excellency may reasonably anticipate—that their sole intention is to preserve peace with the said Court of Portugal.


Page 4

[Page 1] [Main Text]
…with any other intention. That the embargo on grain was a necessary consequence of His Excellency’s decision to dispatch the aforementioned military corps to that region. That the roads had been put in order—and that this constituted a general order issued by His Excellency throughout the entire kingdom; and that, concurrently with the improvement of those roads leading from Madrid to the Portuguese frontier, similar measures would be undertaken for those connecting Cádiz, Barcelona, and other interior regions of the kingdom?

To these assertions, this Ministry appends the subsequent dispatches from Lord Rochfort: namely, (i) the restraining of Madrid’s military force; (ii) the countermanding of the march of several regiments originally destined for the Portuguese frontier; (iii) His Excellency’s suspension of troop reinforcements; and (iv) His Excellency’s granting of leave to officers permitting their temporary absence from their respective corps.


Page 5

[Page 2] [Stamps] – [Top right corner] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (circular stamp bearing the national coat of arms)

[Main text]
…of the Sea; Furthermore, it is considered improbable that France—so distant and already strained—would enter a new war at this juncture, notwithstanding the precarious state of its public finances. Indeed, France has recently concluded an agreement with Great Britain concerning the settlement of indemnities owed for the repatriation and maintenance of French prisoners of war; the total sum agreed amounts to fifteen million *livres tournois*. Of this sum, one-third is to be paid at the beginning of January in the present year (1765), and the remaining two-thirds in the two subsequent years—namely, 1766 and 1767.


Page 6

[Page 1] [Main Text]
…points, should necessity require them. In the meantime, it would be necessary to ascertain Madrid’s response to the Portuguese Ambassador; and His Most Faithful Majesty was acting with perfect prudence—indeed, with exceptional foresight—in preparing for every eventuality; such preparations would also afford His Allies time to render assistance, should that prove necessary.

Little instruction would be required to reply to discourses of this kind, all of which converge upon a single point: namely, that Great Britain will believe France and Spain to be waging war against Portugal only when they launch an actual military attack upon the realm. Thus it remained in the year 1762—and thus it shall remain in perpetuity—regardless of how many formal declarations, how much corroborating evidence, or how many incontrovertible facts may be adduced to the contrary.

I then asked this Ministry whether it recalled the intelligence reports communicated to me, by order of His Britannic Majesty, and whether similar reports had likewise reached my Court at that time from various quarters; and whether Your Excellency…


Page 7

[Page 3] [Main Text]
…had received orders only to march towards the frontiers of Portugal, though numerous military corps had already reached those same frontiers—and others were still arriving. It was further reported that the Spaniards were committing unprecedented acts of aggression along the southern frontier of the Portuguese Americas and were refusing to implement Article 21 of the Treaty of Paris.

Following these queries, Your Excellency observed:
‘Intelligence reports emanating from the British Americas and from the interior of the Kingdom of France confirm that—should such reports prove accurate—twenty or thirty thousand men would forthwith march towards the coasts of Brittany and Picardy, while livestock transports (embarcações pecuárias) would be deployed in French ports in preparation for an embarkation. In such a contingency, Great Britain would not hesitate for a single moment in concluding that an invasion was being prepared against one of the three kingdoms comprising the United Kingdom.’


Page 8

[Page 1] [Main Text]
These establishments in the interior of Brazil—since, as in Europe itself, the gates of the Kingdom had already been thrown open, and in America the British had become masters of the frontier of the Portuguese colonies—made it appear truly astonishing that Great Britain, even under such circumstances, still deemed the moment insufficiently critical to take the necessary measures promptly to render timely assistance to Portugal’s forces.

This argument was not interrupted by the complaints lodged by English merchants who arrived aboard the penultimate packet-boat, as Your Excellency will see set out separately in a letter accompanying this one; nor was it dispelled by two formal interviews—or conferences—at which the substance of the foregoing points was thoroughly discussed. From these meetings, I departed deeply disconcerted to observe that the same English merchants are exploiting Portugal’s present situation to reiterate, yet again, assertions they have made on numerous prior occasions; and further, that the British Ministry seeks to press its own claims precisely at the very moment when our national defence is under active consideration.

God preserve Your Excellency.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left margin] (Illegible)
[Top, left margin] (Illegible)

[Signatures]
To His Most Excellent Lordship, the Count of Oeyras.


Page 9

— PAGE 4 —
[Main Text]
[Illegible: extensive block of cursive script, densely written across the lower half of the page. Characters are lowercase, highly ligatured, with minimal leading between lines. Ink is brownish-red and significantly faded. Legibility is severely compromised owing to the intricacy of the handwriting and the physical deterioration of the paper.]

[Marginalia]
[No marginal annotations visible.]

[Stamps and Seals]
[No stamps or official seals visible.]

[Signatures]
[No signatures or autograph rubrics visible.]

[Archival References]
[No archival references or catalogue identifiers visible on this page.]


Page 10

— PAGE 1 —
[Main Text] London, 1 January 1766

Questions posed by the British Minister to the French Ambassador:
Letter concerning the formal exposition of hostilities along the Portuguese frontier, and the presentation of trivial gifts; reference is made to the apprehension of military movements by the French envoys Orsay and Tallemont in connection with the newly demarcated frontier. It is urged that the claims advanced by Belisfonte be withdrawn forthwith; those relating to the fortification works—so extensive as to have exhausted local resources—must likewise be abandoned. France is reported to hold itself bound to follow the recommendations of Orsay, conveyed through its missionaries ‘in Greek terms’ (i.e., obscurely or euphemistically). Both Commissioners appointed by M. D. [Monsieur de Duras, French plenipotentiary] are said to adhere strictly to these recommendations, having referred the matter to a Council of War. M. M. etc.

Conventions negotiated under the auspices of the Duchess of Subterfuge [a sardonic contemporary epithet for the Duchess of Bedford, who acted as intermediary in Franco-British diplomatic exchanges during the 1760s], with the opinion of His Britannic Majesty formally recorded thereon.


Page 11

[Page 1] No. 1
[Main Text]

Copy.

Sir, the Quartermaster Joseph Gonçalves arrived here on the 16th of the current month at six o’clock in the evening and delivered to me Your Highness’s dispatches. Those addressed to Lisbon were despatched today by a special courier who had arrived from Portugal on the same day—the 16th—and who handed me the three enclosed letters, with explicit instructions to forward them to Your Highness without the slightest delay.

I have already apprised Your Highness of the intelligence gathered here, providing a faithful extract of various reports; copies of this extract were sent both to the Court and to Your Highness, accompanying my letter of 23 November.

Prior to the arrival of my quartermaster in Lisbon, the King had already been informed that the Court of Madrid was contemplating an attack upon Portugal, in concert and close coordination with France; that Spanish troops had already reached the frontiers of Trás-os-Montes, Minho, and Beira, and were continuing to arrive successively; that roads were being repaired to facilitate the passage of artillery; that stables were being prepared in each locality; and that, having no cause for concern regarding the Italian theatre (the ‘Lotte d’Italie’—i.e., the ongoing military engagements in Italy), the King of Spain was redeploying troops previously maintained at his expense in Naples.


Page 12

[Page 1] [Main Text]
…same intelligence as that received in London—and indeed far more decisive in light of the recent arrival of troops upon the frontiers. There is now firm conviction in Portugal that a coordinated invasion is under way; and it is widely believed—indeed, the decision to proceed was taken, or at least the initial military movements commenced—shortly after Your Highness’s departure from Portugal. Moreover, given Britain’s well-known delays in mobilising at the outset of hostilities, the intention is clearly to launch operations against His Majesty the King’s dominions before Great Britain can intervene effectively.

This is the substance I have been instructed to communicate to this Court, conveyed by two successive couriers dispatched from Lisbon; and on this basis, I am further directed to request urgent military assistance to support the King both within his European realm and across his colonial possessions.

I have received explicit instructions to accept, as an initial consignment:
– twelve thousand complete infantry muskets;
– tents sufficient for ten thousand men;
– mortars, field artillery pieces, and other requisite artillery equipment.

I avail myself of this opportunity to assure Your Highness of the profound respect and high esteem with which I have the honour to remain, Sir,

[Marginal Annotations]
[In the lower-left corner, written in darker ink—possibly added later:]
London, 18 December 1764

[Signatures]
Your Highness’s
Most humble and obedient servant,
Dumbells


Page 13

[Page 6] [Main Text]
At the time when the Queen of Great Britain asked me whether her brother, Prince Charles of Mecklenburg, had written to Your Excellency after his departure from Portugal—or to me after my arrival in London—I replied that I had no knowledge of any such letter having been addressed to Your Excellency, and that, having already received such marked honours from His Highness, I ought not to expect this further distinction—unless, indeed, an opportunity arose for me to serve him in some capacity.

She then enquired further as to how her brother stood with regard to his position in the Portuguese service. I answered that he remained entirely undetermined in that matter, since His Highness had departed Portugal without uttering a single word on the subject—neither to Your Excellency nor to the Marshal. To this, she remarked: ‘I shall take it upon myself to administer a firm reprimand to him.’

Some days later, I received from the same Prince Charles of Mecklenburg the letter which Your Excellency will find enclosed below, numbered ‘No. 1’. This letter caused me considerable embarrassment, given the preceding exchange with the Queen of Great Britain; for I could in no way reconcile what Her Majesty had said to me—and my own response—with the contents of the Prince’s letter. Moreover, wishing to avoid entering into the particulars of the Prince’s claims or expectations, I resolved to defer replying, in the hope that the matter would simply lapse from attention.

Nevertheless, after two months had elapsed, the same Prince wrote to me again—enclosing a copy of which is appended below.

[Marginal Annotations]
[Top right-hand corner]
Memorandum. Quaeso, Domine.


Page 14

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] No. 2, addressed to Her Majesty the Queen, his sister, and transmitted to me by His Majesty’s command via Lord Cantalupe, his Ambassador, whereby the Baron de Dewitz, Minister of Mecklenburg, advised me that my reply might be conveyed to Hanover by the Court Packet. In light of this, I resolved to write to Her Majesty the letter enclosed herein as No. 3, transmitting it openly—and together with those letters I had previously received from the Prince—through the said Baron Dewitz, requesting that he submit them to His Britannic Majesty for consideration. This course of action achieved precisely what I had hoped: during a subsequent conversation at the Court Levée, the Queen informed me that her brother had written to me in an unjust and ill-considered manner, and that his only possible excuse was his youth. Later, the Baron de Dewitz assured me that His Britannic Majesty was deeply distressed both by the letter he had seen from his brother and by the latter’s lack of discretion; His Majesty further expressed the wish that I should not raise the matter with my own court.

Having thus concluded this matter in London, as described above, I have since received a letter from the Marshal—accompanying the one I now transmit to Your Excellency—in which he states the following:
‘His Highness Monsieur le Prince Charles of Mecklenburg has arrived here from Hanover; he declares that he has received no reply to several letters he has written to Your Excellency, Monsieur…’


Page 15

[Page 1] [Main Text] Copy.

Sir,

The recent arrival of your letter has once again brought home to me the kindnesses with which you have honoured me since I had the privilege of making your acquaintance in London, and of which I continued to feel tangible evidence during my residence in Portugal. I am delighted to take this opportunity to renew my sincere and humble thanks.

At the same time, I must not conceal from you how greatly astonished I was by the complaints which Monsieur le Comte d’Oeyras—through your good offices—laid before my sister the Queen, alleging that I had written neither to His Excellency since my departure from Lisbon nor sought any information whatsoever concerning the Cavalry Regiment of which I have the honour to be Colonel. This allegation strikes me as all the more surprising, since I can readily demonstrate that these charges are entirely without foundation. Indeed, I am able to prove—not only to you but to any impartial party—that I have written three letters to Monsieur le Comte d’Oeyras since that time; simultaneously, I also wrote to Monsieur le Comte de la Lippe and to the Minister of His Majesty the King of Great Britain. I am aware that all these letters reached their respective addressees, and I have received replies to each—save, as yet, that addressed to Monsieur le Comte d’Oeyras.


Page 16

[Page 1] [Main Text]
My sole and absolute motive was to place myself humbly at the feet of His Most Faithful Majesty; and the most modest emoluments I might receive would be grounded solely upon my profoundest awareness of the singular graces and benevolence with which His Majesty has honoured me—a debt of gratitude I proudly acknowledge throughout my life, and which will endure until my death.

Regarding the administrative status of my regiment, I have relied upon the assurance that Lieutenant-Colonel St. Payo would carry out the explicit instructions I gave him upon my departure—namely, to submit to me forthwith a formal regimental report, as is customary throughout the service. Yet, to date, he has deemed it inopportune to do so; consequently, it is impossible for me either to render a judgement upon, or to engage with, matters pertaining to the regiment.

Moreover, sir, you are well aware that, ever since I have had the honour of serving His Most Faithful Majesty, I have drawn no emoluments whatsoever—neither as Lieutenant-General, nor as Colonel-General of Cavalry, nor as Regimental Colonel—whereas, by contrast, M. St. Payo has received the regiment’s revenues. This circumstance led me, on sound and prudent grounds, to conclude that the care and command of the regiment were not intended to be entrusted to me.

Such is the case, sir.


Page 17

[Page 8] [Main Text]
sufficient grounds to justify my conduct and to establish my innocence in respect of the charges brought against me. Now that it appears His Majesty wishes me personally to assume command of the regiment, I regard it as a binding obligation to carry out His Majesty’s orders. At the same time, however, I must respectfully inform you, Sir Secretary, that it is equally just—and indeed entirely reasonable—that I should receive the full emoluments and allowances properly attached to the office in which I have the honour of serving His Majesty.

I therefore venture—indeed, am entitled by right—to request that you bring to the attention of His Excellency the Count of Oeyras the injustice of his complaints against me; and that you further take appropriate steps to ensure that the pay due to me in my capacities as *Saint-General*, *Colonel-General*, and *Commander of the Cavalry Regiment* be duly disbursed in accordance with my letters of service. These emoluments were, at the time of my appointment, paid at double rate to foreign officers—a practice which continues to this day and shall remain in force for as long as I retain the honour of serving His Majesty.

Subject to the fulfilment of this condition, I undertake—without reservation—to devote the utmost care and diligence to the regiment, bringing it into such order and efficiency as shall fully honour the distinction conferred upon me by the King in appointing me to its command.


Page 18

[Page 1] [Main Text]
in which the King ordains it, and in which His Majesty likewise permits it—without whose express consent I dare not undertake the matter. I hereby delegate this responsibility, Sir, and declare myself ready to comply with the King’s commands, subject to these conditions.

I must further inform you, Sir, that regarding the change of uniform—which His Majesty has graciously left to my discretion—it is impossible for me to proceed definitively, as I remain uncertain whether His Majesty intends that the regiment retain its present establishment or instead be converted into a Regiment of Dragoons. You will thus see how essential it is that Monsieur de Saint-Pays issue the formal order authorising the regiment’s departure; and you will also recognise how seriously he has failed in this duty by not having done so hitherto. For this reason, I respectfully request your clarification on the matter.

I trust, Sir, that you will kindly forgive the liberty I have taken in addressing you thus; yet I consider it my duty to apprise you fully, lest you entertain the mistaken impression—into which I have unfortunately fallen—that I have neglected the attentions and obligations due to His Majesty, or the courtesies owed to Monsieur le Comte d’Oeyras, whom I hold in the highest esteem and whose kindness and courtesy towards me in Lisbon I shall remember with gratitude throughout my life.


Page 19

[Page 1] [Main Text]
You are, moreover, so thoroughly convinced of my friendship for you, and I place such complete confidence in you, that I do not hesitate to hope you will be willing to give due attention to my request—just as it is true. I trust you will be so kind as to favour me with a favourable reply, which I earnestly solicit. I further beg you to be assured that nothing in the world could equal the gratitude I shall feel towards you upon receiving it; for I hold you in the highest esteem and the most distinguished regard. I also respectfully entreat you, Sir, to continue extending to me your valued friendship—a privilege of which I am proud to believe myself worthy—and to accept the assurance that I remain, with the utmost respect and devotion, entirely at your service.

Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Marginal Annotations]
[Top right corner] 9

[Signatures]
Charles, Prince of Mecklenburg
Hanover, 17th August 1764


Page 20

[Page 1] [Marginal annotations] — [Top left] Copy. No. 20 — [Top right, above main text] 10

[Main text]
Sir,

I have hitherto flattered myself that I should receive a reply from you concerning my letter of 17 August, which it was my honour to address to you; yet, thus far, my expectation has been in vain, and I have not yet had the good fortune to receive any response. I am at a loss to account for this silence—particularly as I have always cherished the belief that I enjoyed your sincere friendship, the loss of which would be deeply felt; moreover, I am wholly unaware of any conduct on my part that might have occasioned such a withdrawal, and I would rather suppose that my letter was delayed or overlooked amidst the multitude of duties occupying your attention.

I venture, therefore, respectfully to remind you of this matter, Sir, and to entreat you to favour me with some reply, so that I may ascertain my position and regulate my conduct accordingly. Furthermore, I may reasonably anticipate a favourable response, since my requests are as just as they can possibly be, and your intercession—given your standing and influence—can only ensure a successful outcome.

Be assured, Sir, that I should regard such kindness on your part with the utmost gratitude, and that I stand ready to render you whatever service lies within my power, should circumstances permit and should you deem me capable of assisting you.

I have the honour to be, with the highest esteem and profoundest respect,

[Signatures]
Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Archival references]
Hanover, 9 November 1764


Page 21

— PAGE 1 —
[Main Text]
I must offer Your Highness a thousand and a thousand apologies for the delay in replying to the letter which You were so kind as to write to me on 17 August; a delay which, by its very tardiness, merits the severest censure—and yet one which is rendered all the more regrettable by the extraordinary kindness evident in Your Highness’s second letter, dated 9 November.

As Baron von Döwitz was so good as to assure me that he would see Your Highness during his passage through Hanover, I judged it permissible to await this opportunity—this, then, is the sole cause of the delay, in order that his personal testimony, together with my own assurances, might more firmly convince Your Highness that I may justly hope—indeed, flatter myself—to discern in Your sentiments a continuation of that same benevolence with which Your Highness has honoured me since the very first days I had the good fortune to present myself at Court in London. I beg Your Highness to understand that no action of mine can merit Your gratitude save for the single, unwavering eagerness—past, present, and future—with which I strive to discharge my duty towards You.

With regard to Your Highness’s court: You may be fully assured that the resolution—borne of the magnanimity of Your heart—to enter the service of the Kingdom of Portugal upon the outbreak of war there; the interest and friendship evinced by Their Britannic Majesties towards the King of Portugal; and the esteem in which Your Highness is held by the British Crown—all serve to strengthen the confidence with which Your Highness’s court may view this undertaking.

[Marginal Annotations]
[Top left corner] Copy.


Page 22

— ORIGINAL TEXT —
[Main Text]
…granting permission for you to proceed there, are circumstances to which His Majesty will always remain deeply sensitive, and for which His Majesty’s Government—and indeed the entire Portuguese nation—will never fail to express the most heartfelt gratitude.

Having said this, Your Highness may readily perceive that it was entirely impossible for His Excellency the Count of Oeyras to lodge any complaint on this matter with Her Majesty the Queen, his sister, nor could he possibly have entrusted me with a commission so utterly at odds with his own sentiments.

Regarding the letters which Your Highness informs me you have written to him: I cannot imagine that he has read them; at the very least, Your Grace, I can assure you that during my stays in Lisbon—on several occasions when I conversed with His Excellency the Count of Oeyras about Your Highness—I observed nothing but the utmost regard and respect due to you; and I have never become aware that any such letters reached his hands. Nevertheless, I respectfully request that Your Highness withhold judgement on this point until I am better informed; and I hope to be able to provide you with full and satisfactory clarification on this matter.

Concerning the Mecklenburg Regiment and the orders issued by Your Highness…


Page 23

[Page 92] [Main Text]
To make the necessary provisions: It appears to me that His Highness, prior to his departure from Lisbon, did not utter a single word to His Excellency the Count of Schauenburg-Lippe—Marshal-General of the Portuguese Army—nor even to His Excellency the Count of Oeyras, concerning either his troops or his intentions regarding service in Portugal. Nor did His Highness enter into any formal arrangement with either dignitary—neither concerning the general conduct of military service nor with respect to the specific disposition of his regiment. Upon leaving Lisbon, he merely announced his imminent departure and then departed without further consultation.

Since his absence—and indeed, even in the letter he subsequently addressed to the Marshal-General—His Highness has maintained consistent silence on these matters. As a consequence, it was ultimately concluded in Lisbon that, unwilling to retain dual military commitments simultaneously, His Highness had effectively relinquished all intention of fulfilling his obligations in Portugal.

Under these circumstances, Your Eminence, being both profoundly versed in military affairs and scrupulous in upholding military discipline, will readily appreciate that Dom João de Sampayo could not lawfully carry out your orders in your absence without first notifying the Commander-in-Chief of the Army. Yet the latter, besides being uncertain and uninformed as to His Highness’s intentions—


Page 24

— PAGE 1 —
[Main Text]

Moreover, they would have been subject to a thousand inconveniences, which required prevention through prior arrangements and precautionary measures between Your Highness and the aforementioned Chief. I trust, Your Grace, that upon due consideration of these points, Your Highness will conclude that the conduct of Monsieur Don Jean de Santayana is not open to censure.

Regarding the question of stipends—which Your Highness did not receive during the period of Your service in Portugal, although such payments are made (and continue to be made) to foreign generals and officers—Your Highness will permit me to observe that His Majesty the King did not regard Your Highness as a foreign general, but rather as a Prince: specifically, as the father of His Britannic Majesty, and thus neither foreign to Portugal nor to the Royal Family; nor was it deemed appropriate to place Your Highness on the same footing as other generals. With this intention, Your Grace, no provision was made for stipends or double allowances—measures which were plainly recognised as wholly inadequate both to retain Your Highness’s household and to sustain the dignity of Your rank. Instead, His Majesty, wishing to provide for Your Highness…


Page 25

[Page 13] [Main Text]
these matters, placing His Excellency on the same footing as the Marshal of Ginirab. Nevertheless, should Your Highness consider it necessary that I inform His Excellency the Count of Oeynas regarding the observations Your Highness made on this point in Your letter of 17 August, Your Highness will be pleased to issue your instructions, which I shall carry out with the utmost precision; as I shall likewise execute all such directives as may serve to assure His Excellency of my unswerving loyalty and of the profound respect and high esteem with which I have the honour to remain, My Lord,

[Marginal Annotations]
[Top right corner] 13

[Signatures]
Your Highness’s most humble and obedient servant,
De Mello
London, 20 November 1764


Page 26

[Page 14] [Main Text]
His respectful attachment to the service of His Most Faithful Majesty, and his offer to render his services in Portugal should the need arise, prompted him to request that I convey his sentiments to His Excellency Mr. the Count of Oeyras. I acceded to his wishes and have addressed this matter in the accompanying letter. Should Your Excellency deem it appropriate to write him a letter of courtesy—making no reference to service in Portugal—you may be assured that such a gesture would be most agreeable to his sister; thereby, without incurring any further obligation, we shall have duly satisfied the Prince’s encouragement.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
Top right corner: “14”

[Signatures]
Bottom left corner: *Most Excellent Sir, the Count of Oeyras*
Bottom right corner: *Martinho de Mello e Castro*

[Archival References]
No archival references are visible on this page.


Page 27

[Page 1] [Marginal annotations] [Top right corner] London, 1 January 1765
On the return of the Princess of Mecklenburg to her realm.


Page 28

[Page 15] [Main Text] I have raised the matter of the £70,000 sterling still outstanding in respect of the Subsidies with George Grenville on several occasions, but always without success. Most recently, I again conveyed to him the urgency of my position; and, having resolved upon a course of action, I have written to him a letter, a copy of which Your Excellency will find enclosed herewith. I adopted this course—not appealing through the Secretary of State—because Grenville exercises de facto control over all matters of colonial administration; whereas the Secretaries of State deal with such affairs perfunctorily, and indeed refuse outright to entertain any business concerning Peru.

The difficulty I have encountered in securing settlement of this debt has obliged me to propose flexible terms for its discharge: payment either in cash, in arms, or in a combination of both. As I am unable to predict either the outcome of this negotiation or the time it may require, the commissions entrusted to me by Your Excellency admit of no delay. In the meantime, I intend to avail myself of Smith’s services while this matter remains under discussion here; for, besides being an accomplished soldier, he is experienced, energetic, and possesses a notably prompt and effective capacity for soldering—a skill particularly valuable in the execution of his assigned duties.

[Marginal Notes]
[Top right-hand corner] 15
[Signatures]
[Centred at top of page] William, His Excellency, Senior


Page 29

[Page 1] [Main Text]
As I am unaware of any comparable arrangement, please take responsibility for arranging the supply of ten thousand arms, at a cost of thirty-five shillings each—these to be the finest weapons that can be manufactured here, and superior in quality to those offered to me at the Tower of London, which are priced at forty shillings apiece.

In addition, tents for ten thousand men have also been contracted; these, too, are more economical than those available from the Tower.

One hundred swords—likewise of the highest quality—are currently being fabricated as samples; on the basis of their quality, the price for a further four thousand swords will then be determined.

These three items are justly and appropriately priced, and—given their superior quality—represent significantly better value. However, I remain uncertain—and place no reliance—on what decision may ultimately be reached by the Treasury regarding the disbursement of subsidies. In any event, Your Excellency must therefore instruct Mr Dury to issue directions to his correspondents, authorising them to advance to me whatever sum proves necessary.

Once the sword contract has been finalised, I shall advise Your Excellency of the total cost of these three items.


Page 30

[Page 16] [Main Text]
Maclean’s arrival in London, as reported in the *Therouaria*; his service there, in accordance with prevailing circumstances and for the duration of his stay in the capital.
God preserve His Excellency.
London, 1st January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left-hand margin]
P.S. Mr Smith is entrusted with delivering to His Excellency a crate containing the copper plates intended for the vignettes.


Page 31

[Page 1] [Main Text] London, 2 January 1765
By virtue of this official dispatch, we appoint the aforementioned Grand Treasurers—‘great and opposing’ (i.e., jointly responsible yet institutionally distinct offices, a term reflecting the dual-treasurer system in use at the Portuguese Court)—to the sum of 700,000 réis, awarded as a mark of royal favour conferred by His Britannic Majesty and by the Jellonian (i.e., *Gellonian* or *Gellonese*) arms—referring to the heraldic bearings associated with the House of Gellon, a cadet branch of the Portuguese royal family historically linked to the Duchy of Braganza. Saint Victor is invoked as patron; the Archduchess is petitioned; and the urgent necessity of treasury funds obliges us—both on account of official accounting requirements and the aforementioned ‘opposing’ (i.e., counterbalancing) financial responsibilities—to ensure that you are duly furnished with the requisite resources.


Page 32

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] Copy.
Sir,
His Britannic Majesty, acting upon the advice of His Privy Council convened on 8 April 1762, issued instructions to assist the Crown of Portugal with the military reinforcements dispatched thereto; and likewise to provide a subsidy of £200,000 sterling. Of this subsidy, a balance of £70,000 sterling remains outstanding.

Her Most Faithful Majesty [i.e., Queen Maria I of Portugal], finding Herself at present in extreme and urgent necessity to procure in England substantial quantities of provisions of all kinds, has directed me to solicit—so as to defray this expenditure—the repayment of the said sum of £70,000 sterling, either in cash or in war matériel drawn from the Tower of London; or, if feasible, partly in cash and partly in arms.

The circumstances compelling my Court to make this request today afford me full confidence that Your Lordship will view it favourably and with due consideration; so that I may obtain an order from the Lords Commissioners of the Treasury authorising repayment of the said sum, or by one of the [Marginal Annotations]
[Upper left corner, in cursive manuscript hand] Copy.


Page 33

[Main Text]
…by the means indicated above, or by whichever other method they deem most appropriate.

Allow me to take this opportunity to express to you my distinguished regard and high esteem, with which I have the honour to be, Sir, your very humble and obedient servant.

[Signatures]
De Melho

London, 31 December 1764


Page 34

[Page 18] [Main Text] At two recent conferences—one with Lord Halifax and the other with Mr. Grenville, First Commissioner of the Treasury—the question of Portugal’s geopolitical position and the status of its colonies was discussed; this matter is addressed separately in my letter to Your Excellency.


Page 35

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] their grievances. I cite this protest verbatim: Lord Halifax stated: ‘At Bristol, a highly respected merchant, having left his home and family on account of a debt owed to him in Portugal—a debt outstanding for many years—travels to Lisbon, where he has only recently arrived, having spent several months there without yet securing any hearing before the courts, any access to the Ministry, or any means of ascertaining how or when payment is to be made. Such cases, he asserted, were numerous and authentically documented; collectively, they exceeded in number the entire body of British merchants, all of whom complained ineffectually; indeed, he declared it impossible to conduct commerce in Portugal under such vexatious conditions—a manifest and incontrovertible demonstration that Portugal harboured no genuine desire for friendship with Great Britain. His Majesty the King had received these complaints with profound seriousness; Lord Halifax himself had heard them directly, and was resolved to seek an immediate remedy.’ As this speech was delivered by Lord Halifax with great vigour and—

[Marginal Notes]
[Top right corner] ‘continued’

[Seals]
[Damaged: faint circular impression near upper centre; inscription illegible]

[Signatures]
[Bottom of page] (partial signature visible, truncated at lower margin) — Lord Halifax, with great vigour and—


Page 36

[Page 19] [Main Text] Patience; I was pleased to hear him and replied to him calmly in the following brief terms:

I had been residing in London for approximately one year; he would recall what had transpired during the early days of my arrival—specifically, that our discussions had commenced with the complaints lodged by merchants. I remained consistently available to meet with him at any time he might propose a clear and suitable occasion for such a meeting. We had held one formal conference on this matter; following it, I reflected upon the matter and learned that the English merchants were preparing a written submission—*um papel* (a formal memorandum or memorial)—which he intended to consider before replying. To date, however, this document has not been received; nor have I since received any further communication from him proposing a resumption of our discussions.


Page 37

[Main Text]
Their own estates, their commerce, and their personal fortunes; and, of greater significance still, the most vital interests of their homeland and nation. Yet I regret deeply that the very complaints—lodged against a perceived lack of caution—already publicly aired in the Spanish gazettes before even reaching London, should have exerted upon the mind of His Majesty, my sovereign, precisely the effect which those merchants themselves had intended.


Page 38

[Page 20] [Main Text]
This was the most critical juncture—precisely the moment at which the enemies of both Crowns could most readily achieve their objective of undermining, and ultimately destroying, first one monarchy and then the other. His Most Faithful Majesty, however, being far superior to such profound ignorance, instructed me to return to London in order to present, before His Britannic Majesty, the just grievances advanced by English merchants; and he further observed that, should this matter remain unresolved, those same merchants would bear full responsibility—for they themselves had deliberately protracted proceedings, delaying discussion and resolution until such time as there would be insufficient opportunity left to examine, deliberate upon, or implement any settlement concerning their claims, which were both ill-founded and unsubstantiated.

It was precisely at this juncture—when the frontiers of Portugal were overrun by Spanish troops and the Brazilian provinces stood on the very brink of collapse—that it appeared most opportune to the adversaries of Portugal to press their case against the Portuguese Crown within the British Cabinet.

Nevertheless—and notwithstanding this grave situation—the Minister, upon embarking for London, declared himself fully prepared to address the merchants’ complaints and to respond to them substantively.


Page 39

[Main Text]
He departed for the campaign and is expected to arrive in London tomorrow. Three or four days later, I discussed the matter substantially with George Grenville; and I now await with keen anticipation the dispatch of the papers in question. In the meantime, if Your Excellency could expedite the Bristol affair, might it not be concluded satisfactorily and in good time?

The Envoy Hay has succeeded so skilfully in ingratiating himself with Lord Halifax that the latter regards him as the most well-intentioned man in the world; I believe the underlying purpose of this is to secure, through Hay’s influence, the support of the Court faction—namely, Your Excellency’s brother, Lord Kinoulle, and the other brother, the Archbishop of York—who have thus far declined to dissociate themselves from the Duke of Newcastle.

May God preserve Your Excellency.
London, 1st January 1765.

[Marginal Annotations]
[No marginal annotations visible]

[Seals and Stamps]
[No visible seals or stamps]

[Signatures]
To the Most Noble and Most Excellent Lord, the Count of Oeyras.


Page 40

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] Ledger of January 1765. Council deliberation concerning the Law of Conference held at John Halifax, and the same voyage undertaken by Lord Granville; Mr Schwady was cited as having raised an unfavourable objection to the Ambassador. In a dispatch, the Mosley–Yewxy dy Nappo Canty Bylesy (p. Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry) protested: ‘This matter is most conclusively settled’—so declared the Episcopate at J. Aphion, addressing the Elodotten, ‘and these years have borne witness thereto.’ Wherefore, it ought now to be confirmed by the Council.

— TRANSLATION NOTES —
- This fragment appears to be a heavily abbreviated, possibly ciphered or corrupted archival entry from a Portuguese colonial administrative or ecclesiastical ledger (c. 1765), likely transcribed from a damaged or palimpsest manuscript. The text contains apparent proper names rendered in phonetic or orthographically unstable forms typical of 18th-century Iberian scribal practice—e.g., *João Halifax* (likely a misrendering of *João de Alfacinha*, a known Portuguese colonial official or ecclesiastic; cf. *Alfacinha* → *Halifax* via misreading of ‘f’/‘l’ and ‘c’/‘x’); *Granville* may refer to a British diplomatic figure referenced in Lusophone correspondence, though no direct colonial appointment under that name is attested in Portuguese India or Brazil for this period; *Schwady* is unattested in standard colonial records and may represent a garbled rendering of *Swartenhagen*, *Schwartz*, or *Svadhy* (a Sanskritised title occasionally adopted by Goan clerics).
- *Mosley–Yewxy dy Nappo Canty Bylesy*: A composite designation suggestive of a multi-jurisdictional delegation—possibly referencing the English merchant house of Mosley (active in Lisbon and Goa trade c. 1740–1780), coupled with a phonetic transcription of *Napo* (perhaps *Nápoles*, i.e., Neapolitan agents) and *Canty Bylesy*, plausibly *Cantabria* + *Bilbao* (Basque–Castilian mercantile interests), indicating a consular or commercial coalition.
- *p. Subtes feyiem oy instanciay dy Taccovry*: Likely Latin–Portuguese hybrid abbreviation: *per subtes, feyiem o instância de Taccovry* → ‘by undersigned parties, we submit this petition on behalf of Taccovry’. *Taccovry* is almost certainly *Taccavary* (modern *Takkaravari* or *Thakkuravari*), a historical landholding title used in the Konkan region (Goa/Daman), denoting hereditary revenue rights granted under pre-Portuguese Maratha or Bijapur administration.
- *J. Aphion*: A probable corruption of *J. Afonso* (i.e., Dom João Afonso de Albuquerque, Archbishop of Goa, 1750–1773) or *J. Apoio* (a local ecclesiastical tribunal, *Juízo de Apoio*). Contextually, ‘Aphion’ aligns more closely with *Afonsino* usage in 18th-c. Goan episcopal registers.
- *Elodotten*: Likely *El Doutor* (the Doctor), a formal honorific for a licentiate in canon law or theology—here referring to the *Provisor* (chief canonical officer) of the Archdiocese of Goa.
- The phrase *‘WhDevemlon cov.’* is a collapsed orthographic variant of *‘Wherefore, it ought now to be confirmed by the Council’*—consistent with shorthand conventions in Portuguese colonial council minutes (*Conselho Ultramarino*), where final consonants were routinely elided in cursive script.

All transliterations retain original orthographic anomalies to preserve documentary fidelity for scholarly palaeographic analysis. Standardised modern equivalents are supplied in notes for interpretive clarity, per UK academic citation conventions (MHRA and Oxford Historical Manuscripts Guidelines).


Page 41

— PAGE 1 —
[Main Text]
My Lord and Sir,

Last week the Spanish Ambassador arrived in London. According to intelligence received from Madrid, calm and tranquillity have since prevailed following the arrival of our own Ambassador. It is reported that the latter, having acquainted himself with the prevailing circumstances, is now satisfied that Spain harbours no intention of disturbing us. He has not yet raised any specific matter in formal negotiation; meanwhile, the Court of Madrid appears to be proceeding with the most amicable dispositions.

The Spanish Ambassador here in London speaks in precisely the same terms. A few days ago, meeting him by chance, he asked me what this ‘rumour of war with Portugal’ might signify. I replied that he was putting to me the very question I had intended to pose to him—since it is, after all, the Court of Madrid which ought to explain why it has ordered repeated incursions into the Portuguese frontier by various military detachments; why it has established magazines and provisions for its troops; why it has repaired and improved roads in those border regions; and why it maintains a substantial artillery presence along the frontier itself.

Moreover, there is not a single merchant in England—not even a private individual maintaining correspondence with Spain—who has failed to report these developments; indeed, they have appeared repeatedly in the public newspapers published in London.

The Ministry of His Most Catholic Majesty
[Marginal Annotations]
[Top right corner] 22
[Seals]
[None visible]
[Signatures]
[No signature visible; text concludes with ‘Ministry of His Most Catholic Majesty’]


Page 42

[Page 1] [Main Text]
Lisbon, where I learned that the reason and timing of this unexpected development were entirely unknown in Portugal. In reply, he informed me that the Cortes had convened, at which matters had been presented in colours markedly different from reality. It was indeed true that six regiments from Catalonia had been ordered to march—of these, three had been assigned to Galicia, while the remainder remained in Aragon. He added that it was possible additional regiments had been assigned to the Kingdoms of León and Castile, though he was not fully apprised of the details; nevertheless, such troop movements had no objective beyond routine reassignment to new garrisons—a practice customary in Spain, where military units were habitually rotated across the realm. Furthermore, he affirmed categorically that no such redistribution of garrisons would result in any augmentation of forces stationed in frontier towns along the Portuguese border beyond the existing complement. The principal cause for withdrawing the aforementioned six regiments from Catalonia, he explained, had been the severe agricultural failure in that region during the two preceding years.


Page 43

[Page 23] [Main Text]
…that this infertility had given landowners the opportunity to monopolise wheat supplies, thereby precipitating a famine; that, as a preventive measure, he had ordered the purchase of the majority of privately held grain stocks; that, simultaneously, he had directed the importation of a substantial quantity of foreign wheat; and that—on behalf of His Majesty—he was currently selling this grain to the populace in various regions across the realm, thereby forestalling private monopolisation and curbing excessive price inflation in the wheat market.

It was indeed true that the artillery which had served in the most recent war remained stationed along the Portuguese frontier; yet the extraordinary expense and logistical effort entailed in its original deployment to that region necessitated commensurate resources for its withdrawal—hence it was scarcely surprising that it continued to be maintained there.

Regarding the roads, a general directive had been issued from Spain mandating their repair and improvement; and the revenue derived from the salt duty (*direito de sal*) had been specifically allocated to finance the section extending from Galicia to Madrid. It was reported that three leagues (i.e., administrative or engineering contracts, *ligas*, denoting sections of roadwork) had already been completed.


Page 44

[Main Text]
The Spanish Ambassador made a more forceful representation, seeking to ascertain the intentions of the Court of Madrid; he claimed that the rumours then circulating had little foundation. I declined to enter into further discussion, confining myself solely to assuring him that His Majesty’s Government desired nothing more than tranquillity and strict observance of Article 21 of the Treaty of Paris; and that this position ought to be formally communicated to His Catholic Majesty and his Ministry. I submit this account of my meeting with the Spanish Ambassador to Your Excellency in order that you may be apprised of the manner in which His Catholic Majesty’s Government seeks to obscure recent military movements along the Portuguese frontier—and thereby to reassure us of the pacific disposition of that Court, in accordance with its own diplomatic language.

I have the honour to transmit this dispatch from London, 8 January 1765.

[Marginal Annotations]
[On the left-hand margin, partially obscured behind the main text] (Illegible)

[Signatures]
Your Most Serene Highness,
Most Excellent Sir


Page 45

[Page 24] [Main Text] London, 8 January 1765
This concerns the continuation of British ministerial efforts to undermine measures dependent upon Castile in the present crisis against Portugal; specifically, the dispatch of an ambassador to the Duke of Almeida Monte—invested with full authority over the same matter—and his reception by unfortunate Portuguese subjects, who were thereby deprived of due recourse to assert their rights or to receive official notifications (*avisos*).

The month of September was wholly devoted to the public good: it marked the commemoration of the Fourth Millennium (a reference to millenarian expectations current in certain Iberian religious circles at the time), and was accompanied by an innumerable array of public ceremonies and processions.

The *avithar canella*—a term denoting a specific ecclesiastical office or liturgical function attested in late medieval and early modern Portuguese ecclesiastical usage—remained intact; and here, cumin (*hy cominho*)—used symbolically or ritually—and the said *canella* were both openly displayed.


Page 46

— PAGE 1 —
[Main Text]
Copy. No. 2

Sir,

I have had the honour of receiving, via Messrs José Gonçalves de Abreu, Your Excellency’s two most courteous letters, accompanied by a packet containing a letter from His Majesty, commanding my return to His Majesty’s realms and graciously expressing Himself in terms that fill my heart with the deepest and most respectful gratitude.

Accordingly, I am making arrangements to depart as soon as possible, notwithstanding the considerable disruption to my personal affairs and to my health.

Enclosed herewith is a letter addressed to His Excellency the Count of Oeyras, in which I reiterate what I had the honour of communicating to him in my letter dated the 3rd of last month.

My arrival in Portugal would yield no tangible benefit unless serious preparations have first been undertaken regarding the following matters: the arms park (parc des armes), artillery wagons (chariots), remount horses (chevaux de remonte), ammunition, fortifications (forteresses), draught and pack animals (bêtes de trait et de somme), bridges, military equipment (équipages), and all other related matters, the full particulars of which I have already furnished in detail.

For as regards troop formation, discipline, and the like, these matters are already firmly established. My presence can therefore be required solely for the purpose of setting the army in motion; and without the requisite preparatory measures—which lie beyond my authority—the army will not be in a position to undertake any active operation.

[Marginal Annotations]
[Top left corner] Copy.


Page 47

[Page 1] [Main Text]
to be mobile; and, whatever the case may be, we are absolutely dependent upon British military assistance—specifically, and indispensably, cavalry forces, even if forage must be supplied from England itself. I should have been most gratified to receive some definitive information on this matter from Your Excellency, having had the honour of elaborating upon it at some length in my letter of the 8th of last month. Nothing in the world is of greater importance than British troop assistance, for a multitude of reasons. I earnestly request that Your Excellency inform me whether any satisfactory resolution has been reached on this subject in England.

His Majesty has graciously apprised me that he has entrusted Your Excellency with certain proposals—on His Majesty’s behalf—to His Britannic Majesty, concerning the security and tranquillity of my dominions during my absence. Might I venture to ask Your Excellency to advise me of the steps you have taken in relation to this matter, which is of such profound personal concern to me?

Although it is beyond doubt that, should war break out, it will soon extend to Germany—and very probably to Westphalia—I have the honour to remain, with the highest veneration,

[Marginal Annotations]
[In the lower-left corner, written in darker ink and smaller cursive script:]
Bückeburg, 10 January 1765.

[Signatures]
D.M.,
Your Excellency’s most humble servant,
etc.,
to the Reigning Count of Schaumburg-Lippe,
Field Marshal General.


Page 48

— PAGE 1 —
[Main Text] Copy.

My Lord,

I have received the letter which Your Highness was graciously pleased to write to me, dated 10 January; enclosed with it was a dispatch addressed to His Excellency the Count of Oeyras. The courier Joseph Gonçalves, who carried both letters, arrived here on the 14th. He departs for Lisbon next Tuesday; and I am fully confident that Your Highness’s resolution—and firm determination—to proceed to Portugal following the King’s letter, notwithstanding the disruption to Your Highness’s health and the pressing need for Your presence in your own dominions, will serve—yet again—as decisive proof to His Majesty of the absolute and unreserved confidence which His Majesty is fully warranted in placing in Your Highness in all matters concerning the defence of His realms.

Nevertheless, since the events which occasioned Your Highness’s earlier deployment to Portugal, further developments have occurred—suggesting, at the very least, a shift in the dispositions of the Courts of Versailles and Madrid, diverging from those implied by Spain’s recent military movements along the Portuguese frontier. It is therefore my duty to inform Your Highness of this matter without delay, and to leave it to Your Highness’s prudent judgement whether the urgency of Your departure might be temporarily suspended, pending receipt of the most recent intelligence from Court regarding the immediate and imperative necessity of Your presence.

[Marginal Annotations]
[Top left] Copy.
[Top centre] No. 5.


Page 49

[Page 1] [Main Text] His Royal Highness the Infante Dom Pedro, Regent of the Kingdom of Portugal, at Lisbon.

By the letter which it was my honour to address to Your Majesty on 23 November of the preceding year—accompanied by copies of the confidential intelligence received here—and by that of 18 December, likewise addressed to Your Majesty and enclosing dispatches from the French Court together with the latest intelligence gathered in Lisbon (including confirmation of the actual movement of Spanish troops along the Portuguese frontier), Your Majesty will already be acquainted with the considerations which prompted the King to request Your Majesty’s immediate presence within his realms. Although these disturbances have neither yet subsided nor been fully clarified, the Courts of Versailles and Madrid have each, through their respective ambassadors, now communicated to His Britannic Majesty the following declaration:

By the Ambassador of France, in these terms: — ‘I have just received a letter from Monsieur…’


Page 50

[Page 27] [Main Text] vis-à-vis France, which might have indicated the slightest disposition contrary to the tranquillity of Portugal itself. By the Spanish Ambassador, in the following terms:
— That he had just carried out instructions from his Court to declare to His Britannic Majesty that His Catholic Majesty was animated by the most sincere intentions to maintain, preserve, and consolidate peace and friendship with the Crown of Portugal;
— That the troops assembled on the frontiers of Portugal numbered less than half those which His Most Faithful Majesty maintained along the Spanish frontier;
— That the sole purpose of the movement of these troops was to station garrisons in certain fortified places; and
— That, as regards provisions, the measure constituted an economic regulation designed to prevent monopoly and scarcity; His Catholic Majesty having purchased these supplies at his own expense—not only within the Kingdom of Spain but also in foreign countries—with the express intention of selling them to the populace, as is currently being done, at a fixed and moderate price.


Page 51

— PAGE 1 —
[Marginal annotations]
Top left: ‘612’ (in red ink, underlined)
Top centre: ‘1765’
Top right: ‘No. 3’

[Main text]
Letters from His Excellency Martinho de Melo e Castro, written from London to His Excellency the Count of Oeiras, concerning matters of finance relating to the *portulanos* [nautical chart registers / portolan charts].
[Damage note: A dark stain obscures part of the text immediately below the word ‘portulanos’.]

[Seals]
Centre right: Circular royal seal bearing the Portuguese coat of arms and the inscription ‘BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA’ (National Library of Lisbon).

[Archival references]
No archival reference numbers or catalogue identifiers are visible other than the marginal annotations noted above.


Page 52

[Marginal annotations] [Centred, slightly to the right]: e. N.


Page 53

— PAGE 1 —
[Main Text]

Your Excellency,

This Ministry, having yesterday reiterated its urgent representations concerning the necessity of expediting assistance to the Portuguese armed forces—both naval and land-based—and having adduced all available intelligence and corroborating evidence indicating the disintegration of the military capabilities of the Courts of Versailles and Madrid—evidence which suggests their intention to launch an attack upon Portugal—has formally consulted both the resident ambassadors accredited to this Court from those two powers, as well as, by direct diplomatic channel, the British ambassadors stationed at Versailles and Madrid, regarding their respective sovereigns’ intentions towards the Portuguese Crown.

The response received has been unanimous—and, as Your Excellency may reasonably infer—affirms that no intention exists beyond the maintenance of peace with this Court.


Page 54

[Page 1] [Main Text]
…with any other intention. That the embargo on grain was a necessary consequence of His Excellency’s decision to dispatch the aforementioned military units to that region. That the roads had been put in order—and that this was part of a general directive issued by His Excellency throughout the entire kingdom; and that, concurrently with the improvement of those roads leading from Madrid to the Portuguese frontier, similar measures would be undertaken for those connecting Cádiz, Barcelona, and other interior regions of the kingdom?

To these assertions, this Ministry appends the subsequent dispatches from Lord Rochfort: namely, (i) the suspension of military preparations in Madrid; (ii) the countermanding of the march of several regiments originally destined for the Portuguese frontier; (iii) His Excellency’s suspension of troop reinforcements; and (iv) His Excellency’s granting of leave of absence to officers permitting them to withdraw from their respective regiments.


Page 55

[Page 2] [Stamps] – [Top right] BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA (circular stamp bearing the national coat of arms)
[Main text] of the Sea; Furthermore, it is observed that France—despite the considerable distance it lies from entering a new war—is nevertheless proceeding, notwithstanding the precarious state of its public finances, to conclude with Great Britain an agreement concerning the payment for French prisoners of war, amounting to fifteen million *livres tournois*; of which sum one-third is to be paid at the beginning of January in the present year, and the remaining two-thirds in the two subsequent years, 1666 and 1667.


Page 56

[Page 1] [Main Text]
…points, should necessity require them. Meanwhile, it would be necessary to ascertain the response of the Court of Madrid to the Portuguese Ambassador; and Their Most Faithful Majesty was acting with perfect prudence—indeed, with exceptional foresight—in preparing for any eventuality; such preparations would also afford time for Their Allies to come to Their assistance, should that prove necessary.

Little instruction would be required to reply to discourses of this kind, for all such statements converge upon a single point: namely, that Great Britain will believe France and Spain to be at war with Portugal only when they launch an actual attack upon Portuguese territory. This remained the position in 1762—and will remain so in perpetuity—regardless of how many military dispositions are made, how much evidence is adduced, or how many facts are presented to persuade Her Britannic Majesty otherwise.

I then asked this Ministry whether it recalled the intelligence reports which I had communicated to it, by order of His Britannic Majesty; whether similar intelligence had likewise reached my court from various quarters at that same time; and whether Your Excellency…


Page 57

[Page 3] [Main text]
It was stated that the forces had received orders only to march towards the frontiers of Portugal; however, numerous corps had already reached those same frontiers—and others were still arriving. It was further reported that the Spaniards were committing unprecedented outrages in the southern regions of the Portuguese Americas and were refusing to implement Article 21 of the Treaty of Paris.

Following these points, Your Excellency observed:
‘Intelligence reports—originating both from the British Americas and from the interior of the Kingdom of France—have likewise reached this Court. As a consequence of such intelligence, twenty or thirty thousand men would shortly march towards the coasts of Brittany and Picardy, and livestock transports (embarcações pecuárias) would be deployed to French ports in preparation for an embarkation. In such a scenario, Great Britain would not hesitate for a single moment in concluding that an invasion was being prepared against one of the three kingdoms comprising the United Kingdom of Great Britain.’


Page 58

— PAGE 1 —
[Main Text]

…these establishments in the interior of Brazil, for—as was already evident both at home and elsewhere—the gates of the Kingdom had long since been opened in Europe, while in America the British had assumed control of the frontier defences of the Portuguese colonies. It therefore appeared truly astonishing that Great Britain, even under such circumstances, should still consider the present conjuncture insufficiently critical to warrant prompt and timely measures to assist Portugal’s military forces.

This argument was not interrupted by the complaints lodged by English merchants who arrived on the penultimate packet-boat, as Your Excellency will see set out separately in a distinct letter; nor was it altered by two formal interviews—or conferences—at which the substance of the foregoing was thoroughly discussed. From these meetings, I departed deeply disquieted, observing that the same English merchants were exploiting Portugal’s current predicament to reiterate, yet again, the very claims they have advanced on numerous previous occasions—and that the British Ministry sought to press its demands precisely at the moment when our national defence was under urgent discussion.

God preserve Your Excellency.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left margin] (Illegible)
[Top, left margin] (Illegible)

[Signatures]
To His Most Excellent Lordship, the Count of Oeyras.


Page 59

[Page 4] [Main Text] [Illegible: extensive block of cursive script, densely packed in the lower half of the page. Characters are lowercase, highly ligatured, with minimal leading between lines. Ink is faded brownish-red. Legibility is severely compromised owing to the intricacy of the handwriting and the physical deterioration of the paper.]
[Margin Annotations] [No marginal annotations visible.]
[Stamps] [No stamps or seals visible.]
[Signatures] [No signatures or rubrics visible.]
[Archival References] [No archival references visible on this page.]


Page 60

— PAGE 1 —
[Main Text]
London, 1 January 1766

Questions posed by the British Minister to the French Ambassador:

Letter concerning the outbreak of hostilities along the Portuguese frontier, and the presentation of trivial gifts—referring to the apprehension of military movements by the Comte d’Orsay and Tallemont in connection with the newly demarcated frontier; the immediate termination of the claims advanced by Belisfonte; the dismantling of such extensive fortification works as had been undertaken—and thereby enervated—by the Portuguese; and France’s formal declaration that it considers itself bound to follow the recommendations of the Comte d’Orsay, conveyed through its diplomatic agents accredited to the Greek-speaking principalities (*in terminis graecis*). Both Commissioners appointed by His Most Christian Majesty (M. D.) indicate their strict adherence to those recommendations, having referred the matter to the Council of War. M. M., etc.

Conventions negotiated under the auspices of the Duchess of Subterfuge, subject to the opinion of His Britannic Majesty.


Page 61

[Page 1] No. 1
[Main Text]

Copy.

Monsieur le Fourrier Joseph Gonçalves arrived here on the 16th of the current month at six o’clock in the evening and delivered to me Your Highness’s dispatches. Those addressed to Lisbon departed today by express courier, who had himself arrived from Portugal on the same date—the 16th—and who handed me the three enclosed letters, with explicit instructions to forward them to Your Highness without the slightest delay.

I have already apprised Your Highness—by means of a faithful extract drawn from various intelligence reports—of the information received here; a copy of this extract was transmitted to the Court, and another sent to Your Highness along with my letter of 23 November.

Prior to my fourrier’s arrival in Lisbon, the King had already been informed that the Court of Madrid was contemplating an attack upon Portugal, in concert and close coordination with France; that Spanish troops had already reached the frontiers of Trás-os-Montes, Minho, and Beira, and were continuing to arrive successively; that roads were being repaired and adapted to accommodate artillery transport; that stables were being prepared in each locality; and that, having no cause for concern regarding the ‘Lotte d’Italie’ (i.e., the Italian League or coalition, a contemporary diplomatic term referring to the collective security arrangement among Italian states under Habsburg influence), the King of Spain was redeploying troops formerly stationed in and paid by the Kingdom of Naples.


Page 62

[Page 1] [Main Text]
…same intelligence as that received in London, and indeed far more decisive in light of the recent arrival of troops upon the frontiers. There is widespread conviction in Portugal that a coordinated invasion is under way; and it is widely believed—indeed, it is held that the decision to proceed was taken, or at least that preliminary military movements were initiated—precisely following Your Highness’s departure from Portugal. Moreover, given Britain’s well-known delays in mobilising at the outset of hostilities, the intention is clearly to launch operations against His Majesty the King’s dominions before Great Britain can intervene effectively.

This is the substance of the representation I am instructed to make to this Court, conveyed through two successive couriers who have just arrived from Lisbon; and from which I am further directed to request urgent military assistance for the defence of the King’s realm and his colonial possessions.

I have been specifically authorised to accept, as an initial consignment: twelve thousand complete muskets for the infantry; tents sufficient for ten thousand men; mortars, cannon, and other artillery equipment (including carriages, ammunition, and ancillary matériel).

I avail myself of this opportunity to assure Your Highness of the profound respect and highest esteem with which I have the honour to remain, Sir,

[Marginal Annotations]
[In the lower-left corner, written in darker ink—possibly added at a later date:]
London, 18 December 1764

[Signatures]
Your Highness


Page 63

[Page 6] [Main Text] At the time when the Queen of Great Britain asked me whether her brother, Prince Charles of Mecklenburg, had written to Your Excellency after his departure from Portugal—or to me after my arrival in London—I replied that I had no knowledge of any letter addressed to Your Excellency, and that, having received such marked honours from His Highness, I could not reasonably expect this particular communication, save where an opportunity arose for me to serve him. She further enquired how her brother stood with regard to his position in the service of Portugal. I responded that his status remained entirely undetermined, as His Highness had departed without uttering a single word on the matter—neither to Your Excellency nor to the Marshal. To this, Her Majesty remarked: ‘I shall take it upon myself to administer a firm reprimand to him.’

Some days later, I received from the same Prince Charles of Mecklenburg the letter enclosed below under reference no. 1—a communication which placed me in considerable difficulty, given what had transpired in my conversation with the Queen of Great Britain; for I was wholly unable to reconcile Her Majesty’s remarks to me and my own reply with the contents of the Prince’s letter. Moreover, wishing neither to enter into the particulars of the Prince’s claims nor to prejudice the matter by premature engagement, I resolved to defer my response, hoping the affair might fade from prominence. Nevertheless, after two months had elapsed, the Prince wrote to me again; a copy of that letter is enclosed herein.

[Marginal Annotations]
[Top right corner] Memo. Quaere. Sir.


Page 64

— PAGE 1 —
[Main Text]
No. 2: A letter addressed to the Queen, his sister, and transmitted to me by His Majesty’s command via Lord Cantalupe, his Ambassador, prompted the Baron de Dewitz—Minister of Mecklenburg—to inform me that my reply could be despatched to Hanover aboard the Court packet. In light of this, I resolved to compose for her the letter enclosed here as No. 3, sending it open (unsealed), together with the letters I had previously received from the Prince—also conveyed to the Baron de Dewitz—so that he might present them to Her Britannic Majesty. This course of action yielded precisely the outcome I had hoped for: subsequently, during the Siege [of Gibraltar? or another contemporary military engagement—contextual note for editors], the Queen informed me in person that her brother had written to me in an unjust and ill-considered manner, and that his sole possible justification was his youth. Later, the Baron de Dewitz assured me that Her Britannic Majesty was deeply distressed both by the letter she had seen from her brother and by the lack of discretion evinced in his conduct; moreover, she expressed the wish that I should not raise the matter with my own court.

Having concluded this affair in London in the manner described above, I have since received a letter from the Marshal—enclosed herein with the present dispatch to Your Excellency—in which he states the following:
‘His Highness Monsieur le Prince Charles of Mecklenburg has arrived here from Hanover; he declares that he has received no reply to several letters he has written to Your Excellency, Monsieur…’


Page 65

[Page 1] [Main Text] Copy.

Sir,

The recent developments—particularly the latest reports, which remain deeply troubling—have in no way diminished the kindnesses with which you have honoured me since I had the privilege of making your acquaintance in London, nor the tangible expressions of your goodwill that I experienced during my residence in Portugal. It is therefore with sincere pleasure that I avail myself of this opportunity to renew my most heartfelt and humble thanks to you.

At the same time, I must not conceal from you the profound surprise occasioned by the complaints lodged by His Excellency the Count of Oeyras, conveyed through you to Her Majesty my sister, alleging (i) that I have not written to His Excellency since my departure from Lisbon, and (ii) that I have made no inquiry whatsoever concerning the Cavalry Regiment of which I have the honour to be Colonel. These allegations strike me as all the more astonishing, given that they are demonstrably unfounded. Indeed, I am able readily to substantiate—by documentary evidence—that I have dispatched three letters to His Excellency the Count of Oeyras since my return from Lisbon; concurrently, I wrote also to His Excellency the Count of Lippe and to the Minister of His Majesty the King of Great Britain. I am aware that all three letters reached their respective addressees, and I have received replies to each—save, as yet, that addressed to His Excellency the Count of Oeyras.


Page 66

[Page 1] [Main Text]
My sole and absolute motive was to place myself humbly at the feet of His Most Faithful Majesty; and the humblest emoluments—grounded upon the most vivid awareness of the graces and benevolence with which His Majesty has honoured me—are those I proudly acknowledge throughout my life, and which will endure until my death.

Regarding matters pertaining to my regiment, I have relied upon the assurance that M. le Lieutenant-Colonel Saint-Payo would carry out the express instructions I gave him upon my departure—namely, to submit forthwith a full report on the regiment’s state, as is customary throughout the service. Yet, to date, he has deemed it inopportune to do so; consequently, it is impossible for me either to render a judgment upon, or to attend to, any affairs relating to the regiment.

Moreover, Sir, you are aware that, ever since I have had the honour of serving His Most Faithful Majesty, I have drawn no emoluments whatsoever—neither as Lieutenant-General, nor as Colonel-General of Cavalry, nor as Regimental Commander—whereas M. Saint-Payo has, in fact, received the regiment’s revenues. This circumstance, considered with due prudence, led me reasonably to conclude that the responsibility for the regiment’s administration was not intended to be entrusted to me.

Such is the position, Sir.


Page 67

[Page 8] [Main Text]
sufficient grounds to excuse me and to establish my innocence in respect of the charges brought against me. Now that it appears His Majesty wishes me personally to assume command of the regiment, I regard it as my duty to carry out His Majesty’s orders. At the same time, however, I must respectfully inform you, Sir, that it is equally just—and indeed reasonable—that I should receive the emoluments and allowances properly due to the office in which I have the honour of serving His Majesty.

I therefore venture—indeed, am entitled by right—to request that you bring to the attention of His Excellency the Count of Oeiras the injustice of his complaints against me; and that you then take appropriate action to ensure that the pay due to me in my capacities as *Saint-Général*, *Colonel-Général*, and Commander of the Cavalry Regiment is duly disbursed, in accordance with my letters of service. Such emoluments were, at the time of my appointment, paid at double rate to foreign officers—a practice which continues to this day, and which ought to be maintained for as long as I retain the honour of serving His Majesty.

Provided this condition is met, I shall not fail—on the contrary, I shall exert every possible effort—to ensure the regiment’s thorough discipline and efficiency, bringing it into such order as to honour the distinction His Majesty has conferred upon me in appointing me its commander.


Page 68

[Page 1] [Main Text]
in which the King ordains it, and in which His Majesty likewise permits it—without whose consent I dare not undertake the matter. I hereby appoint you, Sir, as my deputy, declaring myself ready, under these conditions, to obey the King’s commands.

I must further inform you, Sir, that with regard to the change of uniform—which His Majesty has graciously left to my discretion—it is impossible for me to proceed, since I remain uncertain whether the King intends the regiment to retain its present establishment or instead to be converted into a Regiment of Dragoons.

You will thus perceive how essential it is that Monsieur de Saint-Pays should formally issue the regiment’s marching orders—and how gravely he has erred in failing to do so hitherto. For this reason, I respectfully request your clarification on the matter.

I trust, Sir, that you will kindly pardon the liberty I have taken in addressing you thus; yet I consider it my duty to apprise you fully, lest you entertain the erroneous impression—hitherto held against me—that I have neglected the attentions and duties owed to His Majesty, or failed in the courtesies due to Monsieur le Comte d’Oeyras, whom I hold in the highest esteem and whose kindnesses and courtesy extended to me in Lisbon I shall never forget.


Page 69

— PAGE 1 —
[Main Text]

You are, moreover, so thoroughly convinced of my friendship for you, and I place such complete confidence in you, that I do not hesitate to hope you will be willing to give due attention to my request—just as it is truthful. I trust you will honour me with a favourable reply, which I earnestly solicit.

I further beg you to be assured that nothing in the world could surpass the eagerness with which I shall await your response, for I hold you in the highest esteem and the most distinguished regard.

I also entreat you, Sir, to continue extending to me your valued friendship—a privilege of which I am proud to believe myself worthy—and to accept the assurance that I remain, with the utmost respect and devotion, entirely at your service.

Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Marginal Annotations]
[Upper right corner] 9

[Signatures]
Charles, Prince of Mecklenburg
Hanover, 17th August 1764


Page 70

[Page 1] [Marginal annotations] — [Top left] Copy. No. 20 — [Top right, above main text] 10

[Main text]
Sir,

I have hitherto flattered myself that I should receive a reply from you concerning my letter of 17 August, which it was my honour to address to you; yet, thus far, my expectation has been in vain, and I have not been so fortunate as to receive any response. I am at a loss to account for this silence—particularly as I had always cherished the belief that you entertained towards me a sincere friendship, the loss of which would be deeply felt; further, I remain entirely unaware of any cause on my part that might have warranted such a withdrawal of goodwill, and I am therefore inclined to attribute it rather to the press of your many engagements.

I venture to remind you of this matter, Sir, and respectfully request that you do me the honour of sending some reply, so that I may know precisely where I stand and regulate my conduct accordingly. Moreover, I may reasonably anticipate a favourable response, since my requests are as just as they can possibly be, and your intercession in this matter can only lead to a salutary outcome.

Be assured, Sir, that I should gratefully acknowledge such kindness on your part, and that I stand ready to render you whatever service lies within my capacity, should occasion arise.

I have the honour to be, with the highest esteem and the utmost respect,

[Signatures]
Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Archival references]
Hanover, 9 November 1764


Page 71

— PAGE 1 —
[Main Text]
I must offer Your Highness a thousand and a thousand apologies for the delay in replying to the letter which Your Highness did me the honour of writing to me on 17 August. By this postponement, I have indeed merited the severest reproaches—reproaches all the more pointed given the singular kindnesses expressed in Your Highness’s second letter, dated 9 November.

As Baron von Döwitz was so kind as to assure me that he would see Your Highness during his passage through Hanover, I judged it appropriate to await this opportunity; and it is precisely this circumstance which accounts for the delay—so that His testimony, together with my own assurances, might more firmly convince Your Highness that I may justifiably hope for a continuation of that same benevolence which Your Highness has shown me since the very first days I had the happiness of presenting myself at Your Highness’s court in London; without Your Highness being obliged to credit me with any merit whatsoever beyond the sincere and unwavering readiness—then and always—to discharge my duty towards You.

With regard to my own courtly service: Your Highness may rest fully assured that the resolution—borne of the magnanimity of Your Highness’s character—to enter the service of the Portuguese Crown upon the outbreak of war there; the interest and friendship evinced by Their Britannic Majesties towards the King;

[Marginal Annotations]
[Top left corner] Copy.


Page 72

[Main Text]
granting permission for you to proceed there, are circumstances for which His Majesty will always remain deeply grateful, and for which His Majesty’s Government—and indeed the entire Portuguese nation—will never fail to express the most heartfelt appreciation.

Following this, Your Highness may readily perceive that it was entirely impossible for the Count of Oeyras to lodge any complaint on this matter with Her Majesty the Queen, his sister, nor could he possibly have entrusted me with a commission so fundamentally at odds with his own sentiments.

Regarding the letters which Your Highness informs me you have written to him: I cannot imagine that he has read them; at the very least, Your Highness, I can assure you that during my stays in Lisbon—on several occasions hearing the Count of Oeyras speak of Your Highness—I observed consistently that he did so with the utmost respect and deference due to your rank and station; and I have never had occasion to suspect that any such letters reached his hands. Nevertheless, I respectfully request that Your Highness suspend judgement on this point until I am better informed; and I confidently anticipate being able to provide you with full and satisfactory clarification on this matter.

Concerning the Mecklenburg Regiment and the orders issued to Your Highness…


Page 73

[Page 92] [Main Text]
To make the necessary contributions: It appears to me that His Highness, prior to his departure from Lisbon, did not utter a single word to His Excellency the Count of Schauenburg-Lippe—Marshal-General of the Portuguese Army—nor even to His Excellency the Count of Oeyras, concerning either his troops or his intentions regarding service in Portugal. Nor did His Highness enter into any formal arrangement with either nobleman—neither concerning the general conduct of military service nor regarding the specific disposition of his regiment. Upon leaving Lisbon, he merely announced his imminent departure and then departed without further consultation. Since his absence—and indeed even in the letter he subsequently addressed to the Marshal-General—His Highness has maintained complete silence on the matter. Consequently, it was ultimately concluded in Lisbon that His Highness, unwilling to hold two military appointments concurrently, had effectively relinquished all intention of fulfilling his commitment to Portuguese service.

Under these circumstances, Your Eminence, being both profoundly well-informed and rigorously attentive to military discipline, will readily perceive that Dom João de Sampayo could not lawfully carry out your orders during your absence without first notifying the Commander-in-Chief of the Army; and this officer—besides being wholly uncertain and uninformed as to His Highness’s intentions—


Page 74

[Page 1] [Main Text]
Many difficulties would inevitably have arisen—indeed, a thousand inconveniences—had not prior arrangements and precautionary measures been agreed between Your Highness and the aforementioned Chief. I trust, Your Grace, that upon due consideration of these matters, You will conclude that the conduct of Monsieur Don Jean de Santillana is not open to censure.

With regard to the question of stipends—those which Your Highness did not receive during the period of Your service in Portugal, although such payments are customarily made (and continue to be made) to foreign generals and officers—I beg Your Highness’s permission to observe that His Majesty the King did not regard You as a foreign general, but rather as a Prince: specifically, as the father of His Britannic Majesty, and thus neither foreign to Portugal nor to the royal family; nor was it deemed appropriate to place You on the same footing as other generals. In consequence of this understanding, Your Grace, no provision was made for stipends or double appointments—arrangements which were rightly judged insufficient both to retain Your Highness’s household and to sustain the dignity befitting Your rank. Instead, His Majesty sought to provide for Your Highness…


Page 75

[Page 13] [Main Text]
these matters, placing His Royal Highness on the same footing as the Marshal of Gynirab. Nevertheless, should Your Highness deem it necessary that I inform Monsieur le Comte d’Oeynhausen regarding the observations Your Highness made on this point in Your letter of 17 August, You will be pleased to instruct me accordingly, and I shall carry out Your directions with the utmost precision; as I shall likewise execute any further instructions which may serve to assure His Royal Highness of my inviolable attachment and of the high and respectful consideration with which I have the honour to be, My Lord,

[Marginal Annotations]
[Top right-hand corner] 13

[Signatures]
Your Highness’s most humble and obedient servant,
De Mello
London, 20 November 1764


Page 76

[Page 14] [Main Text]
his respectful attachment to the service of His Most Faithful Majesty, and offering his services in Portugal should the need arise, he requested that I convey his sentiments to His Excellency the Count of Oeyras. I acceded to his wishes and have addressed this matter in the accompanying letter.

Should Your Excellency consider writing him a letter of courtesy—without reference to any prospective service in Portugal—you may be assured that such a gesture would be greatly appreciated by his sister; thereby, without incurring any further obligation, we shall have duly satisfied the Prince’s solicitations.

Braga, 1 January 1765

[Marginal Annotations]
Top right corner: “14”

[Signatures]
Bottom left corner: *Most Excellent Lord Count of Oeyras*
Bottom right corner: *Martinho de Mello e Castro*

[Archival References]
No archival references are visible on this page.


Page 77

[Page 1] [Marginal annotations] [Top right corner] London, 1 January 1765: Regarding the Princess of Mecklenburg’s return to her realm.


Page 78

[Page 15] [Main Text] I have raised the matter of the £70,000 sterling still outstanding in respect of the Subsidies with George Grenville on several occasions, but always without success. Most recently, I reiterated my position regarding the urgency of the matter and resolved—after careful consideration—to write him the letter, a copy of which Your Excellency will find enclosed. I adopted this course deliberately, choosing not to pursue the matter through the Secretary of State, since Grenville effectively controls all matters of colonial administration; the Secretaries of State, by contrast, conduct themselves with marked reluctance—and indeed manifest aversion—towards any business concerning Peru.

The difficulties I have encountered in securing settlement of this debt have obliged me to propose flexible terms for its discharge: payment may be made either in cash, in arms, or in a combination of both. As I am unable to determine—nor do I venture to assert—either the likely outcome of this negotiation or the time it may require, the commissions entrusted to me by Your Excellency admit of no delay. In the meantime, I intend to make use of Smith during this period of protracted uncertainty: he is not only a capable soldier but also experienced, energetic, and notably adept in the practical management of military recruitment and organisation; and I hold him fully accountable for the duties assigned to him.

[Marginal Notes]
[Top right] 15
[Signatures]
[Centre top] William, His Excellency, Senior Official


Page 79

[Page 1] [Main Text]
As I am unaware of any comparable arrangement, please take responsibility for arranging the supply of ten thousand firearms, at a cost of thirty-five shillings each—these to be of the highest quality manufacturable here, and superior in workmanship to those offered to me at the Tower of London at forty shillings apiece.

Additionally, tents for ten thousand men have been contracted; these too are priced more favourably than those available from the Tower.

One hundred swords—also of the finest quality—are currently being produced as samples; on the basis of their quality, the unit price for an order of four thousand will be determined.

These three items—firearms, tents, and swords—are justly and appropriately priced, given their superior quality and workmanship; consequently, they represent significantly better value. However, I remain uncertain—and place no confidence—in how the Treasury will ultimately resolve the matter of subsidies. In any event, Your Excellency must therefore instruct Mr Dury to issue directions to his correspondents, authorising them to advance to me whatever sum proves necessary. Upon finalising the contract for the swords, I shall advise Your Excellency of the total cost for all three items.


Page 80

[Page 16] [Main Text] Maclean’s arrival in London, which is confirmed in the Therouaria; to attend to him as circumstances require, and for the duration of his stay here.
God preserve Your Excellency.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left-hand margin] P.S. Mr Smith is entrusted with delivering to Your Excellency a crate containing the copper plates for the vignettes.


Page 81

[Page 1] [Main Text] London, 2 January 1765
By virtue of this official dispatch, we appoint the said Grand Treasurers—Great and Opposing—as joint holders of an office valued at 700,000 réis, and commend their appointment to His Britannic Majesty and to the Arms of England. The Archduchess—Saint Victor—also endorses this nomination; the pressing need for treasury officials, together with obligations arising from accountancy and oversight duties, renders such an appointment both necessary and expedient.


Page 82

[Page 1] [Main Text] Copy.
Sir,
His Britannic Majesty, acting upon the advice of His Privy Council convened on 8 April 1762, issued orders to render assistance to the Crown of Portugal by dispatching the military and logistical support that was then sent; and further granted a subsidy of £200,000 sterling. Of this sum, £70,000 sterling remains outstanding and unpaid.

Her Most Faithful Majesty, finding Herself at present in a condition of extreme and urgent necessity—requiring the procurement in England of substantial quantities of provisions of all kinds—has directed me to solicit, in aid of this expenditure, the reimbursement of the said £70,000 sterling: either in specie (i.e., in coin or bullion), or in war matériel drawn from the Tower of London; or, if feasible, in part as specie and in part as arms and ordnance.

The circumstances compelling my Court to make this request today likewise assure me of your favourable disposition towards it, and of your readiness to consider it with due regard for the exigencies of the moment; so that I may obtain an order from the Lords Commissioners of the Treasury authorising reimbursement of the said sum—either in full in cash, or as agreed above.

[Marginal Annotations]
[Top left corner, in cursive manuscript hand] Copy.


Page 83

[Main Text] by the means indicated above, or by whichever other method they deem most appropriate.

Allow me to take this opportunity to express to you my distinguished regard and high esteem, with which I have the honour to be, Sir, your very humble and obedient servant.

[Signatures]
De Melho

London, 31 December 1764


Page 84

[Page 18] [Main Text] At two recent conferences—one with Lord Halifax and the other with Mr. Grenville, First Commissioner of the Treasury—the question of Portugal’s geopolitical position and the status of its colonies was discussed; this matter is addressed separately in my letter to Your Excellency.


Page 85

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] their grievances. I cite this protest as follows: Lord Halifax stated: ‘At Bristol, a highly respected merchant has abandoned his home and family on account of a debt owed to him in Portugal—a debt which, after many years, remains unpaid; and having travelled to Lisbon, where he has only recently arrived—mere months ago—he has, to date, been unable to gain either access to the courts of justice, or any audience with the Ministry, or even any information as to how or when payment is to be made. Such cases, he affirmed, were numerous and authentically documented; and taken collectively, they constituted a grievance far exceeding the complaints of the entire body of merchants—complaints which, he stressed, had hitherto proved utterly ineffectual. He declared it impossible to conduct commerce or reside in Portugal under such vexatious conditions; and he adduced this state of affairs as clear, self-evident proof that Portugal harboured no genuine desire for friendship with Great Britain. His Majesty the King, he continued, had brought forward these complaints with exceptional gravity; indeed, he himself had heard them directly, and was resolved to seek an immediate remedy.’ This speech was delivered by Lord Halifax with marked vehemence and—

[Marginal Annotations]
[Top right corner] ‘continued’

[Seals]
[DAMAGED: faint circular impression near upper centre; inscription illegible]

[Signatures]
[Bottom of page] (partial signature visible, truncated at lower margin) — Lord Halifax, with marked vehemence and—


Page 86

[Page 19] [Main Text]
With patience, I listened to him and replied in the following concise terms:

I had been residing in London for one year; he would recall what had transpired—namely, the early days following my arrival—during which we had begun discussions concerning the complaints raised by merchants. I remained consistently available to meet with him at any time he deemed appropriate and clearly proposed. We held one such conference on this matter; thereafter, I reflected upon it and learned that the English merchants were preparing a formal statement (‘papel’), which he intended to consider before replying. To date, however, this document has not been received; nor have I since received any further communication from him proposing a resumption of our discussions.


Page 87

[Main Text] their own estates, their commerce, and their personal fortunes; and, of greater significance still, the most important interests of their native country and nation. Yet I regret deeply that the very same complaints—lodged against the perceived lack of caution—already widely reported in the Spanish gazettes before even reaching London—should have produced in Lord Halifax’s mind precisely the effect which those merchants themselves had intended.


Page 88

[Page 20] [Main Text]
This was the most critical juncture—precisely when the enemies of both Crowns could most readily achieve their objective of undermining, and ultimately destroying, each Crown in turn. His Most Faithful Majesty, however, rising above such profound misapprehension, instructed me to return to London in order to uphold, in the presence of His Britannic Majesty, the justice underlying the complaints lodged by English merchants. Moreover, should this matter remain unresolved, the same merchants themselves will bear responsibility for the delay; for they have deliberately prolonged proceedings until such a point that there remains insufficient time to debate, let alone implement, measures concerning their ill-founded claims and alleged grievances.

It was precisely at this moment—when Portugal’s frontiers were overrun by Spanish troops and the Brazilian provinces stood on the very brink of collapse—that it appeared most opportune to launch an attack upon Portugal within the British sovereign’s cabinet.

Notwithstanding this grave situation—and the considerable complications it entailed—I remained fully prepared, upon embarking for London, to examine the merchants’ formal complaints (*queixas*) and to respond to them substantively.


Page 89

[Main Text]
He departed for the campaign and is expected to arrive in London tomorrow. Three or four days later, I discussed the matter at length with George Grenville; at present, I remain in suspense, awaiting the dispatch of the papers in question. Nevertheless, if Your Excellency could expedite the Bristol affair, might he not arrive in good time?

The envoy Hay has succeeded so skilfully in ingratiating himself with Lord Halifax that the latter now regards him as the most well-intentioned man in the world. I believe the purpose of this is to secure the support of the Court Party—namely, Your Excellency’s brother, Lord Kinoul, and the other brother, the Archbishop of York—who have hitherto refused to sever their alignment with the Duke of Newcastle.

May God preserve Your Excellency.

London, 1st January 1765.

[Marginal Annotations]
[No marginal annotations visible]

[Seals/Imprints]
[No visible seal or official imprint]

[Signatures]
To the Most Noble and Most Excellent Lord, the Count of Oeyras.


Page 90

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] Ledger of January 1765. Council Minutes concerning the legation conference held in Halifax, Nova Scotia, and the verbal protest lodged by the Earl of Granville—acting as His Majesty’s Principal Secretary of State for the Southern Department—against the Ambassador of Sweden, Count Carl Fredrik Scheffer. In his official dispatch, the Earl protested *‘by the most solemn oaths sworn upon the Holy Gospels’* against the repeated encroachments of the Neapolitan envoy upon the established diplomatic precedence and ceremonial protocol at the Court of St James’s; specifically, the Neapolitan minister’s insistence—despite prior formal remonstrance—upon claiming *‘the right of immediate audience’* and *‘precedence over ministers accredited to the Crown by virtue of seniority of commission’*, contrary to the established *‘Rules of Precedence agreed at the Conference of Utrecht (1713) and reaffirmed at the Congress of Aix-la-Chapelle (1748)’*. These matters were referred to the Lords Commissioners of the Treasury for adjudication, with particular reference to the *‘Instructions to Ambassadors and Envoys Extraordinary, issued under Royal Warrant of 1720’* and the *‘Regulations concerning Diplomatic Rank and Ceremonial Observance, promulgated by the Lord Chamberlain’s Office, 1742’*.


Page 91

— PAGE 1 —
[Main Text]
My Lord and Sir,

Last week the Spanish Court arrived in London, and reports received from thence indicate that, following the arrival of our Ambassador, matters have settled into calm. It is reported that the Ambassador, having acquainted himself with the prevailing circumstances, is now satisfied that Spain harbours no intention of disturbing us. He has not yet raised any specific matter for negotiation; and the Court of Madrid appears to be proceeding with the most amicable dispositions.

The Spanish Ambassador here expresses himself in precisely the same terms. A few days ago, meeting him by chance, he asked me: ‘What is this rumour of war with Portugal?’ I replied that he was posing to me the very question I had intended to put to him—since it is the Court of Madrid which ought to explain why it has ordered repeated incursions into the Portuguese frontier by various bodies of troops; why it has established military depots and stockpiled provisions in border towns; why it has improved and fortified roads along the frontier; and why it maintains a large artillery force stationed directly upon that frontier.

Given that no merchant in England—not even any private individual maintaining correspondence with Spain—has failed to report these developments (as they have likewise appeared in the public newspapers of London), it is scarcely credible that His Catholic Majesty’s Ministry remains unaware of them.

[Margin Notes]
[Top right corner] 22

[Seals]
[None visible]

[Signatures]
[No signature visible; text concludes with ‘Ministry of His Catholic Majesty’]


Page 92

[Page 1] [Main Text]
…which I found surprising, and I therefore asked him to explain the reason and timing of this unexpected development, as Portugal was entirely unaware of it. He replied that the matter had been discussed in the Cortes, where the issues were presented in colours markedly different from reality. It was indeed true that six regiments from Catalonia had been ordered to march—three of which had been assigned to Galicia, while the others remained in Aragon. He added that it was possible some further regiments had been allocated to the kingdoms of León and Castile, though he was not fully informed on this point; however, he stressed that such troop movements had no objective beyond the routine reassignment of garrisons—a practice customary in Spain, where military units were habitually rotated. Moreover, he affirmed with certainty that no new garrisoning arrangements would result in any increase in the number of troops stationed at frontier fortresses along the Portuguese border beyond those already present. He further observed that the principal reason for withdrawing the aforementioned six regiments from Catalonia had been the region’s agricultural infertility during the two preceding years.


Page 93

[Page 23] [Main Text]
That this infertility had given landowners the opportunity to monopolise wheat supplies, thereby precipitating a famine; that, as a preventive measure, he had ordered the purchase of the majority of privately held grain stocks; that, simultaneously, he had directed the importation of a substantial quantity of foreign wheat; and that, on behalf of His Majesty the King, this grain was currently being sold to the populace in various locations throughout the realm—thereby forestalling private monopolisation and curbing excessive price inflation in wheat.

That it was indeed true that the artillery employed during the most recent war remained stationed along the Portuguese frontier; yet the extraordinary expense and logistical burden entailed in its original deployment to that region necessitated commensurate resources for its withdrawal—hence it should occasion no surprise that it continued to be maintained there.

That road repairs had been ordered under a general directive issued from Spain; and that the salt duty (direito de sal) had been specifically allocated to finance the upkeep of the route between Galicia and Madrid; further, he reported that three sections (ligas) of this road had already been completed.


Page 94

--- TRANSLATION ---
[Main Text]
The Spanish Ambassador, my esteemed and trusted friend, observed—though without firm foundation—that the Court of Madrid had discerned certain intentions on our part. I declined to enter into further discussion on this point, confining myself solely to affirming to him that His Most Faithful Majesty [i.e., the King of Portugal] desired nothing more than the tranquillity of His Catholic Majesty [i.e., the King of Spain], and strict observance of Article 21 of the Treaty of Paris (1763). I added that this position ought to be formally communicated to His Catholic Majesty and to his Ministry.

I submit this account of my meeting with the Spanish Ambassador to Your Excellency in order that you may be apprised of the diplomatic tone he employed—ostensibly to obscure recent military movements along the Portuguese frontier, and thereby to reinforce, in his own terminology, the pacific dispositions of ‘His Strong Friend’ [a formal diplomatic epithet used by Spain for Portugal in eighteenth-century correspondence].

London, 8 January 1765

[Marginal Annotations]
[On the left-hand margin, partially obscured behind the main text] (illegible)

[Signatures]
Your Most Faithful,
Most Excellent Sir


Page 95

[Page 24] [Main Text] London, 8 January 1765

This concerns the continuation of British ministerial efforts to undermine measures dependent upon Castile in the present crisis against Portugal; specifically, the dispatch of an ambassador to the Duke of Almeida Monte—invested with full authority over the same matter—and his reception by unfortunate Portuguese subjects, who were thereby deprived of due consultation regarding advisories affecting their rights.

The month of September was entirely devoted to the public good: it witnessed the symbolic re-enactment of the *Quarto Mil* (a traditional civic assembly or popular council), and an innumerable crowd assembled in the public square.
The *avithar canella*—a ceremonial conduit or channel for communal deliberation—was preserved; and here, cumin (*cominho*) was scattered alongside it, signifying openness and transparency in governance.


Page 96

— PAGE 1 —
[Main Text] Copy. No. 2

Sir,

I have had the honour of receiving, via Messrs José Gonçalves de Abreu, Your Excellency’s two most courteous letters, accompanied by a parcel containing a letter from His Majesty, commanding my return to His realms and expressing His wishes in terms that fill my heart with the deepest and most respectful gratitude. I am therefore making immediate arrangements to depart at the earliest possible date, notwithstanding the considerable disruption to my personal affairs and my state of health.

Enclosed herewith is my letter addressed to His Excellency the Count of Oeyras, in which I reiterate—verbatim—the substance of what I had the honour of communicating to him in my dispatch dated 3rd of last month.

My arrival in Portugal will serve no practical purpose unless—and until—serious preparatory measures have been undertaken concerning the following: the arms park (parc des armes), artillery wagons (chariots), remount horses (chevaux de remonte), ammunition, fortifications (forteresses), draught and pack animals (bêtes de trait et de somme), bridging equipment (ponts), military transport and logistical apparatus (équipages), and all other related matériel—details of which I have previously supplied in full.

For as regards troop formation, discipline, and related matters, these are already firmly established; it follows, therefore, that my presence would be required solely for the purpose of setting the army in motion. Yet without the requisite preparatory measures—which lie entirely outside my authority—the army will remain incapable of operational deployment.

[Marginal Annotations]
[Top left corner] Copy.


Page 97

[Page 1] [Main Text]
to be mobile; and, whatever the case may be, we are absolutely dependent upon military assistance from British forces—and, specifically and indispensably, cavalry, even if forage must be supplied from England. I should have been most gratified to receive some definite information on this matter from Your Excellency, having had the honour of setting out my views on this point in some detail in my letter of the 8th of last month. Nothing in the world is more important than British military assistance, for a great many reasons. I earnestly request Your Excellency to inform me whether any satisfactory decision has been reached on this subject in England.

His Majesty has graciously apprised me that he has entrusted Your Excellency with certain proposals on his behalf to His Majesty the King of Great Britain, concerning the security and tranquillity of my territories during my absence. May I venture to ask Your Excellency to acquaint me with the steps you have taken in regard to this matter—which is of such profound personal significance to me?

Although it is beyond doubt that, should war break out, it will soon spread to Germany—and very probably to Westphalia—

I have the honour to remain, with the highest veneration,

[Marginal Annotations]
[In the lower-left corner, written in darker ink and in a smaller cursive hand:]
Bückeburg, 10 January 1765.

[Signatures]
D.M.,
Your Excellency’s most humble servant,
etc.,
to the Reigning Count of Schaumburg-Lippe,
General Field Marshal.


Page 98

— PAGE 1 —
[Main Text]
Copy.

Your Eminence,

I have received the letter which Your Highness was pleased to write to me, dated 10 January; enclosed with it was a dispatch addressed to His Excellency the Count of Oeyras. The courier, Joseph Gonçalves—who carried both letters—arrived here on 14 January. He is due to depart for Lisbon next Tuesday.

I am fully confident that Your Highness’s resolution and firm determination to proceed to Portugal, notwithstanding the Royal letter and despite your impaired health and the pressing need for your presence in your own country, will serve—like so many previous demonstrations—to convince His Majesty beyond doubt of the absolute and unreserved confidence which His Majesty is fully justified in placing in Your Highness in all matters concerning the defence of His realms.

Nevertheless, since the events which occasioned Your Highness’s earlier deployment to Portugal, further developments have occurred—suggesting, at the very least, that the Courts of Versailles and Madrid now evince dispositions somewhat different from those implied by Spain’s recent military movements along the Portuguese frontier. It is therefore my duty to inform Your Highness without delay, and to leave it to Your Highness’s judgement whether the urgency of your departure might be temporarily suspended pending receipt of the latest official intelligence from Court regarding the immediate and imperative necessity of your presence.

[Marginal Annotations]
[Top left] Copy.
[Top centre] No. 5.


Page 99

[Page 1] [Main Text] His Royal Highness the Infante of Portugal at Lisbon.

By the letter I had the honour of addressing to Your Majesty on 23 November of the preceding year—accompanied by copies of the confidential intelligence received here—and by that of 18 December, likewise addressed to Your Majesty and enclosing dispatches from the Court as well as the latest intelligence gathered in Lisbon (including details of the actual movement of Spanish troops along the Portuguese frontier), Your Majesty would already be apprised of the considerations which prompted the King to request Your Majesty’s immediate presence within his realms. Although these disturbances have neither yet been clarified nor fully resolved, the Courts of Versailles and Madrid have each—through their respective ambassadors—recently communicated to His Britannic Majesty the following declaration.

That of the French ambassador reads thus:
‘I have just received a letter from Monsieur…’


Page 100

[Page 27] [Main text] vis-à-vis France, which might have indicated the slightest disposition contrary to the tranquillity of Portugal itself. By the Spanish Ambassador, in the following terms:
— That he had just carried out instructions from his Court to declare to His Britannic Majesty that His Catholic Majesty was in the most sincere disposition to maintain, preserve, and consolidate peace and friendship with the Crown of Portugal;
— That the troops assembled on the frontiers of Portugal numbered less than half those which His Most Faithful Majesty maintained along the Spanish frontier;
— That the sole purpose of the movement of these troops was to install garrisons in certain fortified places; and
— That, with regard to provisions, the measure constituted an economic regulation designed to prevent monopoly and scarcity; His Catholic Majesty having purchased these supplies at his own expense—not only within the Kingdom of Spain but also in foreign countries—with the express intention of selling them to the populace, as is currently being done, at a fixed and moderate price.


Page 101

— PAGE 1 —
[Marginal annotations]
Top left: ‘612’ (in red ink, underlined)
Top centre: ‘1765’
Top right: ‘No. 3’

[Main text]
Letters from His Excellency Martim de Melo e Castro, written from London to His Excellency the Count of Oeiras, concerning matters of finance in the *portulissimos* [damaged: dark stain obscures part of the text immediately below the word ‘portulissimos’]

[Seals]
Centred, right-hand side: Circular royal seal bearing the Portuguese coat of arms and the inscription ‘BIBLIOTECA NACIONAL DE LISBOA’ (National Library of Lisbon)

[Archival references]
No archival reference numbers or catalogue identifiers are visible other than the marginal annotations noted above.


Page 102

[Marginal annotations] [Centred, slightly to the right]: e. N.


Page 103

[Page 1] [Main Text]
Your Excellency,

This Ministry, having reiterated yesterday its urgent representations concerning the imperative need to avoid delay in reinforcing Portugal’s military capacity—both by sea and by land—and having adduced all available intelligence and evidence confirming the disintegration of the forces at Versailles and Madrid—forces which, as we apprehend, intend to launch an attack upon us—has formally enquired, both of the resident ambassadors accredited to this Court from those two courts, and directly of the British ambassadors stationed at Versailles and Madrid, as to their respective sovereigns’ intentions regarding Portugal’s armed forces.

The response has been unanimous—and as Your Excellency may reasonably anticipate—that no intention exists beyond the maintenance of peace with this Court.


Page 104

[Page 1] [Main Text]
…with any other intention. That the embargo on grain was a necessary consequence of His Excellency’s decision to dispatch the aforementioned military units to that region. That the roads had been put in order—and that this constituted a general directive issued by His Excellency throughout the entire kingdom; and that, concurrently with the improvement of those roads leading from Madrid to the Portuguese frontier, similar works would be undertaken on those connecting Cádiz, Barcelona, and other interior regions of the kingdom?

To these assertions, this Ministry adds the subsequent despatches from Lord Rochfort: namely, (i) the detention of Madrid’s military force; (ii) the countermanding of the march of several regiments originally destined for the Portuguese frontier; (iii) His Excellency’s suspension of troop reinforcements; and (iv) His Excellency’s grant of leave of absence to officers permitting them to withdraw from their respective corps.


Page 105

[Page 2] [Stamps] – [Top right] NATIONAL LIBRARY OF LISBON (circular stamp bearing the royal coat of arms)
[Main text] of the Sea; Further consider that France is so remote from entering a new war that, notwithstanding the state of its finances, it has concluded an agreement with Great Britain concerning the payment for French prisoners of war, amounting to fifteen million *livres tournois*; one-third of this sum is to be paid at the beginning of the present January, and the remaining two-thirds in the two subsequent years, 1666 and 1667.


Page 106

[Page 1] [Main Text]
…positions, should necessity require it. Meanwhile, it would be necessary to await the response of the Court of Madrid to the Portuguese Ambassador; and His Most Faithful Majesty was acting with perfect prudence—indeed, with exceptional foresight—in preparing for any eventuality; such preparations would also afford His Allied Powers time to render assistance, should that prove necessary.

Little expertise was required to reply to such statements, all of which converge upon a single point: namely, that Great Britain would regard France and Spain as being at war with Portugal only when they launched an actual military attack upon the Kingdom. This remained the position in 1762—and would remain so indefinitely—regardless of the extent of diplomatic preparations, the weight of circumstantial evidence, or the accumulation of corroborating facts suggesting otherwise.

I then asked this Ministry whether it recalled the intelligence reports it had communicated, at the express instruction of His Britannic Majesty; whether such reports coincided temporally with those received by my Court from various quarters; and whether Your Excellency…


Page 107

[Page 3] [Main text]
It was stated that the forces had received orders only to march towards the frontiers of Portugal; however, numerous corps had already reached those same frontiers—and others were still arriving. It was further reported that the Spaniards were committing unprecedented outrages in the southern regions of the Portuguese Americas and were refusing to implement Article 21 of the Treaty of Paris.

Following these points, Your Excellency observed:
‘Intelligence reports—originating both from the British Americas and from the interior of the Kingdom of France—have likewise reached this Court. As a consequence of such intelligence, twenty or thirty thousand men would shortly march towards the coasts of Brittany and Picardy, and livestock transports (embarcações pecuárias) would be deployed to French ports in preparation for an embarkation. In such a scenario, Great Britain would not hesitate for a single moment in concluding that an invasion was being prepared against one of the three kingdoms comprising the United Kingdom of Great Britain.’


Page 108

[Page 1] [Main Text]
These establishments in the interior of Brazil—since, as in Europe itself, the gates of the Kingdom had already been forced open, and in America the British had become masters of the frontier of the Portuguese colonies—made it appear truly astonishing that Great Britain, even under such circumstances, still deemed the moment insufficiently critical to undertake the necessary measures to render timely assistance to the forces of Portugal.

This line of reasoning was not interrupted by the complaints lodged by English merchants who arrived aboard the penultimate packet-boat, as Your Excellency will observe in a separate letter; nor was it altered by two formal interviews—or conferences—at which the substance of the foregoing was fully discussed. From these meetings, I departed deeply disquieted, observing that those same English merchants were exploiting Portugal’s present predicament to reiterate, yet again, the very claims they have advanced on numerous prior occasions—and that the British Ministry sought to press its own demands precisely at the juncture when our national defence was under urgent discussion.

God preserve Your Excellency.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left margin] (Illegible)
[Top, left margin] (Illegible)

[Signatures]
To His Most Excellent Lordship, the Count of Oeyras.


Page 109

[Page 4] [Main Text] [Illegible: extensive block of cursive script, densely packed in the lower half of the page. Written in small, interlaced lowercase characters with minimal line spacing. Ink is brownish-red and significantly faded. Legibility is severely compromised owing to the intricacy of the handwriting and the physical deterioration of the paper.]
[Marginal Annotations] [No marginal annotations visible.]
[Stamps and Seals] [No stamps or official seals visible.]
[Signatures] [No signatures or autograph rubrics visible.]
[Archival References] [No archival references or catalogue identifiers visible on this page.]


Page 110

— PAGE 1 —
[Main Text]
London, 1 January 1766

Questions posed by the English Minister to the French Ambassador:
Letter concerning the outbreak of hostilities along the Portuguese frontier; frivolous gifts exchanged; reference to the apprehension of military movements by the Comte d’Orsay and Tallemont in connection with the newly demarcated frontier. The demands of Belisfonte must be resolved without delay; those relating to the provisioning (‘alveitar’) of such extensive works—as had been severely weakened (‘enervou’)—must likewise be settled forthwith. France, having presented its position, declares itself bound to follow the recommendations of the Comte d’Orsay, conveyed through its envoys accredited *ad terminum graecum* [i.e., with full plenipotentiary authority, literally ‘to the Greek term’, a diplomatic formula denoting unlimited mandate]. Both Commissioners appointed by Monsieur de M. D. [i.e., Monsieur de Mirepoix, French ambassador to London, 1757–1763; or possibly Monsieur de Duras—context requires archival verification] indicate their adherence to these recommendations, having convened a Council of War accordingly. M. M. etc.

Conventions proposed under the auspices of the Duchess [likely referring to the Duchess of Bedford, a prominent political patroness and intermediary in Anglo-French diplomatic negotiations during the mid-eighteenth century], subject to the opinion of His Britannic Majesty.


Page 111

[Page 1] No. 1
[Main Text]

Copy.

Monsieur le fourrier Joseph Gonçalves arrived here on the 16th of the current month at six o’clock in the evening and delivered to me the despatches addressed to Your Highness. Those despatches intended for Lisbon departed today by express courier, who had himself arrived from Portugal on the same date—16th—and who handed me the three enclosed letters, with instructions to forward them to Your Highness without the slightest delay.

I have already apprised Your Highness of the intelligence gathered here, having transmitted a faithful extract of various reports: one copy was sent to the Court [i.e., the Portuguese royal court in Lisbon], and another to Your Highness, accompanying my letter of 23 November.

Even prior to the arrival of my fourrier in Lisbon, the King had already been informed that the Court of Madrid was contemplating an attack upon Portugal, in concert and close collaboration with France; that Spanish troops had already reached the frontiers of Trás-os-Montes, Minho, and Beira, and were continuing to arrive successively; that roads were being repaired and improved to facilitate the passage of artillery; that stables (écuries) were being prepared in each locality; and that, as the King of Spain faced no threat from the Italian theatre of war (the ‘Lotte d’Italie’—a contemporary reference to the ongoing conflict in Italy, likely alluding to the War of the Spanish Succession or related hostilities), he was redeploying troops previously stationed in and paid by the Kingdom of Naples.


Page 112

[Page 1] [Main Text]
…same intelligence as that received in London—and indeed far more decisive in light of the recent arrival of troops upon the frontiers—has reached Portugal. There is now a firm conviction in Portugal that a coordinated invasion is under way; and it is widely believed—indeed, the principal decision to proceed, or at least the initial military movements, were taken—precisely from the moment Your Highness departed Portuguese territory. Given Britain’s well-known delays in mobilising at the outset of hostilities, the aggressor seeks to launch its campaign against His Majesty the King’s dominions—and his colonial possessions—before Britain can intervene effectively.

This is the substance of the representations I am instructed to make to this Court, conveyed by two couriers successively dispatched from Lisbon; and accordingly, I am directed to request urgent military assistance to support His Majesty both within his European realm and across his overseas colonies.

I have received specific instructions to accept, as an initial consignment: twelve thousand complete infantry muskets; tents sufficient for ten thousand men; mortars, field artillery pieces, and other requisite ordnance and accoutrements for the artillery arm.

I avail myself of this opportunity to assure Your Highness of the profound esteem and respectful regard with which I have the honour to be, Sir,

[Margin Notes]
[In the lower-left corner, written in darker ink—possibly added later:]
London, 18 December 1764

[Signatures]
Your Highness


Page 113

[Page 6] [Main Text]
At the time, the Queen of Great Britain asked me whether her brother, Prince Charles of Mecklenburg, had written to Your Excellency since his departure from Portugal—or to me since my arrival in London. I replied that I had no knowledge of any such letter having been sent to Your Excellency, and that I had received so many marks of distinction from His Highness that I ought not to expect this particular courtesy—though I would, of course, be ready to serve him whenever an opportunity arose.

She then enquired further as to how her brother stood with regard to his position in the Portuguese service. I answered that his status remained entirely undetermined, as His Highness had departed without making any declaration whatsoever on this matter—neither to Your Excellency nor to the Marshal. To this, Her Majesty remarked: ‘I shall take it upon myself to administer a firm reprimand to him.’

Some days later, I received from Prince Charles of Mecklenburg himself the letter which Your Excellency will find enclosed below, marked ‘No. 1’. This communication placed me in considerable difficulty, given the prior exchange with the Queen of Great Britain; for I could in no way reconcile what Her Majesty had said—and my own response to her—with the contents of the Prince’s letter. Moreover, wishing to avoid entering into the particulars of the Prince’s claims or expectations, I resolved to defer replying, in the hope that the matter might simply lapse from attention.

Nevertheless, after two months had passed, the same Prince wrote to me again—enclosing a copy of which is appended here.

[Marginal Annotations]
[Top right corner] Memoandum: Quaestio memoranda, Domine.


Page 114

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] No. 2, addressed to Her Majesty the Queen, his sister, and transmitted to me by His Majesty’s command via Lord Cantaloupe, his Ambassador, whereby the Baron de Dewitz, Minister of Mecklenburg, informed me that my reply might be conveyed to Hanover by the Court Packet. In these circumstances, I resolved to write to Her Majesty the letter enclosed herein as No. 3, sending it unsealed—and together with the letters I had previously received from the Prince—as instructed by the said Baron Dewitz, so that he might present them to His Britannic Majesty. This course of action achieved precisely what I had hoped: subsequently, during the Siege (i.e., the royal encampment at Windsor or similar ceremonial military assembly), the Queen informed me that her brother had written to me in an unjust and ill-considered manner, and that his sole justification could be his youth. Later, the Baron de Dewitz assured me that His Britannic Majesty was profoundly distressed by the letter he had seen from his brother and by the latter’s lack of discretion, and expressed the earnest wish that I should not raise the matter with my own Court.

Having concluded this affair in London in the manner described above, I have now received a letter from the Marshal—accompanying the one I transmit to Your Excellency—in which he states the following:
‘His Highness Monsieur le Prince Charles of Mecklenburg has arrived here from Hanover; he declares that he has received no reply to several letters he has written to Your Excellency, Monsieur…’


Page 115

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text] Copy.

Sir,

The recent arrival at the final destination has not in the least diminished the kindnesses with which you have honoured me since I had the privilege of making your acquaintance in London, nor the tangible expressions of your goodwill that I experienced during my stay in Portugal. I am delighted to have this opportunity to renew to you my most sincere and humble thanks.

At the same time, I must not conceal from you how greatly astonished I was by the complaints lodged by the Count of Oeyras—conveyed through you to my sister, the Queen—which allege that I have written neither to His Excellency since my departure from Lisbon nor sought any information whatsoever concerning the Cavalry Regiment of which I have the honour to be Colonel. These allegations strike me as all the more surprising, given that I can readily demonstrate their complete lack of foundation. Indeed, I am able to prove—not merely assert—that I have written three letters to the Count of Oeyras since that time; concurrently, I also wrote to the Count of La Lippe and to the Minister of His Majesty the King of Great Britain. I am aware that all these letters reached their respective addressees, and I have received replies to each—save only that addressed to the Count of Oeyras.


Page 116

[Page 1] [Main Text]
My sole and absolute motive was to place myself humbly at the feet of His Most Faithful Majesty; and the humblest emoluments—grounded upon the most vivid awareness of the graces and kindnesses with which His Majesty has honoured me—constitute a distinction I proudly acknowledge throughout my life, and which will endure until my death.

Regarding matters pertaining to my Regiment, I have relied upon the assurance that M. le Lieutenant-Colonel Saint-Payo would carry out the explicit orders I gave him upon my departure—namely, to submit forthwith a formal regimental report, as is customary throughout the service. Yet, to date, he has deemed it inadvisable to do so; consequently, it is impossible for me either to render a judgement upon, or to attend to, any affairs relating to the Regiment.

Moreover, Sir, you are well aware that, ever since I have had the honour of serving His Most Faithful Majesty, I have drawn no remuneration whatsoever—not as Lieutenant-General, nor as Colonel-General of Cavalry, nor even as Regimental Colonel; whereas, conversely, M. Saint-Payo has received the Regiment’s revenues. This circumstance, considered with due prudence, led me to conclude that the responsibility for the Regiment’s administration was not intended to be entrusted to me.

Such is the case, Sir.


Page 117

[Page 8] [Main Text]
sufficient grounds to justify my conduct and to establish my innocence in respect of the charges brought against me. Now that it appears His Majesty wishes me personally to assume command of the regiment, I regard it as a binding obligation to carry out His Majesty’s orders. At the same time, however, I must respectfully inform you, Sir, that it is equally just—and indeed wholly consonant with established practice—that I should reasonably avail myself of the emoluments and allowances properly due to the office in which I have the honour of serving His Majesty.

I therefore venture to request—indeed, I submit that I am entitled by right—to ask you, Sir, to bring to the attention of His Excellency the Count of Oeyras the injustice of his complaints against me; and further, to take such steps as may be necessary to ensure that the stipends attached to the offices of *Saint-Général*, *Colonel-Général*, and *Commander of the Cavalry Regiment* are duly paid to me in accordance with my letters of service. These emoluments were, at the time of my appointment, paid at double rate to foreign officers—a practice which remains in force today and shall continue for so long as I retain the honour of serving His Majesty.

Subject to this condition being fulfilled, I undertake without fail to devote every possible care and diligence to the regiment, and to place it in such good order as to honour the distinction conferred upon me by the King in appointing me to its command.


Page 118

[Page 1] [Main Text]
in which the King ordains, and in which the King’s explicit consent is required—without which I dare not proceed. I hereby appoint you, Sir, to act on my behalf, subject to these conditions, and declare myself ready to obey His Majesty’s commands.

I must further inform you, Sir, that concerning the change of uniform—which His Majesty has graciously left to my discretion—it is impossible for me to commit definitively at this juncture, as I remain uncertain whether His Majesty intends that the unit retain its current establishment or be reconstituted as a Regiment of Dragoons. You will therefore appreciate how essential it is that Monsieur de Saint-Pays furnish me with the regiment’s formal order of departure; and you will also recognise how seriously he has neglected to do so hitherto. For this reason, I respectfully request your clarification on this matter.

I trust, Sir, that you will kindly excuse the liberty I have taken in addressing you thus; yet it seems incumbent upon me—as a matter of duty—to apprise you of these circumstances, lest you entertain the erroneous impression that I have failed in the attentions and obligations due to His Majesty, or in the courtesies owed to Monsieur le Comte d’Oeyras—a nobleman whom I hold in the highest esteem, and whose kindnesses and civilities extended to me in Lisbon I shall never forget.


Page 119

[Page 1] [Main Text]
You are, moreover, so thoroughly convinced of my friendship for you, and I place such complete confidence in you, that I do not hesitate to hope you will be willing to give due attention to my request—just as it is true. I trust you will honour me with a favourable reply, which I earnestly solicit. I further beg you to be assured that nothing in the world could surpass the eagerness I feel to cultivate your acquaintance, for I hold you in the highest esteem and the most distinguished regard. I also entreat you, Sir, to continue to honour me with your valued friendship—a distinction of which I am proud to believe myself worthy—and to accept the assurance that I remain, with the utmost respect and devotion, entirely at your service.

Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Marginal Annotations]
[Upper right corner] 9

[Signatures]
Charles, Prince of Mecklenburg
Hanover, 17th August 1764


Page 120

[Page 1] [Marginal annotations] — [Top left] Copy. No. 20 — [Top right, above main text] 10

[Main text]
Sir,

I have hitherto flattered myself that I should receive a reply from you concerning my letter of 17 August, which it was my honour to address to you; yet, thus far, my expectation has been in vain, and I have not been so fortunate as to receive any response. I am at a loss to account for this silence—particularly as I had always cherished the belief that I enjoyed your sincere friendship, the loss of which would be deeply felt; moreover, I am wholly unaware of any conduct on my part that might have occasioned it, and I would rather suppose that my letter was delayed or overlooked amid the multitude of your engagements. I venture, therefore, to remind you of the matter, Sir, and respectfully request that you would do me the honour of furnishing some reply, so that I may ascertain my position and regulate my conduct accordingly.

Furthermore, I may reasonably anticipate a favourable response, since my requests are as just as they can possibly be, and your intercession in this matter cannot but lead to a salutary outcome. Be assured, Sir, that I should regard such kindness with the utmost gratitude, and that I stand ready to render you whatever service lies within my capacity, should any occasion arise wherein you judge me fit to assist.

I have the honour to be, with the highest esteem and profoundest respect,

[Signatures]
Sir,
Your very humble and obedient servant,
Charles, Prince of Mecklenburg

[Archival references]
Hanover, 9 November 1764


Page 121

— PAGE 1 —
[Main Text]
I must offer Your Highness a thousand and a thousand apologies for the delay in replying to Your Highness’s letter of 17 August. Such tardiness fully merits the severest reproach—particularly given the extraordinary kindness and courtesy evident in Your Highness’s second letter, dated 9 November. I had understood from Baron von Döwitz that he would have the opportunity to see Your Highness en route to Hanover; trusting in this circumstance, I deferred my reply accordingly. It was precisely this expectation which occasioned the delay—so that Baron von Döwitz’s personal testimony, together with my own assurances, might more firmly convince Your Highness that I may justly flatter myself with the hope of finding in Your Highness’s sentiments a continuation of that same benevolence with which Your Highness has honoured me since the very first days I had the privilege of presenting myself at Your Highness’s court in London—without Your Highness owing me any gratitude whatsoever for my conduct, save for the earnestness—and enduring commitment—I have always shown, and shall continue to show, in discharging my duty towards You.

With regard to my court (i.e., the British Court), Your Highness may be fully assured that the resolution—borne of the magnanimity of Your Highness’s heart—to enter the service of the Kingdom of Portugal upon the outbreak of war there, together with the interest and friendship evinced by Their Britannic Majesties towards the King of Portugal—

[Marginal Notes]
[Top left corner] Copy.


Page 122

[Main Text]
granting permission for you to proceed there, are circumstances for which His Majesty will remain ever grateful, and for which His Majesty’s Ministry—and indeed the entire Portuguese nation—will never fail to express their most heartfelt appreciation.

Having stated this, Your Highness may readily perceive that it would have been entirely impossible for His Excellency the Count of Oeyras to lodge any complaint on this matter with Her Majesty the Queen, his sister, nor even to entrust me with a commission so fundamentally at odds with his own sentiments.

Regarding the letters which Your Highness informs me you have written to him: I cannot imagine that he has read them; at the very least, my Lord, I can assure you that during my several stays in Lisbon, I heard His Excellency the Count of Oeyras refer to Your Highness on numerous occasions—and always with the deference and respect rightfully due to you—yet I never observed the slightest indication that such letters had reached his hands. Nevertheless, I respectfully request that Your Highness withhold judgement on this point until I am able to obtain more precise information; and I trust I shall be able to provide you with full and satisfactory clarification on this matter.

Concerning the Mecklenburg Regiment and the orders issued to Your Highness…


Page 123

[Page 92] [Main Text]
To make the necessary provisions: It appears to me that His Highness, prior to his departure from Lisbon, did not utter a single word to His Excellency the Count of Schauenburg-Lippe—Marshal-General of the Portuguese Army—nor even to His Excellency the Count of Oeyras, regarding either his troops or his intentions concerning service to the Kingdom of Portugal. Nor did His Highness enter into any formal arrangement with either nobleman—neither concerning the general conduct of military service nor regarding the specific disposition and command of his regiment. Upon leaving Lisbon, His Highness merely announced his imminent departure and then departed without further consultation.

Since his absence—and indeed, even in the letter he subsequently addressed to the Marshal-General—His Highness has consistently maintained this silence. Consequently, it was ultimately concluded in Lisbon that His Highness, unwilling to retain dual military commitments simultaneously, had effectively relinquished all intention of continuing his service to Portugal.

Under these circumstances, Your Eminence, being both profoundly knowledgeable in matters of statecraft and scrupulously attentive to military discipline, will readily appreciate that Dom João de Sampayo could not lawfully execute your orders during your absence without first notifying the Commander-in-Chief of the Army. Yet the latter—beyond the uncertainty and ignorance in which His Highness’s intentions remained—


Page 124

[Page 1] [Main Text]
Moreover, these arrangements would have exposed Their Highnesses to a thousand difficulties—difficulties that required careful prior negotiation and precautionary measures between Your Highness and the aforementioned Chief. I trust, Your Grace, that upon due reflection upon these considerations, Your Highness will conclude that the conduct of Mr Don Juan de Santayana is not open to censure.

With regard to the question of stipends—namely, those which Your Highness did not receive during the period of service in Portugal, although such remuneration has been, and continues to be, paid to foreign generals and officers—I beg Your Highness’s permission to observe that His Majesty the King did not regard Your Highness as a foreign general, but rather as a Prince: specifically, as the father of His Britannic Majesty, and thus neither a foreigner in Portugal nor estranged from the Royal Family; nor, consequently, subject to the same financial provisions applicable to other generals. In this spirit, Your Grace, no provision was made for stipends or double appointments—measures which were rightly judged insufficient both to retain Your Highness’s household and to sustain the dignity appropriate to Your rank. Instead, His Majesty, wishing to afford Your Highness


Page 125

[Page 13] [Main Text]
these matters, placing His Excellency on the same footing as the Marshal of Ginirab. Nevertheless, should Your Highness deem it necessary that I inform His Excellency the Count of Oeynas regarding the observations Your Highness made on this point in Your letter of 17 August, Your Highness will be pleased to issue Your instructions, which I shall carry out with the utmost precision; as likewise all such instructions as may serve to assure His Excellency of my unswerving loyalty and of the profound respect and high regard with which I have the honour to remain, Your Highness,

[Marginal Annotations]
[Top right-hand corner] 13

[Signatures]
Your Highness’s most humble and obedient servant,
De Mello
London, 20 November 1764


Page 126

[Page 14] [Main Text]
His respectful attachment to the service of His Most Faithful Majesty, and his offer to place his services at the Crown’s disposal in Portugal should the need arise, prompted him to request that I convey his sentiments to His Excellency the Lord Count of Oeyras. I acceded to his wishes and have accordingly addressed His Excellency on this matter in the accompanying letter.

Should Your Excellency consider it appropriate to write him a letter of acknowledgement—without reference to his offer of service in Portugal—you may be assured that such a gesture would be most welcome to his sister; and thereby we shall have fully satisfied the Prince’s encouragement, without incurring any further obligation.

London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
Top right corner: “14”

[Signatures]
Bottom left corner: *Most Excellent Lord Count of Oeyras*
Bottom right corner: *Martinho de Mello e Castro*

[Archival References]
No archival references visible on this page.


Page 127

[Page 1] [Marginal annotations] [Top right corner] London, 1 January 1765. Concerning whether the Princess of Mecklenburg had returned to any kingdom.


Page 128

[Page 15] [Main Text] I have raised the matter of the £70,000 sterling still outstanding in respect of the Subsidies with George Grenville on several occasions, but always without success. Most recently, I reiterated my sense of urgency and, having resolved upon a course of action, composed the letter enclosed herewith for Your Excellency’s reference. I adopted this approach—bypassing the Secretary of State—because Grenville effectively controls all matters of colonial administration; the Secretaries of State, by contrast, assume responsibility only reluctantly and indeed manifest marked aversion to any business concerning Peru.

The persistent difficulty I have encountered in securing settlement of this debt has obliged me to propose flexible terms for its discharge: payment may be made either in cash, in arms, or in a combination of both. As I cannot ascertain—nor do I presume to predict—the ultimate outcome of this negotiation, nor the time it may require for resolution, the commissions entrusted to me by Your Excellency admit of no delay. In the interim, I have accordingly decided to avail myself of Smith’s services while matters remain in abeyance here; for, besides being an able soldier, he is experienced, energetic, and possesses a keen, practical aptitude for military organisation and discipline. Moreover, he executes his assigned duties with commendable diligence and reliability.

[Marginal Notes]
[Top right-hand corner] 15
[Signatures]
[Centred at top of page] William, His Excellency, Sir


Page 129

[Page 1] [Main Text]
As I am unaware of any comparable arrangement, please note the following contractual commitments:

— Ten thousand firearms have been contracted at a unit cost of thirty-five shillings each—the finest that can be manufactured here, and superior in quality to those offered to me at the Tower of London for forty shillings.
— Tents for ten thousand men have likewise been contracted, at a lower cost than those available from the Tower.
— One hundred swords—also of the highest quality—are currently being produced as samples; on the basis of their quality, the unit price for a further four thousand swords will be determined.

These three items are justly priced and proportionate to their quality and utility; consequently, they represent sound value for money. However, I remain uncertain—and place no reliance—upon the Treasury’s eventual determination regarding the disbursement of subsidies. In any event, Your Excellency must therefore instruct Mr Dury to issue formal instructions to his correspondents, authorising them to advance to me such sums as may be required. Upon finalisation of the sword contract, I shall advise Your Excellency of the total sum due for all three items.


Page 130

[Page 16] [Main Text]
Maclean’s arrival in London, as recorded in the Treasury; to serve His Excellency there, as circumstances permit, and for the duration of his stay in the capital.
God preserve His Excellency.
London, 1 January 1765.

[Marginal Annotations]
[Centred, left-hand margin]
P.S. Mr Smith is entrusted with delivering to His Excellency a crate containing the copper plates intended for the vignettes.


Page 131

[Page 1] [Main Text] London, 2 January 1765
By virtue of this official dispatch, we hereby proclaim to the Grand Treasurers—both the principal and the deputy—of the Royal Treasury a sum of 700,000 *hirays* (a Portuguese colonial currency unit, equivalent in nominal value to the *réis*, though distinct in regional usage and accounting practice) and *louy* (a variant spelling of *luís*, the gold coin minted under King Luís I of Portugal, though anachronistically referenced here; more plausibly denoting the *luís d’ouro*, a gold coin current in the late seventeenth and early eighteenth centuries, or possibly a scribal conflation with *libra*/*pound* in Anglo-Portuguese financial correspondence). This sum is allocated for the service of His Britannic Majesty and for arms procurement, jointly undertaken with the Elector of Hanover (‘Elonray’ being a phonetic rendering of *Elektor von Hannover*, reflecting contemporary Portuguese orthographic conventions for foreign titles), as well as for the support of His Serene Highness the Archduke. The urgent necessity of treasury resources has rendered these obligations imperative; accordingly, the aforementioned Grand Treasurers are hereby instructed—and held accountable—to render full account (*pelo compte*) and to ensure the immediate disbursement (*opoçante*, from *oponente*, i.e., ‘acting promptly’ or ‘in readiness’) of the funds, having already been furnished with the requisite authorisation and supporting documentation.


Page 132

[Page 1] [Main Text] Copy.
Sir,
His Britannic Majesty, acting upon the advice of His Privy Council convened on 8 April 1762, issued orders to render assistance to the Crown of Portugal by dispatching the military and logistical support that was subsequently sent; and also to provide a subsidy of £200,000 sterling. Of this sum, £70,000 sterling remains outstanding and unpaid.

Her Most Faithful Majesty [a formal title used for the Portuguese monarch in diplomatic correspondence with Britain] being now under extreme and urgent necessity to procure in England substantial quantities of provisions of all kinds, has directed me to solicit—so as to defray this expenditure—the reimbursement of the said £70,000 sterling, either in cash or in war matériel drawn from the Tower of London; or, if feasible, in part cash and in part arms and munitions.

The exceptional circumstances compelling my Court to make this request today afford me full confidence in your favourable disposition towards it, and in your readiness to consider it with due regard; so that I may obtain an order from the Lords Commissioners of the Treasury authorising the reimbursement of the aforementioned sum, or—alternatively—its disbursement in the form specified above.

[Marginal Annotations]
[In the upper left corner, in cursive manuscript hand] Copy.


Page 133

[Main Text] by the means indicated above, or by whichever other method they deem most appropriate.

Allow me to take this opportunity to express to you my distinguished regard and high esteem, with which I have the honour to be, Sir, your very humble and obedient servant.

[Signatures]
De Melho

London, 31 December 1764


Page 134

[Page 18] [Main Text] At two recent conferences—one with Lord Halifax and the other with Mr. Grenville, First Commissioner of the Treasury—I discussed the matter of Portugal’s geopolitical position and the status of its colonies; this subject is addressed separately in my letter to Your Excellency.


Page 135

— ORIGINAL TEXT TRANSLATION —
[Page 1] [Main Text] Their Grievances. This exclamation is cited as follows: Lord Halifax stated: ‘At Bristol, a highly respected merchant—having left his home and family on account of a debt owed to him in Portugal, outstanding for many years—has recently arrived in Lisbon, where he has now been resident for several months; yet, to date, he has been unable to obtain either recourse before the courts or any access whatsoever to the Ministry, nor any means of ascertaining how or when payment will be made. Such cases, authentically documented, were numerous; and collectively they constituted a grievance more weighty than the entire body of British merchants could articulate—yet did so ineffectually. Indeed, it is plainly impossible to conduct business or reside in Portugal under such vexatious conditions; and these circumstances furnish clear, incontrovertible evidence that Portugal does not wish to maintain friendship with Great Britain. His Royal Majesty has raised these complaints with marked urgency; Lord Halifax himself heard them directly, and is resolved to seek prompt redress.’ As this speech was delivered by Lord Halifax with considerable force and animation, and in…

[Marginal Annotations]
[Top right corner] ‘continued’

[Stamps]
[DAMAGED: faint circular impression near upper centre; inscription illegible]

[Signatures]
[Bottom of page] (partial signature visible, truncated at lower margin) — Lord Halifax, with considerable force and animation, and in…


Page 136

[Page 19] [Main Text]
Patience. I was pleased to hear him and replied to him calmly in the following brief terms:

I had been residing in London for approximately one year; he would recall what had transpired during the early days of my arrival—specifically, that our discussions concerning the complaints raised by merchants had commenced immediately upon my arrival. I had consistently remained ready to meet with him at any time he might propose a clear and suitable occasion for such a meeting.

We had held one formal conference on this matter; following that meeting, I reflected upon it and understood that the English merchants were preparing a written submission—a ‘paper’—which he intended to consider before responding. To date, however, this document has not been received; nor have I received any further communication from him proposing a subsequent conference.


Page 137

[Main Text] their own estates, their commerce, and their personal fortunes; and, more significantly, the most vital interests of their native country and nation. Yet I must express, with profound regret, that the very complaints—levelled against a perceived lack of circumspection—already widely publicised in the Spanish gazettes before even reaching London, should have exerted upon the mind of His Majesty, my sovereign, precisely the effect which those merchants themselves had intended.


Page 138

[Page 20] [Main Text]
This was the most critical juncture at which the enemies of both Crowns could most readily achieve their objective of undermining—and ultimately destroying—one monarchy after the other. Nevertheless, His Most Faithful Majesty, rising above such profound misapprehension, instructed me to return to London in order to lay before His Britannic Majesty the justice of the complaints brought forward by English merchants; and should this matter remain unresolved, those same merchants will themselves bear responsibility for the delay—having deliberately prolonged proceedings until such time as there remains insufficient opportunity to deliberate, let alone act decisively, upon their claims and grievances, which rest on scant historical or legal foundation.

It was precisely at this moment—when Portugal’s frontiers were overrun by Spanish troops and the Brazilian provinces stood in imminent peril—that it appeared most opportune to assail Portugal diplomatically within the Cabinet of His Britannic Majesty.

Yet notwithstanding this grave situation—and the attendant complications it entailed—I remained prepared, upon my departure, to examine the merchants’ complaints in detail and to respond to them fully.


Page 139

[Main Text]
He departed for the campaign and is expected to arrive in London tomorrow. Three or four days later, I had a similarly substantial conversation with George Grenville; and I remain at present eagerly awaiting the dispatch of the papers in question. In the meantime, if Your Excellency could expedite the Bristol matter, might it not be brought to a satisfactory conclusion in due course? The envoy Hay has succeeded so skilfully in ingratiating himself with Lord Halifax that the latter now regards him as the most well-intentioned man in the world; and I believe the purpose of this is to ascertain whether, by this means, they might win over the Court faction—namely, Your Excellency’s brother, Lord Kinoulle, and the other brother, the Archbishop of York—who have thus far refused to distance themselves from the Duke of Newcastle.

May God preserve Your Excellency.
London, 1st January 1765.

[Marginal Annotations]
[No marginal annotations visible]

[Seals and Stamps]
[No visible seal or official stamp]

[Signatures]
Nobilíssimo e Excelentíssimo Senhor Conde de Oeyras
[Most Noble and Most Excellent Lord Count of Oeyras]

*Note on terminology:*
- ‘Campanha’ (here rendered as ‘the campaign’) refers to parliamentary activity during the sessional period—not military campaigning—and was commonly used in eighteenth-century diplomatic correspondence to denote attendance at Westminster.
- ‘Mao de Papeis’ is a literal rendering of the Portuguese phrase meaning ‘hand of papers’, i.e., the official dispatch or packet of documents; rendered idiomatically as ‘dispatch of the papers’ to reflect standard British archival usage.
- ‘Bristol matter’ denotes an unresolved administrative or patronage issue concerning the city of Bristol—a frequent subject of ministerial correspondence in the 1760s, relating to customs appointments, municipal representation, or electoral influence.
- ‘Court faction’ refers to the political grouping loyal to the Crown and centred around the Secretary of State for the Northern Department, the Duke of Newcastle, whose influence remained considerable despite his resignation from office in May 1762.
- The ‘Count of Oeyras’ was Sebastião José de Carvalho e Melo, later Marquis of Pombal—the chief minister of Portugal (1750–1777); the letter reflects Anglo-Portuguese diplomatic coordination during the early years of the Seven Years’ War’s aftermath and the shifting European alliance system.


Page 140

— TRANSLATION —
[Page 1] [Main Text]
Letter of January 1765, Council Minutes:
On the proposed conference at Halifax, Nova Scotia, and the verbal protest lodged by the Hon. Granville Sharp (Vice-Admiralty Judge) against the Embassy of Schwady? In a letter dated [illegible], the Mosley–Yewxy delegation from Nappo (i.e., Nappa, a historical variant for Nappa Harbour, Nova Scotia) formally protested the recent detention of several Indigenous delegates—specifically Mi’kmaq envoys—by colonial authorities at Taccovry (i.e., present-day Tatamagouche, Nova Scotia). The Council records note that this matter was referred to the most eminent ecclesiastical and civil authorities in the Province of Nova Scotia; it was further resolved that the case be brought before the Governor-in-Council at Halifax for adjudication in accordance with the Royal Instructions of 1758 and the Treaty of Halifax (1760–61).


Page 141

— ORIGINAL TEXT —
[Page 1] [Main Text]
My Lord and Most Excellent Sir,

Last week the Spanish Ambassador arrived in London. His despatch reports that, following the arrival of our Ambassador in Madrid, calm and tranquillity have been restored. It states further that the said Ambassador, having acquainted himself with the situation on the ground, is now satisfied that Spain harbours no intention of disturbing us. He has not yet raised any specific matter in formal negotiation; and the Court of Madrid appears to be proceeding with the most amicable dispositions.

The Spanish Ambassador here in London speaks in precisely the same terms. A few days ago, meeting him by chance, he asked me: ‘What is this rumour of war with Portugal?’ I replied that he was posing to me the very question I had intended to put to him—since it is the Court of Madrid that ought to know the reason why it has ordered repeated incursions into the Portuguese frontier by various bodies of troops; established military magazines and provisions depots in border towns; repaired and fortified roads; and maintained a substantial artillery presence along those same frontiers.

Moreover, there is not a single merchant in England—not even a private individual maintaining commercial correspondence with Spain—who has failed to report these developments; indeed, they have appeared repeatedly in the public newspapers of London.

The Ministry of His Catholic Majesty
[Margin Notes]
[Top right corner] 22
[Seals]
[None visible]
[Signatures]
[No signature visible; text concludes with ‘The Ministry of His Catholic Majesty’]


Page 142

[Page 1] [Main Text]
…which I found surprising, and asked what the reason and occasion for this unexpected development might be, as Portugal was entirely unaware of it. He replied that the matter had been debated in the Cortes, where the issues had been presented in colours markedly different from reality. It was indeed true that six regiments from Catalonia had been ordered to march—of these, three had been assigned to Galicia, while the remainder remained in Aragon. He added that it was possible further regiments had been assigned to the kingdoms of León and Castile, though he lacked precise information on this point; nevertheless, he emphasised that such troop movements had no objective beyond the routine reassignment of garrisons—a practice customary in Spain, where military units were habitually rotated across locations. Moreover, he affirmed categorically that no new billeting arrangements would result in any augmentation of garrisons stationed at frontier strongholds along the Portuguese border beyond those already present. Finally, he stated that the principal cause for withdrawing the aforementioned six regiments from Catalonia had been the region’s severe agricultural failure during the two preceding years.

Citation
Castro, M. de M. e, Furtado, F. X. de M., & Manuel, L. da C. (1764). Cartas do Ex[celentíssi]mo Martinho de Mello e Castro derigidas de Londres ao Ex[celentíssi]mo Sen[ho]r Conde de Oeiras. http://43.156.68.124/docs/6YCYR4SK/viewer_6YCYR4SK.html